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quarta-feira, 4 de maio de 2011

Célula brasileira tem 98% de origem européia, diz pesquisadora

Geneticista Lygia Pereira fala sobre o seu trabalho de criação das primeiras células-tronco e foi recentemente publicado pela revista “Cell Transplantation”

Thábata Mondoni


A geneticista da Universidade de São Paulo, Lygia Pereira, fala para o Começando o Dia sobre o seu trabalho de criação das primeiras células-tronco, que começou em 2008, e foi recentemente publicado pela revista “Cell Transplantation”. Na publicação, há uma conclusão de que as células estudadas por Lygia possuem uma característica surpreendente. Elas revelam que a linhagem não é compatível com a população do país para a realização de terapias.

“Em 2008 nos conseguimos a partir dos embriões da fertilização em vidro, gerar uma primeira célula-tronco embrionária brasileira. 

E a nossa hipótese é que se eu quero usar essa célula para fazer tecidos para transplantar em pacientes, fazer células, por exemplo, para o fígado, para botar numa pessoa com hepatite e regenerar o fígado dessa pessoa, é preciso que esse tecido seja compatível com os nossos pacientes. Então a nossa hipótese é que uma célula embrionária brasileira tem uma maior compatibilidade com a nossa população. E a nossa surpresa e é isso que a gente está relatando no artigo que saiu agora, é que essa célula brasileira na verdade não tem uma boa compatibilidade com a nossa população. E quando a gente foi ver porquê; é porque ela tem uma genética européia. Nossa população tem uma mistura de europeu, de índio brasileiro, de negros, nós somos bem misturados. E quando a gente foi analisar a mistura genética dessa célula a gente viu que ela é 98% de origem européia”.

Link: http://cmais.com.br/celula-brasileira-tem-98-de-origem-europeia-diz-pesquisadora

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