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terça-feira, 9 de setembro de 2014

 DO MACACO AO HOMEM


 
 A cidade de São Paulo conta agora com uma exposição permanente sobre a evolução da espécie humana. A instalação Do Macaco ao Homem está no Catavento Cultural e reúne réplicas dos principais fósseis de hominídeos encontrados desde o início do século 20 até hoje.

É a grande chance de o público ver uma coleção não só de esqueletos de hominídeos, mas também de ferramentas e objetos de arte feitos na pré-história. A exposição só foi possível graças a uma parceria entre o Catavento Cultural e o Laboratório de Estudos Evolutivos Humanos, no Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (USP), coordenado pelo bioantropólogo Walter Neves.

"Os visitantes irão sair extremamente bem informadas de como foi o processo de hominização, desde mais ou menos 7 bilhões de anos atrás até o surgimento do homem moderno, por volta de 40 mil anos atrás", explica Neves, um dos responsáveis pela mostra.

A coleção foi formada ao longo de 20 anos, quando a USP passou a importar réplicas feitas em gesso ou resina a partir das peças originais, que estão depositados em instituições no estrangeiro.

A mostra Do Macaco ao Homem começou a ser pensada em 2006. Foram feitas cópias a partir de réplicas de propriedade da USP e ainda cópias importadas especificamente para a exposição. As reconstituições faciais de alguns hominídeos levaram mais de dois anos para serem concluídas.

O Catavento Cultural fica no Palácio das Indústrias, no Parque Dom Pedro II, no centro da cidade de São Paulo. O local fica aberto de terça-feira a domingo, sempre das 9h às 16h e permanência até as 17h. A entrada custa R$ 6 a inteira e R$ 3, a meia. Entrada gratuita aos sábados.

Para mais informações, acesse a página eletrônica do Catavento Cultural na internet (http://www.cataventocultural.org.br/).

terça-feira, 22 de julho de 2014

Do Macaco ao Homem: exposição do Catavento registra evolução humana

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

7 milhões de anos que marcaram a trajetória evolutiva da humanidade serão reeditados na exposição permanente Do Macaco ao Homem, no espaço Catavento Cultural. A mostra, prevista para o final de março, exibirá a evolução da espécie humana através de réplicas fiéis de ossadas, ferramentas, artefatos de pedra lascada e objetos do cotidiano dos nossos ancestrais.

O grande objetivo do projeto é tornar disponível um extenso acervo de réplicas arqueológicas e transformá-lo em um museu de história natural na cidade de São Paulo, inexistente até então na capital. A exibição foi concebida em parceria com o arqueólogo e antropólogo físico Walter Neves, coordenador do Laboratório de Estudos Evolutivos Humanos do Instituto de Biociências (IB) da USP.
O laboratório, que se dedica ao estudo da evolução humana, já colecionava as peças há 20 anos, através de trocas com outras instituições e compra. É a maior coleção evolutiva da América Latina. “Sempre foi um sonho compartilhar o acervo com a sociedade”, ressalta Neves.
Para a exposição, réplicas em resina foram feitas a partir das já existentes, a fim conservar as peças da Universidade que são usadas para pesquisas do Laboratório. A mostra estava praticamente organizada, já que era prevista para ser exposta na Estação Ciência, espaço de divulgação de ciências da USP atualmente fechado para reformas.

Uma expedição na capital

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação
A exibição foi montada no subsolo do Palácio das Indústrias, prédio histórico da instituição. O espaço teve que passar por grandes reformas para se adequar às normas de segurança, já que anteriormente não era acessível ao público. As arcadas e abóbadas trazem a sensação de aperto devido ao teto baixo e os tijolos aparentes transmitem um clima de exploração, como se os visitantes participassem de uma verdadeira expedição arqueológica.
O espaço foi dividido em módulos que podem ser visitados e compreendidos individualmente e não estão ligados por uma cronologia. Em cada seção, é possível vivenciar o desenvolvimento de uma especificidade: arcada dentária, locomoção, o conhecimento simbólico e a produção artística.
Os primeiros painéis trazem informações catalogativas que comparam o Homo sapiens a outros primatas próximos, como chimpanzés e gorilas. Há um expositor com a árvore evolutiva humana, apresentando e comparando crânios de ascendentes, Homo habilis e Homo erectus, e parentes próximos, como o Homo neanderthalensis.
De acordo com o professor, um dos módulos mais impressionantes traz a recomposição da face humana. É possível ter uma ideia aproximada do aspecto externo dos nossos ascendentes. A reconstituição é feita também com resina, a partir de imagens fornecidas por pesquisadores estrangeiros. No Brasil, não há estudos sobre a reconstrução da aparência de ancestrais humanos.
Ricardo Pisanelli, arquiteto responsável pela montagem da exposição, ressalta que “o público deve se chocar com a reprodução do funeral, é algo que eles nunca imaginaram”. O solo do ambiente foi escavado para simular uma cerimônia de sepultamento que ocorreu 28 mil anos atrás com um homem moderno, no solo que hoje conhecemos por Rússia. Dentro do buraco encontra-se sua ossada, que foi isolada por um vidro transparente sobre o qual os visitantes poderão caminhar. Nesse mesmo módulo, outras réplicas de representações artísticas estão dispostas, entre elas os famosos murais de pinturas rupestres das grutas de Lascaux e Chauvet na França
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

A exposição está pronta e a inauguração está prevista para a segunda quinzena de março. A mostra promete interessar crianças, jovens e adultos e apresentar as novas descobertas da ciência evolutiva que se desenvolveu muito nos últimos 40 anos, quando foram encontrados muitos fósseis de hominídeos, principalmente na África.

O Catavento está situado no Palácio das Indústrias, antiga sede da Prefeitura, no Parque D. Pedro II, no centro da cidade de São Paulo, entre a Av. do Estado e a Av. Mercúrio.
Mais informações: site http://www.cataventocultural.org.br