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domingo, 9 de outubro de 2011

Química no espaço

Conheça a astroquímica, ciência que estuda a composição dos planetas e outros astros 
 
Por: Mariana Rocha, Instituto Ciência Hoje/RJ
Publicado em 06/10/2011 | Atualizado em 06/10/2011
A sonda Stardust foi enviada ao espaço para conhecer a química de um cometa (Imagem: NASA) 
 
Se química para você significa estudar as substâncias que encontramos em nosso planeta, prepare-se para uma surpresa: saiba que as estrelas, os satélites e muitos outros astros também podem ser tema de pesquisas nessa área. Você está prestes a conhecer uma ciência chamada astroquímica.
As pesquisas em astroquímica usam o conhecimento de química adquirido aqui na Terra para estudar as substâncias presentes no espaço. Uma forma de fazer isso é, por exemplo, enviar sondas que colhem material de planetas distantes para depois analisá-lo – muitas sondas já foram enviadas para planetas como Vênus e Saturno, além de cometas e asteroides. Outra técnica bastante utilizada é analisar como a luz do sol é refletida pela atmosfera de cada planeta: isso dá dicas sobre que gases estão presentes por lá.
Estudos em astroquímica descobriram, por exemplo, que alguns planetas podem ter muito em comum com a Terra. Mercúrio, Vênus e Marte, como a Terra, são planetas rochosos que surgiram dos elementos mais pesados, como ferro, magnésio e alumínio.

A estrutura dos quatro planetas é formada por um núcleo sólido, de ferro e níquel; uma camada de ferro líquido; um manto e uma crosta. Acima disso tudo, está a atmosfera, uma camada gasosa feita de nitrogênio, oxigênio, dióxido de carbono e outros elementos. A quantidade de cada elemento varia de planeta para planeta. Em Mercúrio, no entanto, a atmosfera quase não existe!
Por sua vez, os planetas gigantes (Júpiter, Saturno, Urano e Netuno) possuem um núcleo líquido de ferro e silício e pouca parte sólida. Sua atmosfera é de hidrogênio e hélio gasoso, bem diferente da camada que recobre a Terra.

Já a composição química das estrelas não é constante como a dos planetas e depende da idade delas. A vida de uma estrela começa a partir de uma nuvem de hidrogênio que, ao longo do tempo, será transformado em hélio. O Sol, por exemplo, tem 4 bilhões de anos e ainda está transformando o hidrogênio que possui.
Você deve estar se perguntando: por que é tão importante conhecer a composição de planetas e outros astros? A pesquisadora Diana Andrade, da Universidade do Vale do Paraíba, dá a dica: "Sabendo a composição química do Sol, dos planetas, dos cometas e dos asteroides, é possível criar modelos para entender como evoluem o nosso e outros sistemas planetários”.

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