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terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Cientistas revelam nova visão do núcleo da Terra

Londres, 10 fev (EFE).- Cientistas chineses e americanos realizaram estudos que indicam que o núcleo interno da Terra é uma região sólida composta por duas partes, o que poderia apresentar uma nova informação sobre a origem de nosso planeta, segundo um relatório publicado nesta terça-feira pela revista "Nature".

A pesquisa, feita por especialistas da Universidade de Illinois (EUA) e de Nanquim (China), sugere que o núcleo de nosso planeta tem outra região diferente em seu centro.
A equipe de geofísicos acredita que a estrutura dos cristais de ferro seja diferente da que se encontra na parte externa do núcleo interno.

Sem serem capazes de perfurar o coração da Terra, os cientistas escutam as vibrações para tentarem descobrir seu conteúdo, através da sismologia.

Desse modo, os especialistas usam os ecos gerados pelos terremotos para estudar o núcleo da Terra mediante a análise da forma em que mudam à medida em que viajam através de nosso planeta.
Liderado por Xiaodong Song, professor da Universidade de Illinois, a equipe aponta que o núcleo interno da Terra, uma região sólida aproximadamente do tamanho da Lua, é composto por duas partes.
Os dados da onda sísmica revelam que os cristais de ferro da parte mais interna do núcleo estão alinhados em direção leste a oeste. Já os que estão no núcleo "exterior" se alinham em direção norte a sul, de forma vertical.

"O fato de estarmos descobrindo diferentes estruturas de distintas regiões do núcleo interno pode acrescentar algo para nós sobre a longa história da Terra. Poderia ser a chave para a evolução do planeta", disse Song.

A descoberta aponta que o núcleo interno contém cristais de diferente escala, que se formaram em condições distintas e que o nosso planeta pode ter sofrido uma mudança dramática durante esse tempo.
A esfera central da Terra, que se encontra a mais de 5.000 quilômetros, começou a se solidificar há cerca de um bilhão de anos, e continua crescendo aproximadamente 0,5 milímetro por ano.
Por enquanto, o modelo proposto neste trabalho precisa contrastar provas para analisar as propriedades sísmicas do núcleo mais profundo da Terra, segundo concluem os especialistas.

 

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