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sábado, 20 de abril de 2019

Dendrologia: estudando o passado através das árvores

O que é dendrologia? 

O termo dendrologia vem do grego, onde “dendro” é árvore e “logia” é estudo. O termo foi criado em 1668 por Ulisse Aldrovandi (fundador natualista italiano do Jardim Botânico de Bolonha) com a publicação de Dendrology. 

Conforme a árvore se desenvolve ao longo dos anos ela gera anéis. Os anéis são formados por a partir das camadas que ficam ao tempo, isso é, qualquer efeito natural ou antrópico, fica visível em seus anéis conforme o passar do tempo. 

Por exemplo, se houver fenômenos que afetam a árvore como inundações, incêndios, deslizamentos de terra, aquelas cicatrizes permanecem na crosta, mas à medida que cresce, são deixados dentro do tronco, de modo que você pode saber o que aconteceu no passado . 

Dendrocronologia

A dendrocronologia é uma técnica de datação que se baseia nos anéis de crescimento das árvores. Este anéis são bem distintos nalgumas árvores que crescem em zonas de clima temperado, com estações do ano bem definidas e resultam da variação da velocidade de crescimento do tronco ao longo do ano.

Dendrogeomorfologia


Existe um estudo que é baseado nos anéis das árvores, é conhecido como dendrogeomorfologia, onde consiste em investigar acontecimentos geológicos/geográficos. Os anéis é uma fonte muito importante de dados para estudos territoriais, urbanos, de infraestrutura ou de manejo natural. 

Dendroclimatologia 

Sabemos que através dos anéis é capaz de calcular a idade das árvores, mas a verdade é que não é bem assim. Os anéis escuros são formados no inverno, é uma madeira mais densa e compacta que serve para proteger a árvore do inverno, enquanto os anéis claros são formados no verão, gerando assim partes menos compactas da árvore. 

Os anéis claros são mais largos porque a árvore desfruta de boas temperaturas e nutrientes, tendo uma ótima atividade biológica na qual permite que ela se desenvolva mais rapidamente. Em épocas de secas, quando o nível de água disponível pode ser menor, os anéis são claros são mais estreitos, isso pode ser uma amostra de seca histórica. 

Já em consideração para períodos de inverno, anéis escuros e muito largos pode refletir que houve um inverno longo e severo, desta mesma maneira funciona para anéis claros, de acordo com sua largura, refletem verões mais ou menos longos. 


A mudança climática pode ser estudada através desses bioindicadores, porque o tronco demonstra essas mudanças, tanto que mesmo as árvores fósseis nos permitem estudar o clima das eras passadas. 

É importante dizer que não é necessário cortar árvore para fazer esse tipo de estudo, pois é usado um trado que permite que uma testemunha interna seja extraída da madeira, deixando a árvore intacta.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Dendrocronologia

A dendrocronologia é a técnica que possibilita estimar a idade das árvores através da Contagem dos Anéis de Crescimento Anuais. Trata-se de um método de datação baseado na atividade cambial das árvores, expressa em relação aos processos fisiológicos, tais como a respiração e a fotossíntese, entre outros. Basicamente, consiste em contar o número de anéis de crescimento em seu tronco, sabendo-se que cada anel corresponde a um ano de vida do vegetal.

Alguns pesquisadores utilizam igualmente radiocarbonos para datar os períodos relativos de vida dos troncos das árvores mais antigas. A Contagem dos Anéis de Crescimento Anuais, no entanto, possui limitações causadas pelos fatores ambientais, já que os anéis de crescimento estão relacionados às variações sazonais. Assim, a técnica é mais precisa quando aplicada em espécies de regiões cujas estações são bem definidas, típicas do Hemisfério Norte, onde os anéis de crescimento representam em geral o incremento anual da árvore, e menos efetiva nas regiões tropicais.

Nas árvores tropicais, falsos anéis de crescimento ou anéis de crescimento incompletos podem ser originados em decorrência de fatores de estresse ambiental, como secas, geadas, inundações e queimadas, que interferem na atividade de crescimento. O crescimento vegetal está relacionado à disponibilidade de recursos ambientais, tais como água, luz, nutrientes, assim como às interações ecológicas, entre elas a competição.

As taxas de crescimento e a longevidade das árvores são altamente variáveis, o que impossibilita uma precisão absoluta em termos de datação. No entanto, algumas espécies podem passar dos 800 anos. Alguns exemplos: Pinus albicaulis: essa espécie de pinheiro, encontrada no Canadá, tem idade estimada em mais de 1100 anos. Sequoiadendron giganteum: a sequóia-gigante, que vive na Califórnia, é datada em 3000 anos. Pseudotsuga menziesii: encontrada no Rocky Mountain National Park, no Colorado, possui idade estimada em 820 anos.
 
 Outras espécies longevas são a Fitzroya cupressoides (3622 anos) e a Ficus religiosa (2217 anos). A mais antiga, no entanto, é a Pinus longaeva, estimada em 4844 anos, encontrada em Nevada e na Califórnia, nos EUA.
 
Segundo o Guia dos Curiosos, a árvore mais velha do Brasil é o jequitibá-rosa, que tem 3.020 anos, localizado no Parque Estadual de Vassununga, em Santa Rita do Passa-Quatro (SP).