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segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Auroque


auroque 
Nos tempos pré-históricos, os auroques eram muito difundidos na Europa. Suas ossadas foram encontradas em toda a parte. Era um animal impressionante, muito maior que os bovinos atuais. Os touros eram negros, com um tufo de pelos ondulados entre os chifres e sobre a nuca. As vacas eram menores, castanhas, manchadas de amarelo. Os bezerros apresentavam pelagem ruiva. Um animal desse tamanho tinha pouca chance de sobreviver com a civilização. Uma caça intensiva abateu o último exemplar por volta do ano de 1627.
Gravura encontrada no século XIX em Augsburg. Ela pode representar: um auroque; um cruzamento de boi com auroque; ou um boi com aparência de auroque
Gravura encontrada no século XIX em Augsburg. Ela pode representar: um auroque; um cruzamento de boi com auroque; ou um boi com aparência de auroque
destaque_auroque 
Em 1920, o diretor do Zoológico de Munique, na Alemanha, começou uma série de experiências destinadas a recriar o auroque. Não se tratava de proteger os últimos indivíduos para que eles se reproduzissem, como aconteceu com o bisão.

A intenção era reconstruir a raça, a partir dos seus descendentes, que, aliás, são todas as raças de bovinos domésticos. Foram feitos numerosos cruzamentos entre as mais primitivas raças, numa verdadeira seleção às avessas. O que ofereceu melhores resultados foi o da vaca de montanha escocesa com o touro de corrida espanhol. Resultou um animal bem semelhante ao auroque.
auroque2
O antigo auroque alcançava uma altura de cerca de 1,8 metro e comprimento de cerca de 3 metros. Pesava talvez uns 950 quilos. Cada um dos seus dois chifres podia ter mais de 75 centímetros de comprimento.
NOME COMUM: Auroque
NOME EM INGLES: Aurochs
NOME CIENTÍFICO: Bos primigenius primigenius
FILO: Chordata
CLASSE: Mammalia
ORDEM: Artiodactyla
FAMÍLIA: Bovidae
CARACTERÍSTICAS:
(auroque primitivo)
Comprimento: 3.10 m
Altura no garrote: 1.85 m
Peso: de 800 a 1 000 kg
Chifres em lira

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Unicórnio asiático reaparece após 10 anos, mas depois morre
A rara espécie saola foi descoberta em 1992 e corre risco de ser extinta
por John Platt
Cortesia da Unidade de Conservação de Bolikhamxay
Saola em cativeiro, antes da sua morte
Um dos mais raros mamíferos do mundo, o saola (Pseudoryx nghetinhensis), estava efetivamente invisível desde 1999 – a última vez que essa criatura especial foi observada por cientistas. Mas um deles finalmente reapareceu. Pena que morreu logo depois.

O saola macho foi capturado no mês passado fora de uma remota aldeia da província Bolikhamxay, no Laos. Pesquisadores de animais selvagens, acompanhados por colegas da União Internacional para Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN, na sigla em inglês), foram para a aldeia, mas infelizmente o animal já estava enfraquecido por causa do tempo que passou preso e morreu logo após a equipe chegar, segundo a IUCN.

Removeram seu corpo para a cidade vizinha de Pakxan, onde foi preservado para um estudo futuro.

"O estudo da carcaça desse animal pode render boas descobertas e amenizar o infeliz incidente. Nossa falta de conhecimento da biologia dos saolas é uma limitação para os esforços da preservação dessa espécie", disse Pierre Comizzoli, membro da IUCN e pesquisador desses animais.

O saola foi descoberto pela primeira vez por cientistas em 1992. Muito parecido com um antílope, ele é, porém, estreitamente relacionado com bovinos. Tem dois chifres, mas alguns biólogos acreditam que essa espécie serviu de inspiração na vida real para as lendas do mítico unicórnio.

Não existe nenhum saola em cativeiro. Estimativas populacionais sugerem que na melhor das hipóteses o numero de indivíduos varia de cem a mil animais em estado selvagem.

Os especialistas em saola dizem ser bem provável a "última chance" de salvar um dos mamíferos mais raros do mundo.
Fonte: www.sciam.com.br