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domingo, 25 de novembro de 2018

Nem Toda Lava é Igual

 
Quando pensamos em lava, vem sempre a mesma imagem à cabeça. Mas você sabia que as lavas não são todas iguais? Elas nem sequer escorrem sempre.

Tipos de lava

Os tipos mais comuns de magma (esse é o nome da lava antes de ela chegar à superfície) se dividem em dois grupos principais: magmas básicos e magmas ácidos. Os básicos são os que geralmente imaginamos. 
Eles escorrem incandescentes por longas distâncias até esfriarem e formarem rochas negras. Já os magmas ácidos são bem diferentes. 

Eles são tão viscosos que tem dificuldade mesmo para sair dos vulcões. Sem conseguir escorrer, eles acabam entupindo esses montes, que vão acumulando gases e rocha derretida até a pressão se tornar tão alta que eles explodem! 

Quando a lava ácida esfria, as rochas que surgem têm cor cinza bem clara. Além disso, magmas ácidos são mais frios, com apenas 700 a 800 ºC, enquanto os básicos passam de 1000 ºC.
Imagem de lava na superficie

Como isso acontece?

Diferentes tipos de lava surgem a partir de um processo chamado diferenciação magmática. Quando as rochas fundidas sobem do interior do planeta em direção à superfície, frequentemente elas ficam armazenadas em grandes câmaras subterrâneas por algum período de tempo. Nesses locais o material, que é uma “grande sopa” de elementos químicos, vai resfriando lentamente. Da mesma maneira que a água tem uma temperatura para ficar

sólida (0 ºC), a margarina tem outra (cerca de 30 ºC) e o ferro também (cerca de 1500 ºC), os componentes dessa sopa líquida se solidificam em temperaturas distintas. Assim, nessas cavidades da crosta o resfriamento leva alguns minerais a solidificarem. Aos poucos o líquido vai perdendo alguns “ingredientes”, os quais passam a fazer parte dos minerais. Os principais são os elementos ferro e magnésio, justamente os maiores responsáveis pela formação de minerais escuros, conhecidos no jargão como minerais máficos. A perda desses elementos leva ao aumento da concentração de sílica (SiO2). Todo esse processo se chama cristalização fracionada.
Vulcão em erupção
Magmas básicos têm elevado teor de ferro e magnésio e entre 45% e 52% de sílica, enquanto os ácidos possuem pouco ferro e magnésio e acima de 66% de sílica. O baixo teor de ferro e magnésio leva a formação de grande.
 
quantidade de minerais claros, chamados na ciência de minerais félsicos. Por isso, as lavas ácidas não formam rochas pretas, mas sim cinzentas. Além disso, é a grande quantidade de sílica e a menor temperatura que tornam as lavas ácidas muito viscosas.

A diferenciação magmática também pode ocorrer por outros métodos, como a partir do derretimento das rochas da crosta que entram em contato com o magma quente ascendente. Outro fator para termos lavas distintas é a origem das rochas que derreteram para compô-las. Por exemplo, a fusão de rochas do manto terrestre origina magmas basálticos, enquanto a fusão de rochas da crosta continental gera magmas riolíticos. 

Às vezes, o magma nunca chega a se tornar lava, virando rocha completamente sólida dentro das câmaras na crosta. O granito é uma dessas rochas.

domingo, 13 de setembro de 2015



Sobre Rochas

A sílica (SiO2) é abundante na maioria das rochas ígneas e representa 40 a 70% do seu peso total.
Formam uma série sistemática. Enquanto os minerais félsicos são ricos em sílica, os máficos são pobres.

Os adjetivos félsico (a partir de feldspato e sílica) e máfico (a partir de magnésio e férrico, do latim ferrum) são aplicados para minerais e para as rochas que têm alto teor desses minerais.

Os minerais máficos cristalizam-se em temperaturas mais altas – isto é, logo nos primeiros estágios de resfriamento de um magma do que os minerais félsicos.

Esfoliação esferoidal em basalto

O matacão se forma pelo intemperismo químico atuando ao longo de fraturas das rochas. Este intemperismo é mais ativo nas áreas onde duas ou mais fraturas se encontram, o que paulatinamente leva à produção de núcleos arredondados e não alterados (rocha sã) envoltos por rocha em vários níveis de alteração, que vão se soltando como as partes de uma cebola.


Processo de alteração intempérica desenvolvendo formas arredondadas concêntricas que se assemelham a cascas de cebolas, deixando, muitas vezes, blocos de rocha sã (boulders) perfeitamente arredondados no meio do solo autóctone ou da rocha parcialmente alterada.
A esfoliação esferoidal se dá em rochas maciças e relativamente isotrópicas (basaltos, granitos, gabros, grauvacas...) que são inicialmente mais atacadas nos cantos de blocos fraturados, evoluindo em etapas de intemperismo progressivo no subsolo para as formas arredondadas quando se formam as "camadas" de esfoliação variavelmente alteradas.
A erosão do solo nessas regiões com esfoliação esferoidal leva, frequentemente, a formação de espetaculares campos de boulders arredondados.




 

 

 
 
 Resultado de imagem para esfoliação esferoidal
 
 
 



Este intemperismo se processa abaixo da superfície do solo, e os matacões são trazidos à superfície pela erosão do terreno. Em clima tropical onde é comum regolitos com até dezenas de metros de espessura, pode-se encontrar blocos de muitas toneladas totalmente imersas no solo.

Granito

Os minerais e as rochas félsicas tendem a ser de cor mais clara. O granito, uma das rochas ígneas intrusivas mais abundantes, contém cerca de 70% de sílica. Sua composição inclui quartzo e ortoclásio em abundância e quantidades mais baixas de plagioclásio. Esses minerais félsicos de coloração clara conferem ao granito uma cor rosada ou cinza. O granito também contém pequenas quantidades de micas.

ROCHAS MÁFICAS. As rochas máficas são ricas em piroxênios e olivinas. Esses minerais são relativamente pobres em sílica, mas ricos em magnésio e ferro, elementos que lhes conferem suas cores escuras características.
O basalto é a rocha ígnea mais abundante da crosta e está virtualmente presente sob todo o fundo marinho.

Metamórficas

A maioria das rochas metamórficas formou-se em profundidades entre 10 e 30 km, ou seja, entre as porções mediana e inferior da crosta. Somente mais tarde essas rochas serão exumadas, ou transportadas de volta à superfície terrestre, onde poderão ser expostas como afloramentos.

Pedra de calçadinha

Química e mineralogicamente, são calcários bastante puros cujo principal constituinte, o CaCO3, oscila entre 95 e 99 % do total.