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sábado, 3 de novembro de 2012

[Paleontology • 2011] Oxalaia quilombensis • A new dinosaur (Theropoda, Spinosauridae) from the Cretaceous (Cenomanian) Alcântara Formation, Cajual Island, Brazil

A life restoration of Oxalaia quilombensis.
(Image: Elaine Machado)
Abstract
A new spinosaurid taxon, Oxalaia quilombensis gen. et sp. nov., is described based on the anterior part of a snout and a fragment of a maxilla. These specimens were collected at the Laje do Coringa site, Late Cretaceous (Cenomanian) of the São Luis Basin. Unlike Cristatusaurus and Suchomimus, Oxalaia quilombensis lacks serrations on the teeth. The new species differs from Angaturama limai by having the anterior part of the premaxillae more expanded and by lacking a sagittal premaxillary crest. It further differs from Spinosaurus cf. S. aegyptiacus and the Algerian spinosaurid by the rounder shape of the terminal expansion. Furthermore, xalaia quilobensis has one functional tooth followed by two replacement teeth, a feature not previously observed in theropods. Oxalaia quilombensis appears to be more closely related to the spinosaurids found in North Africa than to the Brazilian members of this clade and thus further increases the diversity of these enigmatic predatory dinosaurs in this country.
Key words: Dinosauria, Spinosauridae, Oxalaia quilombensis, Cenomanian, Brazil.
SPINOSAURIDAE Stromer 1915
sensu Sereno et al. 1998
Oxalaia gen. nov.
Etymology: The generic name comes from Oxalá, the most respected masculine deity in the African pantheon, introduced in Brazil during slavery.
Type species: Oxalaia quilombensis sp. nov.
Diagnosis: as for the type and only species. Oxalaia quilombensis sp. nov.
Etymology: The generic name is derived from the Portuguese expression quilombo, the place where the quilombola (the descendants of former Brazilian slaves) live. The Cajual Island, where the specimens of this
new taxon were collected, is one of these places.
 Kellner, Alexander W.A.; Sergio A.K. Azevedeo, Elaine B. Machado, Luciana B. Carvalho and Deise D.R. Henriques (2011). "A new dinosaur (Theropoda, Spinosauridae) from the Cretaceous (Cenomanian) Alcântara Formation, Cajual Island, Brazil". Anais da Academia Brasileira de Ciências 83 (1): 99–108. doi:10.1590/S0001-37652011000100006 

quarta-feira, 16 de março de 2011

Com 14 m e 7 t: descoberto maior dinossauro carnívoro do Brasil
16 de março de 2011 13h34 atualizado às 14h24 

 

Batizada de  Oxalaia quilombensis , a espécie faz parte do grupo de dinossauros com crânio alongado e espinhos que formam uma espécie de vela nas .... Foto: Museu Nacional/Divulgação Concepção artística mostra como seria o dinossauro, que viveu há cerca de 95 milhões de anos
Foto: Museu Nacional/Divulgação

O Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) anunciou nesta quarta-feira a descoberta do maior dinossauro carnívoro já encontrado no Brasil. Batizada de Oxalaia quilombensis, a espécie faz parte do grupo de espinossaurídeos, dinossauros com crânio alongado e espinhos que formam uma espécie de vela nas costas.
Acredita-se que o animal, que media entre 12 e 14 m (do crânio à ponta da cauda) e pesava entre 5 e 7 t, viveu há cerca de 95 milhões de anos, no litoral do Maranhão. Antes da descoberta do Oxalaia quilombensis, o maior dinossauro carnívoro brasileiro era o Pycnonemosaurus, que media 9 m.

Segundo a pesquisadora Elaine Machado, do Museu Nacional, a espécie foi identificada a partir de um conjunto de fósseis, com partes do maxilar e dentes do dinossauro, encontrado em 1999 na Ilha do Cajual, no Maranhão. A identificação da espécie e a divulgação da descoberta, no entanto, demoraram 12 anos.
"Ele era o réptil dominante da Ilha do Cajual. E esse é um grupo de dinossauros que desperta grande interesse não só aqui no Brasil quanto lá fora, porque tem características diferentes de outros dinossauros carnívoros. E, por ter sido uma das estrelas do filme Jurassic Park, ele chama muita atenção", disse.

O dinossauro brasileiro também é considerado o segundo maior espinossaurídeo do mundo, ficando atrás apenas do Spinosaurus aegyptiacus, identificado em 1915, no Egito. Duas espécies de espinossaurídeos já haviam sido descobertas no Brasil, na Bacia do Araripe: Irritator challengeri e Angaturama limai. O nome Oxalaia é uma homenagem à divindade africana Oxalá e quilombensis remete ao fato de que a Ilha do Cajual já foi um quilombo, onde viveram descendentes de escravos.
Também foram anunciadas nesta quarta-feira, na Academia Brasileira de Ciências, mais três descobertas paleontológicas brasileiras. Entre elas está uma nova espécie de crocodiloformo (antepassado dos crocodilos) de 80 milhões de anos, chamado de Pepesuchus deisae. O crânio do réptil foi encontrado na Bacia Bauru, em São Paulo.
Outra descoberta foi o fóssil, de 7 mm, de um maxilar com sete dentes de um lagarto pré-histórico, ocorrida em Presidente Prudente, em São Paulo. A espécie batizada de Brasiliguana prudentis, que media de 15 a 20 cm, viveu entre 70 milhões e 80 milhões de anos atrás.
Também foi anunciada a descoberta de penas fósseis de dinossauros de 115 milhões de anos, na Bacia do Araripe.