Autoplay

segunda-feira, 15 de junho de 2015


Microfósseis


Pólens e Esporos

ou Palinomorfos

O pólen (ou os grãos de pólen) é o conjunto de minúsculos grãos produzidos pelas flores das plantas do grupo das Angiospermas (ou pelas pinhas masculinas das Gimnospermas). São os elementos reprodutores masculinos (ou microgametófitos) onde se encontram os gametas que vão fecundar os óvulos, para os transformar em frutos e sementes.

Esporos são unidades de dispersão das plantas formadas por via assexual, como os que se formam por meiose nos esporângios das samambaias e outros fetos, nos musgos ou nos fungos.
A polinização corresponde ao processo de transporte do pólen da antera até o estigma através de vários agentes, tais como o vento (dispersão anemófila), insetos (dispersão entomófila), pássaros (dispersão ornitófila) e água (dispersão hidrófila). Geralmente produzidos em grande quantidade, esses grãos microscópicos podem ser transportados a grandes distancias, podendo ser depositados no fundo de lagos, rios, mares e oceanos.

A presença de polens e esporos em sedimentos e rochas indica proximidade a um ambiente continental e permite a reconstituição da história evolutiva das plantas.

A palinologia é o estudo morfológico dos grãos de pólen e esporos, suas aplicações e modo de dispersão. Hoje a Palinologia estuda a matéria orgânica microscópica que persiste após a dissolução por HCl (ácido clorídrico) e HF (ácido fluorídrico) dos componentes inorgânicos de uma rocha. O material que resta do ataque com ácidos compreende os chamados palinomorfos, que podem ser encontrados preservados em sedimentos e rochas.

Os palinomorfos são constituídos de:

Esporomorfos:

Grãos de pólen de gimnospermas e angiospermas e esporos de briófitas, pteridófitas, e fungos.

Fitoplâncton:

Cistos de dinoflagelados prasinófitas (grupo de algas verdes); acritarcas; fitoclastos (cutículas, tecidos lenhosos, opacos, matéria orgânica amorfa, etc.) e outros grupos microscópicos (cianobactérias, rhodophytas).

Zoomorfos:

Escolecodontes, quitinozoários e até alguns restos quitinosos de foraminíferos.
Os palinomorfos são encontrados desde o Pré-Cambriano até o Recente. O tamanho dos esporos varia entre 20 e 100 mm e os grãos de pólen variam de 20 a 200 mm.

Leituras recomendadas:

ARMSTRONG, H.A; BRASIER, M.D. Microfossils. 2.ed. Oxford: Blackwell, 2005.
 
BARTH, O.M. Palinologia. In: CARVALHO, I.S. (ed) Paleontologia. Rio de Janeiro: Interciência, 2004. p.369-379.
 
COSTA CRUZ, N.M. Paleopalinologia. In: CARVALHO, I.S. (ed) Paleontologia. Rio de Janeiro: Interciência, 2004. p.381-392.
 
PEDRÃO, E., BARRILARI, I.M.R. Os fósseis da bacia de Sergipe-Alagoas: Os Palinomorfos: esporos. Phoenix, n.30, 2001 http://www.phoenix.org.br/Phoenix30_Jun01.htm
 
PEDRÃO, E., BARRILARI, I.M.R. Os fósseis da bacia de Sergipe-Alagoas: Os Palinomorfos: pólens. Phoenix, n.31, 2001 http://www.phoenix.org.br/Phoenix31_Jul01.htm

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.