quinta-feira, 10 de junho de 2010

Caatinga



Estados: Bahia, Ceará, Piauí, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Paraíba, Sergipe, Alagoas, Maranhão e norte de Minas Gerais.

Área: 73.683.649 hectares

Unidades: O bioma Caatinga possui 53 Unidades de Conservação, entre Parques Nacionais, Reservas Biológicas, Estações Ecológicas, Florestas Nacionais, Áreas de Proteção Ambiental, Área de Relevante Interesse Ecológico, Reservas Particulares do Patrimônio Natural, Parques Estaduais, Parques Botânicos, Parques Ecológicos Estaduais, totalizando uma área de 4.223.152,54 hectares.

Mapa
Esse bioma ocupa quase 7% do território nacional. Na língua indígena Caatinga significa Mata Branca, pois a sua vegetação seca costuma perder as folhas na época de pouca chuva, ficando com um aspecto entre o esbranquiçado e o cinzento.

A Caatinga é dominada por tipos de vegetação com características xerofíticas (formações vegetais secas), que compõem uma paisagem cálida e espinhosa possuindo estratos compostos por gramíneas, arbustos e árvores de porte baixo ou médio (3 a 7 metros de altura), caducifólias (folhas que caem), com grande quantidade de plantas espinhosas, como as cactáceas e as bromeliáceas.

O solo é raso e pedregoso, não consegue armazenar água. A vegetação é adaptada ao clima para se proteger, é característica de uma mata espinhosa e agreste. As folhas são mais finas, ou inexistentes, na estação da seca as plantas perdem as folhas. Algumas plantas armazenam água, como os cactos, outras se caracterizam por terem raízes praticamente na superfície do solo para absorver o máximo da chuva.

O clima é semi-árido, apresentando temperaturas médias anuais que oscilam entre 25ºC e 29ºC.O período de chuvas é rápido e irregular.

A flora possui pelo menos 19 espécies de plantas ameaçadas, entre elas a aroeira-do-sertão - Myracrodruon urundeuva e a baraúna - Schinopsis brasiliensis. São importantes, pois servem de alimento e abrigo para os animais silvestres, além de serem as principais árvores na composição das paisagens vegetais do sertão nordestino. Em pesquisas pelo menos 932 espécies já foram registradas para esse bioma, sendo 380 endêmicas. Dentre elas as cactáceas, como as do gênero Cereus (mandacaru e facheiro) e do Pilocereu (xique-xique), a caatinga também apresenta muitas leguminosas (mimosa, umbu, acácia, juazeiro, entre outras). A Caatinga tem uma fauna própria, com várias espécies endêmicas, diferenciando-se de muitos outros por ser exclusivo do Brasil, o que torna a sua fauna ainda mais atrativa do ponto de vista científico.

A fauna silvestre na Caatinga é bem representada, com cerca de 1.981 espécies de animais que também se adaptaram às condições desse ecossistema. Abrigam-se do sol em locais sombreados, saindo para caçar à noite. Entre esses representantes, as aves formam o grupo de maior representatividade com cerca de 510 espécies, os mamíferos estão representados por 148 espécies, das quais dez são endêmicas. Aproximadamente 240 espécies de peixes ocorrem no semi-árido.

Embora a região seja menos diversificada quando comparada com outros ecossistemas brasileiros, ela está representada por no mínimo 56 espécies endêmicas. A Caatinga é o único bioma de distribuição exclusivamente brasileira, o que significa que grande parte do patrimônio biológico desse ecossistema não é encontrada em nenhum outro lugar do mundo. E ao contrário disso mais de 18.000 km2 do sertão nordestino já desertificaram e mais 180.000 km2 estão caminhando para esta degradação.

A Caatinga tem passado por processos de degradação dos solos, dos recursos hídricos, da vegetação e da biodiversidade, somados à redução da qualidade de vida da população, com graves riscos de erosão e de desertificação, reforçados pela retirada de lenha. Isso tudo associado ao manejo inadequado da terra, ao desmatamento, queimadas, irrigação mal conduzida, pastoreio excessivo e mineração.
Fauna

Arara-azul-de-lear

Flora

Licuri


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