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quinta-feira, 30 de agosto de 2012

10 espécies que os humanos salvaram da extinção

Ah, a “natureza humana”. Com toda a má propaganda que fazemos uns dos outros, muitas vezes perdemos de vista o bem de que somos capazes. Com os problemas crescentes ligados ao nosso meio ambiente, as mídias estampam todos os dias notícias sobre as muitas formas maravilhosas de vida que nós, descuidadamente, já dizimamos. Para continuarmos esperançosos, que tal lembrar de 10 animais e plantas que devem a sua existência aos nossos esforços ou a nossa simples presença?
1 – Piolho

O piolho comum só é capaz de sobreviver em seres humanos. Muitos parasitas são específicos de espécies. Quando uma criatura se extingue, dezenas de parasitas também. No entanto, piolhos são de nosso interesse, porque podemos nos beneficiar deles (incrivelmente). A infestação por piolhos na infância, apesar de irritante, é inofensiva. E, especialmente em locais com saneamento precário, os piolhos aumentam a nossa imunidade natural a parasitas mais perigosos que transmitem uma série de doenças potencialmente mortais. A civilização moderna destruiu a necessidade dos piolhos, mas as pessoas que vivem na extrema pobreza ainda se beneficiam desta imunização natural. Mesmo que não tivéssemos essa intenção, simplesmente por continuar existindo nós permitimos que os piolhos existissem também.
2 – Abacate

Muitas plantas dependem dos animais para se propagar. Por exemplo, as plantas cobrem suas sementes com uma camada saborosa (fruta), persuadindo animais famintos a comê-la e defecarem suas sementes mais tarde. Isso garante a propagação e distribuição da planta em uma área ampla. O abacate evoluiu desta forma. No entanto, como uma semente de abacate é comparável a um ovo de galinha em tamanho, devemos perguntar: que tipo de animal poderia passar uma semente de abacate por seu aparelho digestivo? Os seres humanos são animais relativamente grandes, e ainda assim a saída de comida em nossos estômagos é de apenas dois milímetros de diâmetro. Os animais grandes o suficiente para passar uma semente de abacate pelo estômago, portanto, eram tremendamente maiores – e essa megafauna foi extinta cerca de 12.000 anos atrás. O abacate também poderia ter sido extinto, se não fosse pelos povos famintos da América Central, que cuidadosamente propagaram a planta com a mão. Apesar de não natural, abacates sobreviveram dessa forma por milhares de anos. A maioria é inteiramente dependente de que nós a plantemos. Se parássemos com isso, abacates perderiam seu único meio de propagação, e pereceriam logo depois.
3 – Hamsters

No início do século passado, um zoólogo capturou vários roedores estranhos e raros na Síria. Estes tinham sido descritos um século antes e foram nomeados de hamsters sírios, ou hamsters dourados. Entre eles, estava somente uma fêmea. Avistamentos de hamsters diminuíram após tais exemplares serem capturados; acreditava-se que eles estavam extintos na natureza. Depois de estudá-los e reproduzi-los por várias gerações para aumentar a sua população, um número deles escapou do laboratório do pesquisador, enquanto os outros se tornaram os ancestrais dos animais de estimação atuais. Cada hamster dourado hoje pode ser geneticamente ligado à única fêmea capturada há muito tempo, e todas as conclusões até agora indicam que os hamsters “selvagens” de Israel também são descendentes dos fugitivos originais. Se não fosse pelas ações de um biólogo, esses animais hoje não existiriam.
4 – Ginkgo biloba

Reza a lenda que, há muito tempo, um imperador chinês plantou um determinado tipo de árvore que gostava no seu Jardim Imperial. Tal espécie normalmente vive mais de meio milênio. Suas sementes foram usadas com cuidado para crescer outras do seu tipo. Séculos mais tarde, esta árvore, o Ginkgo, tinha sido considerada extinta no resto do mundo, e era estudada por meio de registros fósseis. Conforme a China começou a se abrir para o Ocidente, tornou-se evidente que a árvore conhecida apenas a partir de impressões em rochas de vários milhões de anos de idade ainda existia naquele país, graças ao carinho de um antigo imperador. Hoje, as árvores Ginkgo biloba são encontradas em todo o mundo, mas podem ser rastreadas geneticamente para essa única árvore, ou, eventualmente, um pequeno grupo de árvores, de cerca de 3.000 anos atrás na China.
5 – Bicho da seda

Bombyx mori, o bicho da seda, é totalmente dependente de seres humanos para a propagação de sua espécie. O bicho da seda não é um verme, e sim uma larva ou lagarta. Seus casulos são feitos de seda, que é de grande utilidade para os seres humanos. Por isso, eles foram criados e utilizados para fazer seda por mais de cinco mil anos, período durante o qual seus parentes selvagens têm gradualmente e naturalmente deixado de existir. Aqueles que são criados para a seda são impotentes, e mesmo depois de sofrer metamorfose, não podem voar ou comer. Suas asas tornaram-se vestigiais e suas peças bucais são pequenas demais. Então, eles precisam ser cuidadosamente alimentados por um especialista. Pior ainda: como resultado da domesticação, eles não têm medo de predadores, e assim não podem sobreviver no meio selvagem por conta própria. Eles precisam ser fisicamente reunidos por manipuladores para acasalar. Apesar disso, os bichos desfrutam de uma vida mimada, devido em grande parte ao fato de que bichos saudáveis e bem alimentados produzem a melhor seda.
6 – Pterodroma cahow

Esta espécie é uma ave rara que vive na ilha de Bermuda. Quando a ilha foi visitada por europeus, os muitos ratos, cães e outros animais que vieram junto com os humanos acabaram com o pássaro, conhecido como petrel de Bermuda. Por mais de 300 anos, pensamos que a ave estava extinta. Em 1951, 18 indivíduos foram inesperadamente descobertos fazendo ninho no litoral, e foram imediatamente colocados sob proteção legal. Os ninhos foram isolados do resto da ilha, e outras aéreas protegidas foram criadas para ajudar a aumentar a população em número. Em 2003, voluntários correram para salvar as aves durante um furacão, colocando em risco a si mesmos para reconstruir os ninhos para os pássaros, que teriam perecido se deixados à própria sorte durante o desastre. Existem hoje cerca de 250 petréis de Bermuda. Com o cuidado continuado dos seres humanos, a ave pode novamente chegar à casa dos milhares um dia.
7 – Medusagyne oppositifolia

Essa árvore, com o nome popular de árvore água-viva por causa de suas flores, que se assemelham a tentáculos, parecia estar extinta até o século passado, e, desde então, só existe em algumas pequenas populações experimentais, que são cuidadosamente guardadas em parques nacionais em Seychelles. É uma planta antiga, mal adaptada ao clima de hoje. A população tem diminuído naturalmente durante milhares de anos, devido a mudanças naturais no clima da Terra, embora tenha persistido a tal ponto que três árvores foram encontradas lutando para sobreviver em 1970. Agora, são protegidas por lei e botânicos trabalham para entender como ajudá-la. Suas sementes não podem germinar em estado selvagem, só em condições muito úmidas. Hoje, a população subiu para 50, mas a árvore ainda segue mal adaptada e, sem intervenção humana constante, não poderia sobreviver.
8 – Bisão europeu

Como o petrel de Bermuda, este é outro animal que o homem levou quase à extinção. O bisão europeu é o maior animal terrestre da Europa, mas foi completamente aniquilado em estado selvagem devido à caça. Embora tenha sido tradicionalmente caçado por sua pele e chifres desde a era Paleolítica, um aumento na caça moderna resultou em um número cada vez menor da espécie. Soldados na Primeira Guerra Mundial caçavam centenas de animais por sua carne, apesar de estarem plenamente conscientes da sua situação de risco. O último bisão selvagem foi filmado em 1927. Felizmente, vários permaneceram em zoológicos e o biólogo alemão Heinz Heck logo propôs que eles fossem criados. Como os animais modernos contêm os genes de seus antepassados extintos, poderiam ser propositadamente criados para produzir seus longínquos antepassados. A partir de apenas 12 indivíduos, Heck conseguiu aumentar a população para mais de 4.000, que agora foram reintroduzidos na natureza. Infelizmente, devido a sua pouca variedade genética, a espécie é altamente suscetível a uma série de doenças e a fertilidade dos machos está diminuindo gradualmente, de modo que eles ainda necessitam da ajuda humana para não se extinguir.
9 – Wollemia nobilis

Apesar de não ser um verdadeiro pinheiro, essa planta batizada como “pinheiro de Wollemi” era antes conhecida apenas por meio de registros fósseis de milhões de anos atrás. Inesperadamente, em 1994, um guarda florestal descobriu um espécime no Parque Nacional de Wollemi, na Austrália. Ele rapidamente percebeu que esta árvore era um fóssil vivo, e que, embora não extinta, estava quase. Menos de cem árvores individuais existiam, e muitas estavam doentes, morrendo, ou incapazes de se reproduzir. Modelos matemáticos confirmaram que, sem intervenção humana, esta espécie teria sido extinta em menos de um milênio. Um programa de recuperação agora protege legalmente a árvore, e milhares foram cultivadas com sucesso.
10 – Cavalos selvagens da Mongólia

Os cavalos “selvagens” de hoje (que vivem por conta própria, e não são domesticados) são descendentes de ancestrais selvagens domesticados. No entanto, o cavalo selvagem da Mongólia nunca foi domesticado e é o único cavalo verdadeiramente selvagem que ainda existe na Terra. Pinturas rupestres antigas mostram que os seres humanos caçavam estas criaturas desde 20.000 anos atrás. No entanto, o clima mais quente fez com que o habitat desses animais encolhesse e os cavalos foram diminuindo de número em milênios. Após a Segunda Guerra Mundial, todos os cavalos selvagens da Mongólia morreram, ou indiretamente devido à destruição do habitat, ou diretamente sendo caçados por soldados alemães famintos. As populações de zoológicos também diminuíram, e, em 1945, apenas 31 cavalos existiam. Destes, nove foram capazes de reproduzir e ajudaram a transformar a população em cerca de 1.800 indivíduos hoje. Destes, 300 foram reintroduzidos às reservas naturais na Mongólia e na China, nos locais onde foram vistos pela última vez na natureza. Eles agora são meticulosamente protegidos, e espera-se que a espécie possa se recuperar

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