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sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Dinossauros: Gigantes da Patagônia (2007)
Por: Marcus V. Cabral

© IMAX

Hoje assisti mais um filme que eu nunca tinha visto, um documentário feito para IMAX em 3D e posteriormente lançado em Blu-ray, chamado "Dinosaurs: Giants of Patagonia" (Dinossauros: Gigantes da Patagônia, em português). Esse documentário foi lançado já faz um bom tempo, 6 anos, porém justamente pela dificuldade de acesso a ele é que nunca havia visto. Não há versão em DVD de acordo com meu conhecimento. Enfim, o filme é claro trata dos dinossauros encontrados na Patagônia, Argentina, com foco no Cretáceo, época em que viveram alguns dos maiores animais que já pisaram nesse planeta. 
 
Confesso que a curiosidade que eu tinha de ver este filme era grande, em parte porque pouco se fala dele na internet. Não é como "Caminhando com os Dinossauros", que todo paleo aficionado conhece, pois foi lançado especialmente para os cinemas IMAX, cuja exibição é em 3D e foca muito na qualidade de imagem e gráficos de alta resolução para impressionar o espectador. Cinemas IMAX não são comuns e filmes feitos para essas salas são geralmente exclusivos, não indo para a TV, por isso a divulgação é pequena.
Pelas imagens que havia visto na internet, parecia ser um filme muito bom e cheio de conteúdo interessante, principalmente porque conta com a participação do paleontólogo profissional Rodolfo Coria, da Argentina. Mas antes de opinar no filme, vamos a um breve resumo da história e conteúdo.

O filme começa mostrando um meteoro e nossa galáxia, depois fala da Argentina e dos dinossauros em geral, mostrando cenários muito bonitos, mencionando diferenças entre o planeta de hoje e no Cretáceo. Os primeiros animais que vemos são répteis marinhos, um Ictiossaurídeo cuja espécie não foi mencionada e um Liopleurodon.  O estranho é que embora muitos dinossauros tenham ficado não identificados, eles foram posteriormente reconhecidos como algum gênero conhecido da Argentina, mas o Ictiossaurídeo não foi, nem sequer seu gênero foi definido.
 
Somos então levados às planícies desérticas da Argentina, onde conhecemos o paleontólogo Rodolfo Coria, renomado pesquisador argentino que começa nos contar sobre suas experiências na busca por dinossauros. Sempre acompanhando suas andanças por belos cenários onde fósseis foram achados, ouvimos a história do achado do Argentinossauro e então somos transportados para 90 milhões de anos atrás, para ver o bichão em "carne e osso".
© IMAX

© IMAX

Além de ver o Argentinossauro em um cenário muito bonito, vemos como seriam seus ninhos e a aparição de um dinossauro carnívoro pequeno e emplumado chamado Unenlagia, apelidado de Sharp Feathers ("Penas Afiadas", em português). Ele ataca os ovos dos Argentinossauros no ninho. Um pequeno macho Argentinossauro que acaba de nascer é apelidado de Strong One ("O Forte" em inglês). 
© IMAX
Como de praxe o narrador vai explicando sobre os dinos e sua época, apresentando fatos descobertos pelos paleontólogos. Cenários pré-históricos aparecem com pterossauros sobrevoando, sendo que em certo momento um deles se aproxima e voa em direção à câmera, nos permitindo ver que se trata de um Anhanguera, embora o narrador não o identifique. Aparecem outros pequenos herbívoros também não identificados, que segundo informações dadas fora do filme seriam do gênero Gasparinisaura e também Anabisetia. Outro pterossauro que aparece é o Pterodaustro, porém não é identificado também.
Em seguida vemos novamente o Dr. Coria, chegando a um local onde ele observa e registra pegadas de dinossauros no chão, enquanto ele mesmo narra a cena, comentando dos aspectos interessantes da vida de paleontólogo e sobre como foi a descoberta do Giganotosaurus.
© IMAX
A partir da pegada, que claramente é de um terópode grande, voltamos ao Cretáceo para ver um ninho de Giganotossaurídeo, com um dos pais que aparece expulsando o Unenlagia que tentava roubar os ovos e outro Giganotossaurídeo que também surge ali por perto. O Giganotossaurídeo observa um filhote nascer, todo emplumado, o qual nos é apresentado como uma fêmea apelidada de Long Tooth ("Dente Longo" em inglês). Em seguida mais alguns cenários belos e explicações do narrador, até começar a debater a possibilidade dos Argentinossauros serem atacados por predadores.
© IMAX

© IMAX

© IMAX
Então volta o Dr. Coria a explicar sobre mais um achado, o de 7 indivíduos de uma mesma espécie de dinossauros juntos, predadores chamados Mapusaurus, do mesmo porte do Giganotossauro. Isso comprovou que eles caçavam em grupo e que talvez unindo suas forças pudessem ter alguma chance atacando um Argentinossauro. Revela-se então que Long Tooth é na verdade um Mapussauro e em seguida ela e outros da sua espécie atacam um Argentinossauro ferido do bando de Strong One. O ataque é mal sucedido, não conseguem derrubar o saurópode e Long Tooth acaba jogada no chão com um golpe de cauda do gigante, com os demais olhando para ela, dando a entender que a devorariam por ter sido ferida.
© IMAX

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A partir daí não parece haver mais eventos significantes na vida dos dois personagens centrais, apenas explicações e um corte para o Cretáceo Superior da América do Norte. No céu Quetzalcoaltus aparece voando e no espaço o cometa se aproxima, entra na atmosfera e por um breve momento um Tyrannosaurus rex caminha tranquilo enquanto pedaços do meteoro cortam o céu como estrelas cadentes. Em seguida o choque devasta tudo, só mostrando um grupo de saurópodes vivos após o impacto. Eles andam em um local desolado, até que um deles cai morto, porém os demais o ignoram e continuam em frente cabisbaixos. Tais saurópodes não são identificados e parecem bem com os Argentinossauros, embora no site Wikipedia estejam identificados como Alamosaurus.
O narrador explica que ainda restam dinossauros, as aves e por fim o Dr. Coria aparece novamente, para deixar mais uma mensagem.
Ao todo, são pelo menos 15 gêneros de animais pré-históricos retratados, mas os peixes e uma libélula tiveram muito pouca atenção e ficam até esquecidos, não sendo nem mencionados na maioria das listas de espécies do filme disponíveis na internet. Confira a lista de gêneros a seguir:
  • Gasparinisaura (Não identificado no filme)
  • Argentinosaurus
  • Giganotosaurus (Apenas mencionado)
  • Mapusaurus
  • Unenlagia (Muitas vezes chamado apenas de raptor)
  • Anabisetia (Não identificado no filme)
  • Liopleurodon
  • Quetzalcoatlus
  • Anhanguera (Não identificado no filme)
  • Pterodaustro (Não identificado no filme)
  • Ictiossaurídeo (Não identificado no filme)
  • Tyrannosaurus rex
  • Alamosaurus (Não identificado no filme)
  • Libélula (Não Identificada)
  • Peixes (Não identificados)
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Agora que você está sabendo o que do filme trata, vou fazer uns comentários de opiniões pessoais que tive ao ver o vídeo e um pouco também de opiniões de li por aí e que concordo. Bem, as imagens do documentário, em questão de qualidade, são muito boas. Ainda mais vendo em resolução alta, as imagens são impressionantes. Porém o filme não oferece muito além disso.
Os dinossauros mostrados são bem populares, com exceção de um ou outro, ou seja, nada de novidade aí. A ideia de usar um paleontólogo profissional e que de fato é da região abordada foi um ponto forte, afinal, dá mais credibilidade, pois o sujeito fala com conhecimento e não apenas lendo um roteiro que lhe foi preparado.
Pelo que percebi, a ideia do filme era que nós espectadores nos identificássemos de alguma maneira com os personagens principais, o Argentinossauro macho "Strong One" e a Mapusaurus gêmea "Long Tooth", mas isso não acontece tão bem quanto em outros documentários, como foi com o famoso "Big Al" num dos especiais da BBC.
Mal dá tempo da audiência se acostumar com os personagens, eles nascem e crescem de uma cena pra outra, não há um acompanhamento de sua vida nem nada. Isso porque o filme é em sua maioria composto de cenas de paisagens bonitas com ângulos de câmera aéreos entremeadas por aparições do Dr. Coria explicando as coisas. O objetivo da IMAX parece ter sido apenas agradar o consumidor visualmente e não no conteúdo. Animais que aparecem passaram despercebidos e identificados, em outros casos informações pela metade aparecem. Um problema que encontrei foi o fato de passarem metade do filme chamando os predadores de "Giganotossauros" e só no final dizer que se tratava na verdade de um Mapussauro. Tá certo que os animais são parentes, mas não quer dizer que dá pra sair por aí trocando o nome de um por outro. Até que a comunidade científica oficialmente aceite que são do mesmo gênero, ambos os dinos são diferentes, em gênero e espécie e portanto devem ser desde o início tratados como tal. A ideia dos produtores parece ter sido de primeiramente chamar o predador apenas por um nome baseado no grupo, como se fosse Giganotossaurídeos, mas não deixo isso claro e pode confundir quem assiste. De uma hora para outra começam a dizer que o dino não é mais um Giganotossauro e sim um Mapussauro. Quem é leigo em paleontologia, e que convenhamos, compõe a maior parte do público alvo do filme, fica meio perdido.
A parte de computação gráfica, texturização e cores dos animais é realista, mas seus movimentos muitas vezes deixam a desejar e em alguns momentos podemos perceber que a texturização não foi tão caprichada. É uma qualidade boa, mas não chega a ser tão boa quanto a de outros documentários, principalmente se comparados aos da BBC.
Um ponto forte do longa é que se mantém firme em relação aos fósseis, somente apresentando hipóteses baseadas em achados reais. Outro aspecto interessante é que várias cenas foram elaboradas de modo a intensificar o efeito 3D com que é apresentado no cinema, como por exemplo, quando animais (peixes, pterossauros) se deslocam em grande velocidade bem na direção da câmera, criando o famoso efeito de sair da tela. Isso acontece quando o Ictiossauro não identificado persegue um cardume de peixes que nada em direção à tela e quando um Anhanguera também se dirige velozmente na mesma direção.
Esses comentários são, é claro, opiniões pessoais minhas e não devem ser tomados como certos sem prévia análise do filme. Assista o filme abaixo disponível no YouTube para tirar suas conclusões. O filme parece estar completo, porém em inglês sem legendas em português. Não vi o filme completo pelo site, então não sei se falta alguma parte, embora pela duração pareça estar inteiro.
Ao que tudo indica o filme não foi lançado no Brasil nem em Blu-ray, porém existe a versão estrangeira, que infelizmente não traz legendas em português. Uma vez que essa é a única opção, temos que nos contentar e esperar que um dia seja disponibilizado em português.
Por enquanto é isso pessoal, se curtiu a resenha curte a postagem, compartilha no Facebook, Twitter, etc. Comenta aqui no blog também, isso é muito importante para incentivar mais postagens. Abraço e até a próxima!




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