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segunda-feira, 22 de julho de 2019

Teorias da conspiração sobre o pouso lunar ainda rodam pela internet, mas o feito está bem documentado

Neste final de semana, mais especificamente no sábado, 20 de julho, o pouso da missão Apollo 11 na Lua completa 50 anos. Considerado uma das maiores conquistas científicas da história humana, o feito ainda é centro de inúmeras teorias da conspiração, que tentam negar que um dia o homem pousou e andou sobre o solo lunar.

A questão é que existem, sim, várias provas que mostram de que a missão foi concluída com sucesso. Elas foram coletadas não só em 1969, enquanto Neil Armstrong, Buzz Aldrin e Michael Collins pisavam na Lua, mas também em outras missões espaciais que reconheceram os rastros deixados pela atividade humana no satélite natural.

Retrorrefletores

Reprodução
Os primeiros retrorrefletores chegaram à Lua por meio dos astronautas da Apollo 11 e servem como um parâmetro muito bom para detectar a atividade humana em solo lunar. Isso porque eles refletem a luz de uma forma que não é natural.

Os retrorrefletores possuem uma propriedade curiosa: em vez de refletir a luz no mesmo ângulo de incidência, mas em outra direção, eles devolvem a luz na direção da incidência. Isso significa que, se você apontar um laser poderoso o suficiente para alcançar a Lua na direção de um desses refletores especiais, você receberá de volta um jato de luz que pode ser medido por equipamentos específicos.

Os equipamentos ajudaram a calcular de forma mais concreta a distância da Terra para a Lua. Sabendo a velocidade da luz no vácuo (300 mil quilômetros por segundo), basta esperar o laser ser refletido e reconhecido por equipamentos na Terra e calcular o tempo necessário para isso (cerca de 2,5 segundos). Sabendo velocidade e tempo de viagem, é fácil calcular a distância percorrida pela luz e, consequentemente, a distância da Lua ao nosso planeta.

Pedras lunares

Reprodução
Os astronautas da Apollo 11 não se limitaram a pisar no solo lunar. Eles também coletaram amostras do solo, incluindo mais de 20 quilos de rochas coletadas na Lua, e que estão até hoje sendo estudadas e analisadas por cientistas do mundo inteiro. Não existe qualquer tipo de rejeição ao material ou qualquer dúvida entre especialistas de que elas tenham vindo da Lua.

Curiosidade: as expedições à Lua permitiram a descobertas de alguns minerais novos, entre eles a armalcolida, que recebeu esse nome graças aos três homens a pisar primeiro na lua: Armstrong, Aldrin e Collins.

As missões deixaram pegadas e rastros

Reprodução
Quando pisamos na areia, deixamos pegadas. Se andarmos com algum veículo motorizado como um buggy, as rodas deixarão suas marcas. No entanto, pelas condições da Terra, essas marcas desaparecem depois de algum tempo. Isso acontece por vários motivos: vento, chuvas ou algum tipo de atividade vegetal ou animal. Nada disso existe na Lua, no entanto, o que significa que quando deixamos marcas por lá, elas ficam.

E acontece que, sim, as marcas humanas no solo lunar ainda estão lá, e são bastante visíveis em múltiplas situações. Por exemplo: a LRO (Orbitador de Reconhecimento Lunar), sonda da Nasa que orbita a Lua, já capturou imagens do local de pouso da Apollo 11.

No entanto, outras sondas de outros países já registraram imagens de expedições do homem à Lua. Em 2009, a Chandrayaan-1, sonda lunar da Índia, conseguiu imagens do local de pouso da Apollo 15, uma outra missão que levou pessoas em 1971, o que aponta a veracidade da operação por um órgão independente, sem qualquer vínculo com os Estados Unidos: a ISRO (Organização Indiana de Pesquisa Espacial).
Reprodução

As paisagens já foram capturadas por sondas lunares

A paisagem lunar não muda muito com o passar dos anos, pela ausência de uma atmosfera e condições naturais como mencionado previamente. Isso significa que sondas que orbitaram e pousaram na Lua também conseguiram capturar as mesmas paisagens que foram registradas pelos astronautas. É o caso da SELENE, uma sonda japonesa que orbitou a Lua, que conseguiu clicar uma série de imagens que quando mescladas, formam a base dos Montes Apenninus, que foram fotografados pela Apollo 15.
Reprodução
APOLLO 11 LUA ESPAÇO NASA

quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

The large Apollo 14 sample called “Big Bertha” holds a 2-centimeter chip thought to be from Earth.
NASA

Ancient Earth rock found on the moon

Rocha antiga da terra encontrada na lua

What may be the oldest-known Earth rock has turned up in a surprising place: the moon. A 2-centimeter chip embedded in a larger rock collected by Apollo astronauts is actually a 4-billion-year-old fragment of our own planet, scientists say.

“It’s a very provocative conclusion but it could be right,” says Munir Humayun, a cosmochemist at Florida State University in Tallahassee. The finding “helps paint a better picture of early Earth and the bombardment that modified our planet during the dawn of life,” says David Kring, a lunar geologist at the Lunar and Planetary Institute in Houston, Texas, and an author on a study published on 24 January in Earth and Planetary Science Letters.

Sometime after the rock formed, Kring says, an asteroid impact blasted it from Earth. It found its way to the moon, which was three times closer to Earth than it is today. The fragment was later engulfed in a lunar breccia, a motley type of rock. Finally, Apollo 14 astronauts returned it to Earth in 1971. 

Although geologists have found meteorites on Earth that came from the moon, Mars, and asteroids, “This is the first time a rock from the moon has been interpreted as a terrestrial meteorite,” says Elizabeth Bell, a geochemist at the University of California, Los Angeles, who was not part of the study.

Several years ago, a team led by Kring detected fragments of asteroids in similar moon rocks, so looking for pieces of Earth was a logical next step.
Trace elements in the rock’s minerals, which are a granitelike mix of quartz, feldspar, and zircon crystals, provided clues to its origin. By measuring uranium and its decay products in the zircons, the team dated the formation of the rock, while titanium levels helped reveal the temperature and pressure at the time. Still other trace elements, such as cerium, pointed to the amount of water likely to have been present.

The results, Kring says, indicate that the rock formed in a water-rich environment at temperatures and pressures corresponding to either 19 kilometers beneath the surface of Earth, or about 170 kilometers deep in the moon. Craig O’Neill, a geodynamicist at Macquarie University in Sydney, Australia, favors an Earth origin because a depth of 170 kilometers would be “crazy”—way below the moon’s crust, where granitic rocks could have formed.

A rocha não é a relíquia mais antiga da Terra: os cristais de zircônio do oeste da Austrália foram datados de 4,4 bilhões de anos, apenas 150 milhões de anos após a formação da Terra. Mas esses zircônios foram arrancados de suas rochas originais e transformados em novos materiais. Aqui, Kring diz, não há dúvida de que a rocha e seus zircônios se formaram ao mesmo tempo. "Temos certeza de que é uma rocha completa", diz ele. A rocha é tão antiga quanto as rochas mais antigas encontradas na Terra - rochas metamórficas do Canadá e da Groenlândia.

Bell diz que sua preservação não é tão surpreendente porque a Lua não tem o clima e os processos geológicos que apagam rochas antigas da Terra. Na verdade, ela diz, a lua pode ser um lugar melhor para procurar rochas antigas da Terra do que a própria Terra. Norm Sleep, geofísico da Universidade de Stanford, em Palo Alto, Califórnia, concorda. Ele diz que, embora os meteoritos da Terra provavelmente constituam uma fração minúscula do material da superfície da lua, eras de impactos de asteróides subseqüentes os agitaram por todo o solo lunar, tornando mais fácil encontrar um pequeno pedaço de Terra em uma amostra aleatória de lua.

Se a rocha é verdadeiramente terrestre, ela contém pistas sobre um tempo antigo chamado Hadeano. Para começar, confirma que a Terra estava sendo atingida por asteróides grandes o suficiente para explodir rochas até a lua. Também mostra que as rochas graníticas que compõem os continentes da Terra já estavam se formando, diz Kring. "Isso é uma coisa grande."

Kring believes other scientists will soon be combing the Apollo moon rocks for bits of early Earth. Only a small fraction of the 382 kilograms of rocks brought back by the moonwalkers have been studied, he says, and analytical techniques are constantly improving. “I think we are going to get a little library of fragments of the early Earth emerging in the next few years,” he says.
Posted in:
doi:10.1126/science.aaw8383