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sexta-feira, 16 de novembro de 2012

E is for Eotriceratops


The reconstructed skull of Eotriceratops. The actual specimen is not complete, but, based on the recovered elements and the dinosaur’s relationships, we know the dinosaur would have looked similar to Triceratops. Photo by Roland Tanglao, image from Wikipedia.

Triceratops is among the most cherished of dinosaurs. Even that might be a bit of an understatement. Fossil fans threw a conniption when they mistakenly believed that paleontologists were taking the classic “three-horned face” away, after all. But where did the charismatic chasmosaurine come from? Triceratops didn’t simply spring from the earth fully formed–the ceratopsid was the descendant of a long tail of evolutionary forerunners. And in 2007, paleontologist Xiao-chun Wu and collaborators described a 68-million-year-old dinosaur that might represent what one of the close ancestors of Triceratops was like–Eotriceratops.

In 2001, while on an expedition to search the Horseshoe Canyon Formation around the Dry Island Buffalo Jump Provincial Park in Alberta, Canada, Glen Guthrie discovered the partial skeleton of a huge ceratopsid dinosaur. This was the first identifiable dinosaur skeleton found in the top quarter of the formation, and, as Wu and coauthors later argued, the bones represented a new species. They called the animal Eotriceratops xerinsularis.

Paleontological devotees know that “eo” translates to “dawn.” The tiny mammal Eohippus was the “dawn horse” (which Victorian anatomist Thomas Henry Huxley famously characterized for the steed of a tiny “Eohomo“), and there are plenty of dawn dinosaurs such as Eoraptor, Eodromaeus, Eobrontosaurus and Eolambia. The prefix is a kind of honorific, used to indicate the hypothesized beginning of a major lineage or significant change. In the case of Eotriceratops, Wu and colleagues found that the dinosaur was the oldest known member of the evolutionary ceratopsid club containing Triceratops, Torosaurus and Nedoceratops (which, depending on who you ask, may or may not be the same dinosaur).
The individual Guthrie found had fallen apart between death and burial. Aside from some vertebrae, ribs and ossified tendons, the scattered specimen was primarily represented by a dis-articulated skull. When reconstructed, though, the head of Eotriceratops stretched almost ten feet long–about a foot longer than the largest-known Triceratops skull. And while different in some characteristics, Eotriceratops had the same three-horned look of its later relatives Triceratops and Torosaurus.

This isn’t to say that Eotriceratops was directly ancestral to Triceratops, Torosaurus, Nedoceratops or whatever combination of the three paleontologists ultimately settle on. Eotriceratops could be the closest relative of Triceratops to the exclusion of Torosaurus, which would support the idea that those later dinosaurs were separate genera. 

Then again, Wu and coauthors pointed out that Eotriceratops might be the most basal member of the subgroup, which would make sense given that it was older than the other three genera. In either case, Eotriceratops can give us a rough idea of the Triceratops and Torosaurus prototype, but we lack the resolution to know if Eotriceratops was ancestral to any later dinosaur. Eotriceratops undoubtedly had some significance in the evolution of the last three-horned dinosaurs, but we need many more fossils to know this little-known dinosaur’s role in the story. Every dinosaur paleontologists find comes with a handful of answers and a myriad of new mysteries.

This post is the latest in the Dinosaur Alphabet series.
Reference:
Wu, X., Brinkman, D., Eberth, D., Braman. 2007. A new ceratopsid dinosaur (Ornithischia) from the uppermost Horseshoe Canyon Formation (upper Maastrichtian), Alberta, Canada. Canadian Journal of Earth Sciences 44: 1243-1265

sábado, 3 de março de 2012

Posted: 02 Mar 2012 08:22 PM PST
Crânio do Triceratops acima, Torosaurus abaixo
© PLoS ONE/ Longrich et al.

É pessoal, essa história de uma espécie ser a mesma que outra acaba em confusão no mundo da paleontologia, principalmente quando se trata de um caso controverso envolvendo espécies há muito consagradas, como é o caso do Triceratops ser a mesma espécie do Torossauro. E não é que agora os paleontólogos Nicholas Longrich e Daniel Field, da Universidade de Yale, estão contrariando oficialmente a pesquisa do Scannella sobre o assunto? Sim, sim, parece que as duas espécies não são a mesma!!! Ficou curioso? Leia o resto do artigo, o Ikessauro explica tudo com detalhes!

Para quem não está a par das notícias da pelontologia, vou recapitular brevemente o que aconteceu. Em 2010, Jack Horner, paleontólogo famoso por pesquisas com Hadrossaurídeos (em se tratando de terópodes ele é muito desacr
editado) e por sua consultoria ao filme Jurassic Park orientou um aluno de doutorado, John Scannella, na publicação de um artigo em que afirmavam que o Triceratops e o Torosaurus eram a mesma espécie e que as diferenças entre os fósseis eram explicadas pela idade dos animais. Eu até publiquei aqui no Ikessauro um artigo sobre a notícia (link abaixo), que você pode ler antes de dar continuidade a este artigo, a fim de entender melhor.
Bem, o que aconteceu como resultado disso tud
o? Muita confusão, pode acreditar. A mídia começou a noticiar tudo incorretamente, dizendo que o Triceratops (Marsh, 1889) não existia mais, quando na verdade o nome que cairia em desuso seria o do Torossauro (Marsh, 1891), pois o nome criado antes permanece.
Era um mal entendido atrás de outro e como na internet mitos se espalham facilmente a notícia logo ganhou destaque em todo site de jornais, revisas e afin
s. Muita gente reclamou, alguns ficaram de "luto" pelo Triceratops e outros não levaram a pesquisa a sério por haver muitos dados pouco consistentes. Mas ninguém havia se oposto oficialmente à hipótese, através de outro artigo científico. Isso mesmo, HAVIA, no tempo verbal passado. Porque essa semana Nicholas Longrich e Daniel Field, da Universidade de Yale publicaram um estudo fazendo exatamente isso, ou seja, tentando desmentir Horner e Scannella.
Eles afirmam ter estudado 35 espécimes diferentes pertencentes a ambas as espécies e concluíram que são duas criaturas diferentes de fato. O Dr. Longrich disse à BBC News o seguinte: "Nós olhamos em um monte de mudanças nos crânios que ocorreram à medida que os animais cresciam e usamos um software para organizar os crânios do mais jovem ao mais idoso".
"O que encontramos foi que existem sim jovens ex
emplares de Torosaurus e indivíduos muito velhos de Triceratops e isso contraria a ideia de que Torosaurus é um Triceratops adulto."
Crânios atribuídos ao Torossauro apresentam escudo ósseo maior com buracos enquanto que o do Triceratops é menor e sólido.
O Dr. Longrich argumenta que se fossem o mesmo animal, deveríamos encontrar espécimes transicionais em que o crânio está em um estágio intermediário, nem tão pequeno e sólido como o do Triceratops, nem tão grande com buracos são largos como do Torossauro. "Nós revisamos as evidências e não havia nenhuma prova ou indício de indivíduo em período de transição de Triceratops para Torossauro. Há dezenas e dezen
as de crânios e eu imagino que se uma dessas formas transicionais existissem realmente, já teríamos encontrado".
Mas em um ponto não conseguiram encontrar evidência conclusiva de que são duas espécies, que é no quesito de distribuição geográfica no registro fóssil. Fósseis atribuídos à ambas as espécies são encontradas exclusivamente na América do Norte e apesar de que em alguns sítios só uma espécie foi achada, a evidência pode ser interpretada de maneira a apoiar ambos os lados, ou seja, tanto pode indicar duas espécies diferentes quanto apenas uma.
Distribuição geográfica dos fósseis
Triceratops em laranja, Torossauro em azul
© PLoS ONE/ Longrich et al.

John Scannella, da Universidade Estadual de Montana não ficou calado e respondeu à nova pesquisa, dizendo não estar convencido de que ambos os dinossauros são uma única espécie. "Nada no artigo do Longrich e do Field falsifica a sinonimidade de Triceratops e Torosaurus," disse à BBC News.
"O Triceratops e o Torossauros se sobrepõem geograficamente e estratigraficamente; os Torosaurus são mais marudos que outros Triceratops, como demonstrado múltiplas vezes pela examinação da microestrutura dos ossos; e há vários espécimes intermediários que demonstram a transição do escudo sólido do Triceratops para o escudo expandido e furado observado no Torossauro."
Scannella também aponta que um artigo seu, de 2011, descreve o que ele vê como um Triceratops transicional mantido no Instituto Smithsonian, em Washington.
"O espécime apresenta um pequeno buraco no escudo onde Torosaurus tem um buraco grande, mas Longrich e Field sugerem que é simplesmente causado por doenças. Há muitos outros espécimes transicionais, muitos dos quais foram coletados nos últimos anos pelo Museu das Rochosas (Museum of the Rockies).
Michael Pittman do Departamento de Ciências da Terra da Universidade de Londres diz: "Em dinossauros herbívoros quadrúpedes, o esqueleto muda à medida que o animal cresce, isso acontece na maioria dos tetrápodes, incluindo em humanos. Então é importante que essas mudanças de crescimento sejam levadas em conta."
"O novo estudo mostra como os crânios desse grupo de dinossauros provavelmente cresceu e parece falsificar a hipótese de que o Torossauro é um Triceratops adulto. "Os métodos usados no estudo tem um propósito maior por ajudar a reconstruir séries de crescimento em outros dinossauros, o que poderia ajudar a testar hipóteses similares em outros grupos de dinossauros."
O Professor Paul Sereno, um paleontólogo da Universidade de Chicago, disse que a teoria da espécie única "nunca entrou direito na minha cabeça" e disse que a paleontologia às vezes vai longe demais ao eliminar criaturas "que merecem seu status como espécies separadas".
"Além do Torossauro não se encaixar direito na hipótese de um Triceratops geriátrico, os autores também nos lembram de outras características envolvendo os escudos osseos e forma das fenestras que diferem no Torossauro quando comparados a ossos do escudo e depressões nos crânios de Triceratops.
Enfim pessoal, essa é a novidade, o mais novo capítulo dessa "novela" que não se resolve facilmente. Eu diria que ainda vamos mais uns bons anos discutindo essas hipóteses até chegar a um consenso ou até que nova evidência suporte com muita força um dos lados. O artigo científico original (link abaixo) foi publicado na PLoS ONE, o que é boa notícia, pois o acesso é gratuíto. Vale a pena ler se souber bem inglês e manjar de termos técnicos da paleontologia. São apenas 10 páginas, dá pra baixar em PDF e tudo.

Retirei essa notícia do site da BBC News (link nas fontes), mas a tradução é toda minha (Patrick Król Padilha). Pode não ser a melhor tradução do mundo, mas fiz meu melhor, então caso repasse a notícia em português mesmo com suas próprias palavras ou resumido em outro site não esqueça de creditar o tradutor, pois pode não parecer, mas o trabalho de tradução é complexo e toma tempo. Valeu pessoal, até o próximo artigo!

Fonte

domingo, 19 de setembro de 2010

Are Torosaurus and Triceratops one and the same?

Sep 28, 2009 12:00 PM

A rare horned dinosaur known as Torosaurus may not be a distinct species, after all, according to a presentation given Friday at the annual meeting of the Society of Vertebrate Paleontology in Bristol, England.

Researchers have long recognized similarities between Torosaurus and Triceratops, the main dtriceratops skeletonistinctions being that Torosaurus is larger and has an expanded frill at the rear of the skull. But John Scannella, a doctoral student at Montana University, and his advisor, John R. Horner, have found that specimens attributed to the two species actually form a developmental continuum rather than falling into discrete groups. A Triceratops skeleton on display at the American Museum of Natural History in New York City, for example, exhibits a number of skull traits reminiscent of Torosaurus, including thin parietal bones and elongated squamosal bones. In addition, microscope examinations of thin slices of bone from Triceratops and Torosaurus specimens reveal that individuals attributed to Torosaurus are more mature than any of the ones assigned to Triceratops. Scannella and Horner therefore believe that the fossils that have been categorized as Torosaurus are just Triceratops individuals that reached mature adulthood before they died.


Scientists have wondered how two such similar groups could have shared the landscape—both ranged from Colorado to Saskatchewan at the end of the Cretaceous period. If Scanella and Horner are right, the answer is simply that the animals are one and the same species.

But the finding raises the question of why fossil hunters have recovered so few of the mature “Torosaurus” specimens—fewer than a dozen, compared to the many dozens of younger Triceratops. “If Torosaurus is Triceratops, then we’re finding a lot of animals that had a lot of growing up to do,” Scannella comments. Insights may come once researchers determine a more precise age at death for the individuals.


The finding provides more evidence that dinosaur diversity was declining before the animals became extinct, which, Scannella says, supports the idea that something other than an asteroid impact extinguished them.