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terça-feira, 9 de setembro de 2014

Arqueólogos encontram armadura feita de ossos com 3.900 anos na Rússia

Do UOL, em São Paulo-

  • Siberian Times/Daily Mail/Reprodução
    Traje de batalha de quase 4.000 anos foi encontrado em "perfeitas condições", afirmam arqueólogos Traje de batalha de quase 4.000 anos foi encontrado em "perfeitas condições", afirmam arqueólogos
Um traje de batalha pertencente a um antigo soldado siberiano foi descoberto próximo ao rio Irtysh em Omsk, na Rússia. A armadura é feita de ossos e servia de proteção para guerreiros durante a Idade do Bronze. Ela foi encontrada em "perfeitas condições", segundo pesquisadores, levando em consideração que possui entre 3.000 e 3.900 anos.

Arqueólogos russos afirmam que o artefato pode ter sido um troféu de guerra, uma vez que não foi enterrado no túmulo juntamente com o guerreiro para quem foi criado.
Acredita-se que a armadura foi feita com ossos de alces, veados e cavalos, mas investigações ainda estão sendo realizadas para confirmar a hipótese. "Ela poderia ter sido um presente, uma troca ou talvez um despojo de guerra", informou um cientista ao jornal "Siberian Times".
A armadura está sendo limpa e restaurada. "Esperamos para reconstruir uma cópia exata", disse o pesquisador Boris Konikov, curador de escavações.

Um ponto de discórdia entre especialistas é a razão de um bem tão precioso ter sido enterrado. O cientista Yury Gerasimov, do Instituto de Pesquisa em Arqueologia e Etnografia, afirmou que embora não haja nenhuma indicação de que o lugar onde a armadura foi descoberta tenha sido um local de culto, essa é a hipótese mais provável. "Armaduras tinham grande valor material. Não faz sentido que ela tenha sido enterrada ou escondida por tanto tempo porque as fixações e os ossos seriam arruinados", afirmou.
O sítio arqueológico onde a armadura foi achada inclui um complexo de monumentos pertencentes a diferentes épocas. Há assentamentos, cemitérios e oficinas de fabricação de vários itens. No local foram encontrados corpos enterrados que datam desde o período Neolítico Antigo até a Idade Média.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Projeto regulamenta profissão de arqueólogo

Proposta torna o exercício da profissão de arqueólogo privativo dos diplomados em bacharelado em arqueologia e dos pós-graduados em área de concentração em arqueologia.
Aguarda votação em decisão terminativa na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) o Projeto de Lei do Senado (PLS) 1/2014, que dispõe sobre a regulamentação da profissão de arqueólogo. De autoria da senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), a matéria está sendo relatada por Waldemir Moka (PMDB-MS), presidente da comissão.

O projeto torna o exercício da profissão de arqueólogo privativo dos diplomados em bacharelado em arqueologia no país e no exterior, desde que o título tenha sido revalidado no país, e dos pós-graduados em área de concentração em arqueologia, com monografia ou tese sobre arqueologia, e com pelo menos dois anos consecutivos de atividades científicas no campo profissional da arqueologia.

Também poderão exercer a profissão os diplomados em outros cursos de nível superior que, na data da publicação da futura lei, contem com pelo menos 5 anos consecutivos - ou 10 anos intercalados - de exercício de atividades científicas no campo profissional da arqueologia; e os que tenham concluído curso de especialização em arqueologia e contem com pelo menos 3 anos consecutivos de atividades nesse campo profissional.
A proposta estabelece como atribuições do arqueólogo, dentre outras: planejar, organizar, administrar, dirigir e supervisionar as atividades de pesquisa arqueológica; identificar, registrar, prospectar, escavar e proceder ao levantamento de sítios arqueológicos; executar serviços de análise, classificação, interpretação e informação científica de interesse arqueológico; chefiar, supervisionar e administrar os setores de arqueologia nas instituições governamentais de administração pública direta e indireta e de órgãos particulares; prestar serviços de consultoria e assessoramento na área de arqueologia; realizar perícias destinadas a apurar o valor científico e cultural de bens de interesse arqueológico, assim como sua autenticidade; coordenar, supervisionar e chefiar projetos e programas na área de arqueologia.

O projeto dispõe ainda sobre responsabilidades em pesquisa de campo e estabelece que em toda expedição ou missão estrangeira de arqueologia em território nacional será obrigatória a presença de um número de arqueólogos brasileiros que corresponda, pelo menos, "à metade do número de arqueólogos estrangeiros nela atuantes".

Para Vanessa Grazziotin, a regulamentação da profissão permitirá "a identificação dos profissionais competentes, facilitando, para a administração pública e para a iniciativa privada, a contratação do profissional certo para aquele projeto, programa ou exploração específica".

A autora informa que o Brasil tem atualmente mais de seis mil sítios arqueológicos identificados.
"Não podemos entregar ao abandono, à incompetência, aos furtos e à deterioração esses valores inestimáveis, fundamentais para o futuro do conhecimento e da cultura nacionais. Caso isso aconteça, iremos lamentar muito no futuro a perda de referências históricas importantes, com redução do potencial turístico e deterioração de nosso patrimônio comum, que, bem explorado, pode gerar emprego e renda para nossos cidadãos", argumenta a senadora.
Agência Senado - 24/04/2014