Em termos de comprimento absoluto e em relação ao tamanho do corpo, qual animal vivo tem a cauda mais longa?
Os lagartos de grama têm as caudas mais longas em proporção ao seu corpo. (Crédito da imagem: Wirestock via Getty Images)
Lemurs, lagartos, baleias - todos são famosos por suas caudas de alguma forma. Mas qual animal tem a cauda mais longa de todos?
Na
proporção de seus corpos, os lagartos de grama têm as caudas mais
longas de qualquer animal vivo conhecido. As caudas desses lagartos
pequenos e leves são duas a três vezes o comprimento de seus torsos,
Tommy Owens, gerente do Departamento de Aves e Ectothermas (animais de
sangue frio) no zoológico de Dallas, disse à Live Science. Por exemplo,
lagartos de cauda de cauda longa ( Takydromus sexlineatus ),
um membro dessa família, podem crescer até 1,80m de comprimento, mas
seus corpos têm apenas 5 polegadas (5 a 8 cm) de comprimento-o resto é
toda cauda.
Os lagartos, nativos do sudeste da Ásia, China e sul da Rússia
, usam suas caudas longas para equilibrar lâminas altas de grama ou em
galhos de árvores. "Você poderia pensar nisso como o feixe longo que as
pessoas que atravessavam uma corda bamba", disse Owens. "Eles podem usá
-lo quando saltam do membro para o membro para estabilidade. Mas também
podem passar de um membro mais alto para um membro inferior arrastando a
cauda longa pelo membro superior e abaixando -se lentamente para um
membro inferior".
O uso de suas caudas para deslizar através das
árvores também ajuda os lagartos da grama a evitar predadores, disse
Owens. Mas, como muitos outros lagartos, os lagartos de grama podem
destacar suas caudas se um predador agarrar. Perder as caudas os deixa
um pouco menos ágeis, então os lagartos passam os próximos meses
deitando-se enquanto regeneram suas caudas, mantendo a forrageamento de
curta distância, em vez de variar em todo o seu território.
Em termos de comprimento absoluto da cauda, os tubarões -debulhadores pegam o bolo, disse Jay Bradley , curador das exibições de Blue Wonders no National Aquarium em Baltimore.
Os tubarões-debulhadores ( alopias
do gênero ) são espécies migratórias e usam suas caudas principalmente
para propulsão. Mas eles também usam a longa seção superior da barbatana
de cauda, que pode crescer até 10 pés (3 metros) de comprimento, para
caçar.
Os tubarões -debulhadores têm as caudas mais longas em termos de comprimento absoluto. (Crédito da imagem: Kittisun Kittayacharoenpong via Getty Images)
"Os
tubarões -debulhadores se alimentam de presas escolares (ou seja,
peixes pequenos, etc.). Eles nadam por essas bolas de isca e usam suas
caudas para atordoar suas presas e depois nadar para comer o peixe
imobilizado", Kady Lyons , cientista da Geórgia na Geórgia Aquário, disse à Live Science em um email.
Esse
comportamento de caça só foi documentado em vídeo nas últimas duas
décadas, disse Bradley. "Eles nadam em uma escola de peixe e depois
param e abaixam suas barbatanas peitorais", disse Bradley à Live
Science. "Então o rabo deles aparece sobre a cabeça, e eles meio que
fazem esse movimento de chicote e basicamente atordoam pequenas presas
com uma ação de chicotear".
Uma menção honrosa nas duas
categorias de "cauda mais longa" vai para uma família de arraias
conhecidas como raios de whiptail, cujas caudas podem ter até três vezes
mais que seus corpos em forma de disco. Os pesquisadores não costumam
medir a duração das caudas dos raios, porque os predadores podem morder
facilmente parte da cauda, disse Bradley. Mas, como exemplo, os raios
de whiptail de leopardo ( Himantura Leoparda ) podem crescer até 4 metros (1,2 m de largura e 13 pés (4 m) de comprimento, incluindo suas caudas, de acordo com o Aquário de Seattle
. Os raios que habitam o fundo usam suas caudas para estabilidade ao
nadar e para a defesa; Quando um predador ataca de cima, os raios podem
preparar as caudas e atacar o caçador com uma barbeira venenosa.
sexta-feira, 13 de agosto de 2021
Animais na Guerra: Parceiros, guerreiros ou vítimas?
Animais estão ao lado da humanidade há milênios. Já decidiram guerras, mas também estão entre suas maiores baixas
Fábio Marton Publicado em 11/08/2019, às 08h00
Cavalaria - Crédito: Reprodução
A Guerra do Peloponeso,
entre as cidades-estado gregas, não impediu que os soldados de Corinto
faltassem à celebração a Dionísio, o deus do vinho, em uma animada noite
de verão do século 5 a.C. Enquanto a guarda dormia profundamente sob o
efeito do álcool, o Exército de Atenas resolveu atacar de surpresa. Mas
deparou-se com um imprevisto: 50 cães, bem sóbrios, caíram furiosamente
sobre os invasores.
Os animais causaram várias baixas, porém foram
sendo dizimados até sobrar apenas um deles, que conseguiu fugir para
dentro dos muros da cidade. Em breve, ainda que de ressaca, toda a
infantaria coríntia estava a postos e os atenienses foram derrotados. O
sobrevivente tornou-se o primeiro cão heróico da História. Foi feita uma
estátua dele, e ele ganhou uma coleira de prata, onde se lia: Sorter,
defensor e salvador de Corinto.
Animais foram e são parte dos
conflitos humanos. "Desde os primórdios, as pessoas usavam na guerra
tudo o que estivesse à mão", afirma o coronel da reserva e historiador
Luiz Alencar Araripe, coautor de História da Guerra. Assim como
instrumentos de caça e agricultura deram origem às primeiras armas —
porretes, lanças e flechas —, os animais domesticados foram logo
recrutados para as batalhas, numa saga não menos trágica do que a dos
próprios combatentes bípedes.
O
precursor da fauna nas trincheiras foi o cachorro, afirma Michael G.
Lemish em War Dogs: A History of Loyalty and Heroism (Cães de Guerra:
Uma História de Lealdade e Heroísmoa), citando a ligação pré-histórica
entre seres humanos e caninos.
Muitos povos usaram cães como
armas. Em 101, tropas do Império Romano foram surpreendidas pelos
teutônicos na batalha de Vercellae, que lançaram contra eles cães usando
armaduras. Os romanos venceram e adotaram esses cachorros enormes, dos
quais descendem hoje raças como fila, mastim napolitano e rottweiler.
Nas
conquistas espanholas da América, cães foram atiçados para cima dos
nativos. Mas o uso de armas de fogo já havia tornado esses animais de
ataque obsoletos. Napoleão chegou a usá-los como guarda (e, reza a
lenda, teria sido salvo pelo cachorro de um pescador ao cair no mar, em
1815, enquanto tentava fugir da ilha de Elba).
Na
Primeira Guerra, eles serviram para puxar carga, carregar mensagens e
buscar soldados feridos no front, mas sua função principal era apenas a
de mascote. Foi só durante a Segunda Guerra que começaram a se formar
grupos especializados em treinamento de cães, com o estabelecimento do
K-9 Corps ("regimento canino") no Exército americano.
O heroísmo
nem sempre era recompensado. Cachorros viraram cobaias para medicamentos
desenvolvidos com urgência durante o conflito. A política então era
trazer os animais de volta. No entanto, dos 5 mil cães que participaram
da Guerra do Vietnã,
menos de 200 retornaram a casa. Todos os demais foram abandonados ou
mortos pelos próprios americanos tão logo se tornaram inúteis — se
feridos em combate, por exemplo.
A União Soviética também cometia suas atrocidades. Na Segunda Guerra,
o Exército Vermelho ensinou cães a procurar comida debaixo de tanques.
Amarrava bombas aos bichos para explodirem sob os veículos alemães, mas o
programa foi cancelado porque os animais não diferenciavam tanques
alemães de soviéticos.
Mamíferos camicases
Bat Bomb / Crédito: Wikimedia Commons
Nessa
mesma época, os Estados Unidos testavam sua arma secreta mais bizarra: a
bat bomb. Um pequeno artefato incendiário era preso ao rabo de morcegos
da espécie Tadarida brasiliensis. Por sua tendência a procurar abrigo
durante o dia, nas áreas urbanas o animal costuma se esconder em casas e
prédios. Os morcegos seriam lançados de aviões, dentro de cápsulas com
40 animais, cada uma, que abririam um paraquedas a 300 m de altura e
então liberariam a carga viva.
Os artefatos incendiários tinham um
timer para permitir que os animais se escondessem no forro da
residência de um desavisado antes de explodir. Em 1944, o projeto foi
abortado em detrimento da bomba atômica. A tecnologia nuclear salvou os
morcegos, mas quase pôs a perder outro bicho. Em 1962, a Marinha
americana iniciou sua pesquisa com mamíferos marinhos. Um dos
treinadores do programa, Michael Greenwood, desertou em 1977,
denunciando à imprensa um plano para colocar explosivos atômicos em
orcas e fazê-las atacar navios e portos inimigos.
O
americano revelou também que golfinhos estavam sendo treinados para
atacar mergulhadores com um arpão que injeta gás carbônico na vítima. Em
tese, isso a faria boiar até a superfície, mas, na prática, a arma era
letal e tão escabrosa quanto parece.
As acusações de Greenwood
nunca foram reconhecidas pelas Forças Armadas dos EUA. Oficialmente,
golfinhos e leões-marinhos são empregados apenas na detecção — ao
encontrarem uma mina ou mergulhador, ativam um sino no barco e recebem
dispositivos localizadores para prender ao elemento detectado. No
Iraque, em 2003, um grupo de 140 animais foi usado para identificar mais
de 100 minas no porto de Umm Qasr. O governo americano não menciona
nenhuma baixa entre esses mamíferos marinhos.
A doença como arma
A peste de Ashdod, Nicolas Poussin, 1631 / Crédito: Wikimedia Commons
Autora
de Animais nas Guerras: A Força do Exército dos Bichos nas Grandes
Batalhas, Priscila Gorzoni afirma que, na pesquisa para seu livro, o que
mais a impressionou foi a importância dos insetos nas batalhas: "Não
como armas, mas o quanto eles mudaram a história". O principal matador é
o pernilongo Anopheles, transmissor da malária.
A doença é
apontada por alguns como a causa da queda do Império Romano, mas também
impediu Roma de ser conquistada. Em 410, Alarico, o Visigodo, morreu de
malária após saquear a cidade. Em 452, os hunos de Átila resolveram dar
meia-volta por causa da epidemia. Em 536, o imperador bizantino
Belisário evitou reconquistar a capital pelo mesmo motivo.
Outra
doença, porém, foi usada deliberadamente como uma arma biológica: a
peste bubônica, transmitida pela pulga. A praga começou na China, em
1334. Três anos depois, os mongóis atiraram corpos infectados sobre os
muros da cidade genovesa de Caffa (na atual Ucrânia). Os genoveses
fugiram em pânico para a Itália, iniciando a epidemia que dizimaria um
terço da Europa. Séculos depois, em 1940, a força aérea do Japão
imperial atacou a cidade chinesa de Ningbo com urnas de cerâmica
repletas de pulgas contaminadas pela peste. O estrago provocado por
armas biológicas japonesas na Segunda Guerra é estimado entre cerca de
400 e 580 mil vítimas.
Nem todos os bichos entram na guerra para
matar. Os pombos-correio, capazes de voar até 1,8 mil km e voltar
infalivelmente a seu pombal, já levavam mensagens no Egito antigo e
foram decisivos até a Primeira Guerra, quando o rádio ainda era
precário. Foi pombo que levou aos ingleses a notícia da derrota de
Napoleão na Batalha de Waterloo, em 1815.
Os reis da guerra
Batalha de Gaugamela / Crédito: Wikimedia Commons
São
os cavalos as maiores vítimas e algozes das guerras. Embora não se
saiba ao certo quando foram domesticados, acredita-se que, perto de 2000
a.C., já puxassem carroças e arados em regiões da Rússia e do
Cazaquistão. Isso levou à sua primeira função: charretes de guerra, como
as bigas, que usavam principalmente arqueiros para atacar, com lanças
para combate próximo.
As bigas tornaram-se obsoletas quando raças
fortes o suficiente para carregar sozinhas um cavaleiro foram
desenvolvidas. Em 331 a.C., as tropas de Alexandre, o Grande,
enfrentaram bigas persas na batalha de Gaugamela. Elas tinham lâminas
presas às rodas e causavam muito medo na infantaria, mas eram difíceis
de manobrar e foram derrotadas pela agilidade dos cavaleiros e soldados
do general macedônio.
A
cavalaria teve sua idade de ouro após a adoção do estribo pelos
europeus no século 9. As invasões mongóis, no século 11, tinham a
cavalaria armada com flechas como seu principal trunfo. Muito antes, no
século 5, os hunos usufruíram do mesmo recurso. No entanto, já no século
15, tropas organizadas com piques, grandes lanças de até 7 m de
comprimento, tornaram as cargas heroicas de cavalaria inúteis. O equinos
retornaram às funções auxiliares de reconhecimento, flanco e
perseguição.
Durante a Primeira Guerra, tanques deram o golpe
final à cavalaria, mas havia um precedente: o elefante. A partir do
século 16, o animal inclusive levava pequenos canhões. É muito difícil
matar um elefante e, além disso, ele luta sozinho: ao encontrar uma
tropa adiante, o animal costuma atacar com sua imensa força. Foram
empregados na Europa e Ásia ostensivamente.
Em 218 a.C., o general
catarginês Aníbal Barca atravessou os Alpes com 37 elefantes, que
trucidaram os romanos. No entanto, mesmo na Antiguidade, já se conhecia o
ponto fraco do animal: seu instinto. Para Gorzoni, os elefantes só
funcionavam mesmo contra povos que não os tinham visto antes, como os
romanos dos primeiros combates.
Ao
serem atingidos, é comum que eles se desesperem e fujam, atropelando
tudo pelo caminho — como eram postos na linha de frente, isso
significava esmagar quase todo o exército. Por isso, era comum aos
condutores levarem consigo uma estaca e um martelo. Caso seu animal
saísse do controle, ele mesmo se encarregava de matá-lo com um golpe na
medula espinhal.
Apoio tático
Mesmo depois
de a cavalaria perder sua importância, os cavalos continuaram a servir
como animais de carga em combate, dividindo essa função com mulas, bois e
camelos (e mesmo com elefantes).
Segundo
Alencar Araripe, na Segunda Guerra, quando os brasileiros derrotaram a
148ª Divisão da Wehrmacht na Itália, em 1945, foram capturados 6 mil
soldados, mil carros e, para a surpresa dos pracinhas, 4 mil cavalos. A
Alemanha não tinha muito combustível, por isso (especialmente no fim do
conflito) usava a tração animal para a artilharia. No total, 2,75
milhões de cavalos serviram ao Exército nazista.
Em 2001, no
Afeganistão, os cavalos mais uma vez mostraram estar longe da
aposentadoria. Com animais emprestados pela Aliança do Norte, soldados
americanos apontaram a posição de combatentes do Talibã para facilitar a
atuação de seus caças e bombardeiros. Quando os talibãs começaram a
fugir, foram perseguidos pelos americanos e afegãos em seus cavalos, no
que foi chamada pela imprensa como a primeira carga de cavalaria do
século 21.
A mobilização da sociedade em defesa dos animais é cada
vez maior. Em 2004, um memorial foi inaugurado em Londres para
homenagear todos os bichos que lutaram pela Inglaterra e pelos aliados.
Entre os ativistas, a esperança está na tecnologia. "A guerra é sempre
ruim, mas abusar de animais é ainda muito pior", diz Priscila Gorzoni.
"Talvez as máquinas possam substituí-los, e assim uma parte da loucura
acabe".
Morcego brasileiro
Crédito: Wikimedia Commons
Como
o nome indica, o morcego camicase Tadarida brasiliensis é encontrado no
Brasil, mas também em toda a América, chegando ao Texas, de onde seriam
recrutados. É uma espécie insetívora e muito abundante, que tem a cauda
solta, não incorporada à asa, como em outras espécies — por isso a
infame ideia de amarrar bombas em seu rabo.
Sargento Stubby
Crédito: Wikimedia Commons
Em
1918, um mestiço de buldogue foi contrabandeado como mascote para a
102ª infantaria americana. Após ser atingido por gás venenoso e
granadas, aprendeu a identificar o som da artilharia e o cheiro do gás
antes dos soldados, salvando muitas vidas. Stubby foi promovido a
sargento pelo oficial do grupo, mas mais tarde a decisão foi revertida
por superiores.
Veneno útil
A peçonha de
animais já foi usada inúmeras vezes como arma. Da secreção da pele de
sapos coletada por índios e aplicada na ponta de flechas e zarabatanas
às cobras estrategicamente amontoadas por vietcongues em armadilhas para
soldados americanos, na Guerra do Vietnã.
Cher Ami
Crédito: Wikimedia Commons
Em
2 de outubro de 1918, um batalhão do Exército americano se perdeu e foi
cercado pelos alemães. Um pombo francês chamado Cher Ami foi solto com
um pedido de socorro. Cruzando as linhas alemãs, apesar de ter levado um
tiro no peito, perdido um olho e com uma perna ferida, levou sua
mensagem. Os alemães foram repelidos, e os 194 sobreviventes,
resgatados.
Babieca
Crédito: Wikimedia Commons
Babieca,
o garanhão branco de Rodrigo Dias Vivar, El Cid, está tão cercado de
lendas quanto o próprio cavaleiro do século 11. A mais famosa delas é
sobre sua última batalha. Morto no dia anterior, o corpo de El Cid foi
amarrado sobre Babieca, e o cavalo o levou à frente das tropas,
assustando os inimigos e inspirando os soldados. Assim, o garanhão foi o
único animal conhecido a cumprir as funções de general.
Suleiman
Nascido
no Sri Lanka em 1540, Suleiman (ou Salomão) foi dado de presente ao rei
português João III. Nascido entre elefantes de guerra, serviu à paz:
como medida diplomática, o monarca repassou o presente ao príncipe
austríaco Maximiliano II. A história é contada por José Saramago em
Viagem do Elefante.
Saiba Mais
Animais nas Guerras: A Força do Exército dos Bichos nas Grandes Batalhas, Priscila Gorzoni, ed. Matrix, 2010.
Animals in War, Jilly Cooper, Corgi Books, 2000.
sexta-feira, 1 de maio de 2015
Câmara aprova lei que leva à prisão quem maltratar animais
Uma lei esperada há tempos finalmente saiu do papel e foi aprovada pela
Câmara dos Deputados: a partir de agora, maltratar animais leva para a
prisão.
A detenção de três anos para quem matar animais é apenas
uma parte do projeto, que também legaliza a eutanásia em caso de
doenças — desde que o remédio letal seja aplicado de forma “assistida e
controlada”.
Além da prisão para quem provocar a morte de cães e
gatos, outro aspecto que foi ressaltado é dos maus tratos, que agora
pode levar o agressor a detenção de três meses a um ano.
Ainda
dentro da proposta aprovada, promover luta entre cães, a popular rinha,
também rende cadeia, também tem punição, de três a cinco anos na cadeia.
Com
as punições previstas, a expectativa é que os maus tratos aos animais
sofram diminuição drástica. Qualquer denúncia será investigada como
crime e punida conforme a nova lei determina.
quinta-feira, 26 de março de 2015
4 fatos chocantes que você precisa saber sobre a carne suína...crueldade sem fim no Brasil
A vasta maioria das embalagens e propagandas sobre a carne
suína no Brasil omite qualquer informação sobre como esses produtos são
originados. Enquanto muito se diz sobre qualidade e sabor dos diferentes
cortes, presuntos, bacons, salsichas e linguiças, nada se fala sobre
como os cerca de 36 milhões de porcos abatidos todos os anos no Brasil
são criados.
Por isso, o Fórum Nacional de Proteção e Defesa
Animal (FNPDA) preparou uma lista que revela fatos chocantes, mas reais,
sobre como a maioria dos porcos são criados e tratados em sistemas
industriais. Respire fundo e prepare-se para entender por que as
indústrias da produção e do marketing estrategicamente fazem questão de
esconder isso de você.
1. Leitões têm seus dentes cortados
Com menos de sete dias de vida, leitões - fêmeas e machos - têm seus
dentes cortados ou lixados. Na maioria das vezes, os animais gritam e
agonizam de dor, pois esse procedimento é feito sem nenhum tipo de
anestesia ou medicações que aliviem a dor e o estresse.
Os dentes
dos leitões são inervados e estudos científicos já demonstraram que o
corte pode causar dor aguda e sentimento de angústia no momento e nos
minutos seguintes ao procedimento. O corte de dentes também pode causar
dor e complicações mais duradouras, de até 120 dias após o corte - como
aberturas de cavidades, fraturas, hemorragias, infiltrações e abscessos.
Essa
prática cruel ainda impera no Brasil sob a desculpa de que ela é
necessária para prevenir ferimentos nas mamas das porcas parideiras,
embora evidências científicas provem que isso não é necessariamente
verdade. Desde 2003, a prática de cortar ou lixar dentes de leitões de
forma rotineira já foi proibida em todos os países da União Europeia.
2. Leitões têm suas caudas esmagadas ou cortadas
Também logo após nascerem, antes de completarem sete dias de vida, os
leitões em sistemas industriais têm suas caudas esmagadas ou cortadas.
Embora o procedimento seja inquestionavelmente estressante e doloroso
para os animais, o uso de anestésicos e analgésicos é geralmente
dispensado pelos produtores.
Porcos são animais extremamente
inteligentes e ativos, que passam a maioria do seu tempo explorando o
ambiente em que vivem. O corte de caudas é feito porque em sistemas de
confinamento tradicional - que são predominantes no Brasil - eles vivem
em baias de concreto superlotadas que não proveem nenhum tipo de
enriquecimento ambiental. O estresse e o tédio gerados por esse sistema
de produção os levam a explorar e morder as caudas dos companheiros de
baia, o que às vezes também resulta em infecções graves e surtos de
canibalismo.
Estudos científicos são vastos e claros: porcos
criados em sistemas abertos, ou com uso de enriquecimento e espaço
suficiente, não desenvolvem o comportamento anormal de morder caudas e
assim a prática extremamente cruel de cortá-las ou esmagá-las não é
"necessária". Assim como para o corte de dentes, a União Europeia também
já proibiu o corte rotineiro de caudas.
3. Leitões são castrados sem anestesia
Como se não bastasse, também antes de atingir o sétimo dia de vida, os
leitões machos têm seus sacos escrotais cortados e os testículos
removidos, sem o uso de medicação para anestesiar ou aliviar a dor. Esse
procedimento desumano é feito para evitar o odor forte dos hormônios
masculinos na carne de animais abatidos.
No entanto, países como
Dinamarca e Alemanha já usam analgésicos rotineiramente. Suíça e Holanda
já abandonaram a prática totalmente, usando métodos alternativos, como
abater animais mais jovens ou separar carcaças com odor forte. A União
Europeia como um todo já está trabalhando para que a prática de
castração sem anestesia seja abolida e negociações atuais com a
indústria e o varejo indicam que isso pode acontecer já em 2018.
4. Porcas parideiras vivem em gaiolas minúsculas
De acordo com artigos da indústria, cerca de 99% das porcas usadas para
parir leitões de engorda na produção industrial de carne suína do Brasil
são confinadas por praticamente toda a vida em gaiolas de gestação e
parição.
Essas gaiolas são tão pequenas que as porcas não podem
sequer se virar dentro delas, ou dar mais do que um passo para frente ou
para trás. A prática de confinar porcas em gaiolas por toda a vida é
tão cruel que já foi proibida em todos os países da União Europeia,
Canadá e Nova Zelândia - e associações de produtores na Austrália e
África do Sul já se comprometeram a abandoná-la de forma gradual.
Porcos
são um dos animais mais inteligentes do planeta, até mais do que os
cães, e não é exagerado dizer que o sofrimento das porcas reprodutoras
confinadas dessa forma é um dos piores dentre os animais criados para
consumo.
No Brasil, a pressão do Fórum Nacional de Proteção e
Defesa Animal e outras ONGs de proteção animal já levou a BRF, maior
produtora nacional e dona das marcas Sadia e Perdigão, a declarar que
acabará com esse sistema de confinamento. Agora, nós estamos pedindo que
a JBS, segunda maior produtora e dona da marca Seara, faça o mesmo. Se
você se importa com a forma como os animais são tratados na produção de
alimentos, clique aqui e assine a petição que pede que a JBS ouça essa demanda.
E
não se esqueça: esse é apenas um primeiro passo para que a produção de
carne suína se torne um pouco menos cruel. Dados todos os demais abusos
que reportamos aqui, a decisão mais sensata é não consumir carne suína,
recusando presuntos, bacons, salsichas e linguiças em embalagens
pomposas promovidas por celebridades que nada dizem sobre como eles são
produzidos.
Estudiosos do
manuscrito “Feuer Buech”, um tratado sobre artilharia e máquinas da
década de 1530, encontraram nas ilustrações do texto um método cruel
para utilizar mascotes como verdadeiras armas de fogo. O texto alemão,
que acompanha as imagens, aconselha aos chefes militares o uso de
animais pequenos, como gatos e pombos para “incendiar um castelo ou uma
cidade que, de outro modo, não poderia ser sitiada”.
As ilustrações, que mostram as mascotes lançadas em direção a um
castelo através de mecanismos que se assemelham a cinturões de foguetes,
não deixam de assustar os especialistas. O autor do tratado é um mestre
artilheiro chamado Franz Helm, de Colônia, que havia lutado em algumas
batalhas contra os turcos, no sul da Europa, na época em que surgiu a
pólvora, mudando para sempre a concepção das armas de guerra. As ideias do mestre artilheiro não se esgotam com o uso de gatos.
Através das ilustrações feitas por vários pintores, é possível observar
imagens de armas estranhas e horríveis, desde bombas de estilhaços a
mísseis explosivos. Um dos fragmentos do tratado oferece uma receita
exata para utilizar equipamentos incendiários com base em animais:
“Costure um bolso que tenha a forma de uma flecha de fogo. Se você
deseja atacar uma cidade ou um castelo, deve pegar um gato no local.
Amarre bem o bolso nas costas do gato e depois solte o animal, que será
jogado em direção ao castelo ou à cidade e lá se esconderá assustado em
um palheiro, incendiando-o”.
Vale destacar que, até o momento, não existem evidências de que
algumas vez tenha sido implementado um mecanismo similar na história das
guerras mundiais.
Fonte: RT
quarta-feira, 15 de outubro de 2014
Retratos de famílias animais inesquecíveis
Animais, tanto os domésticos quanto os selvagens, não costumam posar
para fotos de família. No entanto, nós fazemos nosso melhor para tirar
as fotografias por eles!
A lista abaixo apresenta algumas das melhores fotos de famílias
animais que já vimos. Muitas delas foram feitas por profissionais que
são especializados em vida selvagem.
E se você está pensando que os grupos animais mostrados abaixo não
são realmente famílias, está enganado. Muitos animais, principalmente
pássaros – como cisnes, corujas, albatrozes e águias – acasalam para a
vida toda e tem relações monogâmicas. Além disso, várias espécies
animais cuidam de seus filhotes até eles atingirem a maturidade,
mantendo-os por perto.