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segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Som emitido por rã atrai igualmente fêmea e seu predador

Os machos da rã-túngara se reúnem em poças rasas à noite e entoam longos chamados de acasalamento. As fêmeas escutam esses sons, vão até eles e rapidamente escolhem os parceiros --lembra um pouco os encontros-relâmpago.
O som emitido pelo macho consiste de um lamento seguido por uma série de grunhidos. Uma nova pesquisa sugere que as fêmeas julgam os machos segundo esse sons --não pelo número absoluto, mas pela proporção em relação aos concorrentes.
Durante o estudo no Panamá, muitas fêmeas pareciam preferir dois grunhidos a um só. A maioria também não demonstrou preferência entre três e dois grunhidos.
"É um conceito com o qual os humanos conseguem se identificar", diz Karin Akre, bióloga evolucionária da Universidade do Texas, que conduziu a pesquisa.
"Numa pilha de três e quatro laranjas, é muito fácil ver que uma delas tem mais, mas fica complicado notar a diferença entre 50 e 60 laranjas, embora a diferença absoluta seja maior."

MESMA ESTRATÉGIA
 
As rãs não estão sozinhas à noite, e quem os rondam são os seus predadores, os morcegos. Surpreendentemente, os pesquisadores descobriram que os segundos também utilizam a mesma estratégia das fêmeas de rãs na hora de selecionar uma presa.
Como no acasalamento entre os anfíbios, os morcegos são atraídos pelos machos que emitem mais grunhidos e fazem a escolha segundo a proporção, e não pela diferença absoluta.
"Eles demonstram ter exatamente a mesma preferência", comenta Akre.

"É surpreendente e interessante que ambas compartilhem essa habilidade cognitiva", acrescenta, dada a diferença nos sistemas auditivos das duas espécies (uma é mamífera e a outra, anfíbia),
O estudo está publicado na edição atual da "Science".

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/ciencia

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