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quarta-feira, 30 de outubro de 2019

Tipos de âmbar

 
Pictures: Types of Amber


O âmbar é resina de árvore fossilizada (não seiva), que é apreciada por sua cor e beleza natural desde os tempos neolíticos.

O âmbar mais antigo recuperado data do período do Carbonífero Superior (320 milhões de anos atrás).

Tipos de âmbar:

Tipos de âmbar. Um método de classificação de âmbar é por cor e grau de transparência. Este critério se correlaciona com uma classificação óptica de variedades de âmbar. As cores âmbar incluem amarelo, laranja, vermelho, branco, marrom, verde, azulado e "preto" (tons escuros de outras cores).

Âmbar do Báltico

Pictures: Types of Amber
Âmbar do Báltico. Foto: Zack Irow
Âmbar do Báltico - a variedade âmbar mais comum, encontrada ao longo da costa de uma grande parte do mar Báltico. Ela data de 44 milhões de anos atrás (durante a época do Eoceno). Estima-se que essas florestas criaram mais de 100.000 toneladas de âmbar. O âmbar do Báltico inclui a fauna de insetos fósseis mais rica em espécies descoberta até hoje.

Âmbar preto

Pictures: Types of Amber
Âmbar típico varia de marrom claro a marrom escuro
Cortesia: Martha Zuniga
O âmbar preto - também conhecido como pedra Oltu, é um tipo de jato encontrado na região em torno da cidade de Oltu, na província de Erzurum, leste da Turquia. A substância orgânica é usada como pedra preciosa semipreciosa na fabricação de jóias.

Âmbar azul

Pictures: Types of Amber
Âmbar azul da República Dominicana

O âmbar azul é âmbar, exibindo uma coloração rara. É mais comumente encontrado nas minas de âmbar nas montanhas ao redor de Santiago, na República Dominicana, mas também nas partes orientais da República Dominicana. Embora pouco conhecido devido à sua raridade, existe desde a descoberta do âmbar dominicano.


Âmbar birmanês

Pictures: Types of Amber
Âmbar birmanês (99 - 112 myo) com enorme escorpião perfeito
O âmbar birmanês - também conhecido como burmita, é uma idade cretácea de até 99 milhões de anos, encontrada principalmente no vale de Hukawng, estado de Kachin, Mianmar (Birmânia). O âmbar mais comum que contém inclusões de insetos do Cenomaniano.

Copal

Pictures: Types of Amber
Copal de Madagascar com aranhas, cupins, formigas,
elateridae, himenópteros, barata e uma flor
Copal é um nome dado à resina de árvore da copa Protium copal (Burseraceae), que é particularmente identificado com as resinas aromáticas usadas pelas culturas da Mesoamérica pré-colombiana como incenso queimado cerimonialmente e outros fins.

Âmbar verde

Pictures: Types of Amber
Âmbar verde da República Dominicana
O âmbar verde, como suas contrapartes amarelas e azuis, liberam um aroma natural agradável ao nariz. Esta fragrância pode ser aprimorada adicionando ácido nítrico a um âmbar verde derretido. Embora isso seja desaconselhável para aqueles âmbar que já estão definidos como jóias. O âmbar verde, quando usado contra a pele, produz um perfume muito agradável, macio e pinheiro.


Âmbar do Caribe

Pictures: Types of Amber
Crédito âmbar do Caribe com mel verde: Hermann Dittrich
O âmbar do Caribe é âmbar da ilha de Hispaniola, constituída pelo Haiti e pela República Dominicana; é a única ilha do Caribe em que o retinito âmbar foi descoberto e extraído. O âmbar dominicano é encontrado em várias cores naturais, entre elas verde e azul fluorescentes.

Âmbar mexicano

Pictures: Types of Amber
Pepitas de âmbar mexicanas | por National Museums Scotland
Âmbar mexicano - encontrado principalmente em Chiapas no México, aproximadamente contemporâneo do âmbar dominicano da época do mioceno e produzido pela extinta árvore Hymenaea Mexicana, um parente da árvore Hymenaea Protera responsável pela produção do âmbar dominicano.

Pictures: Types of Amber
Uma folha verdadeiramente espetacular em Mianmar, há cem milhões de anos
Crédito: FedericoBarlocher

Veja também:

domingo, 19 de agosto de 2018

Como os geodos de ametista se formaram?

Atualizado em 17 abril, 2017
Acredita-se que os geodos se formam a partir de bolhas dentro de lava (Digital Vision./Digital Vision/Getty Images)

Introdução aos geodos de ametista

Nem mesmo os cientistas estão plenamente certos de como exatamente os geodos de ametista — ou qualquer outro — se formam. Não houve muitas pesquisas, porque os geodos são apenas anomalias científicas esquisitas com poucos benefícios científicos, se é que têm algum. Eles são rochas que parecem planas por fora, mas, quando abertas, revelam uma cavidade em seu interior cheia de lindos cristais. O consenso científico geral é de que os geodos de ametista são criados em um processo de duas etapas. Primeiro, há a formação da cavidade e depois, dos cristais.

Cavidades de gases

Um geodo de ametista é uma rocha oca com cristais de ametista alinhados nas paredes internas, então, a cavidade se forma primeiro. Isso pode acontecer em qualquer local onde haja ou tenha havido lava perto da superfície da terra. Como resultado, os geodos de ametista podem ser encontrados em milhares de lugares ao redor do mundo. 

A primeira etapa no processo natural que cria o geodo de ametista é a formação das cavidades de gases na lava. As cavidades podem se formar a partir de bolhas (como as bolhas do gás no refrigerante). Alguns cientistas teorizam que as cavidades também podem se formar quando a lava em processo de esfriamento escorre para perto de raízes de árvores ou outras coisas que saiam do solo. Essa lava endurece completamente antes de ser preenchida, criando uma cavidade.

As cavidades são preenchidas

As cavidades então são preenchidas com um líquido rico em sílica que contém traços de ferro. Com o passar do tempo, o líquido forma cristais — pirâmides de seis lados (romboedros) de ametista. Os cristais com cores que vão do lilás ao roxo escuro são formados quando há um traço de ferro no líquido, resultando em geodos de ametista.

sexta-feira, 17 de agosto de 2018

Geodo

Geode, seccionado e polido
Geodo, seccionado e polido
 

Os geodos (do grego, geoides, terroso) são formações rochosas que ocorrem em rochas vulcânicas e ocasionalmente em rochas sedimentares

São essencialmente cavidades que se formam nas rochas, apresentando-se revestidas por formações cristalinas, muitas vezes apresentando a forma de faixas concêntricas. O exterior dos geodos mais comuns é geralmente constituído por calcário, enquanto que o interior contém cristais de quartzo e/ou depósitos de calcedônia. Outros geodos apresentam-se completamente preenchidos com cristais, apresentando-se como uma massa sólida, e tomam o nome de nódulos.

Os geodos podem formar-se em qualquer cavidade enterrada. Estas cavidades são geralmente bolhas de gás no interior de rochas ígneas, bolsas sob as raízes de árvores, vesículas em lava após uma erupção vulcânica ou mesmo tocas de animais. Com o tempo, a parede externa da cavidade endurece, e os silicatos e carbonatos dissolvidos depositam-se na superfície interior; o fornecimento lento de constituintes minerais pelas águas subterrâneas ou por soluções hidrotermais, permite a formação de cristais no interior da câmara oca. Ao longo de milhões de anos após a sua formação, o geodo regressa à superfície através de processos geológicos correntes.

O tamanho dos cristais, bem como a sua forma e tonalidade são variáveis, tornando cada geodo único. Alguns são límpidos como cristais de quartzo e outros contêm cristais púrpura de ametista. Outros podem conter ágata, calcedônia ou jaspe. Não se pode dizer como é o interior de um geodo até que seja cortado ou partido, de forma a expor o seu interior.

São comuns em algumas formações rochosas dos Estados Unidos, Namíbia, México e Brasil.
Quer os geodos, quer lâminas de geodos, são muitas vezes coloridos com corantes artificiais. Amostras com cores incomuns e formações pouco prováveis, são geralmente produto de alteração sintética.

Cristais

Por: Prof. Marcus Cabral

Quando se fala em cristal, provavelmente todas as pessoas têm uma ideia bastante clara do que se está falando. Mas essa palavra é muitas vezes fonte de enganos e falsos conceitos.
 Estrutura atômica do vidro e do cristal
Estrutura atômica do vidro e do cristal


Substância Cristalina
Uma das propriedades características dos minerais é a estrutura cristalina. Ao contrário das substâncias amorfas, como madeira, plásticos e vidros, as substâncias cristalinas possuem um arranjo ordenado dos átomos, íons ou moléculas que a constituem. Esse empilhamento regular dos átomos é que explica as faces planas dos cristais. 

A matéria cristalina assemelha-se a um bloco feito de tijolos. Cada espécie mineral tem um tipo de tijolo, chamado célula unitária, que se repete ordenadamente em todas as direções. 

Na formação dos vidros, o resfriamento se dá rapidamente e, com isso, os átomos perdem mobilidade antes que tenham tido tempo de se empilhar de maneira ordenada. Um exemplo é a obsidiana, um vidro natural de origem vulcânica. Ela é estudada com os minerais, mas não tem estrutura cristalina (daí ser considerada um mineraloide).


Cristal
A palavra cristal vem do grego krustallos e significa tanto gelo quanto quartzo. Antigamente pensava-se que o quartzo incolor fosse gelo supercongelado, de modo que nunca derretia.
O estudo dos cristais é chamado de cristalografia.

Sabendo o que é substância cristalina, podemos dizer que cristal é um corpo formado de matéria cristalina, em virtude da qual pode exibir externamente faces planas. Essas faces aparecerão na sua totalidade quando a cristalização se der em condições geológicas ideais, sem que o crescimento de um cristal interfira no crescimento de outro, por exemplo.

Um mineral é, por definição, uma substância inorgânica, mas um cristal não o é necessariamente, pois há cristais orgânicos, como os de açúcar, por exemplo. 

As formas dos cristais são muito variadas e vão desde um cubo simples, como o cristal de pirita da foto 1, até formas muito complexas, como as da fenaquita ou de algumas granadas, por exemplo.
O quartzo que se vê na foto 3 combina um prisma vertical de seis faces com pirâmides nas extremidades. A foto 2 mostra magnetita na forma de octaedros, forma que equivale a duas pirâmides de base quadrada unidas por essa base.

 Foto 1 - cubo de pirita
Foto 1 - cubo de pirita
 Foto 2 - octaedros de magnetita
Foto 2 - octaedros de magnetita
 Foto 3 - combinação de prisma e pirâmides no quartzo
Foto 3 - combinação de prisma e pirâmides no quartzo

Os cristais são poliedros convexos (Lei da Convexidade), ou seja, sem reentrâncias. Se um cristal mostrar alguma reentrância, trata-se de um agrupamento de pelo menos dois cristais. 

As faces dos cristais são planas e limitadas por arestas retilíneas (Lei das Faces Planas). Uma forma cristalina tem um número de faces geralmente par e não maior que 48 (Lei do Número de Faces). Se a quantidade de faces for maior que 48, trata-se de uma combinação de formas e não uma forma simples. A única forma cristalina de 48 faces que se conhece é o hexaoctaedro, encontrada em granadas. 

Nem sempre os cristais aparecem na natureza completos, com todas as suas faces. Aliás, na maioria das vezes eles não são perfeitos assim. Por isso, eles são classificados em euédricos (os que possuem todas as faces), subédricos (os que possuem algumas, mas não todas) e anédricos, se não mostram nenhuma face cristalina.

 Foto 4 - cristal euédrico de granada
Foto 4 - cristal euédrico de granada
 Foto 5 - cristais subédricos de topázio
Foto 5 - cristais subédricos de topázio
 Foto 6 - cristal anédrico de ouro
Foto 6 - cristal anédrico de ouro

Alguns minerais habitualmente aparecem na natureza em cristais bem formados. São exemplos as granadas, a pirita e as turmalinas. Outros raramente aparecem assim, sendo na grande maioria das vezes maciços. Ex.: malaquita, quartzo rosa, calcopirita e bornita. O quartzo incolor, visto na foto 3, é usualmente chamado de cristal de rocha. É uma denominação infeliz, uma vez que minerais formam cristais e as rochas são formadas de minerais. Assim, chamar um mineral de cristal de rocha é algo como chamar uma fruta de fruta de árvore. 

Mas, apesar de inadequada, a denominação é muito usada em português, inglês (rock crystal), italiano (cristallo di rocca), espanhol (cristal de roca), francês (cristal de roche) etc. 

Assim, admite-se seu uso por já estar consagrado. Mas o que é condenável é chamar o quartzo incolor de cristal apenas, como se vê muitas vezes no Brasil.


Formação dos Cristais

Os cristais podem formar-se de quatro maneiras diferentes: 

a) A partir de uma solução – um exemplo são os sais dissolvidos na água. À medida que a água evapora, vai aumentando a concentração de sal até um ponto em que ele começa a precipitar na forma de cristais.

b) A partir de uma fusão – são os cristais que se formam quando ocorre o resfriamento do magma (no interior da crosta) e da lava (na superfície).

c) A partir de vapores – como os cristais de neve ou outros, formados em exalações vulcânicas.

d) Por recristalização – nos processos metamórficos, quando um mineral se transforma em outro, sem deixar o estado sólido.


Arranjos Cristalinos

 
Assim como frutas podem se reunir em cachos ou pencas, os cristais podem aparecer agrupados.

Quando eles crescem aproximadamente paralelos uns aos outros sobre uma superfície plana, constituem uma drusa. 

Se revestem a parte interna de uma cavidade, crescendo a partir da parede rumo ao centro da cavidade, constituem um geodo

Dependendo da pressão dos gases na formação dos cristais, a drusa ou o geodo terá poucos cristais de grande tamanho (pressão baixa) ou muitos cristais de pequeno tamanho (pressão alta).

 Drusa de citrino
Drusa de citrino

 Geodo de ametista (serrado ao meio)
Geodo de ametista (serrado ao meio)



Produzindo Cristais em Casa
 
Um belo e delicado arranjo cristalino pode ser produzido em casa. Mistura-se água e sulfato de amônia em um recipiente ao qual se adiciona uma pedra para servir de base e deixa-se o recipiente sem tampa e em absoluto repouso por duas a três semanas (vai depender da temperatura e da umidade do ar). A solução deve cobrir a pedra, de modo que o tamanho do recipiente deve ser escolhido prevendo-se isso.

Com o passar do tempo, a água vai evaporando e cristais vão se formando sobre a pedra. Os cristais abaixo foram obtidos pelo autor dessa maneira. (Também cristais de açúcar bem maiores do que aqueles usados para adoçar alimentos podem ser obtidos em casa.)

 Cristal Sintético
Cristal Sintético
 Cristal Sintético
Cristal Sintético



Cristais Líquidos

Dá-se o nome de cristal líquido a um material que se apresenta num estado especial da matéria, entre líquido e sólido, chamado estado mesomórfico

Nesse estado, a matéria apresenta propriedades físicas típicas dos líquidos, como fluidez e mobilidade molecular, mas também dos sólidos, como birrefringência e anisotropia óptica e elétrica.

Os cristais líquidos foram descobertos em 1888 pelo botânico austríaco Friederich Reinitzer em tecidos vegetais. Eles são geralmente orgânicos e com uma dimensão maior que as demais, tendo forma de bastões ou discos. 

Os cristais líquidos têm ampla utilização em eletrônica, por exemplo na fabricação de telas de televisão, monitores diversos, painéis de leitura em aparelhos eletrodomésticos, calculadoras, relógios e termômetros.


Cristal Que Não é Cristal
 
Existe um material amplamente conhecido como cristal, mas que não se trata de matéria cristalina. Quando se fala em copo de cristal, lustre de cristal, vaso de cristal etc. o que se está descrevendo é um vidro de alta qualidade, ao qual se adiciona elevada porcentagem de óxido de chumbo para obter mais brilho.

Pela semelhança com os cristais incolores é chamado de cristal, mas são objetos que não possuem estrutura cristalina, e sim amorfa. Aliás, uma das dificuldades para fabricação desses vidros é justamente impedir que eles cristalizem. Os famosos cristais da Boêmia e os cristais Swarovski são vidros de alta qualidade, não cristais.


Fontes
BRANCO, Pércio de Moraes. Dicionário de Mineralogia e Gemologia. São Paulo: Oficina de Textos, 2008. 608 p. il.

ESSÊNCIA dos cristais. IN: Rochas e minerais. Trad. Martin Ernesto Russso. Barcelona, Editorial Sol 90, 2007. 94p. il. p. 29.

NEVES, P. C. P. das et al. Fundamentos de cristalografia. 2 ed. Canoas (RS), Ulbra, 2011. 312p. il.

Fotos
Pércio de Moraes Branco.