sábado, 30 de maio de 2015

STEREOSTERNUM

SMF R 4710
At right is a subset of the large reptile tree highlighting relationships among mesosaurs, thalattosaurs and ichthyosaurs.
A tree of the Reptilia is here.
Thalattosauriformes, Mesosauria and Ichthyosauria
 
 
Evolution of the Mesosaurus palate
Above is a selection of palates from Mesosaurus and sister taxa showing the evolution and shifting of the various elments. As a side note, In Carroll 1988 (figure 12-31, taken from Andrews 1910) the palate of Ichthyosaurus was illustrated, labeling the bones lateral to the pterygoids as palatines and the central bones, vomers, all in accord with the palate of archosaurs, etc. Here we can see that the ectopterygoid is actually the bone lateral ot the pterygoid and the palatine has become the medial element in mesosaurs, thalattosaurs and ichthyosaurs.
Carroll RL 1988. Vertebrate paleontology and evolution. New York: W. H. Freeman & Co.
Cope ED 1886. A contribution to the vertebrate paleontology of Brazil. Stereosternum tumidum, gen. et sp. nov. Proceedings of the American Philosophical Society 23 (121):1-21.
Jiang D-Y, Rieppel O, Motani R, Hao W-C, Sun Y-I, Schmitz L and Sun Z-Y. 2008. A new middle Triassic eosauropterygian (Reptilia, Sauropterygia) from southwestern China. Journal of Vertebrate Paleontology 28:1055–1062.
BRAZILOSAURUS

PIMUZ-A-III-0192
 
Rossmann T 2002. Studien an Mesosauriern (Amniota inc. sed., Mesosauridae): 3. Neue Aspekte zur Anatmie, Erhaltung und Paläoökologie aufgrund der Exemplare im Paläontologischen Institut der Universität Zurich. Neues Jahrbuch fur Geologie und Paläontologie, Abhandlungen 224, 197-221.

Shikama T 1966. On a reptilian skeleton from the Palaeozoic formation of San Paulo, Brazil. Transactions and Proceedings of the Palaeontological Society of Japan, New Series 64:351-358.
MESOSAURUS



MESOSAURIDAE

Stereosternum
 
Stereosternum juvenile and adult
Andrews CW 1910. Descriptive Catalogue of the Marine Reptiles of the Oxford Clay, British Museum. (Natural History) Part 1:1-205.
Carroll RL 1988. Vertebrate paleontology and evolution. New York: W. H. Freeman & Co.
Cope ED 1886. A contribution to the vertebrate paleontology of Brazil. Stereosternum tumidum, gen. et sp. nov. Proceedings of the American Philosophical Society 23 (121):1-21.
Jiang D-Y, Rieppel O, Motani R, Hao W-C, Sun Y-I, Schmitz L and Sun Z-Y. 2008. A new middle Triassic eosauropterygian (Reptilia, Sauropterygia) from southwestern China. Journal of Vertebrate Paleontology 28:1055–1062.
Laurin M and Reisz R 1995. A reevaluation of early amniote phylogeny. Zoological Journal of the Linnean Society, 113: 165–223.
Maisch MW 2010. Phylogeny, systematics, and origin of the Ichthyosauri - the state of the art. Palaeodiversity 3: 151–214.
Modesto SP 1999. Observations on the structure of the Early Permian reptile Stereosternum tumidum Cope. Palaeontol. Afr. 35, 7–19.
Vieira PC, Mezzalira S, Ferreira FJF 1991. Mesossaurídeo (Stereosternum Tumidum) e crustáceo (Liocaris Huenei) no Membro Assistência da Formação Irati (P) nos municípios
de Jataí e Montevidiu, estado de Goiás. Revista Brasileira de Geociências, 21:224-235.
Wu X-C, Cheng Y-N, Li C, Zhao L-J and Sato T 2011. New Information on Wumengosaurus delicatomandibularis Jiang et al., 2008, (Diapsida: Sauropterygia), with a Revision of the Osteology and Phylogeny of the Taxon. Journal of Vertebrate Paleontology 31(1):70–83.

Fonte: http://www.reptileevolution.com/stereosternum.htm

Reino Protista 2


O Reino Protista, ou Protozoa, é formado pelos eucariotos mais simples existentes no planeta. Vivem em variados tipos de habitat, desde aquático até terrestre. Neste grupo encontram-se as algas eucarióticas, que são autotróficas fotossintetizantes, podendo ser pluricelulares, mas não formam tecidos verdadeiros. 
São muito importantes para a produção de oxigênio, sendo que muitos cientistas defendem que as algas, não as plantas, são os “pulmões” do mundo, ou seja, são responsáveis pela produção de grande parte do oxigênio disponível. São também utilizadas para a alimentação e na indústria, principalmente em cremes, cosméticos, sorvete e maionese. 
O “corpo” da algo é chamado de talo, pois não possui raiz, nem caule, nem folhas, e são encontradas predominantemente no meio aquático. 
São classificadas de acordo com o tipo de pigmentação existente: 

 

A reprodução pode ser tanto assexuada, por divisão binária ou por zoósporos mitóticos, como sexuada. 
 
Há tanto a presença de um ciclo haplobionte, no qual um adulto, haploide, gera gametas por meiose, que gerarão uma nova alga haploide, como o ciclo diplobionte, onde a alga adulta é diploide, forma gametas por meiose, gerando novos indivíduos diploides. 
 
A conjugação também ocorre nesses organismos (veja em Reino Monera e Reino Protista 1), mas nesse caso, faz parte do ciclo haploide, no qual ocorre a junção de duas células haploides, que originam o zigoto, que se divide por meiose, originando um novo filamento haploide.
As algas juntamente com os fungos formam os liquens, um tipo de associação simbiótica obrigatória, onde a alga fornece alimento enquanto o fungo fornece umidade, permitindo a colonização, por parte desses organismos, de diversos tipos de ambientes.


Reino Protista 1


O Reino Protista, ou Protozoa, é formado pelos eucariotos mais simples existentes no planeta, sendo unicelulares, geralmente microscópicos, heterotróficos, podendo formar colônias. Vivem em variados tipos de habitat, desde aquático até terrestre. Neste grupo também se encontram as algas eucariontes, que no caso são autotróficas. Nesta aula iremos focar no primeiro grupo de organismos citados.
A complexidade da célula de um protozoário é tão grande que desempenha todas as funções que tecidos e órgãos realizam em um ser pluricelular complexo. Por exemplo, esses organismos são capazes de locomoção, respiração, excreção, reprodução e relacionamento com o ambiente. Muitos representantes deste filo adotam a vida parasitária, mas há também os de vida livre e os que vivem em simbiose. 
Os protozoários são divididos em Classes de acordo com seu tipo de locomoção: 

Alguns protozoários, como as amebas, possuem um vacúolo pulsátil, que apresenta função osmorreguladora, removendo o excesso de água que entra na célula. Nos ciliados, há dois vacúolos pulsáteis, que funcionam alternadamente e efetuam a regulação osmótica do organismo.
Os ciliados já apresentam sulco oral para ingestão de alimentos, e poro anal para a expulsão dos restos alimentares.
A reprodução é por divisão binária na maioria dos protozoários, mas também pode ocorrer a conjunção em ciliados, onde o micronúcleo é transmitido entre indivíduos, um processo semelhante a conjungação das bactérias. 
Dentro desse reino também se encontram protozoários com esqueleto constituído de calcário, denominados foraminíferos, que apresentam muitas formas variadas, como ilustrado na figura abaixo:



O que é a imunidade adquirida?

     A defesa específica, também conhecida por imunidade adquirida, constitui a terceira linha de defesa. Inclui um conjunto de processos através dos quais o organismo consegue reconhecer os agentes invasores e consequentemente destrui-los através de receptores da membrana, presentes em células linfoides. Ocorre geralmente após uma exposição a um determinado agente invasor, sendo que, contrariamente ao que acontece com a defesa não específica, a resposta do organismo ao agente invasor melhora a cada novo contacto. Uma vez ativo este processo é extremamente eficaz e dirigido especificamente contra certos elementos estranhos.

  Assim sendo verificam-se duas das características do sistema imunitário:

  • especificidade: ação específica para cada um dos agentes invasores
  • memorização: o sistema imunitário memoriza os agentes invasores desde o seu primeiro contacto 

As substâncias que desencadeiam uma resposta específica são os antígenos.

    

       Mecanismos  de defesa específicos:

     Os antígenos são componentes moleculares como bactérias, vírus e toxinas que fazem desencadear uma determinada resposta isto é, uma resposta especifica.
    Para dar essa resposta intervêm vários mecanismos, sendo o mecanismo de identificação/reconhecimento da responsabilidade dos linfócitos B e linfócitos T. Estes linfócitos possuem a capacidade de identificar um número praticamente infinito de elementos estranhos ao organismo, tornando-se assim, células imunocompetentes. O mecanismo de reação consiste na resposta do sistema imunitário na preparação dos agentes específicos que vão intervir no processo. Por último, temos a ação dos agentes do sistema imunitário que neutralizam ou destroem as células/moléculas estranhas.

         Os órgãos  linfóides podem ser classificados em:
-) Órgãos linfoides primários: timo e medula óssea vermelha (local em que os linfócitos se diferenciam e atingem a maturação).
-) Órgãos linfoides secundários ou periféricos: baço, gânglios linfáticos, amígdalas e tecido linfático organizado por  exemplo gânglios linfáticos. É nestas estruturas que ocorre o desenvolvimento da resposta imunitária.  


     Na imunidade específica intervém o sistema linfoide, constituído por tecidos e por órgãos que são coletivamente designados por órgãos linfoides e células efetoras que são os linfócitos.

     Como se diferenciam os linfócitos?

  
                                                                                         Figura 1 - Diferenciação dos linfócitos B e T.
                                                http://3.bp.blogspot.com/-kFs8rxDFb0o/TaIUE9vh6PI/AAAAAAAAAFo/2S9AxejY_KU/s1600/Imagem1.jpg

     As células diferenciam-se em diferentes locais sob a influência destes. Os linfócitos T como podemos observar na imagem, diferenciam-se no timo e estão sob a sua influência, enquanto que os linfócitos B continuam o seu desenvolvimento na medula óssea. 
     É no interior do timo que os linfócitos T completam o seu amadurecimento, resultante da aquisição de diferentes tipos de moléculas da membrana que vão funcionar como receptores, sendo que os linfócitos B adquirem estes receptores ainda na medula óssea. 
     Após o desenvolvimento dos respectivos receptores, os linfócitos tornam-se células capazes de dar uma resposta imunitária. Depois disto, os linfócitos B e T, já com os seus receptores, passam para a corrente sanguínea, sendo que a sua maioria migra para tecidos e órgãos linfoides. 


     Imunidade passiva e imunidade activa

      A imunidade activa ocorre quando o próprio organismo consegue produzir anticorpos e linfócitos ativos capazes de combater moléculas estranhas. Esta imunidade dura normalmente vários anos e, por vezes, até a vida toda.
      A imunidade passiva consiste na passagem/transferência de anticorpos (produzidos por um animal ou ser humano), que tenham sido ativamente imunizados contra o antígeno. A imunidade passiva é temporária, durando apenas alguns meses, mas é bastante rápida e de eficiente proteção. A imunidade passiva natural mais comum é a passagem de anticorpos da mãe para o feto através da placenta e depois do parto através do leite materno. A imunidade artificial  pode ser feita através de uma transfusão de sangue.


                              [Ativa e Passiva[4].png]
                                                                                        Figura 2- Imunidade passiva e activa


   
Figura 3- Imunidade passiva


          Vacinação
      A vacinação é um processo que faz com que a imunidade adquirida ativa ocorra contra determinadas doenças. As vacinas são preparações que são introduzidas no organismo com intuito de estimularem a produção de anticorpos para reagirem contra os antígenos e contra as doenças por estes provocadas tornando, assim, o organismo imune.

     Existem três tipos de vacinas:
  • As de microrganismos completos;
  • Vacinas recombinantes;
  • Vacinas de partes de microrganismos.


     As vacinas de microrganismos completos podem dividir-se em dois tipos de vacinas:
  • vacinas vivas atenuadas ( o microrganismo é obtido a partir de um indivíduo ou animal infectado e depois do microrganismo ser atenuado, vai diminuir o risco de poder haver uma infecção, podendo ser usado nas vacinas). O exemplo de uma dessas vacinas é a vacina contra a varicela.
  • vacinas mortas ou inatas ( nestas vacinas os microrganismos são mortos através do uso do calor ou de um tratamento químico, assim não há o risco de poder haver alguma infecção provocada por estes microrganismos).

     O segundo tipo de vacinas, as vacinas recombinantes, são produzidas através de microrganismos geneticamente modificados, assim sendo a vacina continua a conter os antígenos que vão estimular o sistema imunitário, mas não possui o agente patogênico. Uma grande vantagem desta vacina é que ela protege-nos de diversas doenças ao mesmo tempo.

     Por último, as vacinas de partes de microrganismos estimulam o sistema imunitário, uma vez que contém antigênico. Estas vacinas unem partes de microrganismo com proteínas, o que ajuda a aumentar a nossa resposta imunitária.


                  
          A Memória imunitária relacionada com a vacinação: 

     Já foi acima referido que uma das características da imunidade adquirida é a memorização, e assim sendo, partindo deste princípio, a vacinação é utilizada na imunização do nosso organismo. Começando por clarificar melhor o que é a memória imunitária, sabemos que quando ocorre uma infecção, os mecanismos de defesa específicos do nosso organismo são sempre mobilizados, no entanto, o sistema imunitário vai reagir de maneiras diferentes, conforme se trate do primeiro contacto com o agente infeccioso, ocorrendo uma resposta imunitária primária, ou de contactos subsequentes, ocorrendo então, uma resposta imunitária secundária, que será mais rápida, de maior intensidade e de duração mais longa. 

    Comentário: o que já foi dito acerca das vacinas, uma vez que estas desencadeiam uma resposta imunitária primária, ocorre uma produção de células de memória. Enquanto as células efetoras sobrevivem, em regra, um curto espaço de tempo (apenas alguns dias), as células da memória ficam armazenadas nos órgãos linfoides periféricos, vivendo durante muito mais tempo, estando assim prontas para posteriormente defender o nosso organismo caso este volte a ser invadido pelos mesmos agentes patogênicos, ocorrendo então uma resposta secundária.  

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Dia do Geólogo - 30 de maio

dia do geologo 2A data é uma homenagem a todos os profissionais relacionados aos estudos da geologia, que podem trabalhar em várias áreas, como a paleontologia, petrologia, pesquisa mineral, geologia de petróleo, hidrogeologia, geotécnica, geoquímica, geofísica, geologia marinha e geologia ambiental.
O Dia do Geólogo é celebrado em 30 de maio em homenagem a aprovação do Projeto de Lei nº 2028/60, em 30 de maio de 1962, sendo criada a Lei nº 4.076, que regulamenta a profissão de geólogo.
A lei estipula que a profissão deva ser fiscalizada pelo Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (CREA).

Mensagem para o Dia do Geólogo

"Aos que desvendam segredos da natureza, ampliam fronteiras, buscam e viabilizam o aproveitamento dos recursos naturais em prol da humanidade, com responsabilidade e respeito ao meio ambiente, tornando possível a existência nesse ponto ímpar do universo. Feliz dia do geólogo!"
CAATINGA E CERRADO DESAPARECENDO...PARA SEMPRE

Terra frágil

Análises de imagens de satélite indicam perda de 266 mil km2 do Cerrado e 90 mil km2 da Caatinga, aumentando riscos de falta d’água e de desertificação
CARLOS FIORAVANTI | ED. 231 | MAIO 2015
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© FÁBIO COLOMBINI
Queimada no Cerrado em 2006 no Parque Nacional das Emas, em Goiás
Queimada no Cerrado em 2006 no Parque Nacional das Emas, em Goiás

Catolé do Rocha, município do sertão da Paraíba com quase 30 mil moradores, está ficando ainda mais quente e seco, à medida que a vegetação natural se esvai. Em oito anos, de 2005 a 2013, de acordo com um estudo de pesquisadores de universidades da Paraíba e do Rio Grande do Norte, a área de caatinga rala encolheu 48% e a de caatinga densa, 13,5%, enquanto a agrícola deu um salto de 823%, de 2,45 mil para 22,64 mil hectares. Os autores desse levantamento concluíram que “a vegetação local foi suprimida indiscriminadamente” e houve “um crescimento exorbitante” das áreas ocupadas principalmente com a criação extensiva de bois.

Somando muitas situações como essa, de 1990 a 2010 a Caatinga perdeu 9 milhões de hectares – ou 90 mil quilômetros quadrados (km2), quase a área de Portugal – de vegetação nativa, em consequência do desmatamento e da expansão da agropecuária e do uso de madeiras de árvores nativas como fonte de energia (lenha) em residências e pequenas indústrias, de acordo com um levantamento mais amplo publicado em março na revista Applied Geography. Esse trabalho indica que, nesses 20 anos, a taxa de derrubada da vegetação natural aumentou na Caatinga (de 0,19% ao ano de 1990 a 2000 para 0,44% ao ano na década seguinte), embora os levantamentos do Ministério do Meio Ambiente indiquem uma queda do desmatamento nesse ecossistema. Para os autores do artigo, a divergência decorre do conceito de paisagem natural – eles preferiram não incluir as áreas cobertas puramente por gramíneas, que o governo federal considerou – e da escala temporal (duas décadas em um caso e quase uma década em outro).

A eliminação da vegetação nativa – ainda mais prejudicial quando feita por meio do uso do fogo, que destrói a matéria orgânica do solo – deixa a terra descoberta, com maior capacidade para absorver a radiação solar, desse modo elevando a temperatura local, acelerando a evaporação da água e diminuindo a resistência à erosão causada pelo vento e pelas chuvas, que arrastam a matéria orgânica e reduzem a fertilidade de solos pouco férteis e a capacidade de reter água. Além disso, alertam os especialistas, a erosão causada pelas chuvas – raras, mas geralmente torrenciais – promove o assoreamento de rios, aumentando o risco de inundações, e expõe as rochas antes cobertas pela terra, dificultando a volta das plantas e mesmo o uso da terra para fins agrícolas. Em Catolé do Rocha, a área exposta de rochas, os chamados afloramentos, aumentou 27%, passando de 578 para 734 hectares, em oito anos.
© FÁBIO COLOMBINI
Queimada no cerrado e buritizal de Boa Vista, Roraima, em 2014
Queimada no cerrado e buritizal de Boa Vista, Roraima, em 2014
Na Caatinga, outra ameaça, que se agrava, é a desertificação. “O que mais contribui para desencadear o processo de desertificação é o mau uso da terra, com o desmatamento e muitas vezes o uso do fogo, agravado pelas condições climáticas”, diz Iêdo Bezerra Sá, pesquisador da Embrapa Semiárido. Com sua equipe, ele examinou a região de Cabrobó, no sertão de Pernambuco, um dos núcleos de desertificação do nordeste brasileiro, a 400 km a sudoeste de Catolé do Rocha. Ali, os solos são arenosos, permeáveis e incapazes de reter as águas das chuvas. Seus levantamentos indicaram que a área com grau severo de desertificação, associado à ocupação agropecuária, era já de 100 mil hectares (1 mil km2) e com grau acentuado, em terras ocupadas pela caatinga arbórea, de 519 mil hectares (5 mil km2).

Sá está concluindo um levantamento que indica que 9 das 12 regiões de Pernambuco – ou 122 dos 185 municípios do estado –, principalmente no sertão, estão sujeitas a um risco elevado de desertificação. Um de seus estudos recentes indicou que quase toda a região de desenvolvimento do sertão do São Francisco, onde se cultivam frutas irrigadas, encontra-se sob risco de se transformar em um areal estéril (75% da área encontra-se sob risco moderado e 23% sob risco severo). Ali, ele explicou, o consumo de água para a irrigação das plantações excede a capacidade dos rios, cuja vazão diminui, prejudicando toda a área que percorrem. “A Caatinga é muito frágil”, diz ele. “Em alguns casos, o melhor seria não mexer.”
Especialistas verificaram que 94% do Nordeste brasileiro, além do norte de Minas Gerais e Espírito Santo, apresenta uma suscetibilidade que varia de moderada a alta à desertificação e indicaram as áreas com maior potencial de se tornarem areais estéreis até o ano de 2040. Nesse levantamento, as áreas mais suscetíveis expandiram-se quase 5%, o equivalente a 83 km2, de 2000 a 2010. “Esse estudo foi o primeiro no Brasil a produzir um diagnóstico a partir da análise integrada dos principais indicadores de degradação e desertificação”, diz Rita Vieira, pesquisadora do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e principal autora desse estudo, publicado na Solid Earth. Segundo ela, os resultados foram apresentados à Comissão Nacional de Combate à Desertificação, que orienta a implementação de compromissos internacionais assumidos pelo país.

“Reduzir o risco de desertificação é um processo lento. O primeiro passo é mudar a forma de lidar com a terra e parar de desmatar”, diz Carlos Magno, um dos coordenadores do Centro Sabiá, uma organização não governamental sediada em Recife. Com financiamento do governo federal, o centro está trabalhando com 200 famílias de pequenos proprietários rurais do agreste e do sertão de Pernambuco para recuperar 100 hectares de áreas sujeitas à desertificação com os chamados sistemas agroflorestais, que consistem no plantio de plantas diferentes como milho, feijão, abóbora, batatas, forrageiras e frutas como umbu e cajá em meio à Caatinga.
“Estamos reconstruindo a ideia de que a Caatinga é uma floresta e que precisa ser preservada”, diz Magno.
© FÁBIO COLOMBINI
Xique-xique em solo rochoso da Caatinga de Caicó, Rio Grande do Norte: ambiente frágil
Xique-xique em solo rochoso da Caatinga de Caicó, Rio Grande do Norte: ambiente frágil
No dia 16 de abril, ele saiu de seu escritório em Caruaru e viajou 30 km até o município de Bezerros para visitar Maria Idalvonete Julião da Silva, dona de 3 hectares, que participa desse projeto. Motivada pela perspectiva de aumentar a produção de alimentos mesmo em tempos mais secos, Idalvonete separou 1 hectare e plantou palma forrageira e leucena, que servem de alimento para o gado, feijão guandu, mamão e abacaxi. “Além de servir aos animais e às pessoas”, ele argumenta, “os cultivos conservam o solo; a água, quando chega, fica no solo, cheio de raízes, em vez de ir embora”. Em um levantamento com 15 famílias que adotam essa estratégia há mais de 10 anos, ele verificou que “depois das grandes secas e chuvas os sistemas agroflorestais voltam a produzir alimentos mais rapidamente que os sistemas agrícolas convencionais, o que implica uma exploração excessiva do solo da Caatinga.”

Cerrado

No estudo publicado na Applied Geography, a equipe coordenada por René Beuchle, do Joint Research Centre da Comissão Europeia, da Itália, examinou também outro amplo ecossistema brasileiro, o Cerrado, que perdeu ainda mais que a Caatinga. Em 20 anos, a área de Cerrado sofreu uma redução de 26 milhões de hectares – ou 260 mil km2, o equivalente ao dobro da área da Inglaterra, também pela expansão da agropecuária. Outra conclusão é de que a taxa de derrubada da vegetação natural caiu no Cerrado (de 0,79% ao ano de 1990 a 2000 para 0,44% ao ano na década seguinte), dessa vez concordando com as conclusões do governo sobre o recuo do desmatamento.
Para ver o que se passava na Caatinga e no Cerrado, a equipe coordenada por Beuchle analisou 974 imagens do satélite Landsat, com resolução de 30 metros, que registraram as mudanças na cobertura vegetal do solo em 1990, 2000, 2005 e 2010 em 243 áreas amostrais, cada uma com 10 km por 10 km. Os dois ecossistemas cobrem 35% do território brasileiro e estão entre os ambientes naturais mais ameaçados do planeta devido à conversão de matas nativas para uso agrícola. Hoje a vegetação nativa da Caatinga ocupa 63% de sua área original e a do Cerrado, 47%, de acordo com esse estudo. Levantamentos do governo federal consideram a área remanescente de cobertura vegetal um pouco maior, nos dois casos. Há consenso, porém, de que a área de vegetação nativa preservada por meio de unidades de conservação ainda é muito limitada: 7,5% da Caatinga e 8% do Cerrado.
© FÁBIO COLOMBINI
Um sinal do avanço da pecuária em Currais Novos, Rio Grande do Norte
Um sinal do avanço da pecuária em Currais Novos, Rio Grande do Norte

s não são noticiadas tanto quanto as de outros dois biomas brasileiros, Mata Atlântica e Amazônia, porque, em parte, não é simples detectá-las. Nas imagens de satélite feitas na estação seca – e a maioria das imagens usadas são dessa época, por causa da ausência de nuvens de chuva –, “é difícil separar as árvores sem folhas do Cerrado e da Caatinga de outras coberturas da terra, incluindo as áreas agrícolas”, diz Beuchle. Em contrapartida, as imagens da Mata Atlântica e da Amazônia exibem um claro contraste entre a floresta alta e densa e as áreas desmatadas, mais baixas.
Além disso, diferentemente da Mata Atlântica e da Amazônia, a Caatinga e o Cerrado não foram reconhecidos como patrimônios naturais. O Ministério do Meio Ambiente observa, em seu site: “Devemos reconhecer que a Caatinga ainda carece de marcos regulatórios, ações e investimentos na sua conservação e uso sustentável”. Segundo o ministério, uma das medidas fundamentais nesse sentido seria a aprovação da proposta de emenda constitucional que transforma a Caatinga e o Cerrado em patrimônios nacionais, o que poderia facilitar a implantação de medidas voltadas à conservação desses ambientes.
Edson Sano, pesquisador da Embrapa Cerrados que trabalhou com Beuchle nessa análise, concluiu que a redução de áreas de vegetação nativa, principalmente no Cerrado, reflete a expansão agrícola do final da década de 1990, “quando a terra no Centro-Oeste ainda era barata e a produção no Sul e Sudeste já estava saturada”. Segundo ele, a partir do ano de 2000, porém, essa expansão desacelerou, por causa da elevação do custo da terra, do aumento da fiscalização (hoje os fazendeiros têm de obter autorização de órgãos federais ou estaduais para cortar a vegetação nativa, sob o risco de perder o direito de uso da área) e dos ganhos de produtividade proporcionados por novas tecnologias de cultivo. “Agora a tendência é de redução”, diz ele.

No estado de São Paulo, de acordo com o mapeamento mais recente, de 2010, o Cerrado ocupa 847,4 mil hectares, o equivalente a 8,5% da área original, de 9,9 milhões de hectares, e apenas 25,9 mil hectares estão protegidos por algum tipo de unidade de conservação. Matas desse tipo de vegetação ainda podem ser vistas nas regiões de Ribeirão Preto, Franca, São José do Rio Preto, Bauru, Sorocaba e Campinas, entre outras, acossadas pelas plantações de cana-de-açúcar (ver Pesquisa Fapesp nº 170). “Para atingir as metas de recuperação de acordos internacionais, que propõem a recuperação de 17% da área original terrestre de cada bioma, teríamos de plantar cerca de 800 mil hectares de Cerrado em São Paulo”, informa Marco Aurélio Nalon, pesquisador do Instituto Florestal e um dos coordenadores do Inventário Florestal da Cobertura Vegetal Nativa do Estado de São Paulo.

Com os números e os mapas à mão, Nalon tem se reunido com outros especialistas de órgãos ambientais do estado com o propósito de repor o que for possível das matas perdidas. Não é só São Paulo que está se mobilizando. Em janeiro deste ano, o Ministério do Meio Ambiente apresentou para debate público a versão preliminar do Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa, elaborado com base na Lei de Proteção da Vegetação Nativa, de 2012, para incentivar o plantio de espécies nativas, a restauração de áreas degradadas e as práticas agropecuárias que favoreçam a recuperação de pelo menos 12,5 milhões de hectares de vegetação nativa nos próximos 20 anos, por meio do plantio ou da restauração de áreas degradadas.

Já existem técnicas agrícolas que evitam o esgotamento do solo e reduzem a necessidade de outras terras para cultivo ou pastagens. Sano destaca duas. A primeira é o rodízio de plantio: uma parte da área de pastagem é ocupada com um cultivo agrícola, que nos anos seguintes ocupa outras partes da propriedade, alternadamente. A segunda é o plantio de árvores comerciais nas pastagens: as árvores oferecem sombra para o gado e depois podem ser vendidas. “Nada impede que em uma mesma fazenda exista uma integração entre lavoura, pecuária e floresta”, diz ele.

A área de vegetação nativa a ser recuperada, de acordo com a meta do plano do governo federal, corresponde a mais da metade dos 21 milhões de hectares que representam o déficit nacional de vegetação nativa no país, medido pela soma das áreas de matas nativas que os proprietários rurais devem, por lei, manter em suas terras ou nas proximidades de rios e córregos. “A recuperação da vegetação nativa é muito importante, principalmente em áreas de nascentes”, ressalta Sano. “Se não preservarmos as nascentes, em alguns anos poderemos não ter mais água nem para beber.”

Artigos científicos

OLIVEIRA, R. A. N. de et al. Dinâmica do processo de desmatamento de caatinga no município de Catolé do Rocha-PB. Agropecuária Científica no Semiárido. v. 10, n. 4, p. 1-4. 2014.

BEUCHLE, R. et al. Land cover changes in the Brazilian Cerrado and Caatinga biomes from 1990 to 2010 based on a systematic remote sensing sampling approach. Applied Geography. v. 58, p.116-27. 2015.

VIEIRA, R. M. S. P. et al. Identifying areas susceptible to desertification in the Brazilian Northeast. Solid Earth. v. 6, p. 347-60. 2015.

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Genes do microbioma marinho são semelhantes aos da flora intestinal humana

28 de maio de 2015

Elton Alisson | Agência FAPESP – Os microrganismos marinhos possuem um conjunto de genes semelhantes ao dos micróbios encontrados na flora intestinal humana.
A descoberta foi feita por uma equipe internacional de pesquisadores durante a expedição científica de circum-navegação francesa Tara Oceans.

Os primeiros resultados da expedição – que navegou 140 mil quilômetros durante três anos e meio e custou cerca de 16 milhões de euros – foram relatados em cinco artigos publicados na última edição da revista Science.

“Até então nunca tinha sido feito um levantamento tão exaustivo da diversidade microbiana marinha”, disse Hugo Sarmento, professor do Departamento de Hidrobiologia da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e coautor de um dos estudos, à Agência FAPESP. 

“A quantidade recolhida de amostras e de dados sobre o oceano é a maior já registrada”, afirmou o pesquisador, que participou da etapa inicial da expedição e atualmente realiza um projeto de pesquisa com apoio da FAPESP, na modalidade Jovens Pesquisadores em Centros Emergentes

De acordo com Sarmento, o objetivo da expedição foi realizar um levantamento em escala mundial do plâncton marinho – como são chamados os microrganismos microscópicos, como vírus, bactérias, algas e águas-vivas, que flutuam na superfície dos mares, rios e lagos e formam a base da cadeia alimentar marinha.
Para isso, um consórcio internacional, composto por 160 cientistas de 40 países, coletou entre 2009 e 2013 cerca de 35 mil amostras de plâncton e água em 210 regiões oceânicas no mundo – incluindo a costa brasileira –, com profundidade de até 2 mil metros, por meio da escuna de pesquisa Tara, que mede 36 metros de comprimento.

O genoma das amostras moleculares de plâncton coletadas foi sequenciado e resultou em um banco de dados com 12,581 gigabases (Gb) – trilhões de pares de bases de DNA –, equivalente, a aproximadamente, 135 genomas humanos completamente sequenciados.
“Foi o maior esforço de sequenciamento de DNA feito não só em Oceanografia, como também superou iniciativas em outras áreas, como a da Saúde, em que foram realizados nos últimos anos projetos como o de sequenciamento da microbiota intestinal humana”, comparou.

O Projeto do Microbioma Humano, iniciado em 2012 e financiado pelos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos (NIH, na sigla em inglês), por exemplo, resultou em 1,5 bilhão de pares de base (Tb) sequenciadas. Já o Projeto da Metagenômica do Trato Intestinal Humano (MetaHIT), financiado pela União Europeia, resultou em 3,8 Tb de dados de material genético (metagenômico) sequenciados.
Em contrapartida, o sequenciamento de apenas 243 amostras de bactérias, coletadas em 68 regiões oceânicas em todo o mundo durante a expedição Tara Oceans, resultou em 7,2 Tb de dados metagenômicos. “A geração dessa quantidade de dados só foi possível em razão de avanços recentes em técnicas de sequenciamento genético e de análise computacional”, disse Sarmento. “O surgimento dessas técnicas tornou possível acessar os conteúdos taxonômico e genômico das comunidades microbianas do oceano e, consequentemente, estudar suas estruturas, diversidade e potencial funcional”, avaliou.

Semelhanças genéticas

O pesquisador e colaboradores geraram, por meio da análise dos 7,2 Tb de dados metagenômicos de 243 amostras de bactérias coletadas, um catálogo de referência genética do microbioma marinho com mais de 40 milhões de genes.  Com base no catálogo que está disponível na internet para ser usado gratuitamente pela comunidade científica –, os pesquisadores identificaram um conjunto de famílias de genes funcionais que são mais comuns nos microrganismos marinhos.

Ao compará-los com os genes sequenciados pelos projetos do Microbioma Humano e o Meta HIT, eles constataram que mais de 73% dos genes funcionais dos microrganismos marinhos são compartilhados com os do microbioma intestinal humano, apesar das diferenças físico-químicas entre esses dois ecossistemas. “O sequenciamento genético das amostras de plâncton coletadas durante a expedição pode resultar na identificação de dezenas de milhares de novas espécies de bactérias, organismos unicelulares e vírus marinhos”, apontou Sarmento.

Outra descoberta, também feita pelo pesquisador e colaboradores durante a pesquisa, foi que a temperatura é o principal fator ambiental determinante da composição do microbioma marinho. Dessa forma, as mudanças climáticas globais podem causar graves impactos na diversidade desses microrganismos, uma vez que reagem rapidamente a variações do clima e à acidificação do oceano, destacam os autores. “Uma das motivações do projeto é avaliar como as mudanças que estão ocorrendo agora no oceano, como a poluição, pesca excessiva e aumento da temperatura, estão afetando os microrganismos marinhos”, disse Sarmento.
Segundo o pesquisador, os microrganismos marinhos desempenham papéis fundamentais em processos biogeoquímicos no oceano, como a ciclagem de carbono e de nutrientes. Além disso, são tão importantes para o sistema terrestre como as florestas tropicais, sendo responsáveis pela produção de metade do oxigênio da Terra por fotossíntese e por absorver CO2 da atmosfera. “O oceano ocupa duas terças partes da superfície da Terra e todo o processo de fotossíntese realizado nele é feito quase que totalmente pelos microrganismos marinhos”, afirmou.

Os pesquisadores também constataram que o microbioma marinho varia de uma região para outra, de acordo com o local, a temperatura e a composição da água. Há vírus e bactérias encontrados no Atlântico que não são vistos no Pacífico, por exemplo, e o que os separa são os redemoinhos oceânicos, apontou o estudo. “Em razão da capacidade de dispersão dos microrganismos pelo oceano, acreditava-se que não houvesse biogeografia [distribuição geográfica]”, disse Sarmento. “Hoje, com as tecnologias de sequenciamento genético existentes, é possível afirmar que há biogeografia de microrganismos e que a biodiversidade de plâncton não é igual em diferentes regiões do oceano”, afirmou.
De acordo com o pesquisador, em 1 mililitro de água – equivalente a três gotas – há, aproximadamente, 1 milhão de bactérias e 10 milhões de vírus. “De modo geral, a biodiversidade microbiana é mais elevada do que a de animais e plantas”, comparou.

No projeto de pesquisa, que está realizando com apoio da FAPESP, o pesquisador pretende realizar um levantamento da diversidade microbiana em ambientes aquáticos no Estado de São Paulo usando, eventualmente, o navio oceanográfico Alpha Crucis e o barco oceanográfico Alpha Delphini, comprados pela FAPESP para o Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (USP).

[PaleoAnthropology • 2015] Australopithecus deyiremeda • New Species from Ethiopia further expands Middle Pliocene Hominin Diversity


Australopithecus deyiremeda Haile-Selassie, Gibert, Melillo, Ryan, Alene, Deino, Levin, Scott & Saylor, 2015

Middle Pliocene hominin species diversity has been a subject of debate over the past two decades, particularly after the naming of Australopithecus bahrelghazali and Kenyanthropus platyops in addition to the well-known species Australopithecus afarensis. Further analyses continue to support the proposal that several hominin species co-existed during this time period. Here we recognize a new hominin species (Australopithecus deyiremeda sp. nov.) from 3.3–3.5-million-year-old deposits in the Woranso–Mille study area, central Afar, Ethiopia. 
 
The new species from Woranso–Mille shows that there were at least two contemporaneous hominin species living in the Afar region of Ethiopia between 3.3 and 3.5 million years ago, and further confirms early hominin taxonomic diversity in eastern Africa during the Middle Pliocene epoch. The morphology of Au. deyiremeda also reinforces concerns related to dentognathic (that is, jaws and teeth) homoplasy in Plio–Pleistocene hominins, and shows that some dentognathic features traditionally associated with Paranthropus and Homo appeared in the fossil record earlier than previously thought.


Figure 1: Australopithecus deyiremeda Holotype BRT-VP-3/1. a, Occlusal view. b, Lateral view. c, Superior view. d, Medial view. e, Anterior view.
Paratype BRT-VP-3/14. f, Occlusal view. g, Right lateral view. h, Basal view.
Paratype WYT-VP-2/10. i, Occlusal view. j, Right lateral view. k, Basal view.
Referred specimen BRT-VP-3/37. l, Occlusal view. m, Buccal view. n, Lingual view. o, Distal view. p, Mesial view.
Order Primates Linnaeus, 1758 
Suborder Anthropoidea Mivart, 1864 
Superfamily Hominoidea Gray, 1825 
Genus Australopithecus Dart, 1925 

Australopithecus deyiremeda sp. nov.
Etymology: From the local Afar language terms deyi, meaning close, and remeda, meaning relative; thus referring to the species being a close relative of all later hominins.
Holotype: BRT-VP-3/1 (Fig. 1a–e), a left maxilla with upper second incisor–upper second molar (I2–M2) found by M. Barao on 4 March 2011. The originals of the holotype and paratypes are housed at the Paleoanthropology Laboratory of the National Museum of Ethiopia, Addis Ababa.
Yohannes Haile-Selassie, Luis Gibert, Stephanie M. Melillo, Timothy M. Ryan, Mulugeta Alene, Alan Deino, Naomi E. Levin, Gary Scott and Beverly Z. Saylor. 2015. New Species from Ethiopia further expands Middle Pliocene Hominin Diversity.
Nature. 521, 483-488; doi: 10.1038/nature14448

New human ancestor discovered near fossil of ‘Lucy’
Australopithecus deyiremeda lived about 3.4 million years ago in northern Ethiopia, around the same time and place as Australopithecus afarensis. .... Nature. doi: 10.1038/nature.2015.17644
Palaeoanthropology: The middle Pliocene gets crowded http://rdcu.be/cXgl

Australopithecus deyiremeda: New Human Ancestor In Ethiopia http://www.science20.com/news_articles/australopithecus_deyiremeda_new_human_ancestor_in_ethiopia-155829 via @science2_0
New species of human ancestor lived alongside 'Lucy' 3.4m years ago
http://dailym.ai/1HLWIpa via @MailOnline
EVOLUÇÃO DAS PLANTAS 

http://www.adonline.id.au/plantevol/tour/baragwanathia-flora/

terça-feira, 26 de maio de 2015

PALEONTOLOGIA 2015

Nebulasaurus taito • A New Basal Eusauropod from the Middle Jurassic of Yunnan, China, and Faunal Compositions and Transitions of Asian Sauropodomorph Dinosaurs


Nebulasaurus taito
Xing, Miyashita, Currie, You, Zhang & Dong, 2015
Many sauropod ghost lineages cross the Middle Jurassic, indicating a time interval that requires increased sampling. A wide taxonomic spectrum of sauropodomorphs is known from the Middle Jurassic of China, but the braincase of a new sauropod, named here Nebulasaurus taito gen. et sp. nov., is distinct. Nebulasaurus is sister taxon to Spinophorosaurus from the Middle Jurassic of Africa and represents a clade of basal eusauropods previously unknown from Asia. The revised faunal list indicates dramatic transitions in sauropodomorph faunas from the Jurassic to Cretaceous of Asia; these are consistent with geographic isolation of Asia through the Late Jurassic. Non-sauropod sauropodomorphs, non-mamenchisaurid eusauropods (including basal macronarians), and mamenchisaurids successively replaced previous grades through the Jurassic, and titanosauriforms excluded all other sauropod lineages across the Jurassic–Cretaceous boundary.

Key words: Dinosauria, Sauropoda, Eusauropoda, Jurassic, China
Nebulasaurus taito | 太東雲龍
Nebulasaurus is an genus of basal eusauropod dinosaur known from the early Middle Jurassic of Yunnan Province, China. This discovery is significant paleontologically because it represents a clade of basal eusauropods previously unknown from Asia. The only fossil material recovered was a braincase, which was in a good state of preservation.
illustration: Cheung Chung Tat

Fig. 1. Geographical information on the locality of Nebulasaurus.
A. Map of China showing Yunnan Province (shaded black). B. Map of Yunnan Province showing the locality indicated by a silhouette of a sauropod.


Systematic palaeontology
Dinosauria Owen, 1842
Sauropoda Marsh, 1878
Eusauropoda Upchurch, 1995
Genus Nebulasaurus nov.
Type species: Nebulasaurus taito sp. nov.
Included species: Type species only.
Etymology: From Latin nebulae, misty cloud, after the alpine province of Yunnan (= southern cloudy province, Chinese); and from Greek sauros, lizard.
Diagnosis.—As for the type and only species.
Nebulasaurus taito sp. nov.
Etymology: In honor of the Taito Corporation of Japan, which funded the field project in and near the type locality. 
Holotype: LDRC-v.d.1, a braincase (Figs. 2, 3A, B).
Type horizon: Zhanghe Formation, lower Middle Jurassic, Aalenian/Bajocian (Bureau of Geology and Mineral Resources of Yunnan Province 1990).
Type locality: The locality is in Xiabanjing, Jiangyi Rural Area, Yuanmou County of Yunnan Province, China (Fig. 1B). Information regarding precise location of the locality is protected by the local authority and available through LDRC on request.
Xing, L., Miyashita, T., Currie, P.J., You, H., Zhang, J., and Dong, Z. 2015. A New Basal Eusauropod from the Middle Jurassic of Yunnan, China, and Faunal Compositions and Transitions of Asian Sauropodomorph Dinosaurs.
Acta Palaeontologica 
Polonica. 60 (1): 145–154. DOI: 10.4202/app.2012.0151

domingo, 24 de maio de 2015

Calculadora revela idade 'real' de cães e a idade 'canina' dos donos

Atualizado em  24 de maio, 2015 -23h18
Cães em exposição em Londres (AFP/Getty Images)
Antigamente, calcular a idade de um cão era simples: os anos de vida do cachorro eram multiplicados por sete e o resultado era considerado o equivalente à idade humana.

Mas, como descobriu o jornalista da BBC Ben Carter quando seu cachorro morreu, este cálculo é mais complicado.

O problema é que nem todas as raças envelhecem na mesma velocidade e os cães envelhecem em ritmos diferentes de acordo com a etapa de suas vidas.
Tendo isto em mente, a BBC criou uma calculadora que vai ajudar os donos de cães a descobrir uma idade mais aproximada de seu animal de estimação.
Além disso, o dono também poderá calcular sua idade se fosse um cão.
Para ver melhor o conteúdo da calculadora, é preciso ter instalada a versão mais recente de seu browser.

A calculadora da BBC usa estes fatores para os primeiros anos de vida do cachorro:

12,5 para cães pequenos
10,5 para cães médios
9 para cães grandes

Para os anos seguintes da vida do cachorro, cada ano tem que ser multiplicado por um fator que varia de entre 4,3 a 13,4 anos, dependendo da raça.

Abaixo, uma lista das raças incluídas na calculadora e o fator de ano multiplicador.

Raças pequenas: dachshund (miniatura): 4,32, border Terrier: 4,47, lhasa apso: 4,49, shih tzu: 4,78, whippet (médio): 5,30, chihuahua: 4,87, west highland white terrier: 4,96, beagle: 5,20, schnauzer miniatura: 5,46, cocker spaniel: 5,55, cavalier king charles: 5,77, pug: 5,95, bulldog francês: 7,65.

Raças médias: spaniel: 5,46, labrador: 5,74, golden retriever: 5,74, staffordshire bull terrier: 5,33, buldogue: 13,42.

Raças grandes: pastor alemão: 7,84, boxer: 8,90.

A calculadora só funciona para cães de raça pura, mas os de raças misturadas vivem em média 1,22 ano a mais do que os puros, segundo Dan O'Neill, da Petts Wood, que está investigando o tema em sua pesquisa de PhD para o Royal Veterinary College de Londres.

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2013/07/130705_idade_cao_calculadora_fn.shtml?ocid=socialflow_facebook_brasil



sexta-feira, 22 de maio de 2015

O que é Febre Zika?

Sinônimos: zika vírus
Febre Zika é uma infecção causada pelo vírus ZIKV, transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, mesmo transmissor da dengue da febre chikungunya. O vírus Zika teve sua primeira aparição registrada em 1947, quando foi encontrado em macacos da Floresta Zika, em Uganda. Entretanto, somente em 1954 os primeiros seres humanos foram contaminados, na Nigéria. O vírus Zika atingiu a Oceania em 2007 e a França no ano de 2013. O Brasil notificou os primeiros casos de vírus Zika em 2015, no Rio Grande do Norte e na Bahia.
Apesar de a doença ter chegado ao Brasil, ela não é uma preocupação tão grande quanto a dengue, uma vez que seus sintomas são brandos e duram pouco tempo. Os maiores incômodos são febre é baixa, coceira e comichão na pele, além de manchas avermelhadas. É necessário, contudo, ficar atento com as contaminações combinadas – dengue, febre chikungunya e Zika vírus – uma vez que os efeitos dessas infecções em conjunto ainda não são conhecidos.

Causas

O vírus ZIKV não é transmitido de pessoa para pessoa. O contágio se dá pelo mosquito que, após picar alguém contaminado, pode transportar o ZIKV durante toda a sua vida, transmitindo a doença para uma população que não possui anticorpos contra ele.
O ciclo de transmissão ocorre do seguinte modo: a fêmea do mosquito deposita seus ovos em recipientes com água. Ao saírem dos ovos, as larvas vivem na água por cerca de uma semana. Após este período, transformam-se em mosquitos adultos, prontos para picar as pessoas. O Aedes aegypti procria em velocidade prodigiosa e o mosquito adulto vive em média 45 dias. Uma vez que o indivíduo é picado, demora no geral de 3 a 12 dias para o vírus Zika causar sintomas.

A transmissão do ZIKV raramente ocorre em temperaturas abaixo de 16° C, sendo que a mais propícia gira em torno de 30° a 32° C - por isso ele se desenvolve em áreas tropicais e subtropicais. A fêmea coloca os ovos em condições adequadas (lugar quente e úmido) e em 48 horas o embrião se desenvolve. É importante lembrar que os ovos que carregam o embrião do mosquito transmissor da febre Zika podem suportar até um ano a seca e serem transportados por longas distâncias, grudados nas bordas dos recipientes e esperando um ambiente úmido para se desenvolverem. Essa é uma das razões para a difícil erradicação do mosquito. Para passar da fase do ovo até a fase adulta, o inseto demora dez dias, em média. Os mosquitos acasalam no primeiro ou no segundo dia após se tornarem adultos. Depois, as fêmeas passam a se alimentar de sangue, que possui as proteínas necessárias para o desenvolvimento dos ovos.

O mosquito Aedes aegypti mede menos de um centímetro, tem aparência inofensiva, cor café ou preta e listras brancas no corpo e nas pernas. Costuma picar nas primeiras horas da manhã e nas últimas da tarde, evitando o sol forte. No entanto, mesmo nas horas quentes ele pode atacar à sombra, dentro ou fora de casa. Há suspeitas de que alguns ataquem durante a noite. O indivíduo não percebe a picada, pois não dói e nem coça no momento. Por ser um mosquito que voa baixo - até dois metros - é comum ele picar nos joelhos, panturrilhas e pés.

Sintomas de Febre Zika

Os sintomas de infecção pelo vírus Zika começam de 3 a 12 dias após a picada do mosquito e são:

  • Febre baixa (entre 37,8 e 38,5 graus)
  • Dor nas articulações (artralgia), mais frequentemente nas articulações das mãos e pés, com possível inchaço
  • Dor muscular (mialgia)
  • Dor de cabeça e atrás dos olhos
  • Erupções cutâneas (exantemas), acompanhadas de coceira. Podem afetar o rosto, o tronco e alcançar membros periféricos, como mãos e pés.
Sintomas mais raros de infecção pelo vírus Zika incluem:

  • Dor abdominal
  • Diarreia
  • Constipação
  • Fotofobia e conjuntivite
  • Pequenas úlceras na mucosa oral.
  •  

Diagnóstico de Febre Zika

Se você suspeita de febre chikungunya, vá direto ao hospital ou clínica de saúde mais próxima. O diagnóstico deverá ser feito por meio de análise clínica e exame sorológico (de sangue).
A partir de uma amostra de sangue, os especialistas buscam a presença de anticorpos específicos para combater o vírus Zíka no sangue. Isso indicará que a doença está circulando pelo seu corpo e que o organismo está tentando combatê-lo. A técnica RT-PCR, de biologia molecular, também pode ser usada para identificar o vírus em estágios precoces de contaminação.
Para diferenciar o vírus Zika da febre chikungunya e da dengue, outros exames podem ser feitos:

  • Testes de coagulação
  • Eletrólitos
  • Hematócrito
  • Enzimas do fígado
  • Contagem de plaquetas
  • Raio X do tórax para demonstrar efusões pleurais.

Tratamento de Febre Zika

O tratamento para o vírus Zika é sintomático. Isso que dizer que não há tratamento específico para a doença, só para alívio dos sintomas. Para limitar a transmissão do vírus, os pacientes devem ser mantidos sob mosquiteiros durante o estado febril, evitando que algum Aedes aegypti o pique, ficando também infectado.

Pacientes afetados com a febre Zika podem usar medicamentos anti-inflamatórios e analgésicos. Entretanto, assim como na dengue e febre chikungunya, os medicamentos à base de ácido acetilsalicílico (aspirina) ou que contenham a substância associada devem ser evitados. Eles têm efeito anticoagulante e podem causar sangramentos. Outros anti-inflamatórios não hormonais (diclofenaco, ibuprofeno e piroxicam) também devem ser evitados. O uso destas medicações pode aumentar o risco de sangramentos.
Os sintomas se recuperam espontaneamente após 4-7 dias. Se você sentir incômodo por mais tempo, volte ao médico para investigar outras doenças.

Prevenção

O mosquito Aedes aegypti é o transmissor do vírus e suas larvas nascem e se criam em água parada. Por isso, evitar esses focos da reprodução desse vetor é a melhor forma de se prevenir contra o vírus Zika. Veja como:

Evite o acúmulo de água

O mosquito coloca seus ovos em água limpa, mas não necessariamente potável. Por isso é importante jogar fora pneus velhos, virar garrafas com a boca para baixo e, caso o quintal seja propenso à formação de poças, realizar a drenagem do terreno. Também é necessário lavar a vasilha de água do bicho de estimação regularmente e manter fechadas tampas de caixas d'água e cisternas.

Coloque areia nos vasos de plantas

O uso de pratos nos vasos de plantas pode gerar acúmulo de água. Há três alternativas: eliminar esse prato, lavá-lo regularmente ou colocar areia. A areia conserva a umidade e ao mesmo tempo evita que e o prato se torne um criadouro de mosquitos. Ralos pequenos de cozinhas e banheiros raramente tornam-se foco de febre Zika devido ao constante uso de produtos químicos, como xampu, sabão e água sanitária. Entretanto, alguns ralos são rasos e conservam água estagnada em seu interior. Nesse caso, o ideal é que ele seja fechado com uma tela ou que seja higienizado com desinfetante regularmente.

Limpe as calhas

Grandes reservatórios, como caixas d'água, são os criadouros mais produtivos de febre Zika, mas as larvas do mosquito podem ser encontradas em pequenas quantidades de água também. Para evitar até essas pequenas poças, calhas e canos devem ser checados todos os meses, pois um leve entupimento pode criar reservatórios ideais para o desenvolvimento do Aedes aegypti.

Coloque tela nas janelas

Embora não seja tão eficaz, uma vez que as pessoas não ficam o dia inteiro em casa, colocar telas em portas e janelas pode ajudar a proteger sua família contra o mosquito Aedes aegypti. O problema é quando o criadouro está localizado dentro da residência. Nesse caso, a estratégia não será bem sucedida. Por isso, não se esqueça de que a eliminação dos focos da doença é a maneira mais eficaz de proteção.

Lagos caseiros e aquários

Assim como as piscinas, a possibilidade de laguinhos caseiros e aquários se tornarem foco do vírus Zika deixou muitas pessoas preocupadas. Porém, peixes são grandes predadores de formas aquáticas de mosquitos. O cuidado maior deve ser dado, portanto, às piscinas que não são limpas com frequência.

Seja consciente com seu lixo

Não despeje lixo em valas, valetas, margens de córregos e riachos. Assim você garante que eles ficarão desobstruídos, evitando acúmulo e até mesmo enchentes. Em casa, deixe as latas de lixo sempre bem tampadas.

Uso de repelentes

O uso de repelentes, principalmente em viagens ou em locais com muitos mosquitos, é um método paliativo para se proteger contra o vírus Zika. Recomenda-se, porém, o uso de produtos industrializados. Repelentes caseiros, como andiroba, cravo-da-índia, citronela e óleo de soja não possuem grau de repelência forte o suficiente para manter o mosquito longe por muito tempo. Além disso, a duração e a eficácia do produto são temporárias, sendo necessária diversas reaplicações ao longo do dia, o que muitas pessoas não costumam fazer.

Suplementação vitamínica do complexo B

Tomar suplementos de vitaminas do complexo B pode mudar o odor que nosso organismo exala, confundindo o mosquito e funcionando como uma espécie de repelente. Outros alimentos de cheiro forte, como o alho, também podem ter esse efeito. No entanto, a suplementação deveria começar a ser feita antes da alta temporada de infecção do mosquito, e nem isso garante 100% de proteção contra o vírus Zika. A estratégia deve se somar ao combate de focos da larva do mosquito, ao uso do repelente e à colocação de telas em portas e janelas, por exemplo.