Mostrando postagens com marcador solventes. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador solventes. Mostrar todas as postagens

domingo, 18 de dezembro de 2016

Petroquímica

Por Marcus Cabral
 
A petroquímica é a área da química relacionada aos derivados de petróleo e sua utilização na indústria. É uma área muito importante, já que trata de combustíveis, cuja demanda cresce diariamente.
Plataforma de petróleo. Foto: claffra / Shutterstock.com
Plataforma de petróleo. Foto: claffra / Shutterstock.com
O petróleo deve passar por processos para que o seu aproveitamento energético seja possível, a saber: separação, conversão e tratamento.

A indústria petroquímica objetiva a transformação do petróleo na maior diversidade de produtos possíveis, com o menor custo e a maior qualidade.

Esse processo por que passa o petróleo é chamado refinamento e ocorre na refinaria, podendo resultar na produção de GLP, Gasolina, Querosene, Diesel, Óleo Combustível, dentre outros.

Os três passos básicos da petroquímica são a extração de petróleo, o refino e sua transformação num produto, embora pareça simples, porém, o procedimento entre a matéria-prima o produto comercializável inclui mais de 45 etapas.

O petróleo constitui uma composição de hidrocarbonetos que pode se mostrar em fase gasosa (Gás natural), líquida (óleo) ou sólida (xisto). Geralmente, é no formato liquido que o petróleo é encontrado e que serve a toda a indústria.

O processo de separação é aquele que isola as famílias de hidrocarbonetos realizando o que se chamam frações, sem qualquer reação química.

Já, no processo de conversão ocorrem diversas reações químicas nas frações e são gerados novos grupos de hidrocarbonetos.

No processo de tratamento são eliminadas quaisquer impurezas nas frações e no óleo cru, através de conversões químicas.
Os processos envolvidos no refino de petróleo são:
  • Destilação: ocorre através do fornecimento de calor e resulta na decomposição do petróleo em diversos produtos finais, assim como vapores e líquidos. São obtidas frações, isto é, misturas de hidrocarbonetos.
    • Dentro dos equipamentos de destilação encontra-se a dessalgadora, que através de processos líquido e elétrico, separa o produto em líquidos e óleos.
    • A Torre de Destilação Atmosférica separa componentes através da vaporização e condensação, obtendo produtos diferentes.
    • A Torre de Destilação à Vácuo aquece o resíduo da Torre de Destilação Atmosférica, causando a vaporização do gasóleo contido.
  • Extração de solventes: um dos processos desta etapa é a desasfaltação do propano, que objetiva a extração líquido-líquido e recupera as frações oleosas ricas em asfaltenos. O resíduo deste processo pode ser usado em óleos combustíveis e asfaltamento de ruas.
  • Processo de conversão: é a geração de novos produtos através de processos químicos de quebra de moléculas;
  • Craqueamento catalítico: é a quebra de moléculas com a utilização de catalisadores, para transformar as frações mais pesadas em outras, mais leves. Os produtos obtidos neste processo são: Gás combustível, Nafta, óleo leve; óleo decantado.
  • Reforma catalítica: refino através de catalisadores que resultam em obtenção de gasolina com elevado índice de octana ou um produto rico em hidrocarbonetos aromáticos nobres, como o benzeno. São realizadas as etapas abaixo: 
    • Seção de pré-tratamento: remoção das impurezas como oxigênio e metais.
    • Seção de reforma: processos que resultam na formação de coque.
    • Seção de estabilização: separação entre o gás combustível e o reformado catalítico líquido.
  • Coqueamento retardado: processo que visa a valorização econômica dos óleos pesados. Etapa cada vez mais em uso, já que a maior parte dos óleos crus é pesada.
Essa fase resulta em produtos semelhantes ao craqueamento catalítico.

As frações menores são ainda tratadas para a obtenção de produtos derivados do petróleo, como querosene e óleo diesel.

Fonte: ANTUNES (2007).

quinta-feira, 15 de setembro de 2016



                Solventes
Autora: Amanda Luiza Fávero - 9º A - E.E. Ignácio Zurita Júnior



De onde veio? 

Os solventes começam a ser utilizados como droga de abuso por volta de 1960 nos Estados Unidos. No Brasil, o uso de solventes aparece no período de 1965-1970.
O clorofórmio e o éter chegaram a servir como drogas de abuso em outros tempos e depois seu uso foi praticamente abandonado.
O hábito voltou com os lança-perfumes trazidos da Argentina. O clorofórmio é conhecido desde 1847 como anestésicos, mas foi abandonado porque surgiram outros mais eficientes e seguros.
Assim também ocorreu com o éter. Há referências ao abuso do éter como substituto do álcool durante a Segunda Guerra Mundial na Alemanha.
Por volta de 1960, os lança-perfumes, que eram feitos de Cloreto de Etila, começaram a ser aspirados para dar sensação de torpor, tontura e euforia. O Quelene, anestésico local, formava par com o lança-perfume e era empregado fora das épocas de carnaval, quando a disponibilidade dos lança-perfumes era menor.
Por volta de 1965, o governo brasileiro proibiu a fabricação dos lança-perfumes e do Quelene. Contudo, começou a surgir referências ao retorno do uso de lança-perfumes, só que como um produto à base de clorofórmio e éter.

O que é?

Líquidos que evaporam e são inalados, estão presentes em esmaltes de unha, cola de sapateiro, removedores de tinta, lança-perfume, loló, acetona, etc.
A pessoa fica eufórica, agitada, com tonturas e perturbações auditivas e visuais. Podem aparecer também náuseas, espirros, tosse, salivação intensa e o rosto fica vermelho.
Como é usada?
O uso destas drogas de forma abusiva é feito através da introdução da droga em sacos plásticos, isto para os solventes de colas, esmaltes e vernizes, ou aspirando-se produtos puros colocados em lenços ou trapos. Os inalantes também são colocados em lenços ou trapos e inalados, levando-se diretamente à boca e ao nariz. Os efeitos sentidos pelo usuário são rápidos e bastante fortes; demoram a fazer efeito apenas alguns segundos e os estes efeitos duram de 15 a 60 minutos, dependendo do produto, da sua pureza e da quantidade usada.
Efeitos adversos
Convulsões, ataque cardíaco e o contato com o líquido pode causar queimaduras na pele e no interior dos órgãos (boca, língua, traqueia).

Status
Ilícitas ou de uso indevido (no caso de produtos comerciais que contem solventes).

Pelo o que pode ser substituída?
Pelo lança-perfume, cola e loló.

Definição
Em geral, todo solvente é uma substância altamente volátil, ou seja, evapora-se naturalmente, por esse motivo pode ser facilmente inalado. Constituem-se por substâncias capazes de dissolver coisas e que pode ser aspirada pelo nariz ou pela boca. Outra característica dos solventes ou inalantes é que muitos deles (mas não todos) são inflamáveis.

Efeitos procurados
Como os solventes e inalantes são drogas depressoras do Sistema Nervoso Central, seu uso repetido causa ao usuário inicialmente uma estimulação, seguida de sedação, tontura, como, aquela sentida na embriaguez alcoólica, relaxamento muscular e bem estar. Didaticamente, a primeira fase é a da excitação.
Nela o usuário fica excitado, estimulado, agitado, com vontade de fazer tudo o que lhe vier à cabeça. Podem aparecer também nesta primeira fase, tonturas, vertigens, perturbações visuais, táteis e auditivas, que podem se transformar em alucinações, se o consumo de drogas for intenso, seguidas de enjoos, náusea, tosse, espirros e excessiva salivação.
Na fase seguinte com o uso destas substâncias aparece a depressão que, inicialmente, é caracterizada pelo aparecimento de desorientação, confusão mental, perda do autocontrole, palidez, voz pastosa. A depressão vai se aprofundando, e todos estes sintomas vão se tornando mais fortes, e o usuário perde a maioria dos reflexos, parecendo estar totalmente embriagado. No final do uso dos solventes e inalantes, o usuário entra em depressão tardia, chegando mesmo à inconsciência, queda de pressão, surtos e convulsões.
Muitas vezes o usuário não tem nem força para afastar o saco plástico ou trapo do nariz e da boca, continuando a inalar o produto, se intoxicando até a morte. A causa desta morte súbita é um ataque do coração, e é chamada de “síndrome da morte súbita por inalação”.
Efeitos no Organismo

Os efeitos dessas substâncias nas pessoas são, inicialmente, um estado de euforia e desinibição. Em seguida, o estado se altera, ficando a pessoa deprimida, confusa e desorientada, podendo ter alucinações auditivas e visuais. 

O uso abusivo dessas substâncias gera lesões nos:

• Neurônios cerebrais;

• Nervos periféricos;
• Fígado;

• Rins;

• Medula óssea;