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terça-feira, 5 de junho de 2012

TOP 10 das Espécies do Planeta - As Dez Espécies Mais Ameaçadas do Mundo

A WWF publicou a sua lista das 10 espécies mundiais mais ameaçadas em 2010 e às quais irá dedicar uma especial atenção durante este ano.
As espécies escolhidas pela organização mundial de conservação são apenas algumas de um vasto universo que está a ser ameaçado de forma preocupante e negligente pela perda de habitats, pela caça ilegal e as alterações climáticas.
Como manter o Planeta Vivo é uma tarefa que depende de cada um de nós, e aproveitando ser 2010 o Ano Internacional da Biodiversidade, a WWF deixa o apelo, a quem queira manter vivas as espécies ameaçadas, que ajude a WWF na sua missão de conservação da biodiversidade do Planeta.

Tigre

  • Estudos recentes indicam que existem apenas 3.200 tigres (Panthera tigris) no seu habitat natural.
  • A distribuição territorial da espécie diminuiu em 40% nos últimos dez anos, o que faz com que os Tigres ocupem menos de 7 % do território originalmente ocupado.
  • O desflorestação acelerada e o aumento da caça clandestina de espécies exuberantes pode conduzir as populações de tigre para o mesmo destino que os seus já extintos parente próximos: os tigres de Java e Bali. A caça furtiva ao tigre tem como principal objectivo a recolha de algumas partes dos seus corpos para uso na medicina tradicional Asiática, por seu lado as peles destes animais são altamente cobiçadas no mercado.
  • Adicionalmente, o aumento do nível do mar devido às alterações climáticas, ameaça o habitat natural destas populações de tigres na Índia e Bangladesh: os mangais. A WWF procura desempenhar um papel activo e importante na implementação de novas medidas estratégicas para salvar este grande felino asiático.
Confira a reportagem sobre esta espécie com Nicholas Cox, coordenador da WWF no Laos
   / ©: Martin Harvey / WWF-Canon
© Martin Harvey / WWF-Canon

Urso Polar

  • O Urso Polar do Ártico (Ursus maritimus) converteu-se no ícone simbólico das mais recentes vítimas de perda de habitats devido às consequências nefastas das mudanças climáticas.
  • Classificado como uma espécie em perigo, pela Acta dos Estados Unidos sobre Espécies Ameaçadas, o urso polar pode extinguir-se das planícies gélidas do Árctico no próximo século, se a tendência de aumento de temperatura naquele território se mantiver.
  • A WWF apoia investigações no campo que procuram entender como as alterações climáticas afectam a vida desta espécie e procura desenvolver estratégias de adaptação. O trabalho da organização de conservação é desenvolvido em estreita colaboração com os Governos e Indústrias na tentativa de se reduzirem ameaças de actividades industriais e comerciais desenvolvidas naquela zona, como transportes, exploração de gás e petróleo. A WWF procura ainda minimizar os confrontos entre a comunidade local e os ursos, que possam ocorrer devido a questões ligadas com o território e alimentação.
  / ©: David Jenkins/Canon WWF
© David Jenkins/Canon WWF

Morsa do Pacífico

  • O mar de Chuckchi e o mar de Bering no Árctico são o lar da morsa do Pacífico (Odobenus rosmarus divergens), outra das principais vítimas das alterações climáticas.
  • Em Setembro de 2009 foram encontradas mortas cerca de 200 morsas na costa do mar Chuckchi, no Alaska. Estes animais dependem das placas de gelo flutuante para descansar, darem à luz, amamentar e protegerem as suas crias dos predadores. Com o intenso degelo no Árctico, esta espécie perdeu uma enorme percentagem do seu extenso habitat, de tal forma que nesse mesmo mês, os Serviços Norte americanos de Vida Selvagem e Pesca nomearam a morsa para elencar a Acta dos Estados Unidos sobre Espécies Ameaçadas

Pinguim de Magalhães

  • Já anteriormente ameaçados devido aos derrames de crude, os pinguins de Magalhães (Spheniscus magellanicus) enfrentam agora a escassez e quase desaparecimento dos peixes que lhes servem de alimento. Derivado ao aumento da temperatura da água do mar, os peixes afasta-se cada vez mais dos seus locais de origem e obrigam os pinguins a viajar mais para procurarem alimento. Em 2008, centenas de pinguins chegaram às praias do Rio de Janeiro (Brasil), muitos deles já sem vida outros moribundos.
  • Os cientistas especulam se as variações de temperatura nas correntes marítimas, ligadas aos fenómenos das alterações climáticas, serão a causa para este fenómeno raro de pinguins em praias de areia em vez de gelo.
  • Actualmente 12 das 17 espécies de pinguins existentes estão a sofrer fortes diminuições nas suas populações.

Tartaruga de Couro

  • A tartaruga de Couro (Dermochelys coriacea) é a maior das tartarugas marinhas e um dos répteis que assegurou a sua sobrevivência durante centenas de milhares de anos. No nosso milénio, são das espécies que enfrentam o mais grave perigo de extinção.
  • Estimativas recentes indicam que a população desta espécie sofre um acentuado declínio, em particular no Pacífico, onde se calculam que apenas existam 2.300 tartarugas – tornando a tartaruga de Couro, a mais ameaçada do mundo.
  • No Atlântico, esta espécie de tartaruga apresenta uma população mais estável, contudo os cientistas prevêem que tal poderá sofrer alterações devido à morte de muitas destas tartarugas em capturas acidentais das embarcações de pesca.
  • Uma ameaça adicional a esta espécie é o aumento do nível do mar assim como o aumento das temperaturas nas praias do Atlântico.
  • O objectivo da WWF é proteger a rota migratória da tartaruga de coro, desenvolvendo um trabalho de consciencialização junto dos pescadores de forma a conseguirem-se encontrar métodos de pesca que não colham as tartarugas, bem como consciencializar as populações locais a proceder à protecção das praias prioritárias para a nidificação das tartarugas e cuidarem da conservação da espécie.

Atum Rabilho do Atlântico

  • O atum rabilho (Thunnus thynnus) é um peixe migratório que se distribui pelas costas Leste e Oeste do Atlântico e se reproduz no Mar Mediterrâneo. É, por isso, uma das espécies seguidas pela programa da WWF Mediterrâneo em Portugal
  • O atum rabilho (ou vermelho) é sobretudo utilizado na gastronomia japonesa de alta qualidade. A espécie encontra-se perto do colapso caso as práticas de captura do peixe permaneçam sem regras que visam a sua sustentabilidade.
  • A proibição temporária da captura do atum rabilho no Atlântico e Mar Mediterrâneo bem como a proibição da comercialização internacional desta espécie poderia permitir a recuperação da espécie.
  • A WWF lançou o apelo aos restaurantes, chefs de cozinha, comerciantes e consumidores que deixem de comprar, vender e consumir o atum rabilho até que a espécie mostre sinais de recuperação.
 / ©: Brian J. Skerry /National Geographic Stock / WWF
© Brian J. Skerry /National Geographic Stock / WWF

Gorila da montanha

  • Os cientistas consideram o gorila da montanha (Gorilla beringei beringei) uma subespécie de gorila em perigo crítico de extinção, com apenas 720 indivíduos no seu estado selvagem. Mais de 200, habitam o Parque Nacional de Virunga, localizado na zona este da República Democrática do Congo, na fronteira com o Ruanda e Uganda. Áreas de conflito humano permanente que se repercute na perda dos habitats naturais da espécie e na caça ilegal do gorila da montanha.
  • Graças aos esforços de conservação encetados nos últimos 12 anos em Virunga, a população de gorilas da montanha aumentou cerca de 14% e cerca de 12% em Bwindi, no Uganda, considerado o segundo lar desta espécie.
  • Por Portugal ser o principal importador de madeira tropical oriunda da Republica Democrática do Congo, a WWF desenvolve o Programa da Rede Ibérica de Comércio Florestal, que visa combater a Desflorestação na Bacia do Congo, através de politicas de compras responsáveis de madeira, eliminando os produtos de origem ilegal. Desta forma a WWF combate a exploração florestal ilegal que destrói o habitat do Gorila da Montanha.

Borboleta Monarca

  • Todos os anos, milhões de delicadas borboletas monarca (Danaus plexippus) imigram do Canadá e dos Estados Unidos para passarem o Inverno nas florestas do México.
  • A conservação e protecção efectiva das florestas altas de abetos e pinheiros do México é essencial para a sobrevivência dos locais de hibernação desta espécie de borboleta – processo que já foi identificado como sendo um fenómeno biológico que, não sendo respeitado, levará à extinção da espécie.
  • A protecção dos seus habitats nos Estados Unidos e Canadá é igualmente prioritária e crucial para salvar a migração desta espécie.
  • A WWF desenhou uma estratégica de conservação inovadora para proteger e restaurar o habitat de hibernação das borboletas monarca no México, com vista a protege-las dos climas extremos e outras ameaças. A WWF incentiva, por isso, as comunidades locais a criarem estufas de árvores, que posteriormente são reintroduzidas nas reservas das borboletas mariposa, criando novos fluxos de receitas para os proprietários das florestas.
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Rinoceronte de Java

  • Em estado crítico de extinção e na Lista Vermelha da União Internacional de Conservação da Natureza (2009), o rinoceronte de Java (Rhinoceros sondaicus) é considerado o mamífero de grande porte em maior perigo de extinção a nível mundial, com uma população de apenas 60 animais.
  • Altamente procurado para uso em terapias da medicina tradicional chinesa, a população de rinocerontes de Java tem sofrido uma outra perseguição à sua sobrevivência: a conversão do seu habitat (florestas) em zonas de cultivo.
  • A WWF tem marcado presença nas políticas de protecção e conservação do rinoceronte de Java desde 1998, apoiando os guardas florestais a aumentar o patrulhamento das florestas e nas actividades de protecção, desenvolvendo censos da população de rinocerontes, criando uma maior consciência da importância da espécie para as comunidades locais e apoiando a manutenção e gestão de parques.
  • Em Dezembro de 2009, com a ajuda de cães altamente treinados, a WWF conseguiu encontrar provas da existência do único e estranho rinoceronte de Java vietnamita do qual se pensa apenas existirem mais doze exemplares.
 / ©: WWF Greater Mekong Programme
© WWF Greater Mekong Programme

Panda gigante

  • O panda gigante (Ailuropoda melanoleuca), símbolo da organização global de conservação WWF desde a sua fundação em 1961, enfrenta um futuro incerto, com menos de 2.500 exemplares no seu habitat natural.
  • As montanhas sud-ocidentais da China, habitat desta espécie, fragmentaram-se o que levou à divisão da população de pandas gigantes e logo, à deterioração da população.
  • A WWF tem colaborado em projectos de conservação do panda gigante durante quase três décadas, conduzindo estudos de campo, trabalhando na protecção dos habitats e, mais recentemente, apoiando o Governo chinês no estabelecimento de um programa de protecção do panda no seu habitat natural através da criação de reservas.
  / ©: WWF-Canon / Bernard DE WETTER
© WWF-Canon / Bernard DE WETTER

Em Portugal...
Águia Imperial

  • A Águia Imperial (Aquila adalberti) é uma ave soberba que ocorre em montados, sobreirais e azinhais que tenham áreas abertas de pastagem ou de cultura de cereais e manchas de mato onde esta ave possa capturar as suas presas principais, nomeadamente o coelho-bravo.
  • A diminuição das populações de coelho-bravo (nomeadamente devido a doenças) assim como a fragmentação do seu habitat preferencial – os montados e bosques de sobreiro e azinheira – são factores de ameaça à ocorrência da Águia Imperial em Portugal.
  • A WWF em Portugal tem encetado acções de protecção e conservação da espécie através do seu habitat preferencial, o montado, e mais recentemente alertando o Governo Português, levando a cabo uma petição para instaurar o Dia da Águia, como forma de consciencializar todos para a necessidade de protecção dos montados e das espécies que dele dependem.

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