Mostrando postagens com marcador biologia celular. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador biologia celular. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 15 de julho de 2015

CICLO DE KREBS

O ciclo de Krebs é uma das fases da respiração celular que ocorrem na matriz mitocondrial dos organismos eucariontes.












O ciclo de Krebs, também chamado de ciclo do ácido cítrico, ou ciclo do ácido tricarboxílico, é uma das fases da respiração celular descoberta pelo bioquímico Hans Adolf Krebs, no ano de 1938. Essa fase da respiração ocorre na matriz mitocondrial e é considerada uma rota anfibólica, catabólica e anabólica.
No ciclo de Krebs, o ácido pirúvico (C3H4O3) proveniente da glicólise sofre uma descarboxilação oxidativa pela ação da enzima piruvato desidrogenase, existente no interior das mitocôndrias dos seres eucariontes, e reage com a coenzima A (CoA). O resultado dessa reação é a produção de acetilcoenzima A (acetilCoA) e de uma molécula de gás carbônico (CO2). Em seguida, o acetilCoA reage com o oxaloacetato, ou ácido oxalacético, liberando a molécula de coenzima A, que não permanece no ciclo, formando ácido cítrico.

Depois de formar o ácido cítrico, haverá uma sequência de oito reações onde ocorrerá a liberação de duas moléculas de gás carbônico, elétrons e íons H+. Ao final das reações, o ácido oxalacético é restaurado e devolvido à matriz mitocondrial, onde estará pronto para se unir a outra molécula de acetilCoA e recomeçar o ciclo.

Os elétrons e íons H+ que foram liberados nas reações são apreendidos por moléculas de NAD, que se convertem em moléculas de NADH, e também pelo FAD (dinucleotídeo de flavina-adenina), outro aceptor de elétrons.

No ciclo de Krebs, a energia liberada em uma das etapas forma, a partir do GDP (difosfato de guanosina) e de um grupo fosfato inorgânico (Pi), uma molécula de GTP (trifosfato de guanosina) que difere do ATP apenas por conter a guanina como base nitrogenada ao invés da adenina. O GTP é o responsável por fornecer a energia necessária a alguns processos celulares, como a síntese de proteínas.
Podemos concluir que o ciclo de Krebs é uma reação catabólica porque promove a oxidação do acetilCoA, a duas moléculas de CO2, e conserva parte da energia livre dessa reação na forma de coenzimas reduzidas, que serão utilizadas na produção de ATP na fosforilação oxidativa, a última etapa da respiração celular.

O ciclo de Krebs também tem função anabólica, sendo por isso classificado como um ciclo anfibólico. Para que esse ciclo tenha, ao mesmo tempo, a função anabólica e catabólica, as concentrações dos compostos intermediários formados são mantidas e controladas através de um complexo sistema de reações auxiliares que chamamos de reações anapleróticas. Um exemplo de reação anaplerótica é a carboxilação de piruvato para se obter oxalacetato, catalisado pela enzima piruvato carboxilase.

Ciclo de Krebs

Ciclo de Krebs
O Ciclo de krebs e a produção de energia para o trabalho celular.
O Ciclo de Krebs, ou também conhecido como ciclo do ácido cítrico por ser a primeira substância a ser formada durante o ciclo, é uma das etapas do processo da respiração celular dos organismos aeróbios, ocorrendo no interior das mitocôndrias das células eucariontes.

Devido o seu caráter metabólico, catabólico e anabólico, é considerado como rota anfibólica, de degradação e construção de substâncias com finalidade de produzir energia suficiente para as atividades desenvolvidas pela célula.

Esse ciclo composto por oito reações controladas enzimaticamente, tem seu início a partir da degradação por oxidação, uma reação do ácido oxalacético com a acetil-coenzima-A, substância originada na glicólise em consequência da ação catabólica da enzima desidrogenase sobre o piruvato (molécula altamente energética), produzindo duas moléculas de CO2.

O produto dessa oxidação origina uma molécula de citrato, mediador de um composto com cinco carbonos (cetoglutarato), que durante o percurso desse ciclo é quebrado liberando prótons receptados pelo NAD (aceptor intermediário de hidrogênios).

A degradação contínua e o cetoglutarato formam o alfa-cetoglutarato, molécula menos energética contendo quatro carbonos. No entanto, ainda quebrada, libera mais H+, recolhidos nesse momento pela molécula de FAD, finalizando o processo com a restituição do ácido oxalacético, enzima iniciadora do ciclo.

Além do dióxido de carbono são produzidos íons H+, conforme mencionado são absorvidos pelo NAD e FAD (NADH e FADH2), destinados às cristas mitocôndriais, onde ocorre a cadeia respiratória e produção de ATP.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Diferenciação Celular
Por Marcus Cabral
A diferenciação celular  é o processo em que as células de um organismo sofrem transformações em sua forma, função e composição, tornando-se tipos celulares especializados.
Fecundação
Fecundação

A vida inicia-se pela fecundação de um óvulo por um espermatozóide. Essa primeira célula formada inicia o processo de divisão até chegar à fase de oito células, na qual recebem a denominação de células-tronco totipotentes.
Todas essas células, se colocadas no útero, apresentam potencial  de desenvolver um ser completo.  Quando o embrião possui aproximadamente 100 células (o blastocisto – cinco dias após a fecundação), ocorre a primeira diferenciação: as células que encontram-se na parte externa se diferenciam e  tornam-se responsáveis pela formação dos anexos embrionários,  já a massa interna é composta por células-tronco pluripotentes – capazes de formar todos os tecidos, no entanto, não possui mais a capacidade de formar um ser completo.
A figura a seguir, ilustra a diferenciação das células pluripotentes.
Diferenciação celular de células pluripotentes
Diferenciação celular de células pluripotentes
O comando recebido pelas células que determina sua especificidade e como elas compreendem o seu destino dentro do organismo ainda são mistérios para a Ciência. O que é conhecido é que, de acordo, com o crescimento do embrião, as células iniciam a diferenciação nos vários tecidos: nervoso, sanguíneo, adiposo, muscular e ósseo.  E depois que se diferenciam, todas as células-filhas têm as mesmas características, por exemplo, células do fígado só dão origem a células hepáticas.  Essas células estão diferenciadas de modo terminal.
Durante a diferenciação, alguns genes são ativos enquanto outros são silenciados e essa definição depende de cada tecido. Essa especificidade também é outro objeto de pesquisa para a Ciência.

Fontes:
http://veja.abril.com.br/blog/genetica/sem-categoria/diferenciacao-celular/
http://www.mundodastribos.com/diferenciacao-celular-o-que-e.html
http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/citologia/diferenciacao-celular-2.php
http://marianarialto.files.wordpress.com/2008/10/imagem.jpg