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segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Francis Galton

Francis Galton
Conhecido(a) por Eugenia
Nascimento 16 de fevereiro de 1822
Birmingham
Morte 17 de janeiro de 1911 (88 anos)
Haslemere
Nacionalidade Inglaterra Inglês







Instituições Meteorological Council, Sociedade Geográfica Real (Reino Unido)
Campo(s) Antropologia
Francis Galton (Birmingham, 16 de fevereiro de 1822 — Haslemere, Surrey, 17 de janeiro de 1911) foi um antropólogo, meteorologista, matemático e estatístico inglês.

Galton era o mais novo de nove filhos de um próspero banqueiro, nasceu em uma família socialmente abastada. Aos 16 anos, começou a aprender medicina, mas interessou-se pela matemática, formando-se nesta. Depois voltou a estudar medicina até à morte do seu pai, decidindo então por viajar e estudar parte da África. Voltando, escreveu muito a respeito de suas viagens, fez muito sucesso por isso, mas deixou de viajar quando se casou. Deu atenção a meteorologia, criando instrumentos e mapas aperfeiçoados e usados até hoje. 

Galton produziu mais de 340 artigos e livros em toda sua vida envolvendo a distribuição geográfica da beleza, a moda, as impressões digitais, a eficácia da oração religiosa e o levantamento de peso. Também criou o conceito estatístico de correlação, a amplamente promovida regressão em direção à média e várias invenções como um periscópio, um dispositivo para abrir cadeados e uma versão inicial da impressora de teletipo. 

Ele foi o primeiro a aplicar métodos estatísticos para o estudo das diferenças e herança humanas de inteligência, e introduziu a utilização de questionários e pesquisas para coletar dados sobre as comunidades humanas, o que ele precisava para obras genealógicas e biográficas e para os seus estudos antropométricos. Como pesquisador da mente humana, fundou a psicometria (a ciência da medição faculdades mentais) e a psicologia diferencial. 

Era primo de Charles Darwin e, baseado em sua obra, criou o conceito de "eugenia" que seria a melhora de uma determinada espécie através da seleção artificial. O primeiro livro importante para o pensamento de Galton foi Hereditary Genius (1869). A sua tese afirmava que um homem notável teria filhos notáveis. 

O termo eugenia passa a ser cunhado apenas em 1883 na obra Inquiries into Human Faculty and Its Development. As conclusões de Galton sobre a hereditariedade e os chamados "bem nascidos" devem ser observadas pelo conhecimento científico no século XIX. Por isso, os estudos que tratam de Galton e a eugenia procuraram diferenciar aquilo que é proposto pelo cientista inglês em sua época e as diferentes formas políticas e sociais de como a noção de "eugenia" foi interpretada em lugares distintos.[1]
 
Galton acreditava que a "raça" humana poderia ser melhorada caso fossem evitados "cruzamentos indesejáveis" o que acompanhava o sentido racista da eminente burguesia europeia da época. Isto porque se aproveitava das condições desumanas em países explorados por países europeus onde fez suas viagens para comparar as capacidades de um burguês com um camponês analfabeto levando ao pensamento orgulhoso e odioso que promoveu a eugenia que persiste até hoje em segregar pessoas em fundamentos racistas. 

O desenvolvimentos de testes de inteligência para selecionar homens e mulheres brilhantes, destinados à reprodução seletiva são obras de Francis Galton em caráter de promover estes ideais para reafirmar o senso de superioridade eurocêntrico e como propaganda deturpar as possibilidades de enfraquecimento da comunidade branca europeia contra imigrantes. Esta ideologia teve papel fundamental na formação do Fascismo e nazismo como paralelos do ultranacionalismo e afins.

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Morre David M. Raup- influente cientista

David M. Raup 
David M. Raup

The paleontologist David M. Raup died on July 9, 2015, at the age of 82, according to a press release from the University of Chicago (July 14, 2015). The press release explains, "Raup was widely known for the new approaches he brought repeatedly to paleontology, such as extensive computation, modern evolutionary biology, theoretical ecology, and mathematical modeling." Raup was also a pedagogical innovator: Principles of Paleontology (1971, 1978), his textbook coauthored with Steven M. Stanley, focused on paleontological methods rather than adopting a systematic or historical approach. To the public, he was famous for his popular books explaining his views on periodicities in mass extinctions: The Nemesis Affair (1985) and Extinction: Bad Genes or Bad Luck? (1991).
A vivid and candid writer, Raup was often misleadingly quoted by creationists. For example, a supposedly antievolutionary phrase from a 1979 essay of his — "we have even fewer examples of evolutionary transitions than we had in Darwin's time" — is still in circulation, although in context it is clear that Raup was talking about such evolutionary transitions as driven by natural selection alone; in the same article, he writes, "This record of change pretty clearly demonstrates that evolution has occurred if we define evolution simply as change; but it does not tell us how this change took place, and that is really the question." Raup contributed a chapter on "The Geological and Paleontological Arguments of Creationism" to Laurie R. Godfrey's Scientists Confront Creationism (1984), in which he commented, "[Duane] Gish ... has popularized the notion that the rocks and the fossils say NO to evolution. As I will show here, the rocks and the fossils say YES to evolution!" Later in his life, Raup was apparently intrigued by the "intelligent design" movement, reportedly having a better opinion of Phillip Johnson's scholarship than did his colleague Stephen Jay Gould.
Raup was born in Boston on April 24, 1933. He received his B.S. from the University of Chicago in 1953 and his M.A. and Ph.D. in geology from Harvard University in 1955 and 1957. He taught at Caltech and the John Hopkins University before becoming a professor of geology at the University of Rochester from 1966 to 1978. Returning to Chicago, he was curator of geology from 1978 to 1980 and dean of science from 1980 to 1982 at the Field Museum of Natural History. He also joined the Department of the Geophysical Sciences at the University of Chicago in 1980, becoming emeritus in 1995. His honors included the Paleontological Society's Charles Schuchert Award in 1973, election to the National Academy of Sciences in 1979, and the Paleontological Society Medal in 1995.
 
David M. Raup (24 de abril de 1933 – 9 de julho de 2015) foi um iconoclasta e influente paleontólogo da Universidade de Chicago, que desafiou doutrinas aceitas com registros de fósseis baseadas em análises de dados. Raup contribuiu para o conhecimento dos eventos de extinção junto com seu colega Jack Sepkoski. Eles sugeriram que a extinção dos dinossauros há 66 milhões de anos atrás era parte de um ciclo de extinções em massa susceptíveis a ocorrer a cada 26 milhões de anos. Raup também ensinou na Caltech, Johns Hopkins e da Universidade de Rochester1 .
Ele nunca desenterrou um dinossauro, foi o primeiro presidente da Sociedade de Paleontologia (uma associação profissional internacional fundada há mais de um século atrás), e nunca teve formalmente descrito uma nova espécie na literatura científica.2

segunda-feira, 19 de março de 2012

 

domingo, 16 de outubro de 2011

A infância dos maiores cientistas de todos os tempos

Conheça fatos curiosos sobre a meninice desses grandes gênios da Ciência e Tecnologia
Galileo era um aluno CDF e Einstein teria sido reprovado em matemática
Galileo era um aluno CDF e Einstein teria sido reprovado em matemática
Dia 16 de outubro é comemorado o Dia da Ciência & Tecnologia, uma das áreas mais importantes do mundo. Para comemorar está data tão significativa, o MSN Tecnologia preparou uma lista bem humorada com os cinco maiores cientistas de todos os tempos.
Mas como o Dia das Crianças também foi celebrado agora, dia 12 de outubro, resolvemos contar alguns fatos curiosos sobre a infância dessas mentes brilhantes que, na fase adulta, realizaram grandes descobertas e invenções revolucionárias.
É claro que muitas figuras notáveis ficaram de fora, mas os nomes aqui presentes representam com louvor esta profissão que, embora pouco popular entre as garotas, é de extrema importância para o avanço da civilização humana.
Confira a seguir quem foram esses homens e um pouco mais de suas infâncias.

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Aristóteles (384 a.C. – 322 a.C.)
O filósofo grego Aristóteles provavelmente foi primeiro nerd da história da humanidade. Para se ter uma idéia, seu apelido na escola era “O leitor”, devido à fome com que Aristóteles lia e se cercava de livros.
Embora nunca tenha feito nenhuma descoberta, Aristóteles é apontado como o criador da biologia. Foi ele o primeiro a classificar os seres vivos de forma racional baseada nas características de cada animalzinho.
Aristóteles também acreditava na política como ferramenta capaz de assegurar a felicidade coletiva, provando que até um gênio pode se enganar de vez em quando.

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Galileo Galilei (1564 – 1642)
Galileo sempre foi um aluno CDF, para usar a gíria estudantil, e viveu a maior parte de sua vida em Pisa e em Florença, na Itália.
O italiano era tão atrapalhado que costumava apontar o seu microscópio para o céu. É claro que ele não conseguiu ver muita coisa, mas aquilo lhe rendeu uma idéia.
De posse de uns “óculos especiais” aperfeiçoados por ele mesmo, Galileo conseguiu fazer descobertas astronômicas incríveis e de quebra inventar o termo "telescópio".
Uma das maiores realizações de Galileo foi a descoberta de que haviam luas ao redor de Júpiter, provando que nem todos os corpos celestes giravam em torno da Terra, como se acreditava naquela época.

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Isaac Newton (1643 – 1727)
Com uma cabeleira de dar inveja a Marge Simpsons, o pequeno Newton vivia sendo zuado pelos colegas, que diziam que suas madeixas eram capazes de amortecer uma bigorna. No entanto, eles estavam errados.
Certa vez, ao sentar-se por baixo de uma macieira num jardim, uma maça bateu na cabeça de Newton, já adulto, fazendo com que ele não só sentisse o impacto, como, de alguma forma, ficasse ciente da força da gravidade.
Este pequeno acontecimento se tornou em umas das descobertas mais importantes da Ciência, permitindo ao homem entender como se formam as estrelas e os planetas e como eles se agrupam para formar as galáxias.

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Thomas Edison (1847 – 1931)
Ao contrario de seus antecessores, Thomas Edison era um péssimo aluno que não parava quieto nas aulas e nunca fazia as lições de casa. Por conta disso, acabou expulso do colégio e foi educado por sua mãe.
Quando tinha 21 anos, Edison registrou o seu primeiro invento: uma máquina de votar pela qual ninguém se interessou.
Ao invés de ficar frustrado, ele prometeu que criaria uma nova invenção a cada dez dias, ou até conseguir produzir alguma coisa que prestasse.
Edison nunca chegou a atingir esse objetivo – de criar uma invenção a cada dez dias -, mas conseguiu registrar 2.332 patentes ao longo de sua vida, sendo considerado o maior inventor de todos os tempos.
Entre as suas maiores invenções, está a lâmpada incandescente, que aparece até hoje em cima da cabeça das pessoas quando elas têm uma grande idéia.

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Albert Einstein (1879 – 1955)
Com visual de cientista maluco, Einstein foi uma das mentes mais brilhantes do século XX e responsável por estabelecer novos parâmetros para a ciência moderna, lançando uma maneira inovadora de se pensar o universo.
A teoria da relatividade publicada por Einstein afirma que tudo é relativo (não me diga?) e que o tempo passa mais lentamente quanto maior é a velocidade a que nos deslocamos (ok, isso é impressionante).
Uma lenda diz que Einstein teria sido reprovado em matemática quando era estudante. Entretanto, quando lhe mostraram um recorte de jornal com esta questão, Einstein riu e disse: “Isso é mó ladainha, Antes dos quinze anos já pegava todas as menininhas e ainda dominava cálculo diferencial e integral”, humilhou o cientista.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Profissão: cientista

Colunista desfaz estereótipos e fala sobre atividades, exigências e prazeres da carreira científica

Por: Adilson de Oliveira

Publicado em 17/09/2009 | Atualizado em 15/12/2009

Profissão: cientista

Entre as carreiras mais disputadas nos vestibulares estão as de medicina, engenharia e direito, devido ao seu prestígio social e à perspectiva de bom retorno financeiro. A profissão de cientista não costuma ser muito popular (foto: Wilson Dias/ABr).

Entre os meses de setembro e novembro, muitos jovens na faixa etária de 17 a 20 anos ficam preocupados e apreensivos, pois durante esse período as principais universidades brasileiras começam a realizar seus vestibulares. Fazer a escolha de uma carreira que poderá marcar toda a vida não é fácil. Entre as carreiras mais disputadas normalmente estão as de medicina, engenharia e direito, devido ao seu prestígio social e à perspectiva de um bom retorno financeiro no futuro. Contudo, alguns poucos jovens, pelos mais diversos motivos, sonham em se tornar algo que não costuma ser muito popular: cientista.

Mas o que é ser um cientista? É possível viver do trabalho na ciência? Quando fazemos essas perguntas (eu mesmo as fiz quando era estudante do ensino fundamental) é difícil encontrar as respostas, principalmente se vivemos em um ambiente com pouco acesso a informações. Normalmente as primeiras que encontramos são: “ser cientista é uma coisa do outro mundo” ou “algo somente para alguns iluminados” ou “uma profissão que não tem futuro”.

Essas respostas, muitas vezes desanimadoras, talvez venham do senso comum sobre o que é ser cientista. O estereótipo construído normalmente remete à figura de uma pessoa distraída, que “tem a cabeça no mundo da Lua”, desligada da realidade, que anda mal vestida, traz os cabelos sempre despenteados, usa óculos com lentes grossas e veste um avental branco e amassado, com o bolso cheio de canetas. Para o gênero feminino, além das características citadas, imagina-se uma mulher feia, muito gorda (ou muito magra), que não se preocupa com a aparência e não tem nenhuma vaidade. Em ambos os casos, a visão sobre o cientista é algumas vezes a do bruxo (ou bruxa), que não deve ser uma pessoa “normal”.

No imaginário popular, o cientista é um solitário que trabalha em um laboratório com muitos objetos estranhos, tubos de ensaio, vidros contendo líquidos coloridos exalando vapores, microscópios etc. Imagina-se que o trabalho dele consiste em misturar líquidos que a qualquer momento podem provocar uma explosão que mandaria o laboratório pelos ares.

Magos e alquimistas

O Alquimista
Detalhe da tela 'O alquimista', de William Fettes Douglas (1822-1891).

Esse quadro nos remete à descrição que temos do trabalho dos magos e alquimistas da Idade Média. Naquele período, que precedeu o nascimento da química como a conhecemos hoje, havia a tentativa de encontrar meios que levassem à transformação da matéria e à criação de novas substâncias. O exemplo mais famoso era a busca pela pedra filosofal, que permitiria, entre muitas coisas, transformar mercúrio em ouro. Naquela época, somente por meio da magia é que se poderia imaginar a realização de tal feito. Contudo, nos dias atuais, não por meio da pedra filosofal, mas utilizando aceleradores de partículas, é possível realizar essa transmutação, mas isso é feito apenas com alguns átomos.

A visão popular do cientista, em particular dos físicos e químicos, talvez tenha sido construída dessa maneira porque a ciência, para o cidadão comum, parece ser misteriosa ou mágica. Contudo, trabalhar com ciência é algo bem diferente da imagem descrita acima. O trabalho de laboratório pode ser o mais diverso. Ele vai desde o convencional, no qual os materiais a serem estudados são produzidos por reações químicas ou físicas e as análises são realizadas pelas mais diversas técnicas, até aquele feito em grandes laboratórios, como síncrotrons ou aceleradores de partículas, ou ainda na própria natureza, como nas florestas e no próprio espaço. Para o astrofísico, por exemplo, o laboratório é todo o universo.

Além disso, nem sempre o cientista trabalha em um laboratório. Ele pode fazer o que se chama de pesquisa teórica, que necessita de computadores, de pesquisa em documentos, da análise de informações obtidas por outros cientistas, entre outros meios. A partir desses estudos pode-se descobrir e explicar muitos dos fenômenos do mundo que nos cerca.

Ao contrário do que muitos pensam, o cientista também não é aquele que sabe tudo. Nos dias de hoje, devido à grande especialização que existe na ciência, é impossível alguém dominar todas as áreas de conhecimento. Por exemplo, um cientista da área de física, embora possa ter uma visão geral desse campo, normalmente trabalha com um tema específico. Um físico especializado em astrofísica não tem conhecimento profundo de física médica, por exemplo.

Longa trajetória

A carreira do cientista
A carreira de cientista é uma longa trajetória, que pode ter início ainda na graduação, quando o estudante, ao fazer uma iniciação científica, começa a aprender os primeiros passos da pesquisa (foto: Sergio Guidoux Kalil).

A formação de um cientista é uma longa caminhada e ela nunca tem um fim. O início pode ser ainda quando se é estudante de graduação, ao se fazer uma iniciação científica. Nesse caso, um professor (que seja cientista) propõe ao aluno um pequeno trabalho no qual ele começa a aprender os primeiros passos da pesquisa. Para continuar a formação, após concluir a graduação, normalmente cursa-se um mestrado, com duração de dois anos, e um doutorado, que dura em torno de quatro anos. Após isso, são feitos alguns estágios de pós-doutorado para aprimorar mais os conhecimentos.

No mestrado, além de fazer cursos mais avançados e especializados, se desenvolve uma pesquisa sob a orientação de um professor, que deverá ser apresentada na forma de dissertação para uma banca com no mínimo três professores. No doutorado, além de o cientista se especializar mais, fazendo outras disciplinas, a pesquisa deve também gerar publicações, produtos, patentes etc. É necessário escrever uma tese e apresentá-la para uma banca com pelo menos cinco professores (que devem ser doutores). A partir daí, recebe-se o título de doutor (este de verdade, não o que muitos bacharéis utilizam sem tê-lo). Essa é a trajetória para se tornar cientista. Apenas em raras exceções não se segue esse caminho.

De fato, ser cientista exige muito de quem opta por essa carreira, mas ela é, sem dúvida, uma das mais apaixonantes. Convém lembrar que o cientista é uma pessoa como outra qualquer, tem os mesmos problemas e dificuldades do cidadão comum. Tem que levar as crianças na escola, fazer compras no supermercado, lavar o carro etc.

No Brasil, em particular, o termo cientista é pouco usado para designar os que fazem ciência. É mais comum chamá-los de pesquisador, embora esse termo também se aplique às pessoas que realizam censos e pesquisas de opinião, como as eleitorais.

Para o nosso país, é fundamental existirem pessoas envolvidas na atividade científica, para que não fiquemos muito distantes dos países mais avançados, não somente em termos de tecnologia, mas também de desenvolvimento humano. É mais importante a riqueza que existe na cabeça das pessoas do que a que se encontra embaixo da terra, como petróleo, minerais etc.

A carreira de cientista em um país como o Brasil não tem muito prestígio, pois o retorno financeiro não é proporcional ao nível de especialização exigido para tal. Contudo, o prazer da descoberta e a satisfação de percorrer caminhos ainda não trilhados são os maiores retornos que essa carreira pode proporcionar. Ter a oportunidade de participar da maior aventura humana, que é a descoberta e a compreensão do mundo a nossa volta, é algo que não tem preço.