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quarta-feira, 30 de outubro de 2019

10 fatos interessantes sobre geodos

 
Interesting Facts About Geodes
O ovo do trovão é uma rocha semelhante a um nódulo, semelhante a um geodo cheio, formado dentro de camadas de cinzas vulcânicas.
Crédito: Bill The Eggman

Os geodos são estruturas secundárias geológicas que ocorrem em certas rochas sedimentares e vulcânicas. Eles próprios são de origem sedimentar formada por precipitação química.
Interesting Facts About Geodes
Vistas interna e externa do geodo


Os geodes diferem dos vugs , pois os primeiros foram formados como estruturas precoces e arredondadas na rocha circundante e geralmente são removidos intactos, enquanto os vugs são bolsos, vazios ou cavidades de forma irregular, geralmente ao longo de uma veia ou brecha. Os geodos também diferem dos " nódulos ", pois um nódulo é uma massa de matéria mineral que se acumulou ao redor do núcleo do nódulo.
Interesting Facts About Geodes
Geodo de ágata de ovo de trovão. do Novo México. Foto de Bill The Eggman

Os geodos podem se formar em qualquer cavidade, mas o termo geralmente é reservado para formações mais ou menos arredondadas em rochas ígneas e sedimentares. Eles podem formar bolhas de gás em rochas ígneas, como vesículas em lavas basálticas; ou, como no meio-oeste americano, em cavidades arredondadas em formações sedimentares. Depois que a rocha ao redor da cavidade endurece, silicatos e / ou carbonatos dissolvidos são depositados na superfície interna. Com o tempo, essa lenta alimentação de constituintes minerais a partir de águas subterrâneas ou soluções hidrotérmicas permite a formação de cristais dentro da câmara oca.

Interesting Facts About Geodes
Vugs grandes de cristais de ametista estavam por toda parte dentro da mina
Mineração de ametista. No Brasil foto: lifeofsaturdays.com

A faixa e a coloração do geodo são o resultado de impurezas variáveis. Os óxidos de ferro conferem tons de ferrugem a soluções siliciosas. A maioria dos geodos contém cristais de quartzo transparentes, enquanto outros possuem cristais de ametista roxos. Outros ainda podem ter bandas ou cristais de ágata, calcedônia ou jaspe, como calcita, dolomita, celestita, etc.

Às vezes, os geodes e as fatias de geode são pintados com cores artificiais. Amostras de geodos com cores incomuns ou formações altamente improváveis ​​geralmente foram alteradas sinteticamente.
Interesting Facts About Geodes
Geodo Ametista Maciço Do Uruguai

Os geodos geralmente têm uma concha de calcedônia ( quartzo criptocristalino ) revestida internamente por vários minerais, geralmente como cristais, particularmente calcita, pirita, caolinita, esfalerita, milerita, barita, celestita, dolomita, limonita, smithsonita, opala, calcedônia e quartzo macrocristalino . de longe o mineral mais comum e abundante encontrado nos geodos .

Os geodes são comuns em algumas formações nos Estados Unidos (principalmente em Indiana, Iowa, Missouri, oeste de Illinois, Kentucky e Utah). Eles também são comuns no Brasil, Uruguai, Namíbia e México.

Interesting Facts About Geodes
Geodo Ametista dentro de rochas calcárias!


Os geodes são encontrados principalmente em lavas e calcários basálticos.

A maior caverna ou vug de cristal conhecida no mundo é a Crystal Cave, um geodo celestino de 10,7 m de diâmetro em seu ponto mais largo, localizado perto da vila de Put-in-Bay, Ohio, na ilha de South Bass no lago Erie.
Interesting Facts About Geodes
Imperatriz do Uruguai
O maior geodo de ametista do mundo é A 'Imperatriz do Uruguai', com mais de três metros de altura e pesando duas toneladas e meia. Está localizado aqui em Atherton, North Queensland, Austrália.

domingo, 19 de agosto de 2018

Como os geodos de ametista se formaram?

Atualizado em 17 abril, 2017
Acredita-se que os geodos se formam a partir de bolhas dentro de lava (Digital Vision./Digital Vision/Getty Images)

Introdução aos geodos de ametista

Nem mesmo os cientistas estão plenamente certos de como exatamente os geodos de ametista — ou qualquer outro — se formam. Não houve muitas pesquisas, porque os geodos são apenas anomalias científicas esquisitas com poucos benefícios científicos, se é que têm algum. Eles são rochas que parecem planas por fora, mas, quando abertas, revelam uma cavidade em seu interior cheia de lindos cristais. O consenso científico geral é de que os geodos de ametista são criados em um processo de duas etapas. Primeiro, há a formação da cavidade e depois, dos cristais.

Cavidades de gases

Um geodo de ametista é uma rocha oca com cristais de ametista alinhados nas paredes internas, então, a cavidade se forma primeiro. Isso pode acontecer em qualquer local onde haja ou tenha havido lava perto da superfície da terra. Como resultado, os geodos de ametista podem ser encontrados em milhares de lugares ao redor do mundo. 

A primeira etapa no processo natural que cria o geodo de ametista é a formação das cavidades de gases na lava. As cavidades podem se formar a partir de bolhas (como as bolhas do gás no refrigerante). Alguns cientistas teorizam que as cavidades também podem se formar quando a lava em processo de esfriamento escorre para perto de raízes de árvores ou outras coisas que saiam do solo. Essa lava endurece completamente antes de ser preenchida, criando uma cavidade.

As cavidades são preenchidas

As cavidades então são preenchidas com um líquido rico em sílica que contém traços de ferro. Com o passar do tempo, o líquido forma cristais — pirâmides de seis lados (romboedros) de ametista. Os cristais com cores que vão do lilás ao roxo escuro são formados quando há um traço de ferro no líquido, resultando em geodos de ametista.

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Parque Nacional do Iguaçu

Como e quando se formaram as Cataratas?

 


Há cerca de 1 a 1,5 milhões de anos as Cataratas do Iguaçu situavam-se na foz do rio Iguaçu, junto ao rio Paraná. A partir do pé da Garganta do Diabo, o rio Iguaçu corre num cânion estreito de 80 a 90 m de largura e altura média de 70 m até a sua foz, no rio Paraná. Este cânion, com 21km de extensão, foi escavado pela erosão regressiva das cataratas, ao longo de falhas e fraturas nas rochas.
Este desnível entre os leitos dos rios Paraná e Iguaçu é devido a maior força erosiva do rio Paraná, que entalhou seu canal mais profundamente que seus afluentes, dando origem a uma queda na foz de cada um. Atualmente estas quedas são encontradas a uma certa distância do rio Paraná, desde algumas centenas de metros, no caso de rios menores, até 21km no rio Iguaçu. A percepção humana não consegue observar a velocidade da erosão regressiva dos saltos (uma média entre 1,4 a 2,1 cm/ano para as Cataratas do rio Iguaçu), porém sua marca está ilustrada pelo grande cânion do rio Iguaçu, desde a sua foz até as Cataratas.

As rochas das cataratas

  


































um registro da separação continental América do Sul - África
As Cataratas do rio Iguaçu estão sobre rochas basálticas representantes do maior derrame de lavas vulcânicas basálticas ocorrido na Terra, entre 120 e 130 milhões de anos, durante o Cretáceo.
Antes de ocorrer este gigantesco vulcanismo, toda superfície terrestre estava unida em um único continente, chamado de "Pangea", cuja porção sul reunia a América do Sul, África, Austrália, Índia e Antártida, formando a "Terra de Gondwana".
Esta região, naquela época, era de um enorme deserto, chamado "Deserto do Botucatu", e foi sobre esta paisagem desértica que aconteceu a grande ruptura da "Terra de Gondwana" com a separação continental da América do Sul e África e a formação do Oceano Atlântico Sul.
Uma das consequências da ruptura foi o extravasamento de lavas vulcânicas basálticas e que hoje sustentam e dão forma às Cataratas. Estes basaltos foram originados pela fusão de material preexistente em zonas profundas da crosta terrestre ou abaixo dela e que depois subiram até a superfície através de fraturas de distensão, provocando o derramamento do material vulcânico. Este gigantesco vulcanismo cobriu uma superfície de 1.200.000 km2, podendo alcançar 1.500 m de espessura. Foram necessários muitos derrames de lava para atingir esta espessura. Em alguns locais, observa-se a superimposição de mais de cinquenta derrames. As condições desérticas permaneceram durante o vulcanismo, fato comprovado pela existência de camadas de arenitos eólicos entre os derrames.

Por quê as cataratas são em degraus?

A forma das Cataratas em degraus é consequência da estrutura dos derrames de basalto. As imagens mostram a existência de três derrames na área das Cataratas, sendo que o contato entre os derrames superior e intermediário criou uma subdivisão nítida nos saltos, formando um patamar constituído pela parte superior do derrame intermediário. É nos contatos entre os derrames que a erosão atua mais efetivamente, fazendo com que a ação das águas crie reentrâncias neste nível.

Acima deste contato encontram-se os basaltos maciços colunares do derrame superior, os quais vão desabando à medida que progride a reentrância. O topo do derrame intermediário, constituído de brecha basáltica ou basalto vesicular pouco fraturado, forma uma plataforma plana e mais resistente à erosão. É sobre esta plataforma que desabam e se acumulam os detritos das colunas do derrame superior. A queda que se forma nos basaltos colunares mantêm-se na vertical, sendo esta uma das características peculiares e conhecidas das cachoeiras em rochas basálticas.

Por quê o rio Iguaçu corre para o interior do continente?


Após a ruptura do Gondwana e a formação do Oceano Atlântico, a borda leste do Brasil passou a subir lentamente devido aos movimentos tectônicos ascensionais, causados pela separação continental e a evolução da Cordilheira dos Andes.

Foi este evento, desenvolvido durante o fim do Cretáceo e o Terciário, que elevou o leste paranaense, fazendo com que os rios corram para o interior do continente.


O rio Iguaçu representa a maior bacia hidrográfica do Estado do Paraná, com 70.800 km2. Nasce na frente ocidental da Serra do Mar, a leste de Curitiba, e percorre 910km até sua foz, no rio Paraná. É um rio geologicamente antigo, que cruza duas escarpas (São Luís do Purunã e Serra da Boa Esperança) em vales de ruptura. 

Derrame de basalto

Um derrame de basalto, quando possui uma espessura acima de 15 m, apresenta três porções muito bem individualizadas: a superior, a central e a basal. 




Porção superior

É caracterizada pela extensiva presença de vesículas e por estruturas horizontais de fraturamento. A lava, ao extravasar, vem carregada de gases que migram para a superfície durante o escoamento, formando bolhas (espaços vazios denominados de vesículas). Durante ou após a solidificação da lava, emanações líquidas e gasosas provenientes do interior do derrame passam a cristalizar minerais variados no interior das vesículas, tais como: calcita, ametista, calcedônia, ágata, zeólitas, formando os maravilhosos geodos.

Como esta porção está mais exposta à ação da atmosfera, adquire coloração avermelhada pela oxidação dos minerais de ferro presentes na lava.
  Porção central

Devido ao resfriamento mais lento, dá origem a rochas compactas, chamadas de basaltos maciços. Durante a solidificação desenvolve-se um sistema subvertical de fraturas, chamadas de disjunção colunar, que dividem a rocha em colunas verticais. 
  Porção basal

Por estar em contato direto com a superfície de fluxo, resfria-se de maneira mais rápida, provocando um intenso fraturamento, bem como uma subdivisão laminar horizontal. Este fraturamento pode ser observado no embarque da lancha do "Passeio do Macuco" e no pé da área do "Campo dos Desafios", onde ocorre uma belíssima exposição de alteração química da rocha, em forma de esfoliação esferoidal do basalto, controlada pelos planos de fratura.