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quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Tectônica de Placas 

Tectônica de Placas (do grego τεκτονικός relativo à construção) é uma teoria da geologia que descreve os movimentos de grande escala que ocorrem na litosfera terrestre. Na teoria da tectônica de placas a parte mais exterior da Terra está composta de duas camadas: a litosfera, que inclui a crusta e a zona solidificada na parte mais externa do manto, e a astenosfera, que inclui a parte mais interior e viscosa do manto. Numa escala temporal de milhões de anos, o manto parece comportar-se como um líquido super-aquecido e extremamente viscoso, mas em resposta a forças repentinas, como os terremotos, comporta-se como um sólido rígido. A litosfera encontra-se fragmentada em várias placas tectônicas e estas deslocam-se sobre a astenosfera.

As placas tectônicas da Terra foram cartografadas na segunda metade do século XX 


A teoria da Tectônica de Placas surgiu a partir da observação de dois fenômenos geológicos distintos: a deriva continental, identificada no início do século XX por Alfred Wegener, e a expansão dos fundos oceânicos, detectada pela primeira vez na década de 1960. A teoria propriamente dita foi desenvolvida no final dos anos 60 e desde então tem sido universalmente aceite pelos cientistas, tendo revolucionado as Ciências da Terra (comparável no seu alcance com o desenvolvimento da tabela periódica na Química, a descoberta do código genético na Biologia ou à mecânica quântica na Física). Através da teoria da Tectônica de placas podemos explicar como e porque é formado uma montanha, porque ocorrem terremotos, o vulcanismo, entre vários outros eventos geológicos. Como parte da teoria da tectônica de placas, para as Ciências Biológicas, a teoria da deriva continental que explica como ocorreu as modificações geológicas da terra com o passar dos anos é de fundamental importância. 

Deriva Continental

 A deriva continental foi uma das muitas ideias sobre tectónica propostas no final do século XIX e princípios do século XX. Esta teoria foi substituída pela tectónica de placas e os seus conceitos e dados igualmente incorporados nesta Em 1915, Alfred Wegener, foi o primeiro a produzir argumentos sérios sobre esta idéia, na primeira edição de The origin of continents and oceans. Nesta obra ele salientava que a costa oriental da América do Sul e a costa ocidental de África pareciam ter estado unidas antes. No entanto, Wegener não foi o primeiro a fazer esta sugestão (precederam-no Francis Bacon, Benjamin Franklin e Antonio Snider-Pellegrini), mas sim o primeiro a reunir significativas evidências fosseis, paleo-topográficas e climatológicas que sustentavam esta simples observação. Porém, as suas ideias não foram levadas a sério por muitos geólogos, que realçavam o facto de não existir um mecanismo que parecesse ser capaz de causar a deriva continental. Mais concretamente, eles não entendiam como poderiam as rochas continentais cortar através das rochas mais densas da crusta oceânica. Na década de 60 os estudos dos fundos dos oceanos bem resumidos na Teoria da Expansão dos Fundos Oceânicos vieram a comprovar as idéias de Wegener.
Ficheiro:Placas tect2 pt BR.svg

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