quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

T.rex
© Discovery Channel
E aí pessoal, hoje estou trazendo mais uma postagem para você aí, que curte documentários sobre vida pré-histórica! Desta vez falarei um pouco da série do Discovery Channel chamada "Nos Primórdios da América". Definitivamente não sei o nome original da série, apenas o de cada episódio. Até onde vai meu conhecimento, a série conta com 6 episódios, cada um focado numa cidade dos Estados Unidos, onde criaturas pré-históricas foram encontradas... ou não. Ficou curioso para saber como são os episódios, que animais aparecem em computação gráfica e o porque deveriam mencionar a falta de fósseis de um local? Então o que está esperando meu caro dinófilo, clique logo em Leia Mais e veja a postagem completa!


Antes de mais nada, aqui vai novamente (acho que já fiz isso em outra postagem) uma crítica ao uso da palavra América como sendo o país Estados Unidos. Pra mim, brasileiro falante da língua portuguesa, América é o continente todo e não apenas o país a que muitos se referem como tal. Depois disso vamos ao que interessa, o documentário em si.
A série é um tanto quanto desconhecida o que prejudica na hora de pesquisar sobre ela, por isso não descobri o nome da série em inglês, apenas sei o nome de cada episódio. Na verdade são nomes simples, pois chamam o episódio de "Nome da Cidade -> Pré-histórica". Essa explicação ficou confusa, então veja abaixo os nomes originais dos episódios:
  • Prehistoric New York
  • Prehistoric Los Angeles
  • Prehistoric Chicago
  • Prehistoric Dallas
  • Prehistoric Denver
  • Prehistoric Washington D.C.
Primeiro de tudo tenho que dizer que não é um documentário no estilo de "Caminhando com os Dinossauros", pois além de tratar de dinos, aborda também diversas outras eras geológicas e suas faunas, incluindo mamíferos, peixes, invertebrados etc. Além do mais, também conta com a participação constante de paleontólogos como narradores adicionais, que vão explicando as características dos ambientes e animais foco de cada trecho da série. Pode ser comparado ao estilo de "Quando os Dinossauros Reinavam na Terra", porém bem mais permeado por opiniões de especialistas e com menos apresentação de animais em CG em seu habitat.
Temos como foco então as seguintes cidades dos Estados Unidos, em ordem de apresentação. New York (Nova Iorque se preferir), Los Angeles, Chicago, Dallas, Denver e por último a capital Washington D.C. finalizando. Aqui você confere um resumo detalhado de cada episódio e algumas imagens retiradas de cenas do programa.

Episódio 1 - New York: Nossa primeira parada é na Nova Iorque pré-histórica de 12.000 anos atrás, no fim do período Pleistoceno, quando a Ilha de Manhattan não era ainda uma ilha, não passando de uma colina. A "Grande Maçã", como chamam a cidade hoje, era habitada por Mastodontes e estes devem ter se estabelecido na região pela variedade de plantas e clima mais convidativo para este tipo de animal.
Os paleontólogos aparecem explicando o clima da Era Glacial e dizem que acredita-se que os Espinheiros da Virgínia, um tipo de árvore que consegue produzir galhos espinhentos em torno de si mesma e de suas raízes, elaborou este mecanismo de defesa para proteger-se de ser devorada por manadas de Mastodontes na Era Glacial. Tais árvores podem ainda ser vistas na cidade de New York, nas calçadas da Quinta Avenida, porém com os espinhos cortados para evitar ferir os pedestres. No entanto no Central Park há um exemplar com os espinhos totalmente desenvolvidos, não foram podados por não oferecer perigo, sendo que estão em local mais retirado. Continuando, os cientistas explicam que haviam um grande predador em New Iork naquele período.
Era o Arctodus ou Urso de Cara Achatada era um dos predadores do local e não era páreo para nenhum animal daquela terra pantanosa, repleta de pequenos lagos. Nesses lagos vivia o Castor Gigante, um enorme roedor que era muito maior do que se primo atual. Os cientistas sugerem que talvez fosse caçado pelo Urso e mostram as ferramentas de caça do grande carnívoro.
Arctodus - O Urso de Cara Achatada
© Discovery ChannelCastor Gigante
© Discovery Channel

Como falam da famosa Era do Gelo, nos contam que há 22 mil anos, New York foi engolida por uma geleira gigante no auge da Era Glacial, que começou a derreter e acabou deixando no local montes de sedimentos que estavam no meio do gelo e que hoje podem ser encontrados no solo da cidade.
Mas durante o Cretáceo, há 70 milhões de anos, o mar cobria a região e a tartaruga marinha gigante Archelon caçava presas com seu bico afiado. Os experts nos animais explicam que eram enormes tais répteis e que sua carapaça era mais macia que a das tartarugas atuais. Mas tais seres eram presas em potencial para os Mosassauros gigantes, suponho que seja o Tilossauro, dado que o tamanho era de cerca de 12 metros. Não falam o nome específico dele, por isso adivinhei. Eles também habitavam tais mares e ali caçavam os maiores quelônios do Cretáceo. Muitos outros animais habitavam esse nicho marinho, como moluscos e diversos tipos de répteis marinhos e peixes.
Já falando do período Triássico, damos uma espiada há 200 milhões de anos, vendo o Postosuchus aterrorizar a região comendo dinossauros como o Coelophysis.
Postosuchus© Discovery Channel
Postosuchus espreitando um Coelophysis
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O pesquisador explica que com a extinção do fim do Triássico, surgem dinossauros como o Dilofossauro, que começam a dominar o ambiente como predadores. Quando a Pangéia se desmonta, com a separação do continente em partes, Nova Iorque está bem perto do acontecimento e mantém indícios do fato.
Dilofossauro
© Discovery Channel © Discovery Channel Dilofossauro pescando: um nova hipótese de comportamento desse dino
© Discovery Channel

No Ordoviciano, há 450 milhões de anos, os Escorpiões do Mar, ou Euripterídeos, se aventuravam em terra firme pela primeira vez. Comiam de tudo o que achavam.
Escorpião do mar
© Discovery Channel
© Discovery Channel

Por último conferimos a maior cordilheira da história da Terra, que surgiu com o choque do que hoje é a América do Sul com a América do Norte, formando montanhas de 9 mil metros de altura.
As cordilheiras formando-se com o choque continental
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Sempre os narradores, tanto o narrador original quanto os paleontólogos, ressaltam que assim como hoje New York é o centro dos acontecimentos do mundo moderno, esteve no centro de diversos eventos importantes da história geológica da Terra.

Episódio 2 - Los Angeles: A cidade conhecida pelos astros do cinema também teve seus astros pré-históricos. Partindo do conhecimento fornecido pelos fósseis perfeitos do poço de piche no centro da cidade, vamos para 20.000 anos atrás, conhecer os gigantes da Era do Gelo.
Mamutes Colombianos em L.A.
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Grandes manadas de Mamutes Colombianos e famintos Smilodontes vagavam na área naquele tempo. Vemos como os animais, iludidos pela superfície brilhante dos poços de piche, acabavam atolados ao tentar beber água no local e morriam lentamente, de fome ou afogados, tudo acompanhado de explicações de paleontólogos.
O Smilodon era outro animal da área
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Os Poços de Piche de La Brea em Los Angeles é um dos poucos lugares no mundo onde ainda hoje o petróleo cru verte na superfície. Quando animais grandes como Mamutes e Preguiças Gigantes atolavam no piche, atraiam predadores, que achando ter encontrado comida fácil acabam presos no lodo também, nos contam os pesquisadores.
O Mamute preso no piche vira presa fácil
© Discovery Channel
O tigre ataca, mas logo ficará preso no piche também
© Discovery Channel
Voltando para 80.000 anos atrás, vemos os animais presos no piche, como Mamutes, Bisões e Preguiças, atraindo predadores como o Smilodon e Lobos Pré-históricos, que atacavam os herbívoros indefesos e também acabavam atolados.
O Lobo Pré-histórico: milhares dele foram encontrados no piche
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Provavelmente a alcatéia tentava atacar Bisões atolados
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Agora o episódio retorna a 20 milhões anos e então os caçadores de fósseis nos dizem que o local estava coberto por mar e que era dominado pelo enorme Megalodon, o tubarão gigante. Ele aparece comendo baleias primitivas.
Megalodon
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Alguns milhões de anos antes, o choque das placas tectônicas forma a Falha de San Andreas, uma rachadura na rocha do continente exatamente na região de L.A., fazendo com que haja terremotos frequentemente na cidade e que todos vivam na espectativa de um terremoto gigante, que segundo os especialistas, vai ocorrer com certeza, só não se sabe quando.
Falha de San Andreas
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De volta ao Cretáceo, 100 milhões de anos atrás, conhecemos um dos predadores de Los Angeles, o Albertossauro, que atacava o hadrossaurídeo Parassaurolofo nas praias daquele habitat.
Parassaurolofo
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Infelizmente os paleontólogos só chamam o herbívoro de "Hadrossauro", o que é um nome mais genérico. O interessante deste trecho é que mostram uma nova hipótese sobre o uso do grito destes animais. Os Parassaurolofos, ao serem atacados em uma praia por um Albertossauro, em vez de fugirem ou gritarem apenas para alertas os demais sobre o perigo, param de frente para o predador e todos juntos gritam muito alto e continuamente. Isso evita que o animal predador chegue mais perto, pois teoricamente o som afetaria seu cérebro.
O Albertossauro caça pela praia...
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E não consegue seu jantar...
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Mas mesmo assim, se o Albertossauro fosse capaz de isolar um animal do bando, conseguiria abatê-lo diz um dos paleontólogos.
Até fazer uma segunda tentativa separando um membro do bando
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Enquanto isso, na água um enorme Tilossauro nada. Apresentam-nos então o Elasmossauro, como um dos répteis marinhos que habitou L.A. no Cretáceo e explicam seu modo de vida em geral. Depois aparece uma explicação sobre o Tilossauro, genericamente chamado de "Mosassauro" e este aparece caçando o Elasmossauro.
Elasmossauro
© Discovery ChannelTilossauro
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Tilossauro atacando jovem Elasmossauro
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Por último uma breve explicação sobre como se formou o petróleo na região e como este vazou e tornou-se o poço de piche mais famosos do mundo, o de La Brea, que hoje é local de incontável riquezas fósseis.
Esquema da formação do poço de La Brea
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Episódio 3 - Chicago: Neste episódio, aprendemos que a cidade fica à beira do Lago Michigan, perto do Rio Mississipi. Depois de nos mostrar como o lago modificou-se ao decorrer de milhares de anos, voltamos no tempo. Neste local há 13 mil anos, durante o Pleistoceno, uma enorme geleira no lago Michigan matinha a água a 8 quilômetros da costa atual, porém estava derretendo. O local exato da cidade estava coberto com 12 a 15 metros de água e só duas ilhas mantinham-se acima do nível do lago. Hoje tais ilhas são colinas no meio da cidade. Nesta ilhas viviam os Mastodontes Americanos e Mamutes Lanudos, parentes dos Elefantes atuais.
Mastodontes
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Pesquisadores aparecem caçando fósseis na região da cidade, em um charco que um dia foi um lago. Eles contam que a movimentação do solo através de milhares de anos espalhou os ossos dificultando o trabalho. Em seguida, aprendemos a diferença entre os Mastodons e Mamutes, e que não são ancestrais dos Elefantes, mas sim apenas parentes distantes.
Mamute
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Os pesquisadores acreditam que assim como em outras regiões do continente, o Povo de Clóvis caçava Mastodontes e Mamutes com suas lanças e flechas de pedra, pelo menos até 10.000 anos atrás, quanto eles e praticamente toda a Megafauna sumiram.
Povo Clovis caçando Mastodonte
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Alguns culpam os humanos, outros as doenças que podem ter surgido com o Grande Intercâmbio de Espécies ou ainda mudanças climáticas. Enfim, tudo ainda é um mistério quando se trata da extinção da Megafauna. Mas um mistério maior ainda em Chicago é quais dinossauros viveram ali. Não ha nenhum registro fóssil de dinossauro na cidade. Isso ocorre porque não foram encontradas as camadas de rocha da Era Mesozóica, elas simplesmente sumiram. Acredita-se que foram desgastadas pela erosão da chuva, vento e gelo da Era Glacial, esclarecem os pesquisadores.
Pesquisadora explica a falta de fósseis de dinossauro
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Que os dinossauros viveram em Chicago não se tem dúvida, mas que tipos viveram naquele local? Para ter uma ideia da fauna mesozóica de Chicago, visitamos o lugar mais próximo onde foram achados dinossauros, o Missouri.
Com base nos dinossauros vizinhos, mostra-se que há 70 milhões de anos o local era coberto por uma floresta tropical, onde provavelmente Hadrossauros comiam o dia todo. Além disso, tiranossaurídeos devem ter habitado a região e faziam dos hadrossauros suas presas favoritas.
Hadrossaurídeo
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Tiranossaurídeo
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Enquanto que faltam evidências da Era Mesozóica, há fósseis do período Permiano, datados de 260 milhões de anos atrás, quando Chicago não era nada tropical, pelo contrário, era um local árido, situado no interior da Pangéia, bem na linha do Equador.
Estudos perceberam que o local foi alvo de um meteoro durante aquela época e que causou enorme devastação.
Cratera
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Em seguida o documentário passa para o Carbonífero, há 300 milhões de anos. Chicago também estava na Linha do Equador neste período, porém no litoral, o que fazia com que houvessem florestas na região.
Neste ambiente viviam artrópodes gigantes, como o Arthropleura, uma centopéia de 3 metros de comprimento, além de uma enorme libélula carnívora de 80 centímetros.
Arthropleura
© Discovery Channel
© Discovery Channel

No entanto o mais bizarro animal que viveu ali era o Monstro de Tuli, um tipo de verme aquático que não se sabe exatamente que tipo de animal era, era parecido com verme, molusco e até peixe em certo aspecto, mas sua natureza ainda é um mistério diz o paleontólogo que nos apresenta o animal.
Monstro de Tuli
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Há 435 milhões de anos, no período Siluriano, Chicago era mar e estava repleto de moluscos de concha alongada, cefalópodes do grupo dos nautilóides. Ele se alimentava dos Trilobitas, um tipo de artrópode marinho.
Cefalópode ataca Trilobita
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Trilobita
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O solo marinho cheio de corais daquele mar, depois de tanta sedimentação e fossilização gerou o leito rochoso usado de alicerce para os edifícios de Chicago.

Dallas: No episódio que nos mostra a Dallas da pré-história, voltamos á diversas eras geológicas e conhecemos muitos dos animais que viveram no local. Sempre lembrando de uma mania dos texanos, o narrador diz que neste estado todos afirmam que as coisas são maiores. Há 11.000 anos, durante o Pleistoceno, humanos caçavam Mamutes Colombianos, a maior espécie de elefante que já existiu. Perto do fim da Era do Gelo, o Povo de Clóvis caçava estes enormes animais, como comprovado pelas marcas de facas rústicas nos ossos.
Um pequeno grupo de Mamutes
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Viajando mais ainda, vamos para 50 mil anos atrás, quando vemos um bando de Mamutes afoga-se num rio durante uma inundação, e aí os pesquisadores explicam que há indícios de que uma mãe Mamute morreu segurando seu filhote acima da água com suas presas, na tentativa de salvá-lo.
A chuva começa a inundação
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Infelizmente para os Mamutes, não foi possível vencer a correnteza do rio e a morte os pegou. Além disso, outros perigos rondavam os Mamutes naquela época, como o Homotherium, também conhecido como Tigre-dentes-de-cimitarra, sobre o qual os cientistas nos explicam tudo e assim vemos tal carnívoro em ação, através da computação gráfica.
Homotherium
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De volta 100.000 anos atrás, mostram alguns Mamutes e retornam para 11 mil anos, mostrando ataques do Homotherium.
Os Homotheriums abateram um filhote de Mamute
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Então conhecemos o tatu de 2,5 milhões de anos, um enorme gliptodontídeo norte americano. Ele sobreviveu até perto do fim da Era Glacial, pois era um animal bem adaptado e com fortes proteções.
Homotheirum ataca o Gliptodon inutilmente
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Até a cabeça deste animal é blindada e imune
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No entanto, em um tempo ainda mais antigo, há 86 milhões de anos, a cidade era coberta pelo mar interior que no Cretáceo cortava toda a América do Norte. Ali dois gigantes marinhos lutavam pelo domínio da região. Um deles era o mosassaurídeo Tilossauro e o outro, o enorme tubarão Cretoxyrhina. Neste trecho vemos diversos seres marinhos daqueles mares, como Plesiossauros e outros répteis marinhos e explicações sobre o clima e ambiente da época, bem como sobre o comportamento dos animais.
Cretoxyrhina
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Voltando um pouco, para 92 milhões de anos, conhecemos o Dallasaurus, um réptil primitivo que acredita-se ser o ancestral dos Mosassauros, um animal que tinha origem terrestre e que estava adaptando-se à vida marinha.
Dallasaurus entrando na água
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De volta 98 milhões de anos atrás, um ornitópode estranho nos é apresentado. Este seria o Protohadrosaurus, uma espécie intermediária entre Iguanodontídeos e Hadrossaurídeos. Segundo os paleontólogos ele estaria desenvolvendo a dentição mais eficiente dos Hadrossaurídeos e deixando para trás os dentes robustos tradicionais dos Iguanodontídeos.
Protohadrosaurus
© Discovery Channel
© Discovery Channel

Há 113 milhões de anos um Acrocanthosaurus aparece caçando um saurópode gigante numa praia, o que os pesquisadores ajudaram a fazer em computação gráfica, reconstruindo a cena deixada marcada por suas pegadas e de suas presas no rio Paluxy. O herbívoro devia ser Paluxysaurus, o dinossauro oficial do do Texas.
Paluxysaurus comem folhas de uma árvore
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© Discovery ChannelAcrocantossauro
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Mas os fósseis que tornam o Texas bem rico provém de 325 milhões de anos, pois eram de Zooplâncton, animais microscópicos marinhos que originaram o petróleo e o gás natural que hoje rende muito ao Texas com a extração e comercialização do mesmo. Afinal, o Texas foi mesmo uma terra de grandes coisas desde os primórdios da vida na terra.
Zooplâncton
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Denver: Novamente começamos conhecendo a cidade foco do episódio, neste caso Denver e depois vamos direto à 25.000 anos atrás, quando Mamutes Colombianos (de novo??) ainda vagavam naquelas terras. Há uma possibilidade de terem sido caçados por humanos, o que contradiz a ideia de que os humanos só apareceram no local há 13 mil anos.
Bando de Mamutes
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Já no Eoceno, há 37 milhões de anos, conhecemos o Archaeotherium, um entelodontídeo que vivia caçando o Oriodonte, um tipo de mamífero muito comum naquele tempo. Mas uma gigantesca erupção vulcânica acaba com a festa do porco predador, que acaba morto junto com sua presa.
Archaeotherium
© Discovery Channel
© Discovery Channel
Oriodon
© Discovery Channel

Pulando para 66 milhões de anos atrás, pesquisadores dizem que os Triceratops vagavam no que hoje é o meio da cidade e eram atacados pelo temível Tiranossauro rex.
A seguir paleontólogos relatam como fósseis do Tiranossauro foram achados em Denver e como há evidências fósseis de que o animal de chifres foi mordido pelo predador e depois curou-se, significa que ele atacava os herbívoros ainda vivos.
T.rex avança sorrateiro
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O Triceratops nota sua presença e revida
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O terópode morde o chifre
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Acaba vitorioso
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Muito brevemente lembram a extinção do Cretáceo e logo voltam mais um pouco no tempo, para 85 milhões de anos, quando a cidade era um mar repleto de bestas famintas. Novamente e de forma um tanto repetitiva, mostram como vivia o Elasmossauro, o Tilossauro (virou rotina) e para variar, os Pteranodons, que morreram no mar interior há tanto tempo.
Pteranodons cortam os céus
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Mas antes do mar cobrir parte do continente outros dinossauros viveram em Denver e deixaram inúmeras trilhas de pegadas. Isso ocorreu no Jurássico, quando gigantes caminhavam na lama de uma floresta vistosa. Apatosaurus aparecem comendo folhas, embora sejam estranhos e aparentemente são modelos de CG do Astrodon, reaproveitados do episódio de Washington. Logo em seguida conhecemos o dinossauro oficial do Colorado, o Estegossauro.
Estegossauro© Discovery ChannelEle bombeava sangue para as placas, deixando-as avermelhadas
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Servia de atrativo sexual
© Discovery Channel
Depois de saber o básico sobre o velho Estegossauro, passamos a conhecer as montanhas rochosas, que demarcam a paisagem de Denver. Então passamos para 300 milhões de anos atrás, quando as Rochosas Ancestrais surgiram, que eram montanhas igualmente impressionantes.

Washington D.C.: Depois de uma breve abordagem sobre o terreno da cidade, voltamos ao Mioceno, há 14 milhões de anos, quando o mar que costeava Washington era o lar do gigantesco Megalodon, que dominava a área (reciclagem de novo...).
Pesquisador fala do Megalodon
© Discovery Channel

Aprendemos como funcionava o ataque do Megalodon e então passamos a ver um habitante da terra do mesmo período, um mamífero carnívoro chamado Amphicyon, também popularmente conhecido como Cão-Urso. Ele caçava os abundantes Pecaris, porcos selvagens que eram a presa mais comum naquele ambiente.
Cão-Urso
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Pecari
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Cão-Urso espreita os Pecaris
© Discovery Channel

Regressando ainda mais nas eras geológicas, vamos parar há 35 milhões de anos, no Eoceno, quando Washington era tomada por um ambiente tropical que foi dizimado por um meteoro de 3 quilômetros de diâmetro ao se chocar com o Oceano Atlântico, a uns 300 quilômetros de distância da cidade.
Depois de ver os efeitos do impacto, viajamos para 110 milhões de anos, a era dos dinossauros, para conhecer o Astrodon, um dos gigantes saurópodes que viveu no Cretáceo na capital dos Estados Unidos.
Astrodon
© Discovery Channel

Estes gigantes eram caçados pelo Acrocanthosaurus (tá virando clichê), que usava seus braços musculosos para ajudar no abate da presa.
Acrocanthosaurus
© Discovery Channel
© Discovery Channel

Uma cena legal é o ataque do Acrocantossauro ao Astrodon em um campo aberto. Ele aproxima-se, e o saurópode vira para fugir correndo, mas é atacado pelo flanco. Depois o carnívoro ataca o pescoço e finaliza a vítima puxando o para baixo enquanto morde com força.
O caçador e a presa
© Discovery Channel
Dando o golpe de misericórdia
© Discovery Channel

Enquanto batalhas de gigantes ocorriam em campos e praias, em meio à floresta um bando de Deinonychus ataca um Tenontosaurus. Antes de deixar de falar sobre o Cretáceo, nos mostram indícios de enormes pterossauros que viveram na região.
Pteranodon
© Discovery Channel
Deinonychus
]© Discovery Channel
Dupla observa a caça
© Discovery Channel
O ataque começa
© Discovery Channel

Depois, já falando do Jurássico de 145 milhões de anos atrás, paleontólogos falam que provavelmente o Estegossauro, Allosaurus e os grandes saurópodes viveram perto de Washington, embora não haja registro fóssil indicando isso. Mas se no meio dos Estados Unidos, na Inglaterra e Portugal haviam estes tipos de dinossauros e seus parentes, é bem provável que tenham existido em Washington.
Stegosaurus e Allosaurus
© Discovery Channel

Voltando para 200 milhões de anos, vemos como a separação contiental causou uma falha geológica, uma espécie de emenda que cortou bem ao meio a cidade de Washington, resultando disso a falta de fósseis do Jurássico.
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Bem afinal de contas, gostei da série, embora tenha diversas falhas. Um dos pontos fracos é que reaproveita demais os animais e modelos de computação gráfica, talvez uma artimanha dos produtores para evitar custos. Em dois ou três episódios aparecem Mamutes e Mastodontes, em dois ou três deles aparece o Acrocantossauro e em pelo menos dois episódios temos o Megalodonte, sem falar no repetitivo ambiente marinho dominado por Tilossauro e Cretoxyrhina. Outras falhas estão no fato de abusar de especulação, afirmando que tal animal viveu em determinada cidade sem ter evidência fóssil disso, como é o caso do Dilofossauro aparecer em New Iork, quando foi na verdade descoberto no Arizona.
Outro fato chato é mostrar um animal representado em computação gráfica e chamá-lo por outro nome. Mostraram o Ceratossauro e chamaram de Alossauro, mostraram o Astrodon como sendo o Apatossauro... enfim, algo que me incomoda. Reaproveitamento constante de cenas de outros episódios ou até mesmo de outros documentários também é chato, mas, apesar de tudo, aprendi algumas coisas novas com a série, gostei da qualidade da maioria das reconstruções em questão de realismo e a participação de paleontólogos reconhecidos ajuda a dar alguma credibilidade.
Eu recomendo sim que assistam essa série, embora não seja excelente. Estaremos sendo exigentes demais, no entanto, se exigirmos que uma série do Discovery Channel seja perfeita, pois sabemos que aparentemente o objetivo deles é ter audiência antes de mais nada e por isso são um pouco sensacionalistas.
Sem mais a dizer, sugiro que dê um jeito de ver a série, seja na internet, na TV ou comprando os DVDs dos episódiso aqui no Blog do Ikessauro, pois tem uns pontos bem relevantes a ser aprendidos e até chega a ser divertida pelas cenas dos animais em seus habitats.

Geralmente podemos encontrar por aí alguns episódios de documentários, mas quando se trata de comodidade, nada melhor do que ver os episódios na televisão de casa, com imagem grande, nítida e som de qualidade, em vez de ver numa resolução baixa em um player qualquer em seu computador.
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