quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Lançamento do e-book "Livro Vermelho dos Crustáceos do Brasil"
 
Obra conta com a participação de docente do Câmpus do Litoral Paulista
[22/11/2016]
No dia 09 de novembro, durante o IX Congresso Brasileiro sobre Crustáceos, ocorreu o lançamento do “Livro Vermelho dos Crustáceos do Brasil: Avaliação 2010 – 2014”, organizado pelos carcinólogos Marcelo Pinheiro (docente da Unesp IB/CLP) e Harry Boos (analista do CEPSUL/ICMBio).

 


Esta obra, constitui o primeiro livro publicado pela Sociedade Brasileira de Carcinologia (SBC), em formato e-book, fato que foi ressaltado pelo presidente desta associação, o Prof. Dr. Sergio Rocha, que destacou: “Além da qualidade e mérito inquestionável na publicidade dessas importantes informações aos carcinólogos e público em geral, a SBC realiza sua primeira publicação”.


A obra foi escrita por 58 autores, sendo composta por 34 capítulos, totalizando 466 páginas, que tratam da avaliação do risco de extinção das 255 espécies de crustáceos brasileiros, avaliadas no período de 2010 a 2014. O Prof. Marcelo Pinheiro, um dos organizadores da obra e Coordenador de Taxon (Crustacea) perante o Ministério do Meio Ambiente (MMA), destaca que este e-book marca parte do extenso trabalho conduzido pelo Instituto Chico Mendes (ICMBio), sendo o Brasil um dos poucos países com megadiversidade do mundo que tiveram todas as espécies de animais vertebrados e, seletivamente, as principais espécies invertebradas, totalizando 12.254 espécies.


 “Por este motivo, tivemos grande honra em participar deste extenso e gratificante trabalho, que deixa nas páginas deste e-book um legado inicial deste processo para os crustáceos brasileiros”, afirma o Prof. Marcelo Pinheiro.

Harry Boos mencionou durante o evento que “a obra não trouxe qualquer ônus para a SBC, que atuou como editora deste e-book com ISBN e que passou por um Comitê Editorial”. Este comitê foi composto por quatro carcinólogos não autores, a saber: Dra. Andrea Freire (UFSC), Dr. Carlos Rocha (USP/IB), Dra. Cristiana Serejo (MN/UFRJ) e Dra. Tereza Calado (UFAL).

O e-book tem o prefácio redigido pelo Sr. Marcelo Marcelino de Oliveira, Diretor de Pesquisa, Avaliação e Monitoramento da Biodiversidade do ICMBio, que destaca a importância da obra. “Parabenizo o empenho dos autores e organizadores na síntese das informações utilizadas, disponibilizando-as de forma acessível à toda sociedade. Certamente, este belo livro encontrará o reconhecimento que merece, não apenas entre os especialistas em crustáceos, mas também entre todos aqueles que buscam a conservação da biodiversidade brasileira”.
O e-book inteiro, ou seus capítulos separadamente, estão disponíveis para download gratuito no site da Sociedade Brasileira de Carcinologia (SBC). Um ícone para download indireto também está disponível no site da Unesp IB/CLP, com igual finalidade.
Marcio Camargo Araújo João (discente de graduação da Unesp IB/CLP)

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Lugar mais poluído mundo esconde história absurda do governo russo

 

Lugar mais poluído mundo esconde história absurda do governo russo

Por Yahoo notícias:
Apesar de belo, o Lago Karachay, na Rússia, é considerado o lugar mais poluído do planeta. Sua dose de radiação era tão alta em 1990 que apenas permanecer na beirada dele por uma hora faria com que um ser humano “consumisse” mais radiação do que o organismo suporta e, claro, isso causaria morte.
E por quê? O lago está localizado dentro da Mayak Production Association, uma das maiores instalações nucleares na Rússia.

O governo russo manteve Mayak secreta até 1990, e passou esse período de invisibilidade principalmente tendo fusões nucleares e despejando resíduos no rio. Quando a existência de Mayak foi oficialmente reconhecida, houve a divulgação de aumento de 21% na incidência de câncer, de 25% nos defeitos de nascimento, e crescimento de 41% na leucemia na região circundante de Chelyabinsk, onde o rio se localiza, a cerca de 200km da fronteira com o Casaquistão.

O rio Techa, que forneceu água para as aldeias próximas, estava tão contaminado que até 65% dos moradores ficaram doentes com radiação – que os médicos chamavam de “doença especial”, porque enquanto a instalação era secreta, eles não tinham permissão de mencionar a radiação em seus diagnósticos.

Obviamente que o complexo nuclear sombrio da Sibéria não estava muito preocupado com a segurança. Além de despejar material nuclear nos lagos e rios, Mayak também sofreu vários acidentes graves nos anos 50 e 60 – incluindo o tempo que o lago Karachay secou e poeira radioativa do leito soprava por toda parte nas aldeias vizinhas.

Mas como Mayak e a cidade que a serviu nem sequer aparecem nos mapas, ninguém ouviu falar disso, incluindo os moradores afetados. Algumas das pessoas que moravam nas proximidades foram evacuadas após esses acidentes, mas muitos foram deixados apenas para inalar poeira e beber água contaminada.
O lago Karachay é agora cheio do concreto para manter o sedimento radioativo longe da costa. A água a jusante no rio Techa não tem quase nenhum césio radioativo, embora você ainda não possa beber porque ela ainda será perigosa por centenas dos anos.
Agora, 20 anos depois de Mayak ter começado a aparecer novamente em mapas, é possível que você pudesse ficar nas margens do Lago Karachay e não morrer. Mas não nos arriscamos.

segunda-feira, 21 de novembro de 2016


Sequencializado genoma da abelha africanizada
Pesquisa é publicada pela Unesp e pela York University, de Toronto, Canadá
[21/11/2016]
Um trabalho de pesquisa desenvolvido por pesquisadores do Núcleo de Ensino, Ciência e Tecnologia em Apicultura Racional (NECTAR) da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ) da Unesp, câmpus de Botucatu, e York University, de Toronto, no Canadá, conseguiu sequenciar a totalidade do genoma da abelha africanizada (híbrido com forte presença nas Américas, desde o norte da Argentina ao sul do Canadá) e identificar todas variantes em relação ao genoma de Apis mellifera já descrito.
Parte deste estudo foi publicado pelo periódico Scientific Data, do grupo Nature, na forma de um artigo científico intitulado “A variant data set for the Africanized honeybee, Apis melífera”. (Confira em http://www.nature.com/articles/sdata201697)
O trabalho representa parte da Tese de Doutorado em Zootecnia de Samir Moura Kadri, orientado pelo professor Ricardo de Oliveira Orsi, do Departamento de Produção Animal da FMVZ, e coorientado pelo professor Amro Zayed, da Faculty of Sciences, York University. Contatos do pesquisador: orsi@fmvz.unesp.br ou (14) 3880-2946/(14) 9-9729-8380.
A pesquisa foi financiada pela Fapesp e pelo Discovery Grant from the Natural Sciences and Engineering Research Council of Canada (NSERC).
A pesquisa
A abelha africanizada (AHB) é um híbrido da espécie de Apis melífera originada a partir do cruzamento entre indivíduos de subespécies africanas , importadas para o Brasil e soltos acidentalmente no município paulista de Rio Claro, na década de 1950, com populações das subespécies europeias (Apis  mellifera mellifera, A. m. carnica, A. m. ligustica e A. m. caucasia)que habitavam o país naquela época. Além de serem indicadas para a produção de produtos apícolas, as abelhas africanizadas têm o comportamento defensivo em relação à sua colônia como uma de suas características mais significativas.
A pesquisa de Kadri procurou identificar os chamados SNPs (polimorfismos de nucleotídeo simples), variações ou mutações na sequência de DNA que afetam somente uma base, adenina (A), timina (T), citosina (C) ou guanina (G) na sequência de DNa genômico. Os SNPs são transmitidos de uma geração a outra e podem ser utilizados como marcadores moleculares para uma população. “É possível buscar um poliformismo na sequencia do genoma e associar a uma população com uma característica que predefinimos para estudar sua presença numa determinada espécie”, explica Kadri.
O projeto analisou o comportamento defensivo de 117 enxames de apicultores comerciais do município paulista de Iaras. Em seguida, foram coletadas abelhas operárias de cada um destes enxames. Essa etapa do trabalho foi realizada com a colaboração da equipe do Instituto de Biotecnologia (IBTEC) da Unesp de Botucatu.
Num segundo momento, foi feita em parceria com o professor Zayed, a partir de uma Bolsa Estágio de Pesquisa no Exterior (BEPE) da Fapesp, que permitiu que Kadri ficasse 8 meses no Canadá, onde foi extraído o DNA genômico das abelhas.O pesquisador separou 12 abelhas operárias de cada um dos 15 enxames com maior comportamento defensivo e 12 de cada um dos 15 com menor comportamento defensivo, analisando assim o genoma de 30 colônias de abelhas africanizadas.
A partir destes indivíduos, de forma inédita, no Centre for Applied Genomics, em Toronto, foi feito o sequenciamento completo de genoma da abelha africanizada. O sequenciamento da totalidade do genoma das abelhas teve uma cobertura de 20.25, ou seja, para cada amostra foram feitas 20.25 medições garantindo a exatidão e confiabilidade estatística do estudo.
As informações geradas pelo trabalho são inéditas. Até então, o que existia armazenado no banco de dados National Center for Biotechnology Information (NCBI), refere-se polimorfismos identificados em partes aletórias do genoma das abelhas africanizadas e não da totalidade encontrado no genoma.
Resultados
A pesquisa de brasileiros e canadenses obteve mais de três milhões e seiscentos mil polimorfismos, carreados como marcadores genéticos do híbrido africanizado. Desses, mais de 155 mil poliformismos estão no interior de cerca de 11 mil genes do genoma da abelha africanizada de uma forma que afetam a síntese dos aminoácidos. “Na prática, isso e leva a diferenças morfológicas e principalmente comportamentais entre as abelhas africanizadas e a Apis mellifera da linhagem dos Estados Unidos. Tais diferenças são claramente expressas pelo genoma”, explica Kadri.
O artigo publicado pela Scientific Data se refere às posições que os polimorfismos e os genes afetados por eles ocupam dentro do genoma. “Foi a primeira vez que foram sequenciados e analisados todos os polimorfismos existentes na totalidade do genoma da abelha africanizada”.
Os dados obtidos foram depositados pela equipe de pesquisadores na base de dados de SNPs no NCBI e no Scientific Data, do grupo Nature. Os 27 gigabytes de dados obtidos constituem-se no maior e mais completo banco de dados que existe até hoje relacionado ao genoma de abelha africanizada.
Essas informações poderão ser utilizadas por pesquisadores do mundo todo em trabalhos nas mais diversas áreas envolvendo abelhas africanizadas, como melhoramento, evolução, controle populacional, entre outras. “Hoje todos os estudos que são feitos utilizam como padrão o genoma sequenciado nos Estados Unidos. A partir de agora, os pesquisadores que quiserem trabalhar com abelhas africanizadas saberão que é preciso observar que existem várias diferenças que podem gerar alterações de resultados caso seja utilizado o genoma padrão”.
Para o professor Orsi, a publicação da pesquisa numa periódico do grupo Nature faz jus à qualidade do trabalho realizado e deve projetar seus resultados internacionalmente. “É um orgulho para toda nossa equipe e para o Programa de Pós-Graduação em Zootecnia da FMVZ. O trabalho deve se tornar uma referência nacional e internacional para estudos com a abelhas africanizadas”.
Assessoria de Comunicação e Imprensa

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Contaminação x poluição. Qual a diferença?

poluição agua 1Uma área contaminada, segundo a Cetesb em seu Manual de gerenciamento de águas contaminadas,pode ser definida como um local ou terreno onde há comprovadamente poluição ou contaminação causada pela introdução de quaisquer substâncias ou resíduos que ali foram depositados, acumulados, armazenados, enterrados ou infiltrados de forma planejada, acidental ou até mesmo natural .


Os poluentes ou contaminantes podem apresentar-se em diversos estados: gases de menor, igual ou maior densidade do que o ar; fase líquida livre, de densidade menor, igual ou maior do que a água; em solução na água subterrânea; ou ainda na forma de sólidos ou semi-sólidos.
Podem-se encontrar no ar, nos solos, rochas, águas superficiais e subterrâneas, materiais de aterro, construções e tubulações enterradas, a partir de onde podem propagar-se por diversas vias, alterando a qualidade das águas, do ar e do solo e causando impactos negativos ou riscos na própria área ou em seus arredores.
Há uma diferença conceitual entre poluição e contaminação, mas, de maneira geral, os dois termos são considerados sinônimos. As explicações de Daniel Nass no artigo “O conceito de Poluição” para a Revista Eletrônica de Ciências da Universidade de São Paulo – campus São Carlos, apresentadas a seguir, ajudam a diferenciar os dois conceitos.
Poluição é uma alteração ecológica provocada pelo ser humano, que prejudica, direta ou indiretamente, sua vida ou seu bem-estar, trazendo danos aos recursos naturais e impedimento a atividades econômicas.
Porém, nem toda alteração ecológica pode ser considerada poluição; por exemplo, o lançamento de uma pequena carga de esgoto doméstico em um rio provoca a diminuição do teor de oxigênio de suas águas, mas se não afetar a vida dos peixes nem a dos seres que lhes servem de alimento, o impacto ambiental provocado pelo esgoto não é considerado poluição.
 A contaminação é a presença, em um ambiente, de seres patogênicos ou substâncias em concentração nociva ao ser humano; no entanto, se não resultar em uma alteração das relações ecológicas, a contaminação não é uma forma de poluição.
poluição ar 1Esta diferenciação é fundamental no caso do ambiente ser a água. Se estivermos falando em contaminação da atmosfera, a diferença entre contaminação e poluição perde importância, visto que ela é o ambiente de onde o ser humano capta oxigênio.
O ar contaminado, seja com gases tóxicos ou partículas microscópicas em suspensão, também não pode ser confinado em um determinado espaço, como o solo e a água. Assim, a contaminação do ar tem conseqüências diretas na vida do homem, devendo ser classificada também como poluição. Já o observado aumento da concentração de gás carbônico na atmosfera é apenas poluição, visto que este gás não é potencialmente tóxico.
O fator de poluição não precisa agir ativamente sobre o ser vivo, mas de forma indireta retira dele as condições adequadas à sua vida; por exemplo, as alterações ecológicas que provocam a morte dos peixes de um rio que recebe grande quantidade de esgotos não se dão pela ação de uma substância ou ser patogênico letal, mas pelo lançamento de nutrientes em quantidade excessiva.
A expressão “remediação de áreas contaminadas” compreende a recuperação do subsolo e das águas subterrâneas contaminados ou poluídos. Pode significar tanto a limpeza total (clean up) da área como a diminuição do impacto da contaminação a limites aceitáveis.
Apesar da maioria dos textos abordando a Geotecnia Ambiental bem como as legislações e regulamentações ambientais, não se fazerem uma distinção entre poluição e contaminação é importante que o profissional tenha estes conceitos bem definidos, ainda que exista uma incompatibilidade constatada entre os conceitos legais e técnicos, principalmente do conceito poluição.
Tudo a ver
capa geotecniaPara saber mais conceitos relativos ao gerenciamento de áreas contaminadas e às técnicas de remediação mais difundidas adquira o livro Geotecnia Ambiental de Maria Eugenia Gimenez Boscov.
Geotecnia Ambiental traz a primeira contribuição consolidada da Engenharia Geotécnica brasileira às mais contundentes questões ambientais urbanas do momento: lixo urbano e resíduos sólidos em geral.
A contaminação e o transporte de poluentes em solos e barragens de rejeitos são alguns dos temas tratado nesta obra, com preocupação especial pelos aquíferos subterrâneos

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

[Paleontology • 2016] 

Tongtianlong limosus • A Late Cretaceous Diversification of Asian Oviraptorid Dinosaurs: Evidence from A New Species preserved in An Unusual Posture


Tongtianlong limosus 
Lü, Chen, Brusatte, Zhu & Shen, 2016

 An artistic reconstruction, showing the last-ditch struggle of Tongtianlong limosus as it was mired in mud, one possible, but highly speculative, interpretation for how the specimen was killed and buried.
(Drawn by Zhao Chuang)  DOI: 10.1038/srep35780  

Abstract
Oviraptorosaurs are a bizarre group of bird-like theropod dinosaurs, the derived forms of which have shortened, toothless skulls, and which diverged from close relatives by developing peculiar feeding adaptations. Although once among the most mysterious of dinosaurs, oviraptorosaurs are becoming better understood with the discovery of many new fossils in Asia and North America. The Ganzhou area of southern China is emerging as a hotspot of oviraptorosaur discoveries, as over the past half decade five new monotypic genera have been found in the latest Cretaceous (Maastrichtian) deposits of this region. We here report a sixth diagnostic oviraptorosaur from Ganzhou, Tongtianlong limosus gen. et sp. nov., represented by a remarkably well-preserved specimen in an unusual splayed-limb and raised-head posture. Tongtianlong is a derived oviraptorid oviraptorosaur, differentiated from other species by its unique dome-like skull roof, highly convex premaxilla, and other features of the skull. The large number of oviraptorosaurs from Ganzhou, which often differ in cranial morphologies related to feeding, document an evolutionary radiation of these dinosaurs during the very latest Cretaceous of Asia, which helped establish one of the last diverse dinosaur faunas before the end-Cretaceous extinction.


Figure 2: The whole skeleton of the holotype Tongtianlong limosus gen. et sp. nov. in dorsal view (a) and lateral view (b). Scale bar = 10 cm. 

Systematic Paleontology

Dinosauria Owen, 184231.

Theropoda Marsh, 188132.
Maniraptora Gauthier, 198633.

Oviraptorosauria Barsbold, 197634.
Oviraptoridae Barsbold, 197634.

Tongtianlong limosus gen. et sp. nov. (Figs 2, 3 and 4)


Holotype: A nearly complete, three-dimensionally preserved skeleton with skull and lower jaws (DYM-2013-8). The specimen is accessioned at the Dongyang Museum, Dongyang City, Zhejiang Province.

Type locality and horizon: The building site of the No. 3 high school of Ganxian (GPS coordinates are provided on request from the first author); Nanxiong Formation (Maastrichtian, Upper Cretaceous).


Etymology: Tongtian, Chinese Pinyin, refers to Tongtianyan of Ganzhou, the first grotto south of the Yangtze River. Tongtian also means the road to heaven, a fitting epitaph for a deceased dinosaur preserved with outstretched arms. Long, Chinese Pinyin for dragonLimosus, Latin for muddy, refers to the holotype specimen being found in an unusual posture in a mudstone (Fig. 5).







Junchang Lü, Rongjun Chen, Stephen L. Brusatte, Yangxiao Zhu and Caizhi Shen. 2016. A Late Cretaceous Diversification of Asian Oviraptorid Dinosaurs: Evidence from A New Species preserved in An Unusual Posture. Scientific Reports. 6, Article number: 35780. DOI: 10.1038/srep35780

  

[PaleoMammalogy • 2016] 

Echovenator sandersi • The Origin of High-Frequency Hearing in Whales


Echovenator sandersi 
Churchill, Martinez-Caceres, de Muizon, Mnieckowski & Geisler, 2016

  DOI: 10.1016/j.cub.2016.06.004 

Highlights
• An ancient toothed whale is described, which possesses a well-preserved inner ear
• Features associated with ultrasonic hearing are preserved in the ear of this whale
• Ultrasonic hearing evolved with echolocation in the first toothed whales
• Hearing at higher frequencies began in the ancestors of toothed whales

Summary
Odontocetes (toothed whales) rely upon echoes of their own vocalizations to navigate and find prey underwater. This sensory adaptation, known as echolocation, operates most effectively when using high frequencies, and odontocetes are rivaled only by bats in their ability to perceive ultrasonic sound greater than 100 kHz. Although features indicative of ultrasonic hearing are present in the oldest known odontocetes, the significance of this finding is limited by the methods employed and taxa sampled. In this report, we describe a new xenorophid whale (Echovenator sandersi, gen. et sp. nov.) from the Oligocene of South Carolina that, as a member of the most basal clade of odontocetes, sheds considerable light on the evolution of ultrasonic hearing. By placing high-resolution CT data from Echovenator sandersi, 2 hippos, and 23 fossil and extant whales in a phylogenetic context, we conclude that ultrasonic hearing, albeit in a less specialized form, evolved at the base of the odontocete radiation. Contrary to the hypothesis that odontocetes evolved from low-frequency specialists, we find evidence that stem cetaceans, the archaeocetes, were more sensitive to high-frequency sound than their terrestrial ancestors. This indicates that selection for high-frequency hearing predates the emergence of Odontoceti and the evolution of echolocation.



Description

Systematics

Order Cetacea Brisson 1762.
Suborder Odontoceti Flower 1867.

Family Xenorophidae Uhen 2008.

Echovenator sandersi gen. et sp. nov.

Etymology: From Latin for “echo hunter,” referring to its use of echolocation while foraging. Species name is in honor of Albert Sanders, former curator of The Charleston Museum, for his contributions to our knowledge of Oligocene Cetacea.

Holotype: Georgia Southern Museum (GSM) 1098, a nearly complete skull with 39 teeth, mandible, and atlas, presumed to represent a single individual (Figures 1 and 2; see also Figures S1 and S2, Table S1, and Supplemental Experimental Procedures, part I).




 Locality and Age: Drainage ditch associated with Limehouse Branch Creek, Berkeley County, South Carolina. Approximate coordinates are: N 33°01′53′′; W 80°06′06′′. Basal bed of the Chandler Bridge Formation, late Oligocene (ca. 24–27 Ma) in age. This bed is a probable equivalent of the marine or marginal marine lithofacies, which was deposited in a nearshore marine or restricted bay environment.

Diagnosis: Echovenator has the following synapomorphies of Xenorophidae: premaxilla underlies the ascending process of the maxilla, a frontal window that exposes the maxilla and premaxilla, and an elongate ventrolateral tuberosity of the periotic. Echovenator differs from all xenorophids in having fused, or partially fused, fronto-nasal and maxillo-premaxillary sutures and in having a paranaris fossa; it differs from Xenorophus sloanii and Albertocetus meffordorum in having a postnarial fossa and a depressed internasal suture; and it differs from Cotylocara macei in having an undivided postnarial fossa and in having larger dorsal exposures of parietals.


Morgan Churchill, Manuel Martinez-Caceres, Christian de Muizon, Jessica Mnieckowski and Jonathan H. Geisler. 2016. The Origin of High-Frequency Hearing in Whales. Current Biology.    DOI: 10.1016/j.cub.2016.06.004

  


wesome Ancient Whale 'Echovenator' Had Ultrasonic Hearing by @jacsrons http://inv.rs/GdQ via @inversedotcom
Echo hunter: Researchers name new fossil whale with high frequency hearing http://phy.so/389523432 via @physorg_com

[PaleoMammalogy • 2011] 

Aegyptocetus tarfa • A New Eocene Protocetid Archaeocete (Mammalia, Cetacea) from the Middle Eocene of Egypt: Clinorhynchy, Olfaction, and Hearing in a Protocetid Whale


Aegyptocetus tarfa 
Bianucci & Gingerich 2011


DOI: 10.1080/02724634.2011.607985

Abstract
A new protocetid archaeoceteAegyptocetus tarfa, is represented by a nearly complete cranium and an associated partial skeleton. The specimen was recovered when marbleized limestone was imported commercially to Italy and cut into decorative facing stone. It came from middle Eocene Tethyan marine strata of the Gebel Hof Formation of Wadi Tarfa in the Eastern Desert of Egypt. Exceptional preservation and preparation enables study of some internal features of the skull as well as its external morphology. The skull of Aegyptocetus is unusual in having the rostrum and frontal portions of the cranium deflected more ventrally relative to the braincase than is typical for archaeocetes. This ventral deflection, clinorhynchy, is a rare specialization related to feeding or hearing that is widely distributed across mammals. Aegyptocetus has well-developed ethmoidal turbinal bones, indicating retention of a functional sense of smell. It also has cranial asymmetry, thinning of the lateral walls of the dentaries, enlarged mandibular canals, and thinning of the anterolateral walls of the tympanic bullae, indicating enhanced ability to hear in water. Neural spines are long on thoracic vertebrae T1 through T8, suggesting that Aegyptocetuswas able to support its weight on land like other protocetids. This combination of terrestrial and aquatic characteristics is consistent with interpretation of protocetids as semiaquatic. The pattern of tooth marks preserved on the ribs of Aegyptocetus indicates that the individual studied here was attacked by a large shark, but it is not certain whether this was the cause of death.







Giovanni Bianucci and Philip D. Gingerich. 2011. Aegyptocetus tarfa, n. gen. et sp. (Mammalia, Cetacea), from the Middle Eocene of Egypt: Clinorhynchy, Olfaction, and Hearing in a Protocetid Whale. Journal of Vertebrate Paleontology. 31(6); 1173–1188. DOI: 10.1080/02724634.2011.607985

Whale fossils show important characters of the transition to water
http://phy.so/239994395 via @physorg_com


Por que a Lua fica laranja de vez em quando? E ela pode ficar azul?

Cintia Baio
Colaboração para o UOL, em São Paulo

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Maior superlua em 68 anos é vista pelo mundo57 fotos

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14.nov.2016 - Avião passa diante da superlua nos céus de Dubai, nos Emirados Árabes, nesta segunda-feira. Clique no link de "veja mais" para saber como mandar sua foto para o UOLVEJA MAIS >Imagem: Zhang Shumin/Xinhua
Nesta segunda, a maior superlua em 68 anos chamou a atenção dos brasileiros e do mundo. Tudo isso porque o fenômeno —que acontece quando o astro está mais próximo da Terra— deixa a Lua maior, mais brilhante e, consequentemente, ainda mais bonita, do que estamos acostumados.
E com tanta atenção (e câmeras fotográficas) voltada para ela, talvez você tenha percebido que, em alguns momentos, a Lua ficou com um tom mais avermelhado (ou alaranjado). Sabe por que isso acontece?
Antes da explicação, é bom lembrar que a Lua reflete a luz branca que vem do Sol —que é formada por ondas de vários comprimentos, portanto, formada por várias cores.  Embora nosso satélite pareça muito brilhante, reflete apenas 6,7% da luz que recebe do Sol.
As partes mais brilhantes de sua superfície são as regiões mais altas e com crateras, compostas de rochas ricas em cálcio e alumínio. As regiões mais escuras são zonas mais baixas, chamadas 'mares', compostas de rochas basálticas que refletem muito pouco a luz, daí sua cor acinzentada.

E quando fica alaranjada?

Edmar Barros/Futura Press/Estadão Conteúdo
Lua é vista da ponte Rio Negro, em Manaus
A coloração alaranjada acontece ao anoitecer e ao amanhecer, da mesma maneira que vemos o Sol ou céu nesse horário. Quando nasce, a Lua está tão próxima do horizonte que a luz por ela refletida precisa passar por uma espessa camada de atmosfera terrestre antes de chegar aos nossos olhos, diferentemente do que acontece quando o satélite aparece alto no céu, onde o ar é mais rarefeito. 
Quando atravessa a atmosfera da Terra, a luz refletida pela Lua se dissipa pelo ar. Em contato com as moléculas de gases que compõem o ar, algumas cores se dispersam e ficam imperceptíveis. No caso da Lua (e até o Sol) próxima do horizonte, a atmosfera mais densa "absorve" a cor verde, azul e violeta e deixa passar somente os tons vermelhos.
O tom avermelhado fica mais intenso quando há partículas de queimadas, erupções vulcânicas ou poluição na atmosfera.
Agora, quando ela está bem no alto do céu, a luz refletida conserva a cor original, que é o branco (reunião de todas as cores). Isso porque o ar rarefeito das altitudes elevadas faz com que a perda das tonalidades azul, verde e violeta sejam pequenas. 

Lua azul existe?

Bill Ingalls/NASA
Lua cheia vista do centro legislativo dos Estados Unidos.Esta foi a segunda vez que a lua apareceu cheia no mês de julho de 2015, e, por isso, é chamada de "Lua Azul"
É claro que quando dizemos "lua azul", o primeiro pensamento é que, se olharmos para o céu, o astro estará azulado. Mas não se trata disso.
O termo não está relacionado com uma possível mudança na cor da Lua, mas sim às suas fases. Cada um dos quatro ciclos da Lua (nova, cheia, minguante e crescente) dura, em média, sete dias. Como os meses possuem quatro semanas, dificilmente uma fase se repete no mesmo mês.
No entanto, os movimentos da Lua ao redor da Terra não têm esse ciclo mensal perfeito. Por isso, a cada dois anos e meio ou três, a Lua cheia ocorre duas vezes em um mesmo mês. E é essa segunda Lua cheia que recebe o nome de "lua azul". O termo foi usado pela primeira vez na década de 1940.
Fora a repetição no calendário, a "lua azul" não tem nada de especial. O astro aparece com o mesmo tamanho e brilho que as outras luas cheias.
Como o acontecimento é raro, no inglês, a expressão "once in a blue moon" (uma vez a cada lua azul) é usada quando queremos dizer que determinado acontecimento dificilmente ocorre.
Mas não precisa eliminar todas as esperanças de ver uma Lua com a cor azul de verdade. Acontecimentos raros, como a erupção de um vulcão, podem deixar a "cor" do astro momentaneamente azulada. Isso por conta das partículas expelidas pela erupção que ficam no ar.
Fontes: Universidade Federal do Rio Grande do Sul e Leandro Guedes, astrônomo do Planetário do Rio de Janeiro

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Sapos têm crânios alterados em resposta às mudanças climáticas

11 de novembro de 2016

Peter Moon | Agência FAPESP – O cenário de mudanças climáticas previsto para os próximos 100 anos, com aumento progressivo das temperaturas médias do planeta e a consequente elevação na aridez, representa desafios adaptativos que se impõem a milhões de espécies. Daí a importância de entender melhor as respostas adaptativas a esses desafios climáticos. Um exemplo é o estudo sobre 11 espécies de sapo do complexo granuloso (Rhinella granulosa) cujos resultados acabam de ser publicados na revista Proceedings of the Royal Society B.

O trabalho foi feito com um grupo de anfíbios de ampla distribuição na América do Sul, encontrados no norte da Argentina e Paraguai, estendendo-se por praticamente todo o território brasileiro e indo até as Guianas e a Venezuela.

Sapos têm crânios alterados em resposta às mudanças climáticas Estudo indica que alterações no clima atuam sobre a morfologia craniana de um grupo de sapos, que se adaptam para sobreviver em ambientes mais secos ou mais úmidos


As diferentes espécies de sapos do complexo granuloso habitam biomas tão díspares como o Cerrado e a Mata Atlântica, a Caatinga e o Pantanal, o Pampa e a Amazônia. Tamanha distribuição geográfica é um atestado da capacidade adaptativa do grupo, capaz de sobreviver em climas mais úmidos ou mais secos – a variabilidade da umidade no ambiente é, talvez, o principal fator limitante à sobrevivência dos anfíbios.

A grande capacidade adaptativa dos sapos foi o que determinou a escolha deste grupo para o estudo feito pelos alunos de pós-doutorado Monique Simon e Fabio de Andrade Machado e pelo supervisor de ambos, o professor Gabriel Marroig Zambonato, do Instituto de Biociências (IB) da Universidade de São Paulo. Os estudos do grupo contaram com apoio da FAPESP.
Investigar e detectar diferenças adaptativas nas diversas espécies de sapos de complexo granuloso que vivem em biomas diferentes é uma forma de compreender como, no passado, seus ancestrais responderam às pressões do meio ambiente.

“O trabalho busca entender duas questões. A primeira é saber como a seleção natural associada ao clima atua sobre um fenótipo complexo”, explica Marroig. Fenótipos são as características observáveis ou caracteres de uma espécie. Fenótipos complexos são processos que envolvem diversos caracteres e fatores.
Como a seleção natural é uma via de mão dupla, na qual as espécies respondem às pressões do meio com as ferramentas de que dispõem (genes, morfologia, comportamento etc.), a segunda questão que a pesquisa procura entender é, no caso dos sapos de complexo granuloso, como um fenótipo complexo responde à seleção natural associada ao clima.

As 11 espécies analisadas se diferenciam morfologicamente pelos formatos do crânio e do rostro (parte frontal da cabeça), explica Monique Simon. “Uma das hipóteses que trabalhamos é que a diferenciação do crânio e do rostro seria fruto da seleção natural relacionada ao clima”, disse.
Foram feitas tomografias de 1.034 espécimes das 11 espécies. A partir das imagens, os pesquisadores mediram comprimentos dos ossos do crânio de cada espécime. As medidas foram empregadas como variáveis dependentes em uma análise estatística multivariada, que incluiu, como demais variáveis, cinco índices climáticos dos biomas das 11 espécies.

Os pesquisadores empregaram variáveis climáticas como sazonalidade da temperatura, sazonalidade da chuva, chuva anual, variação diária da temperatura e temperatura média do trimestre mais quente.
O resultado da análise estatística agrupou os espécimes em dois grandes grupos. Um deles reuniu os animais com rostro mais comprido e os ossos que elevam a mandíbula mais curtos. Os espécimes deste grupo pertencem a espécies que habitam biomas mais quentes e secos, como a Caatinga e o Cerrado.
Já o outro grupo englobou os animais com rostro mais curto e os ossos que elevam a mandíbula mais compridos. Tais animais habitam biomas com menor sazonalidade da chuva, mais frios e úmidos, como o Chaco oriental e os Pampas.
A análise multivariada comprovou que, no caso dos sapos de complexo granuloso, a seleção natural associada ao clima atua sobre um fenótipo complexo, no caso a morfologia craniana, variando de acordo com a maior ou menor umidade do ambiente. “Quanto mais seco, mais comprido o rostro. Quanto mais úmido, mais curto é o rostro”, disse Marroig.

Restrição evolutiva

Na via de mão dupla da seleção natural, a segunda questão investigada no trabalho era saber como um fenótipo complexo responderia à seleção natural associada ao clima. “A seleção associada ao clima atuou na forma do crânio para alterar a sua forma. Só que a maior parte da resposta das espécies não foi na direção da seleção”, disse Simon.

Marroig conta que não foram apenas os ossos do rostro e os que sustentam a mandíbula que aumentaram ou diminuíram de acordo com a pressão climática. “Todos os ossos do crânio aumentaram, nos casos em que a pressão do clima mais seco levou as espécies de sapos a selecionarem rostros mais compridos”, disse.

“De outro lado, todos os ossos do crânio diminuíram nos casos em que a pressão do clima mais úmido levou as espécies a selecionarem rostros mais curtos”, disse o professor do IB-USP.
Os pesquisadores observaram que, por se tratar de um fenótipo complexo, a morfologia craniana dos sapos variou como um todo. A seleção para o aumento ou diminuição de um ou mais ossos afetou todo o conjunto.

“Nossa pesquisa indica que, apesar de as espécies de sapos responderem à pressão associada ao clima por meio da mudança no comprimento de alguns ossos do crânio, praticamente todas as diversificações observadas foram governadas por restrições evolutivas”, disse Marroig.
O artigo High evolutionary constraints limited adaptive responses to past climate changes in toad skulls (doi: 10.1098/rspb.2016.1783), de Monique Nouailhetas Simon, Fabio de Andrade Machado e Gabriel Marroig, publicado na Proceedings of the Royal Society B, está disponível em http://rspb.royalsocietypublishing.org/content/283/1841/20161783.