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sexta-feira, 20 de setembro de 2013




Arqueólogos acham restos de casa construída há 3.000 anos na Amazônia



Equipe internacional de arqueólogos descobriu na Amazônia equatoriana os
restos de uma casa construída há cerca de 3.000 anos. A construção mais
antiga da região amazônica foi erguida no formato oval, com 17 metros de
comprimento e 11 de largura, mostram as marcas das pilastras achadas no
sítio perto de Puyo, na província de Pastaza – até um tronco de árvore,
enterrado de cabeça para baixo na camada freática, foi usado como coluna
da residência (à direita).

http://taberna.inpauta.com/wp-content/uploads/2013/09/arqe.jpg

Arqueólogos franceses e equatorianos descobriram na Amazônia do Equador
os restos de uma casa construída há cerca de 3.000 anos, a mais antiga
da região amazônica, segundo disse o arqueólogo Stéphen Rostain, diretor
da pesquisa.

“Encontramos buracos de fornos e vestígios de cerâmica e pedras”, disse
Rostain ao explicar que o que acharam foram “as marcas da casa mais
antiga da Amazônia no Equador”, perto de Puyo, na província de Pastaza.

Rostain detalhou que encontraram o lugar há dois anos e abriram o campo
em julho quando cavaram um metro de profundidade e aproximadamente 90
metros quadrados de diâmetro.

A descoberta “é totalmente nova, ninguém tem conhecimento dela”,
assegurou o especialista ao comentar que, quando fizeram as prospecções
há dois anos, encontraram uma forma do que seria uma fornalha.

“As fornalhas construídas com pedras são geralmente muito antigas, de
entre 1.800 a.C. e 500 a.C.. Tiramos algumas amostras que nos remeteram
a uma data de 3.000 anos, e este ano encontramos todas as marcas de
pilastras com as quais conseguimos reconstruir (em papel) a casa”, disse.

Em uma gráfica, o especialista mostrou os pontos que disse
corresponderem às marcas das pilastras. “Reconstituindo isso, temos uma
casa em formato oval, parecida às casas atuais, mas a diferença é que
essa tem 3.000 anos. É a casa mais antiga de toda a Amazônia (…), mais
antiga inclusive que as conhecidas no Brasil”, afirmou.

A “maior descoberta”, disse, foi o fato de, quando a casa foi
construída, terem usado o tronco de uma árvore como pilastra,
colocando-o de cabeça para baixo, enterrado na camada freática: “Isso
economiza o trabalho humano, não é necessário talhar o tronco e assim a
árvore não cresce novamente”, comentou.

As marcas achadas mostram que a casa foi construída no formato oval, com
17 metros de comprimento e 11 de largura. “A sua construção é um pouco
parecida com a atual dos achuar e dos quichua”, e a maior diferença é a
fornalha feita de pedra, disse o diretor do projeto, que comentou que
deram o nome de Pambay à cultura da zona pelo rio próximo.

Entre outras coisas, a organização do 3º Encontro Internacional de
Arqueologia Amazônica, que é realizado nesta semana em Quito, não lhe
permitiu avançar mais no estudo de dados vinculados com o achado: “Agora
sabemos como mais ou menos era a casa dos moradores de há 3.000 anos”.

“Ao sabermos as plantas que comiam vamos saber qual era a sua dieta; com
a cerâmica, vamos conhecer sua arte, pelo tipo de lugar onde construíram
a casa, conheceremos a relação que tinham com o meio ambiente”, declarou.

O especialista francês, que começou com as escavações há mais de 15 anos
no Equador, diz sentir-se “feliz” pela descoberta e garante que “tocar
algo que não foi tocado durante três mil anos sempre é um prazer”.

“Somos procuradores de tesouros, como se fôssemos umas crianças”,
comentou entre risos quem sugeriu a criação de um museu na região onde
foi feita a descoberta.

O especialista francês garantiu que ainda há muito por descobrir da
Amazônia, onde há savanas, pântanos, montanhas e uma grande
biodiversidade. “São 7 milhões de quilômetros quadrados, ou seja, o
tamanho dos Estados Unidos ou da Europa”, exemplificou.

“Na Europa digamos que há 30 idiomas e dez famílias linguísticas. Na
Amazônia, no mesmo território, atualmente temos 200 idiomas e 80
famílias linguísticas”, comentou, acrescentando que, por outro lado,
existe essa diversidade pois os indígenas eram nômades.

Segundo ele, não se sabe muito da rede de caminhos que havia pela
Amazônia e lamentou que esta ainda seja vista como um “mundo selvagem”
onde agora a densidade da população é de 0,5 habitante por quilômetro
quadrado, mas onde havia lugares “com 10, 15, 20 habitantes por
quilômetro quadrado; até 100 no litoral das Guianas”, disse.

“Estou falando de uma Amazônia muito povoada, todos interligados, mas
com idiomas diferentes. Era como a rede da web, mas com seres humanos”,
disse Rostain, que lembra que, quando começou, há 35 anos, a trabalhar
na Amazônia, havia “menos de 10″ arqueólogos trabalhando nos sete
milhões de quilômetros quadrados. Agora são centenas neste “continente
verde”, concluiu.

Arqueólogos

franceses e equatorianos descobriram na Amazônia do Equador os restos de
uma casa construída há cerca de 3.000 anos, a mais antiga da região
amazônica, segundo disse o arqueólogo Stéphen Rostain, diretor da
pesquisa. “Encontramos buracos de fornos e vestígios de cerâmica e
pedras”, disse Rostain ao explicar que o que acharam foram “as marcas

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