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sexta-feira, 20 de setembro de 2013

10 animais raros com adaptações bizarras

A natureza sempre encontra uma maneira de sobreviver, mesmo se isso significar mudanças bizarras. As espécies precisam se adaptar para viver melhor no seu ambiente. Confira dez animais raros que são exemplos fantásticos de adaptabilidade, mesmo que o resultado final seja algo completamente inesperado.

10. Lobo-guará

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O lobo-guará, ou Chrysocyon brachyurus, é um membro da família dos canídeos, que inclui cães, lobos e raposas. Com seu pelo avermelhado e orelhas eretas, o lobo-guará se parece muito com a típica raposa vermelha, com uma gritante exceção: tem pernas longas e delicadas que parecem mais com as de uma gazela africana. Apesar de seu nome, lobos-guarás não são realmente lobos – estão apenas distantemente relacionados com eles. Acredita-se que suas pernas são uma adaptação para ajudá-lo a sobreviver nos campos da América do Sul. Em um infinito mar de capim alto, sua única defesa é a capacidade de observar predadores antes que eles possam chegar até ele. Suas orelhas também são adaptadas para as pastagens, permitindo que o lobo-guará escute o ligeiro farfalhar de roedores, seu prato predileto.

9. Lêmure voador

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Como o esquilo voador, o lêmure voador, ou Galeopterus variegatus, desenvolveu uma forma única de se mover entre as árvores do seu ambiente nativo, usando dobras de pele que se estendem entre os seus membros, para deslizar de galho em galho. Lêmures voadores vivem suas vidas inteiras nas copas de florestas tropicais do Sudeste Asiático. Seus pés e pernas são bem adaptados para escalada, mas são quase inúteis no solo, o que significa que cair no chão é uma receita quase certa para a morte. A membrana de sua pele tem apenas um milímetro de espessura e cobre uma área de superfície de cerca de seis vezes o tamanho do resto do seu corpo quando totalmente aberta. Lêmures voadores podem deslizar mais de 100 metros em um salto, sem cair mais de 10 metros durante o voo. Seu nome é enganador, porque ele não é nem um lêmure, nem realmente voa. Na verdade, é um tipo de animal chamado colugo.

8. Gazela-girafa

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A gazela-girafa (Litocranius walleri), que é um antílope, tem uma aparência esquisita com pescoços extremamente alongados e pernas finas, que lhes proporcionam uma oportunidade única de alimentação. Ao invés de pastar na grama como a maioria dos antílopes, elas ficam em pé sobre as patas traseiras para se alimentar quase que exclusivamente das folhas e brotos das árvores de acácia que pontilham as savanas africanas. Não é nenhuma surpresa que elas tenham evoluído para tirar proveito de tal fonte de alimento: existem 91 espécies de antílopes no mundo, e a maioria vive na África com o gazela-girafa. Com esse tipo de competição, alguém precisava ramificar-se em uma dieta diferente. Infelizmente, enquanto suas pernas longas e finas são perfeitas para comer folhas de acácia, são extremamente frágeis, e tem havido vários casos desses fofos animais quebrando ossos enquanto corriam na savana. Isso mostra que a especialização em uma área pode deixar outra deficiente.

7. Golfinho de Irrawaddy

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O golfinho de Irrawaddy, ou Orarella brevirostris, é uma espécie que vive principalmente no sudeste da Ásia, particularmente na Baía de Bengala, ao largo da costa leste da Índia. Intimamente relacionado com baleias orca, golfinhos de Irrawaddy se adaptaram não através de uma característica física, mas sim através de um comportamento único. Ao longo dos anos, eles desenvolveram uma espécie de parceria com pescadores locais: eles conduzem cardumes de peixes em direção às redes dos pescadores, e em troca comem os que querem dentre os animais presos impotentes. Este é um exemplo incrível de adaptação da natureza à influência humana, e não há nenhum outro exemplo (no mundo selvagem) de interação deste tipo. Há, inclusive, vários relatos de casos judiciais do século 19 em que um pescador processava outro porque “seu” Irrawaddy tinha ajudado o rival.

6. Veado de topete

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Veados estão no topo da lista de animais amigáveis para a maioria das pessoas. Eles são tímidos, herbívoros, saltitantes. Além disso, não têm grandes presas. O veado de topete, da China, porém, se esqueceu dessa última parte. Nomeado pelo pequeno tufo de pelo preto no topo de sua cabeça, a sua característica mais marcante é, no entanto, os grandes dentes de vampiro que crescem para fora de suas bocas. Esses dentes são usados em brigas entre os machos. Eles até têm chifres, mas como são relativamente pequenos, uma vez que um dos veados cair no chão, o segundo vai imediatamente procurar seu ponto vulnerável com suas presas, que podem chegar a 2,5 cm. Como se isso já não os tornassem bizarros, eles também já foram vistos se alimentando de carniça, uma observação extremamente rara no mundo dos veados, para dizer o mínimo.

5. Cyphonia clavata

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Isso não é uma formiga empoleirada em outro inseto, é uma espécie bizarra de soldadinho chamada Cyphonia clavata, que evoluiu para crescer uma protuberância realista em forma de formiga em suas costas. O Cyphonia escolheu esse inseto por ele ser notoriamente difícil de predar, o que lhe confere uma proteção e o faz parecer pouco apetitoso aos predadores. Esta espécie foi descoberta pela primeira vez em 1788 por Caspar Stroll, um entomologista da Alemanha, e pode ser encontrada nas florestas tropicais da América Central.

4. Muntjac

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Muntjac, ou Muntiacus muntjac, é um pequeno cervo nativo do sul da Ásia. Eles têm várias características únicas que não são encontradas em outros cervos. Quando pressentem algum perigo, fazem um som que se assemelha a um latido curto de um cão, alertando outros veados no rebanho a fugir. Dependendo do risco, os latidos podem durar mais de uma hora. Eles também possuem dentes caninos pequenos que usam durante a época de acasalamento. No entanto, ao contrário dos veados de topete, muntjacs têm chifres maiores que crescem de uma forma incrivelmente original no topo de suas cabeças.

3. Maria-leque

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Aves muitas vezes apresentam grandes ornamentos de penas que usam durante rituais de acasalamento. O pavão é um ótimo exemplo desse comportamento, mas uma outra ave menos conhecida e igualmente impressionante com plumas coloridas é a maria-leque (Onychorhynchus coronatus coronatus). Relativamente pequena, com 16,5 cm de comprimento, ela é encontrada principalmente na selva amazônica da América do Sul. Enquanto a maioria das espécies de aves têm apenas um sexo que exibe cores vibrantes (geralmente o macho), nessa espécie ambos os sexos exibem grandes plumas em cima de suas cabeças. A fêmea é geralmente amarela, e o macho vermelho alaranjado. Esses pássaros só exibem sua crista de penas durante a época de acasalamento ou ao ser manuseados por seres humanos.

2. Formiga anzol

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No Parque Nacional Virachey do Camboja, em colônias de milhões de indivíduos, vive uma espécie única de formiga: a formiga anzol, ou Polyrhachis bihamata. O que é tão incomum sobre ela é a dupla de ganchos que crescem de suas costas. Como seria de se esperar, eles são mecanismos de defesa. Em 2007, um cientista descobriu em primeira mão que tais espinhos não eram apenas afiados o suficiente para penetrar na pele, como também “engancham” com eficiência a formiga a seu atacante – o que naturalmente é bom para a colônia, mesmo que seja péssimo para a formiga enganchada. Quando sua colônia está ameaçada, essas formigas também se ligam umas as outras para criar um grande grupo, o que torna quase impossível para qualquer predador atacar apenas um indivíduo.

1. Salamandra ET

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Até agora, esta espécie de salamandra recém-descoberta não tem um nome, mas foi apelidada de “salamandra ET” por causa de sua semelhança com o extraterrestre do filme de 1982. Encontrada nas florestas tropicais do Equador, ela possui uma adaptação verdadeiramente incrível: não tem pulmões. O animal “respira” por meio de sua pele, absorvendo o oxigênio do ar em torno dele. Mais expedições estão sendo planejadas para explorar a biosfera única da floresta equatoriana, e espera-se descobrir mais sobre essa salamandra nada atraente.

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