quarta-feira, 16 de junho de 2010

Entenda a Fosseta loreal das serpentes




Existem alguns critérios básicos para distinguir serpentes peçonhentas de não peçonhentas a uma distância segura. O primeiro deles é a presença de um orificio entre o olho e a narina da serpente, denominado fosseta loreal ou lacrimal. Somente as serpentes peçonhentas possuem este órgão. Vale a pena ressaltar que existem serpentes peçonhentas que não possuem fosseta loreal, como é o caso das corais verdadeiras. Porém as corais possuem um padrão característico de anéis pretos, vermelhos e brancos ou amarelos, que não permitem nenhuma confusão.

A fosseta loreal ou lacrimal parece um orifício de cada lado da cabeça e daí que essas serpentes são popularmente chamados de "cobras-de-quatro-ventas". As jararacas, a cascavel e a sururucu (gêneros Bothrops, Crotalus e Lachesis) a possuem em comum.

A fosseta loreal é um órgão sensorial termorreceptor, permite às serpentes perceberem as diferenças de temperatura no ambiente. Ele é utilizado principalmente para perceber a presença de calor, o que permite à serpente caçar no escuro presas que tenham corpo quente (homeotérmicas), tais como mamíferos e aves. Assim, a fosseta loreal é um órgão termorreceptor vital para a sobrevivência da cobra.

Todas as serpentes dos gêneros que a possuem são providas de dentes inoculadores bem desenvolvidos e móveis, situados na porção anterior do maxilar. Os dois ramos da mandíbula são ligados apenas por músculos e pele, permitindo sua abertura ampla (HICKMAN, 2004). Quando o animal necessita engolir algo que é maior do que sua cavidade bucal normal, ele luxa essa articulação e afasta a sua mandíbula da maxila.

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