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quarta-feira, 17 de junho de 2015

EVOLUÇÃO DA VIDA E AS ERAS GEOLÓGICAS



 Períodos Geológicos

     Cada uma das três Eras do on Fanerózóico - Paleozóica, Mesozóica e Cenozóica - ilustra um momento especial da história da Terra e o limite entre as Eras é pautado por eventos de extinção em massa. Dentro da Era Paleozóica ("vida antiga") estão vários períodos. 

O nome Cambriano vem de Cambria, que é o nome latino para Gales, onde suas rochas foram primeiramente estudadas. Ordoviciano vem de Ordovices, que é o nome de uma antiga tribo celta. Siluriano homenageia a tribo dos Silures, que habitava uma região de Gales. Devoniano é uma homenagem a Devonshire, na Inglaterra onde estão expostas rochas dessa idade. O nome Carbonífero refere-se aos depósitos de carvões que se encontram acima das rochas devonianas. O nome Permiano foi dado porque as rochas desta idade situavam-se próximas à província de Perm, na Rússia. A Era Paleozóica termina com o maior evento de extinção em massa de todos os tempos.

A Era Mesozóica ("vida do meio"), inclui os períodos Triássico, Jurássico e Cretáceo. O nome Triássico tem a ver com a divisão em três camadas das rochas dessa idade na Alemanha, que se sobrepunham às rochas paleozóicas. Jurássico faz referência às montanhas Jura, na Suíça, já Cretáceo vem do termo latim Creta que significa giz, relativo às rochas da França e Inglaterra.
A Era Cenozóica significa "vida recente". Ela inicia depois da grande extinção que marcou o final do período Cretáceo. dividida em dois períodos: Paleógeno e Neógeno, cada um deles contendo épocas.

 Cambriano

O Cambriano foi caracterizado por uma "Explosão de Vida", onde são registrados vários grupos de animais que têm representantes viventes até hoje e outros grupos que não tinham nenhuma vinculação com qualquer animal conhecido. Os primeiros animais com partes duras mineralizadas surgiram no Cambriano, como por exemplo, moluscos e braquiópodes. Os mares do Cambriano eram abundantes em trilobitas, graptozoários, braquiópodes, moluscos e arqueocitacídeos. Algas calcárias também proliferavam. A fauna mais conhecida do Cambriano é a Fauna do Folhelho de Burgess, preservada nas Montanhas Rochosas do Canadá.
Ordoviciano

No Ordoviciano, houve um aumento considerável na biodiversidade, com a formação de cadeias alimentares mais complexas, devido à maior diversificação das estratégias alimentares dos organismos e a um mais rico teor de oxigênio nos mares. Os primeiros corais (rugosos e tabulados) surgiram no registro. Comunidades marinhas típicas do Ordoviciano eram formadas por moluscos cefalópodes e gastrópodes, braquiópodes, crinóides, corais e gaptólitos. Algas proliferavam nos mares e os trilobitas ainda eram abundantes nesta época. No Ordoviciano são registrados os primeiros vertebrados, chamados ostracodermes, conhecidos como "peixes" sem mandíbula. O final do Ordoviciano é marcado por intensa glaciação que foi responsável pela extinção de muitas espécies habitantes de mares rasos.

Siluriano

Os organismos que sobreviveram à extinção do Ordoviciano adaptaram-se às condições climáticas mais frias do início do Siluriano. Ao longo do período, as condições tornaram-se mais amenas, o que provocou um descongelamento de grandes massas glaciais. Com isso, houve um aumento no nível dos mares. No final do Siluriano, as comunidades voltam a atingir o grau de complexidade similar aquela do Ordoviciano. Os primeiros recifes de coral são registrados. Trilobitas não são mais tão abundantes, mas crinóide e graptólitos proliferaram nos mares. Os maiores predadores do Ordoviciano eram os moluscos cefalópodes nautilóides e os euripterídeos, escorpiões marinhos que podiam atingir até 2 m. Os "peixes" ostracodermes diversificaram-se e os peixes ósseos e cartilaginosos surgiram neste período. Os primeiros fósseis de plantas avasculares são registrados em ambiente continental, juntamente com fósseis de artrópodes, o que deu início à colonização do ambiente terrestre.

Devoniano

Os mares devonianos eram habitados por trilobitas, braquiópodes, euripterídeos, equinodermos e corais. Os moluscos cefalópodes nautilóides começaram a ser substituídos pelos cefalópodes amonóides, com suas conchas enroladas. Nos mares, todos os grupos de peixes conviviam: ostracodermes, placodermes, acantódios, peixes ósseos e peixes cartilaginosos. Ambientes de água doce também exibiam abundante fauna de peixes. Foi a partir de um grupo de peixes ósseos com nadadeiras lobadas que surgiram os primeiros tetrápodes "anfíbios". Na terra, as primeiras plantas vasculares e, também, as primeiras plantas com sementes surgiram, atingindo alguns metros de altura. As cadeias alimentares no ambiente terrestre também se tornaram complexas. Ao final do Devoniano, ocorreu um evento de extinção afetou principalmente as comunidades marinhas. Vários grupos de peixes foram eliminados.

Carbonífero

Os maiores depósitos de carvão do Hemisfério Norte provêm deste período, originados das exuberantes florestas de clima úmido e tropical que cobriam os continentes. Na parte sul, ainda reinava um clima muito frio, com intensa glaciação. Invertebrados como braquiópodes, briozoários, moluscos cefalópodes amonóides, gastrópodes, bivalves e crinóides eram abundantes nos mares. Os trilobitas já estavam em declínio nesta época. Dentre os peixes, os ósseos e os cartilaginosos dominavam os mares. Na terra, habitando as grandes florestas havia uma rica fauna de artrópodes, que eram fonte alimentar dos primeiros tetrápodes terrestres, os anfíbios. Estes eram bastante diversificados, com formas atingindo cerca de 2 m. Ao final do Carbonífero surgiram os primeiros tetrápodes amniotas, animais que não mais dependiam da água para sua reprodução. Sua fecundação passou a ser interna e os embriões passaram a ser protegidos por um ovo com casca e por um envoltório chamado âmnio, que conferia maior proteção contra a desidratação. Assim, os tetrápodes puderam se dispersar mais amplamente ao longo das massas de terra.

Permiano

No Permiano, a glaciação do hemisfério sul chegou ao fim, o que gerou um melhoramento climático. no Permiano que todas as massas de terra começam a se unir e vão formar o supercontinente Pangea. O choque das placas continentais gerou uma série de eventos climáticos, como o soerguimento de montanhas e mudanças no regime de circulação dos ventos, o que fez com que as regiões mais internas do Pangea sofressem intensa aridização. Nas médias e altas latitudes da parte sul do futuro Pangea, regiões com clima mais temperado, desenvolveu-se a "Flora Glossopteris", característica do período. As gimnospermas iniciaram sua ascensão no Permiano. Os aminotas espalharam-se por todos os continentes e passaram, também, a explorar ambientes aquáticos, como o fizeram os mesossauros. A diversificação dos amniotas se deu em duas grandes linhagens: a linhagem Diapsida, que inclui os répteis e as aves, e a linhagem Synapsida, que inclui grupos extintos como pelicossauros, dicinodontes, cinodontes e que hoje é representada apenas pelos mamíferos. Os pelicossauros, com suas "velas" dorsais, eram os predadores que dominavam os ecossistemas terrestres do Permiano. Ao final do Permiano ocorreu o maior evento de extinção em massa da história da Terra, que dizimou 95% das espécies marinhas, entre elas, todas as espécies de trilobitas, corais rugosos e tabulados. Na terra, os pelicossauros, outros grupos de sinápsidos e muitos anfíbios foram extintos.

Triássico

O Triássico foi um período de transição, onde a terra e os mares foram recolonizados, depois da grande extinção permiana. Durante todo o período, o Pangea ficou estabelecido, o que conferiu um cosmopolitismo às faunas terrestres, já que, devido à continuidade das massas de terra, não havia muitas barreiras à dispersão. O clima tornou-se uniforme, quente e seco. Estas condições climáticas ocasionaram mudanças florísticas. Na parte sul do Pangea, a "Fauna Glossopteris" do Permiano foi substituída pela "Fauna Dicroidium", caracterizada por plantas com cutículas mais espessas. As gimnospermas se desenvolveram em cicadáceas e ginkgos e, no fim do período, surgiram as coníferas. Muitos novos grupos de tetrápodes também surgiram no Triássico. São eles, as tartarugas, os crocodilos, os pterossauros, os dinossauros, os ictiossauros, os plesiossauros e os mamíferos. Nos mares, tubarões e peixes ósseos eram abundantes. Dentre os invertebrados, surgiram os corais escleractíneos, que são os atuais corais construtores de recifes. Moluscos cefalópodes amonóides e belemnóides eram bastante comuns, além de moluscos bivalves, gastrópodes e equinodermos.

Jurássico

Os mares jurássicos eram repletos de peixes e répteis marinhos, como os ictiossauros e os pelsiossauros. Dentre os invertebrados, se destacavam esponjas, corais, briozoários, moluscos gastrópodes, bivalves e grandes moluscos cefalópodes amonóides, bem como belemnóides. Os ares eram dominados pelos pterossauros, mas na metade do período as aves também passaram a ocupar os céus. No ambiente terrestre, as gimnospermas eram as plantas mais bem representadas com cicas, ginkgos e coníferas. Uma grande variedade de artrópodes, como insetos, aranhas e escorpiões, estavam presentes. Crocodilos eram abundantes e os dinossauros eram os "senhores da terra" exibindo grande diversificação entre as formas herbívoras - ornitísquios e saurópodes - e formas carnívoras - os terópodes. Os mamíferos, em sua maioria insetívoros e de hábitos noturnos, eram animais de pequeno porte e compunham as faunas de microvertebrados. O Pangea iniciou sua fragmentação no Jurássico.

Cretáceo

Nos mares cretáceos, havia abundância de esponjas, moluscos cefalópodes amonóides, equinodermos, como os ouriços, e crustáceos; recifes eram formados, principalmente, por bivalves rudistas, muito semelhantes aos extintos corais rugosos, além dos corais escleractíneos. Os braquiópodes declinaram em diversidade. Os moluscos gastrópodes modernos, os neogastrópodes, surgiram no Cretáceo, assim como os peixes ósseos modernos (teleósteos) e os tubarões modernos. Os ictiossauros estavam em declínio, mas os mosassauros (lagartos marinhos) eram predadores vorazes. Plesiosauros de pescoços muito longos são registrados. no Cretáceo que surgem as primeiras plantas com flor, as angiospermas que passaram a conviver com as bem estabelecidas gimnospermas. Muitos grupos de insetos com representantes atuais surgiram neste período, desenvolvendo estreitas relações ecológicas com as angiospermas. Dentre os tetrápodes abundam as tartarugas, os crocodilos, lagartos e anfíbios anuros. Os três grupos de mamíferos atuais - monotremos, marsupiais e placentários - têm sua origem no Cretáceo. Novas famílias de dinossauros surgiram, como os ceratopsídeos. Convivendo com as aves, estavam várias espécies de dinossauros terópodes com penas. Formas gigantes de pterossauros se desenvolveram, apesar do grupo estar em declínio no Cretáceo.
O final do período é marcado pelo evento de extinção em massa que eliminou os dinossauros não-avianos, os répteis marinhos, os pterossauros, entre outras espécies marinhas.

Terciário

O termo Terciário que fazia alusão a uma antiga classificação das rochas de Steno, foi substituído por dois novos termos: Paleógeno e Neógeno, ambos divididos em épocas.

Paleógeno

O Paleógeno é dividido em três épocas: Paleoceno, Eoceno e Oligoceno. Os mares do Paleógeno eram habitados por moluscos gastrópodes e bivalves, lulas, ouriços-do-mar, tubarões e peixes ósseos. Os foraminíferos eram abundantes. O Paleógeno é caracterizado como um período em que a Terra apresentava uma série de nichos vagos, antes ocupados pelos animais extintos no Cretáceo. Muitos desses nichos, antes ocupados pelos dinossauros, foram ocupados pelos mamíferos que, a partir disso, sofreram intensa radiação. Os continentes, que no Cretáceo passaram por franca deriva, atingiram uma configuração muito semelhante à atual. Entretanto, as Américas estavam separadas, o que ocasionou o desenvolvimento de uma fauna peculiar de mamíferos na América do Sul, especialmente marsupiais. No Paleoceno, as plantas e os insetos eram similares aos atuais, mas os mamíferos ainda eram animais pequenos. No Eoceno, enquanto os mamíferos evoluíam em terra, nos mares surgiram as primeiras baleias. Os mamíferos ungulados (artiodáctilos e perissodáctilos) começaram a ficar abundantes na Europa e américa do Norte. As aves modernas surgem nessa época. Aves terrestres carnívoras atingiam mais de 2 m. Ao final do Eoceno, vários grupos de mamíferos foram extintos e, no Oligoceno, novas formas de mamíferos evoluíram. Estas incluem mastodontes, tatus, preguiças gigantes, camelos, cavalos, tigres dentes de sabre, lobos, ursos, entre outros. Muitas formas de gramíneas se desenvolveram no Oligoceno.

Neógeno

O Neógeno é dividido em duas épocas: Mioceno e Plioceno. No Mioceno, os ungulados perissodáctilos e artiodáctilos passaram por rápida evolução. uma época caracterizada por um clima global mais ameno que propiciou a expansão das gramíneas. A frica, que estava isolada, juntou-se à sia, o que permitiu uma série de migrações de animais. O Plioceno é marcado por uma aridização e um resfriamento global que facilitaram ainda mais a expansão das gramíneas e das savanas. Mamíferos ungulados pastadores passaram a viver nas áreas de pastagens. A ponte entre as Américas do Norte e do Sul em estabelecida no Plioceno, o que gerou o "Grande Intercâmbio Americano" de faunas e dispersão de floras entre os dois continentes. Geleiras acumularam-se nos pólos e avançaram para mais baixas latitudes.

Quaternário

Assim como Terciário, o termo Quaternário está caindo em desuso. Algumas colunas do tempo geológico optaram por incluir as duas épocas do Quaternário dentro do Neógeno. A coluna apresentada dentro do capítulo "Tempo Geológico", de Gradstein e Ogg (1997), mantém o Quaternário como um período da Era Cenozóica. Segundo essa concepção, o Quaternário é dividido em duas épocas: Pleistoceno e Holoceno. As comunidades do Pleistoceno eram muito semelhantes às comunidades atuais. Muitas espécies características do Pleistoceno sobrevivem até hoje, dentre elas, coníferas, angiospermas, insetos, moluscos, aves e mamíferos. A mega-fauna de mamíferos caracteriza esta época conhecida como "a era do gelo", caracterizada por diversos eventos de glaciação. A extinção dos mega-mamíferos no final do Pleistoceno é tema de grandes debates. A hipótese mais difundida assume que estes animais foram vítimas de caçadores humanos (over-kill) que os levaram à extinção. As populações de Homo sapiens estavam em franca expansão nesta época e dados no registro indicam que a chegada de humanos nos vários continentes coincide com a extinção dos mega-mamíferos. Também é hipotetizado que doenças ou mesmo mudanças climáticas tenham vitimado os mega-mamíferos pleistocênicos. O Holoceno é caracterizado pelo fim das glaciações e é a época em que atualmente vivemos.

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