A classificação dos seres vivos em três domínios agrupa os organismos procariontes nos Domínios Archaea e Bacteria, e os eucariontes, no Domínio Eukarya.
As bactérias estão incluídas no Domínio Bacteria
Tradicionalmente, utilizamos a classificação dos seres vivos em cinco reinos: Reino Monera, Reino Protista, Reino Fungi, Reino Plantae e Reino Animalia. Essa classificação, apesar de ser bastante difundida, apresenta alguns problemas, como é o caso da maioria dos sistemas de classificação. É por isso que novos sistemas são frequentemente criados, a exemplo da classificação em três domínios, da qual trataremos a seguir.
→ Classificação em três domínios
Os domínios são uma categoria superior a reino e dividem os seres vivos em três grupos diferentes: dois grupos de procariontes e um grupo de eucariontes. Essa classificação em domínios foi proposta por Carl Woese,em 1977, um pesquisador que utilizava a filogenia molecular para apoiar suas conclusões.
De acordo com essa classificação, existem três domínios: o Domínio Archaea, Domínio Bacteria e o Domínio Eukarya.
Domínio Archaea: Nesse grupo, encontramos os procariontes que vivem em ambientes extremos, motivo pelo qual são chamados de extremófilos.Esses organismos são encontrados em locais com temperatura muito elevada ou, ainda, locais ricos em metano ou enxofre. Entretanto, vale salientar que existem Archaea em ambientes não extremos. Ainda nesse grupo, são encontrados apenas organismos unicelulares, com nutrição autotrófica ou heterotrófica.
Inicialmente, acreditava-se que Archaea eram ancestrais das bactérias, entretanto, hoje sabe-se que esse grupo é o mais próximo evolutivamente dos eucariontes.
Domínio Bacteria: existe, nesse grupo, uma grande quantidade de organismos procariontes, os quais incluem as bactérias causadoras de doença em humanos e aquelas encontradas no ambiente em geral, como água e solo. Nesse grupo, encontramos apenas organismos unicelulares e que possuem nutrição autotrófica ou heterotrófica.
Domínio Eukarya: Nesse domínio, encontramos todos os seres eucariontes, ou seja, os organismos que apresentam núcleo celular verdadeiro. Todos os protozoários, algas, fungos, plantas e animais estão incluídos nesse grupo. Encontramos nesse domínio, portanto, organismos uni ou pluricelulares, e com nutrição autotrófica ou heterotrófica.
→ O que os domínios mudam na classificação em cinco reinos?
Utilizando a classificação de domínio, percebemos que o Reino Monera deixa de existir, uma vez que ele foi dividido em dois domínios. Outro grupo que não é mais considerado pelos pesquisadores é o chamado Reino Protista, porém o termo, que não significa uma categoria taxonômica, pode ser usado para identificar os organismos eucariontes unicelulares e as algas multicelulares.
quinta-feira, 21 de julho de 2022
Qual a diferença entre DNA e RNA?
Atualizado em 02/07/2022 - Por: Marcus Cabral
Imagem: Pixabay
A genética é uma importante área da biologia e, para entendê-la melhor, é fundamental conhecer os conceitos, funções, aplicações e diferenças entre DNA e RNA, dois ácidos nucleicos essenciais para a criação e reprodução da vida.
O DNA (ácido desoxirribonucleico) é o material genômico das células, ou seja, ele contém as informações genéticas usadas no desenvolvimento e funcionamento de todos os organismos vivos conhecidos. O DNA, juntamente com o RNA e as proteínas, é uma das três principais macromoléculas essenciais para a vida.
A maior parte do DNA está localizada no núcleo, embora uma pequena quantidade possa ser encontrada nas mitocôndrias (DNA mitocondrial). Dentro do núcleo das células eucarióticas, o DNA é organizado em estruturas chamadas cromossomos. Já o conjunto completo de cromossomos em uma célula compõe seu genoma. O genoma humano possui aproximadamente 3 bilhões de pares de bases de DNA, organizados em 46 cromossomos. A informação transportada pelo DNA é mantida na sequência de pedaços de DNA, chamados genes.
Estrutura do DNA
A molécula de DNA é composta por três substâncias químicas: as bases nitrogenadas, chamadas Adenina (A), Timina (T), Citosina (C) e Guanina (G); a pentose, que é um açúcar que possui moléculas formadas por cinco átomos de carbono; e o fosfato, um radical de ácido fosfórico.
Os dois filamentos que constituem o DNA enrolam-se um sobre o outro, unindo-se através de pontes de hidrogênio, que se formam entre as quatro bases nitrogenadas dos nucleotídeos. As bases nitrogenadas possuem um ou dois anéis, que apresentam átomos de nitrogênio, e estão classificadas em dois grupos: as pirimidinas e purinas.
Como dissemos anteriormente, O DNA é extremamente importante para os seres vivos, pois armazena e transmite as informações genéticas.
O DNA também funciona como molde para a síntese da molécula de RNA. O DNA, portanto, é crucial para a síntese de proteínas, uma vez que contém as informações que comandam a síntese de RNA e o RNA, por sua vez, coordena a produção desses polipeptídeos.
DNA e RNA: estruturas
O que é RNA?
Assim como o DNA, o RNA é um ácido nucleico, no caso, ácido ribonucleico. Essa molécula é crucial na síntese de proteínas, já que ela funciona como uma mediadora capaz de expressar as informações presentes no DNA. A molécula de RNA é formada a partir da molécula de DNA, no processo chamado de transcrição, que ainda veremos de forma mais detalhada.
Estrutura do RNA
O RNA é composto por uma cadeia de nucleotídeos. Cada um dos nucleotídeos, por sua vez, é formado por um grupo fosfato, um açúcar e uma base nitrogenada. No RNA, o açúcar é a ribose, e as bases nitrogenadas são a adenina, guanina, citosina e uracila. Assim como no DNA, os nucleotídeos estão ligados entre si por ligações fosfodiéster, ou seja, pontes de fosfato .
No entanto, é preciso ressaltar as diferenças entre RNA e o DNA. O açúcar encontrado no DNA é a desoxirribose, já no RNA, como você viu acima, é a ribose. Outra diferença importante é o fato de que o DNA é composto por uma dupla fita, enquanto o RNA é formado por uma fita única. Além disso, a Uracila só aparece no RNA.
Tipos de RNA
São três, os tipos de RNAs:
RNA mensageiro (RNAm)
O RNA mensageiro é responsável por codificar as proteínas, pois carrega as informações do DNA. Simplificadamente, é o RNAm que é traduzido no processo de formação das proteínas.
RNA transportador (RNAt)
Também chamado de RNA de transferência,o RNA transportador é o responsável por levar os aminoácidos que formarão a nova proteína. O RNAt identifica a sequência de três nucleotídeos que codificam um aminoácido (códon) e garante que o aminoácido correspondente àquela informação seja adicionado à cadeia em formação.
RNA ribossomal (RNAr)
O RNA ribossomal forma os ribossomos, que são os locais onde ocorrem a síntese de proteínas. Além disso, cerca de 80% do RNA presente na célula é desse tipo.
Replicação e transcrição do DNA
A divisão celular é essencial para que as células se multipliquem e os organismos cresçam. A replicação do DNA deve ocorrer para transmitir fielmente o material genético para as células descendentes.
Para que o processo de replicação aconteça, o DNA desenrola-se parcialmente, dessa forma, é iniciada a síntese de uma nova fita, a partir da fita de DNA já existente. Esse processo é considerado semi conservativo, afinal o novo DNA formado apresenta uma fita do DNA original, mas também uma nova.
Passando ao processo de transcrição, o DNA é usado para a formação de uma molécula de RNA. Nessa ação, o DNA abre-se em um ponto, e uma das fitas é usada como molde para a síntese de RNA. À medida que o RNA é transcrito, o DNA vai se fechado novamente.
Transcrição do DNA para RNA
Agora vamos entender melhor como ocorre a transcrição do DNA para RNA.
Reconhecimento da fita molde de DNA
Primeiramente, o DNA e as polimerases do RNA (enzimas catalisadoras da reação) estão livres na célula e podem se encontrar ao acaso, porém a transcrição só tem início quando a enzima encontra e liga-se a fita molde de DNA. Quando isso acontece, a dupla-hélice é desenrolada e as fitas são separadas.
Início da transcrição
Em seguida, a polimerase ligada à fita inicia o processo de transcrição, adicionando os primeiro nove nucleotídeos da seqüência de RNA. Essa fase é chamada de fase de iniciação.
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Elongação
Logo após a produção de aproximadamente nove nucleotídeos, a polimerase do RNA passa a se deslocar pela molécula de DNA, desenrolando sua hélice e produzindo uma molécula de RNA, cada vez mais alongada. O DNA já transcrito volta a ser enrolado, quase que imediatamente, recompondo a sua dupla-hélice. Esse processo é chamado de fase de elongação.
Término
Quando a polimerase do RNA encontra a seqüência de terminalização, o RNA para de ser transcrito. A partir desse momento, nenhuma outra base nitrogenada é incorporada ao RNA. A seqüência de DNA que contém os genes sinalizadores do término é chamada de região terminalizadora.