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terça-feira, 18 de fevereiro de 2025

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Qual animal tem a cauda mais longa?

Os lagartos de grama têm as caudas mais longas em proporção ao seu corpo. (Crédito da imagem: Wirestock via Getty Images)

Lemurs, lagartos, baleias - todos são famosos por suas caudas de alguma forma. Mas qual animal tem a cauda mais longa de todos?

Na proporção de seus corpos, os lagartos de grama têm as caudas mais longas de qualquer animal vivo conhecido. As caudas desses lagartos pequenos e leves são duas a três vezes o comprimento de seus torsos, Tommy Owens, gerente do Departamento de Aves e Ectothermas (animais de sangue frio) no zoológico de Dallas, disse à Live Science. Por exemplo, lagartos de cauda de cauda longa ( Takydromus sexlineatus ), um membro dessa família, podem crescer até 1,80m de comprimento, mas seus corpos têm apenas 5 polegadas (5 a 8 cm) de comprimento-o resto é toda cauda.

Os lagartos, nativos do sudeste da Ásia, China e sul da Rússia , usam suas caudas longas para equilibrar lâminas altas de grama ou em galhos de árvores. "Você poderia pensar nisso como o feixe longo que as pessoas que atravessavam uma corda bamba", disse Owens. "Eles podem usá -lo quando saltam do membro para o membro para estabilidade. Mas também podem passar de um membro mais alto para um membro inferior arrastando a cauda longa pelo membro superior e abaixando -se lentamente para um membro inferior".

O uso de suas caudas para deslizar através das árvores também ajuda os lagartos da grama a evitar predadores, disse Owens. Mas, como muitos outros lagartos, os lagartos de grama podem destacar suas caudas se um predador agarrar. Perder as caudas os deixa um pouco menos ágeis, então os lagartos passam os próximos meses deitando-se enquanto regeneram suas caudas, mantendo a forrageamento de curta distância, em vez de variar em todo o seu território.

Em termos de comprimento absoluto da cauda, ​​os tubarões -debulhadores pegam o bolo, disse Jay Bradley , curador das exibições de Blue Wonders no National Aquarium em Baltimore. 

Os tubarões-debulhadores ( alopias do gênero ) são espécies migratórias e usam suas caudas principalmente para propulsão. Mas eles também usam a longa seção superior da barbatana de cauda, ​​que pode crescer até 10 pés (3 metros) de comprimento, para caçar.

Uma foto de um tubarão -debulhador nadando debaixo d'água

Os tubarões -debulhadores têm as caudas mais longas em termos de comprimento absoluto. (Crédito da imagem: Kittisun Kittayacharoenpong via Getty Images)

"Os tubarões -debulhadores se alimentam de presas escolares (ou seja, peixes pequenos, etc.). Eles nadam por essas bolas de isca e usam suas caudas para atordoar suas presas e depois nadar para comer o peixe imobilizado", Kady Lyons , cientista da Geórgia na Geórgia Aquário, disse à Live Science em um email.

Esse comportamento de caça só foi documentado em vídeo nas últimas duas décadas, disse Bradley. "Eles nadam em uma escola de peixe e depois param e abaixam suas barbatanas peitorais", disse Bradley à Live Science. "Então o rabo deles aparece sobre a cabeça, e eles meio que fazem esse movimento de chicote e basicamente atordoam pequenas presas com uma ação de chicotear".

Uma menção honrosa nas duas categorias de "cauda mais longa" vai para uma família de arraias conhecidas como raios de whiptail, cujas caudas podem ter até três vezes mais que seus corpos em forma de disco. Os pesquisadores não costumam medir a duração das caudas dos raios, porque os predadores podem morder facilmente parte da cauda, ​​disse Bradley. Mas, como exemplo, os raios de whiptail de leopardo ( Himantura Leoparda ) podem crescer até 4 metros (1,2 m de largura e 13 pés (4 m) de comprimento, incluindo suas caudas, de acordo com o Aquário de Seattle . Os raios que habitam o fundo usam suas caudas para estabilidade ao nadar e para a defesa; Quando um predador ataca de cima, os raios podem preparar as caudas e atacar o caçador com uma barbeira venenosa.

sexta-feira, 13 de agosto de 2021

 

Animais na Guerra: Parceiros, guerreiros ou vítimas?

Animais estão ao lado da humanidade há milênios. Já decidiram guerras, mas também estão entre suas maiores baixas

Fábio Marton Publicado em 11/08/2019, às 08h00


Cavalaria
Cavalaria - Crédito: Reprodução

A Guerra do Peloponeso, entre as cidades-estado gregas, não impediu que os soldados de Corinto faltassem à celebração a Dionísio, o deus do vinho, em uma animada noite de verão do século 5 a.C. Enquanto a guarda dormia profundamente sob o efeito do álcool, o Exército de Atenas resolveu atacar de surpresa. Mas deparou-se com um imprevisto: 50 cães, bem sóbrios, caíram furiosamente sobre os invasores.

Os animais causaram várias baixas, porém foram sendo dizimados até sobrar apenas um deles, que conseguiu fugir para dentro dos muros da cidade. Em breve, ainda que de ressaca, toda a infantaria coríntia estava a postos e os atenienses foram derrotados. O sobrevivente tornou-se o primeiro cão heróico da História. Foi feita uma estátua dele, e ele ganhou uma coleira de prata, onde se lia: Sorter, defensor e salvador de Corinto.

Animais foram e são parte dos conflitos humanos. "Desde os primórdios, as pessoas usavam na guerra tudo o que estivesse à mão", afirma o coronel da reserva e historiador Luiz Alencar Araripe, coautor de História da Guerra. Assim como instrumentos de caça e agricultura deram origem às primeiras armas — porretes, lanças e flechas —, os animais domesticados foram logo recrutados para as batalhas, numa saga não menos trágica do que a dos próprios combatentes bípedes.

O precursor da fauna nas trincheiras foi o cachorro, afirma Michael G. Lemish em War Dogs: A History of Loyalty and Heroism (Cães de Guerra: Uma História de Lealdade e Heroísmoa), citando a ligação pré-histórica entre seres humanos e caninos.

Muitos povos usaram cães como armas. Em 101, tropas do Império Romano foram surpreendidas pelos teutônicos na batalha de Vercellae, que lançaram contra eles cães usando armaduras. Os romanos venceram e adotaram esses cachorros enormes, dos quais descendem hoje raças como fila, mastim napolitano e rottweiler.

Nas conquistas espanholas da América, cães foram atiçados para cima dos nativos. Mas o uso de armas de fogo já havia tornado esses animais de ataque obsoletos. Napoleão chegou a usá-los como guarda (e, reza a lenda, teria sido salvo pelo cachorro de um pescador ao cair no mar, em 1815, enquanto tentava fugir da ilha de Elba).

Na Primeira Guerra, eles serviram para puxar carga, carregar mensagens e buscar soldados feridos no front, mas sua função principal era apenas a de mascote. Foi só durante a Segunda Guerra que começaram a se formar grupos especializados em treinamento de cães, com o estabelecimento do K-9 Corps ("regimento canino") no Exército americano.

O heroísmo nem sempre era recompensado. Cachorros viraram cobaias para medicamentos desenvolvidos com urgência durante o conflito. A política então era trazer os animais de volta. No entanto, dos 5 mil cães que participaram da Guerra do Vietnã, menos de 200 retornaram a casa. Todos os demais foram abandonados ou mortos pelos próprios americanos tão logo se tornaram inúteis — se feridos em combate, por exemplo.

A União Soviética também cometia suas atrocidades. Na Segunda Guerra, o Exército Vermelho ensinou cães a procurar comida debaixo de tanques. Amarrava bombas aos bichos para explodirem sob os veículos alemães, mas o programa foi cancelado porque os animais não diferenciavam tanques alemães de soviéticos.

Mamíferos camicases

Bat Bomb / Crédito: Wikimedia Commons

Nessa mesma época, os Estados Unidos testavam sua arma secreta mais bizarra: a bat bomb. Um pequeno artefato incendiário era preso ao rabo de morcegos da espécie Tadarida brasiliensis. Por sua tendência a procurar abrigo durante o dia, nas áreas urbanas o animal costuma se esconder em casas e prédios. Os morcegos seriam lançados de aviões, dentro de cápsulas com 40 animais, cada uma, que abririam um paraquedas a 300 m de altura e então liberariam a carga viva.

Os artefatos incendiários tinham um timer para permitir que os animais se escondessem no forro da residência de um desavisado antes de explodir. Em 1944, o projeto foi abortado em detrimento da bomba atômica. A tecnologia nuclear salvou os morcegos, mas quase pôs a perder outro bicho. Em 1962, a Marinha americana iniciou sua pesquisa com mamíferos marinhos. Um dos treinadores do programa, Michael Greenwood, desertou em 1977, denunciando à imprensa um plano para colocar explosivos atômicos em orcas e fazê-las atacar navios e portos inimigos.

O americano revelou também que golfinhos estavam sendo treinados para atacar mergulhadores com um arpão que injeta gás carbônico na vítima. Em tese, isso a faria boiar até a superfície, mas, na prática, a arma era letal e tão escabrosa quanto parece.

As acusações de Greenwood nunca foram reconhecidas pelas Forças Armadas dos EUA. Oficialmente, golfinhos e leões-marinhos são empregados apenas na detecção — ao encontrarem uma mina ou mergulhador, ativam um sino no barco e recebem dispositivos localizadores para prender ao elemento detectado. No Iraque, em 2003, um grupo de 140 animais foi usado para identificar mais de 100 minas no porto de Umm Qasr. O governo americano não menciona nenhuma baixa entre esses mamíferos marinhos.

A doença como arma

A peste de Ashdod, Nicolas Poussin, 1631 / Crédito: Wikimedia Commons

 

Autora de Animais nas Guerras: A Força do Exército dos Bichos nas Grandes Batalhas, Priscila Gorzoni afirma que, na pesquisa para seu livro, o que mais a impressionou foi a importância dos insetos nas batalhas: "Não como armas, mas o quanto eles mudaram a história". O principal matador é o pernilongo Anopheles, transmissor da malária.

A doença é apontada por alguns como a causa da queda do Império Romano, mas também impediu Roma de ser conquistada. Em 410, Alarico, o Visigodo, morreu de malária após saquear a cidade. Em 452, os hunos de Átila resolveram dar meia-volta por causa da epidemia. Em 536, o imperador bizantino Belisário evitou reconquistar a capital pelo mesmo motivo.

Outra doença, porém, foi usada deliberadamente como uma arma biológica: a peste bubônica, transmitida pela pulga. A praga começou na China, em 1334. Três anos depois, os mongóis atiraram corpos infectados sobre os muros da cidade genovesa de Caffa (na atual Ucrânia). Os genoveses fugiram em pânico para a Itália, iniciando a epidemia que dizimaria um terço da Europa. Séculos depois, em 1940, a força aérea do Japão imperial atacou a cidade chinesa de Ningbo com urnas de cerâmica repletas de pulgas contaminadas pela peste. O estrago provocado por armas biológicas japonesas na Segunda Guerra é estimado entre cerca de 400 e 580 mil vítimas.

Nem todos os bichos entram na guerra para matar. Os pombos-correio, capazes de voar até 1,8 mil km e voltar infalivelmente a seu pombal, já levavam mensagens no Egito antigo e foram decisivos até a Primeira Guerra, quando o rádio ainda era precário. Foi pombo que levou aos ingleses a notícia da derrota de Napoleão na Batalha de Waterloo, em 1815.

Os reis da guerra

Batalha de Gaugamela / Crédito: Wikimedia Commons

 

São os cavalos as maiores vítimas e algozes das guerras. Embora não se saiba ao certo quando foram domesticados, acredita-se que, perto de 2000 a.C., já puxassem carroças e arados em regiões da Rússia e do Cazaquistão. Isso levou à sua primeira função: charretes de guerra, como as bigas, que usavam principalmente arqueiros para atacar, com lanças para combate próximo.

As bigas tornaram-se obsoletas quando raças fortes o suficiente para carregar sozinhas um cavaleiro foram desenvolvidas. Em 331 a.C., as tropas de Alexandre, o Grande, enfrentaram bigas persas na batalha de Gaugamela. Elas tinham lâminas presas às rodas e causavam muito medo na infantaria, mas eram difíceis de manobrar e foram derrotadas pela agilidade dos cavaleiros e soldados do general macedônio.

A cavalaria teve sua idade de ouro após a adoção do estribo pelos europeus no século 9. As invasões mongóis, no século 11, tinham a cavalaria armada com flechas como seu principal trunfo. Muito antes, no século 5, os hunos usufruíram do mesmo recurso. No entanto, já no século 15, tropas organizadas com piques, grandes lanças de até 7 m de comprimento, tornaram as cargas heroicas de cavalaria inúteis. O equinos retornaram às funções auxiliares de reconhecimento, flanco e perseguição.

Durante a Primeira Guerra, tanques deram o golpe final à cavalaria, mas havia um precedente: o elefante. A partir do século 16, o animal inclusive levava pequenos canhões. É muito difícil matar um elefante e, além disso, ele luta sozinho: ao encontrar uma tropa adiante, o animal costuma atacar com sua imensa força. Foram empregados na Europa e Ásia ostensivamente.

Em 218 a.C., o general catarginês Aníbal Barca atravessou os Alpes com 37 elefantes, que trucidaram os romanos. No entanto, mesmo na Antiguidade, já se conhecia o ponto fraco do animal: seu instinto. Para Gorzoni, os elefantes só funcionavam mesmo contra povos que não os tinham visto antes, como os romanos dos primeiros combates.

Ao serem atingidos, é comum que eles se desesperem e fujam, atropelando tudo pelo caminho — como eram postos na linha de frente, isso significava esmagar quase todo o exército. Por isso, era comum aos condutores levarem consigo uma estaca e um martelo. Caso seu animal saísse do controle, ele mesmo se encarregava de matá-lo com um golpe na medula espinhal.

Apoio tático

Mesmo depois de a cavalaria perder sua importância, os cavalos continuaram a servir como animais de carga em combate, dividindo essa função com mulas, bois e camelos (e mesmo com elefantes).

Segundo Alencar Araripe, na Segunda Guerra, quando os brasileiros derrotaram a 148ª Divisão da Wehrmacht na Itália, em 1945, foram capturados 6 mil soldados, mil carros e, para a surpresa dos pracinhas, 4 mil cavalos. A Alemanha não tinha muito combustível, por isso (especialmente no fim do conflito) usava a tração animal para a artilharia. No total, 2,75 milhões de cavalos serviram ao Exército nazista.

Em 2001, no Afeganistão, os cavalos mais uma vez mostraram estar longe da aposentadoria. Com animais emprestados pela Aliança do Norte, soldados americanos apontaram a posição de combatentes do Talibã para facilitar a atuação de seus caças e bombardeiros. Quando os talibãs começaram a fugir, foram perseguidos pelos americanos e afegãos em seus cavalos, no que foi chamada pela imprensa como a primeira carga de cavalaria do século 21.

A mobilização da sociedade em defesa dos animais é cada vez maior. Em 2004, um memorial foi inaugurado em Londres para homenagear todos os bichos que lutaram pela Inglaterra e pelos aliados. Entre os ativistas, a esperança está na tecnologia. "A guerra é sempre ruim, mas abusar de animais é ainda muito pior", diz Priscila Gorzoni. "Talvez as máquinas possam substituí-los, e assim uma parte da loucura acabe".

Morcego brasileiro

Crédito: Wikimedia Commons

Como o nome indica, o morcego camicase Tadarida brasiliensis é encontrado no Brasil, mas também em toda a América, chegando ao Texas, de onde seriam recrutados. É uma espécie insetívora e muito abundante, que tem a cauda solta, não incorporada à asa, como em outras espécies — por isso a infame ideia de amarrar bombas em seu rabo.

Sargento Stubby

Crédito: Wikimedia Commons

Em 1918, um mestiço de buldogue foi contrabandeado como mascote para a 102ª infantaria americana. Após ser atingido por gás venenoso e granadas, aprendeu a identificar o som da artilharia e o cheiro do gás antes dos soldados, salvando muitas vidas. Stubby foi promovido a sargento pelo oficial do grupo, mas mais tarde a decisão foi revertida por superiores.

Veneno útil

A peçonha de animais já foi usada inúmeras vezes como arma. Da secreção da pele de sapos coletada por índios e aplicada na ponta de flechas e zarabatanas às cobras estrategicamente amontoadas por vietcongues em armadilhas para soldados americanos, na Guerra do Vietnã.

Cher Ami

Crédito: Wikimedia Commons

Em 2 de outubro de 1918, um batalhão do Exército americano se perdeu e foi cercado pelos alemães. Um pombo francês chamado Cher Ami foi solto com um pedido de socorro. Cruzando as linhas alemãs, apesar de ter levado um tiro no peito, perdido um olho e com uma perna ferida, levou sua mensagem. Os alemães foram repelidos, e os 194 sobreviventes, resgatados.

Babieca

Crédito: Wikimedia Commons

 

Babieca, o garanhão branco de Rodrigo Dias Vivar, El Cid, está tão cercado de lendas quanto o próprio cavaleiro do século 11. A mais famosa delas é sobre sua última batalha. Morto no dia anterior, o corpo de El Cid foi amarrado sobre Babieca, e o cavalo o levou à frente das tropas, assustando os inimigos e inspirando os soldados. Assim, o garanhão foi o único animal conhecido a cumprir as funções de general.

Suleiman

Nascido no Sri Lanka em 1540, Suleiman (ou Salomão) foi dado de presente ao rei português João III. Nascido entre elefantes de guerra, serviu à paz: como medida diplomática, o monarca repassou o presente ao príncipe austríaco Maximiliano II. A história é contada por José Saramago em Viagem do Elefante.


Saiba Mais

Animais nas Guerras: A Força do Exército dos Bichos nas Grandes Batalhas, Priscila Gorzoni, ed. Matrix, 2010.

Animals in War, Jilly Cooper, Corgi Books, 2000.

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Câmara aprova lei que leva à prisão quem maltratar animais

quinta-feira, 26 de março de 2015

4 fatos chocantes que você precisa saber sobre a carne suína...crueldade sem fim no Brasil

Favoritar Diretora de educação do Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal (FNPDA).
Publicado: Atualizado:
ANIMAL CRUELTY PIG
Ing
A vasta maioria das embalagens e propagandas sobre a carne suína no Brasil omite qualquer informação sobre como esses produtos são originados. Enquanto muito se diz sobre qualidade e sabor dos diferentes cortes, presuntos, bacons, salsichas e linguiças, nada se fala sobre como os cerca de 36 milhões de porcos abatidos todos os anos no Brasil são criados.
Por isso, o Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal (FNPDA) preparou uma lista que revela fatos chocantes, mas reais, sobre como a maioria dos porcos são criados e tratados em sistemas industriais. Respire fundo e prepare-se para entender por que as indústrias da produção e do marketing estrategicamente fazem questão de esconder isso de você.

1. Leitões têm seus dentes cortados

Com menos de sete dias de vida, leitões - fêmeas e machos - têm seus dentes cortados ou lixados. Na maioria das vezes, os animais gritam e agonizam de dor, pois esse procedimento é feito sem nenhum tipo de anestesia ou medicações que aliviem a dor e o estresse.
Os dentes dos leitões são inervados e estudos científicos já demonstraram que o corte pode causar dor aguda e sentimento de angústia no momento e nos minutos seguintes ao procedimento. O corte de dentes também pode causar dor e complicações mais duradouras, de até 120 dias após o corte - como aberturas de cavidades, fraturas, hemorragias, infiltrações e abscessos.
Essa prática cruel ainda impera no Brasil sob a desculpa de que ela é necessária para prevenir ferimentos nas mamas das porcas parideiras, embora evidências científicas provem que isso não é necessariamente verdade. Desde 2003, a prática de cortar ou lixar dentes de leitões de forma rotineira já foi proibida em todos os países da União Europeia.

2. Leitões têm suas caudas esmagadas ou cortadas

Também logo após nascerem, antes de completarem sete dias de vida, os leitões em sistemas industriais têm suas caudas esmagadas ou cortadas. Embora o procedimento seja inquestionavelmente estressante e doloroso para os animais, o uso de anestésicos e analgésicos é geralmente dispensado pelos produtores.
Porcos são animais extremamente inteligentes e ativos, que passam a maioria do seu tempo explorando o ambiente em que vivem. O corte de caudas é feito porque em sistemas de confinamento tradicional - que são predominantes no Brasil - eles vivem em baias de concreto superlotadas que não proveem nenhum tipo de enriquecimento ambiental. O estresse e o tédio gerados por esse sistema de produção os levam a explorar e morder as caudas dos companheiros de baia, o que às vezes também resulta em infecções graves e surtos de canibalismo.
Estudos científicos são vastos e claros: porcos criados em sistemas abertos, ou com uso de enriquecimento e espaço suficiente, não desenvolvem o comportamento anormal de morder caudas e assim a prática extremamente cruel de cortá-las ou esmagá-las não é "necessária". Assim como para o corte de dentes, a União Europeia também já proibiu o corte rotineiro de caudas.

3. Leitões são castrados sem anestesia

Como se não bastasse, também antes de atingir o sétimo dia de vida, os leitões machos têm seus sacos escrotais cortados e os testículos removidos, sem o uso de medicação para anestesiar ou aliviar a dor. Esse procedimento desumano é feito para evitar o odor forte dos hormônios masculinos na carne de animais abatidos.
No entanto, países como Dinamarca e Alemanha já usam analgésicos rotineiramente. Suíça e Holanda já abandonaram a prática totalmente, usando métodos alternativos, como abater animais mais jovens ou separar carcaças com odor forte. A União Europeia como um todo já está trabalhando para que a prática de castração sem anestesia seja abolida e negociações atuais com a indústria e o varejo indicam que isso pode acontecer já em 2018.

4. Porcas parideiras vivem em gaiolas minúsculas

De acordo com artigos da indústria, cerca de 99% das porcas usadas para parir leitões de engorda na produção industrial de carne suína do Brasil são confinadas por praticamente toda a vida em gaiolas de gestação e parição.
Essas gaiolas são tão pequenas que as porcas não podem sequer se virar dentro delas, ou dar mais do que um passo para frente ou para trás. A prática de confinar porcas em gaiolas por toda a vida é tão cruel que já foi proibida em todos os países da União Europeia, Canadá e Nova Zelândia - e associações de produtores na Austrália e África do Sul já se comprometeram a abandoná-la de forma gradual.
Porcos são um dos animais mais inteligentes do planeta, até mais do que os cães, e não é exagerado dizer que o sofrimento das porcas reprodutoras confinadas dessa forma é um dos piores dentre os animais criados para consumo.

No Brasil, a pressão do Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal e outras ONGs de proteção animal já levou a BRF, maior produtora nacional e dona das marcas Sadia e Perdigão, a declarar que acabará com esse sistema de confinamento. Agora, nós estamos pedindo que a JBS, segunda maior produtora e dona da marca Seara, faça o mesmo. Se você se importa com a forma como os animais são tratados na produção de alimentos, clique aqui e assine a petição que pede que a JBS ouça essa demanda.
E não se esqueça: esse é apenas um primeiro passo para que a produção de carne suína se torne um pouco menos cruel. Dados todos os demais abusos que reportamos aqui, a decisão mais sensata é não consumir carne suína, recusando presuntos, bacons, salsichas e linguiças em embalagens pomposas promovidas por celebridades que nada dizem sobre como eles são produzidos.

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

CRUELDADE SEM LIMITES

Noticias

Estudiosos do manuscrito “Feuer Buech”, um tratado sobre artilharia e máquinas da década de 1530, encontraram nas ilustrações do texto um método cruel para utilizar mascotes como verdadeiras armas de fogo. O texto alemão, que acompanha as imagens, aconselha aos chefes militares o uso de animais pequenos, como gatos e pombos para “incendiar um castelo ou uma cidade que, de outro modo, não poderia ser sitiada”.

As ilustrações, que mostram as mascotes lançadas em direção a um castelo através de mecanismos que se assemelham a cinturões de foguetes, não deixam de assustar os especialistas. O autor do tratado é um mestre artilheiro chamado Franz Helm, de Colônia, que havia lutado em algumas batalhas contra os turcos, no sul da Europa, na época em que surgiu a pólvora, mudando para sempre a concepção das armas de guerra.

As ideias do mestre artilheiro não se esgotam com o uso de gatos. Através das ilustrações feitas por vários pintores, é possível observar imagens de armas estranhas e horríveis, desde bombas de estilhaços a mísseis explosivos. Um dos fragmentos do tratado oferece uma receita exata para utilizar equipamentos incendiários com base em animais: “Costure um bolso que tenha a forma de uma flecha de fogo. Se você deseja atacar uma cidade ou um castelo, deve pegar um gato no local. Amarre bem o bolso nas costas do gato e depois solte o animal, que será jogado em direção ao castelo ou à cidade e lá se esconderá assustado em um palheiro, incendiando-o”.

Vale destacar que, até o momento, não existem evidências de que algumas vez tenha sido implementado um mecanismo similar na história das guerras mundiais.
Fonte: RT 

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

 Retratos de famílias animais inesquecíveis

Animais, tanto os domésticos quanto os selvagens, não costumam posar para fotos de família. No entanto, nós fazemos nosso melhor para tirar as fotografias por eles!

A lista abaixo apresenta algumas das melhores fotos de famílias animais que já vimos. Muitas delas foram feitas por profissionais que são especializados em vida selvagem.

E se você está pensando que os grupos animais mostrados abaixo não são realmente famílias, está enganado. Muitos animais, principalmente pássaros – como cisnes, corujas, albatrozes e águias – acasalam para a vida toda e tem relações monogâmicas. Além disso, várias espécies animais cuidam de seus filhotes até eles atingirem a maturidade, mantendo-os por perto.

 Por: Marcus Cabral

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