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quinta-feira, 15 de novembro de 2012

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Origem dos Cromossomos Sexuais

Por: Marcus V. Cabral

18102012162743genotipo_xy.jpg Os cromossomos podem ser alossomos ou autossomos

Em espécies nas quais se observa sexos distintos, estas apresentam, geralmente, um gene responsável pelo processo que conduz à diferenciação celular, que difere quantitativa ou qualitativamente entre fêmeas e machos.


Os cromossomos nos quais se encontram estes genes são conhecidos na citogenética como cromossomos sexuais ou alossomos. Os demais cromossomos que integram o conjunto cromossômico recebem o nome de autossomos.


Em muitas espécies, os alossomos desenvolveram mecanismos capazes de bloquear a recombinação dos genes que se encontram em determinados segmentos cromossômicos (GUERRA, 1988). Durante a meiose, quando ocorre a formação dos bivalentes, é possível observar que uma parte do par de cromossomos permanece sem efetuar o pareamento, sendo estes segmentos chamados de “segmentos diferenciais”. Para o restante do par, o pareamento ocorre de maneira normal, sendo estes chamados de segmentos homólogos.


Em geral, esse processo de que promove a diferenciação dos cromossomos é geralmente acompanhado por alterações da morfologia de um dos cromossomos alossomos, originando a existência de formas diferenciadas frequente em cromossomos sexuais. Na espécie humana, por exemplo, sabemos que o cromossomo X é submetacêntrico e bem maior que o cromossomo Y.


Já em Drosophila melanogaster (mosca das frutas) o X é acrocêntrico e menor que o submetacêntrico Y.


Entretanto, existem aquelas espécies nas quais as diferenças de forma e tamanho não estão presentes ou são pouco evidentes, sendo praticamente impossível, neste caso, distinguir citogeneticamente os cromossomos sexuais dos autossomos. Podemos tomar como exemplo o lebiste, um peixe de aquário que ocorre com frequência em córregos e rios, não é possível observar diferença cromossômica qualquer entre machos e fêmeas.


Uma vez que se trata de uma espécie amplamente estudada, principalmente devido ao fato de se adaptar facilmente ao laboratório e também pela grande facilidade de reprodução e ciclo curto (GUERRA, 1988), foi possível demonstrar que algumas de suas características são transmitidas na forma de uma herança típica do cromossomo X. Seria algo similar ao que acontece no ser humano com o daltonismo e a hemofilia.


Já no que se refere à herança ligada ao cromossomo Y, observa-se nos machos a existência típica de um padrão de coloração, sendo que tais caracteres só são observados em machos, sendo transmitidos aos filhotes machos pelo pai. Segundo Guerra (1988), podemos concluir que nos lebistes existem cromossomos sexuais X e Y citologicamente indistinguíveis, porém identificados a partir de suas características fenotípicas.


Os diferentes níveis de diferenciação entre os cromossomos sexuais indicam que na maior parte das vezes a diferenciação se processa da seguinte forma (GUERRA, 1988):


1)Redução na frequência de recombinação em um par cromossômico durante o processo da meiose;
2)Heterocromatinização constitutiva, parcial ou total, do alossomo presente em apenas um dos sexos;
3)Diferenciação da morfologia do cromossomo heterocromatinizado;
4)Em alguns grupos de organismos, observações recentes demonstram uma correlação positiva entre o grau de especialização, entende-se aqui evolução, das espécies e o grau de diferenciação de seus alossomos. Dessa forma, sugere-se que, ao menos em relação a estes casos, a diferenciação dos cromossomos sexuais integra o processo de especialização geral do organismo.

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