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segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Cabra de Damasco - Que monstro é este ?




O animal que a internet pensou que fosse um monstro
Quando um egípcio chamado Ahmed Ramadan postou um vídeo de um bode com uma aparência deformada na rede social Facebook, as pessoas ficaram tão assustadas que começaram a compartilhá-lo se referindo ao animal como “monster goat” (algo como “cabra monstro”).

Cabra de Damasco
Capra aegagrus hircus

As imagens virais, no entanto, não mostram nenhum monstro. O animal não é sequer uma aberração: se trata apenas de um indivíduo comum de uma raça conhecida como cabra de Damasco.
É verdade que o macho visto nessas filmagens em particular tem algumas características exageradas, como cabeça desproporcionalmente gigante, pescoço longo e crânio abobadado, mas isso não é muito diferente de qualquer outra cabra desta raça.



Sem ofensas, mas esses caprinos parecem no geral com algo saído de um filme de ficção cientifica ou de terror.

Cabras de Damasco
Cabras de Damasco são criadas na Síria e em outros países do Oriente Médio há milênios. Embora o animal do vídeo acima tenha sido provavelmente o resultado de cruzamento extremo para enfatizar algumas das características físicas da raça, uma simples pesquisa no Google revela que a maioria desses animais tem a mesma aparência peculiar, como nariz elevado, orelhas que parecem tubos cartilaginosos crescendo para fora do crânio e olhos localizados no lado da cabeça.





Curiosamente, as cabras de Damasco têm um focinho de aparência muito normal quando são jovens, aparentemente para tornar mais fácil a amamentação.
Também nascem com orelhas extremamente longas, que são mais frequentemente cortadas mais tarde na vida, como o animal abaixo, que inclusive ganhou o título de “Cabra Mais Bonita” na competição Mazayen al-Maaz em Riad, no Marrocos, em 2008.


Qualidades
Dito tudo isso, nunca devemos julgar um animal por sua aparência. As cabras de Damasco são em muitos aspectos superiores à maioria das raças de aspecto mais regular.
Por exemplo, são altamente valorizadas pela qualidade geneticamente superior de seu leite, que supostamente ajuda os filhotes a crescerem mais rápido do que os de outras raças. Com cerca de 78 centímetros até o ombro, as cabras de Damasco são maiores do que a maioria das outras raças de caprinos e produzem mais leite.


Também são conhecidas por suas proezas de criação: podem ter de dois a quatro filhotes por gestação. Por fim, sua carne é considerada muito saborosa.
De acordo com a World News Australia, as melhores cabras de Damasco podem custar até 250.000 ryals sauditas (cerca de R$ 260.730, no câmbio atual). 


Fonte: OddityCentral
Site fonte - OddityCentral

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Animal-símbolo do Paquistão tem população em crescimento

Cabra com chifre em parafuso está ameaçada de extinção.
Levantamento mostrou aumento de grupos no norte do país.

Do Globo Natureza, em São Paulo
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O markhor é conhecido por seus chifres em parafuso. (Foto: Grahm Jones/Columbus Zoo/Divulgação)O markhor é conhecido por seus chifres em parafuso. (Foto: Grahm Jones/Columbus Zoo/Divulgação)
 
O markhor, uma espécie de cabra selvagem que é o animal-símbolo do Paquistãotem registrado um aumento de população naquele país. Essa variedade é considerada ameaçada de extinção.
A organização Wildlife Conservation Society (WCS) fez um levantamento de grupos de markhors que vivem no montanhoso norte do Paquistão, e verificou que bandos que tinham cerca de 50 animais em 1991 cresceram para ao redor de 300 indíviduos. A WCS estima que na região de Gilgit-Baltistan, onde atua, o total de espécimes saltou de menos de mil, em 1999, para mais de 1.500. Calcula-se que em 2008 havia ao todo 2.500 exemplares de markhors vivendo em cinco países vizinhos: Paquistão, Afeganistão, Tajiquistão, Uzbequistão e Índia.

O markhor é conhecido por seus chifres em forma de parafuso que podem passar de 1 metro de comprimento. A WCS atribui o aumento da população desses animais a um projeto de conservação que formou comitês locais e treinou guardas para monitorar os caprinos. A caça e o desmatamento ilegal deixaram de existir na maioria dos vales onde vivem os markhors no Paquistão, afirma.