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quarta-feira, 16 de maio de 2012

Dendrocronologia

A dendrocronologia é a técnica que possibilita estimar a idade das árvores através da Contagem dos Anéis de Crescimento Anuais. Trata-se de um método de datação baseado na atividade cambial das árvores, expressa em relação aos processos fisiológicos, tais como a respiração e a fotossíntese, entre outros. Basicamente, consiste em contar o número de anéis de crescimento em seu tronco, sabendo-se que cada anel corresponde a um ano de vida do vegetal.

Alguns pesquisadores utilizam igualmente radiocarbonos para datar os períodos relativos de vida dos troncos das árvores mais antigas. A Contagem dos Anéis de Crescimento Anuais, no entanto, possui limitações causadas pelos fatores ambientais, já que os anéis de crescimento estão relacionados às variações sazonais. Assim, a técnica é mais precisa quando aplicada em espécies de regiões cujas estações são bem definidas, típicas do Hemisfério Norte, onde os anéis de crescimento representam em geral o incremento anual da árvore, e menos efetiva nas regiões tropicais.

Nas árvores tropicais, falsos anéis de crescimento ou anéis de crescimento incompletos podem ser originados em decorrência de fatores de estresse ambiental, como secas, geadas, inundações e queimadas, que interferem na atividade de crescimento. O crescimento vegetal está relacionado à disponibilidade de recursos ambientais, tais como água, luz, nutrientes, assim como às interações ecológicas, entre elas a competição.

As taxas de crescimento e a longevidade das árvores são altamente variáveis, o que impossibilita uma precisão absoluta em termos de datação. No entanto, algumas espécies podem passar dos 800 anos. Alguns exemplos: Pinus albicaulis: essa espécie de pinheiro, encontrada no Canadá, tem idade estimada em mais de 1100 anos. Sequoiadendron giganteum: a sequóia-gigante, que vive na Califórnia, é datada em 3000 anos. Pseudotsuga menziesii: encontrada no Rocky Mountain National Park, no Colorado, possui idade estimada em 820 anos.
 
 Outras espécies longevas são a Fitzroya cupressoides (3622 anos) e a Ficus religiosa (2217 anos). A mais antiga, no entanto, é a Pinus longaeva, estimada em 4844 anos, encontrada em Nevada e na Califórnia, nos EUA.
 
Segundo o Guia dos Curiosos, a árvore mais velha do Brasil é o jequitibá-rosa, que tem 3.020 anos, localizado no Parque Estadual de Vassununga, em Santa Rita do Passa-Quatro (SP).

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Métodos estratigráficos



Os métodos estratigráficos, têm grande importância nos estudos da evolução da Terra e podem também ser usados para conhecer e descrever material rochoso de determinada região.

Uma vez aplicados ao estudo das rochas, estes métodos estabelecem a correlações entre unidades estratigráficas, grande vantagem a nível estratigráfico.

Os métodos da estratigráfia podem diversificar-se em químicos, físicos e paleontológicos.

Com base em alguma pesquisa efectuada, farei então uma breve exposição sobre alguns deste métodos:

Métodos físicos:

Depósitos de varvas

Varvas são depósitos sedimentares finos, rítmicos. A sua cor varia entre tons mais claros e mais escuros de acordo com o seu teor de matéria orgânica. A sua ciclicidade indica os períodos sazonais, nois quais as zonas mais claras são as temporadas mais quentes e as mais escuros as temporadas mais frias.

Dendrocronologia

Dendrocronologia é o método quue diz respeito ao crescimento de árvores. Anualmente formam-se anéis de crescimento das árvores. A sua espessura poderá variar, sendo maior em em condições favoráveis; e com os anéis menos espessos, em "piores" condições.

Liquenometria

Método utilizado principalmente em estudo de avanços glaciares. A liquenometria avalia o diâmetro de liquens de grande longevidade.

Tefrocronologia

Método que implica a individualização das camadas de tefra, material piroclástico projectado em erupções vulcânicas que forma uma camada utilizadas como guias em estudos estratigráficos.

Radiocronologia


Chamado de "datação absoluta", é feito pelo de estudo de elementos isótopos, no processo de decaimento radiactivo.

Magnetostratigrafia


Faz o estudo das características magnéticas de rochas de diferentes idades. Sabendo-se que há inversões na polaridade do campo magnético terrestre, ciclicamente.

Resistividade


A resistividade eléctrica dos materiais é uma medida correspondente à reacção que estes têm ao fluxo de corrente eléctrica. As rochas possuem uma alta resistividade. Mas, nem todas correspondem da mesma maneira, podendo tornar-se uma característica que pode diferenciar camadas sem estarem afloradas.

Estratigrafia Sísmica

A estratigrafia sísmica consiste na emissão, recepção e registo de ondas que atravessam o material. Este corresponde de maneira diferente conforme a sua estrutura e constituição. Assim, é possível identificar estruturas constituintes do subsolo.

Termoluminiscência

É a propriedade que os minerais têm ao emitir luz quando expostos a baixa temperatura. Através da comparação da intensidade da radiação nuclear com a da termoluminiscência, pode determinar-se a idade do último aquecimento que o mineral sofreu. Este método é útil para a vulcanologia e arqueologia essencialmente.



Métodos químicos:

Teor de flúor nos ossos

Raceminação de aminoácidos

Estes métodos são utilizados através do estudo dos elementos constituintes de organismos, particularmente fósseis, que nos ajudam a estabelecer datações por medições radiométricas.

O conjunto destes métodos dá-nos a possibilidade de estabelecer correlações, fazer correspondência, temporal ou contemporaneidade, entre unidades litológicas mais ou menos afastadas geologicamente.
A auto-correlação trata-se do acompanhamento da continuidade de uma camada ou de uma sequência sedimentar.

Tendo em atenção à possível insuficiência quanto à semelhança de fácies para o estabelecimento de correlação sincronas, as unidades dizem-se sincrónicas quando:

- há continuidade e passagem lateral entre elas;

- as unidades mesmo de fácies diferentes estão enquadradas por outras equivalentes;

- possuem fósseis característicos da mesma idade;

- são da mesma idade segundo determinações radiométricas.



Bibliografia:

VERA TORRES, J. A. (1994) - Estratigrafia, principios e métodos. Ed. Rueda, Madrid

http://geopor.pt/gne/geocabula/faqs/tilito.html

http://www.oceanografia.ufba.br/ftp/Geologia_Marinha/AULA_6%20_Metodos_Datacao.pdf

http://estpal08.blogspot.com/