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segunda-feira, 19 de dezembro de 2022

 

Areia movediça


O fenômeno da areia movediça, bastante popular nas cenas de filmes, é na verdade uma condição específica do solo arenoso, saturado de água. Em diversas obras cinematográficas, a ocorrência de pessoas que ficam presas em areia movediça, faz pensar se esse fenômeno realmente existe e se a forma como os objetos e pessoas são “sugados” pelo solo, acontece mesmo da forma apresentada nas telas.

Como ocorre a areia movediça?

Para que aconteça a areia movediça, conhecida pelo nome em inglês quicksand, é necessário que ocorram condições bastante específicas. Vejamos:

  • É preciso primeiramente que que exista um solo arenoso encharcado de água onde os grãos fiquem suspensos nos poros do solo saturado em meio aquoso.
  • Para que essa condição ocorra é preciso que as areias sejam fofas, assim permitindo que a água possa penetrar nos espaços entre um grão e outro de areia.
  • Sabemos que um solo fica encharcado de água, por alguma situação específica como um alagamento, um grande volume de chuvas, uma maré alta ou até um maremoto.
  • Pode ocorrer de a água saturar esse solo (tanto arenoso, quanto argiloso) mas, sabe-se que com o decorrer de algum tempo, os grãos de areia ou argila, que são mais densos que a água, acabam por decantar. Ou seja, a água mais leve acaba ficando na parte superior e os grãos de solo, mais pesados, ficam depositados na parte de baixo.

Então como é que os grãos de areia permanecem em suspensão na areia movediça?

Para que se verifiquem as condições necessárias para que haja a areia movediça, é preciso que haja algum tipo de vibração mecânica, no solo saturado de água. É esta movimentação contínua da areia encharcada é que garante que os grãos de areia permaneçam em suspensão, apenas separados por uma fina película de água entre eles. Essa vibração pode ter origem em:

  • Uma fonte de água ascendente, como uma mina d’água subterrânea, jorrando água em um fluxo contínuo.
  • Um tremor de terras que cause a vibração do solo.
  • Um tsunami que modifique o fluxo de águas subterrâneas ou superficiais.
  • Grandes movimentações de manadas de animais.

Placa de aviso de areia movediça em praia na Holanda. Foto: TasfotoNL / iStock.com

Condição rara

O conjunto de condições indispensáveis para que ocorra a areia movediça, ao contrário do apresentado em centenas de filmes, faz com que episódios desse fenômeno sejam raros. É preciso que haja uma relação específica entre a intensidade do fluxo de água, o diâmetrodensidade e peso dos grãos. É requisito para o fenômeno que haja uma específica proporção de água em relação aos grãos de areia e o fluxo em relação as características físicas dos grãos de areia.

A areia movediça não é específica de nenhuma região em especial. Pode surgir, em qualquer lugar do globo. No entanto, em locais que passaram por terremotos e tsunamis, é comum ocorrer uma ascensão do lençol freático, que cria as características específicas para a ocorrência da areia movediça. Também é possível encontrá-la em regiões de pântanos e próxima de nascentes de água natural.

Problemas causados pela areia movediça

A areia movediça pode se constituir em um grande problema caso ela ocorra em um local onde pretenda realizar alguma obra de engenharia, como construção de prédiosestradasportos e fundação de vigas em geral. A solução mais comum é o desvio da fonte de água e a drenagem do solo.

As atividades de agricultura e especialmente a pecuária ficam impossibilitadas de ser realizadas nos solos de areia movediça. Em especial, a criação de animais, corre perigo de perda de gado que tenha ficado preso no solo instável, sem ser resgatado.

Pessoas presas na areia movediça?

Como descobrimos nesse texto, é preciso que a areia encharcada tenha um tipo de vibração mecânica para que mantenha os grãos de areia em suspensão. Se alguém por acaso pisar na areia movediça e continuar se movimentando, se mexendo, vai provocar ainda mais vibração no solo, o que vai liquefazer ainda mais areia movediça e possivelmente esta pessoa vai afundar um pouco.

O ideal na situação é permanecer tranquilo e o mais estático possível. No entanto, a densidade do solo movediço é sempre superior a densidade do corpo humano, então se o indivíduo preso não ficar fazendo movimentos contínuos e descendentes, não há risco de ser totalmente sugado pela areia movediça.

A ocorrência de animais completamente puxados pela areia movediça, no entanto pode ocorrer, a depender do seu tamanho e peso. Uma vez que o animal se desespere e movimente-se muito na intenção de se libertar, ele poderá sim ficar submerso no solo. Outra situação que pode acontecer, é mesmo que o animal não fique totalmente imerso, caso não apareça algum humano para libertá-lo, ele morra de fome, sede ou vire refeição de outro animal que se aproveitará de sua condição.

Fontes:

https://www.sciencemag.org/news/2005/09/diving-deep-quicksand

https://theconstructor.org/geotechnical/quick-sand-condition/3455/

https://pt.slideshare.net/EngrKhalildawar/quick-sand-condation

Decifrando a Terra, 2009. APA. Teixeira, W., Fairchild, T. R., Toledo, M. C. M. de, & Taioli, F. São Paulo: Companhia Editora

quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

Tipos de aquíferos

Os aquíferos costumam ser divididos em dois tipos: livres (também denominados freáticos) e artesianos

Os aquíferos livres são aqueles em que a água assume uma pressão igual à atmosférica (Fig. 1.5); por sua vez, os aquíferos artesianos apresentam a água submetida a uma pressão superior à atmosférica (Fig. 1.6). Para a compreensão do funcionamento de um aquífero artesiano, deve-se imaginar uma situação como a indicada na Fig. 1.6, na qual se executa um poço até a camada de baixa permeabilidade (poço nº 1).

Nesse poço, o nível d’água localiza-se na posição N.A.1. Se outros poços (no 2 ou no 3), mais profundos, forem escavados nas proximidades do poço no 1, enquanto os fundos desses poços estiverem dentro da camada de baixa permeabilidade, o nível da água permanecerá em N.A.1 (poço nº 3) ou praticamente seco (poço nº 2).

Entretanto, quando o fundo da escavação desses poços ultrapassar a camada de baixa permeabilidade, o nível da água subirá bruscamente para o nível N.A.2. Esse fenômeno é conhecido como artesianismo.
Imagem retirada do livro Rebaixamento Temporário de Aquíferos – 2ª ed. (Ed. Oficina de Textos, 2018). Todos os direitos reservados.

Atualmente, o termo poço artesiano já extrapolou sua origem etimológica, pois, em termos corriqueiros, refere-se a qualquer poço para a obtenção de água a grande profundidade. A origem do nome está associada à província de Artois, situada ao norte da França. Essa região ficou conhecida quando se concluiu, com sucesso, um poço em 1126, utilizando-se as primeiras técnicas de perfuração em substituição às tradicionais escavações a céu aberto (Água subterrânea e poços tubulares, da Cetesb).

Há registro de que os primeiros poços perfurados nessa região foram feitos por frades da ordem de São Bruno, que utilizaram o princípio dos vasos comunicantes. Obtinham, assim, um jato de água que jorrava à superfície, em um poço que fosse perfurado a determinada profundidade, de modo que o nível de água recebesse a pressão de qualquer reservatório de água localizado em plano mais elevado.

Ainda com base na Fig. 1.6, podem-se diferenciar dois tipos de poços artesianos: o poço no 2 denomina-se poço artesiano não jorrante (pois o nível de água nele existente se mantém abaixo do nível do terreno), enquanto o poço no 3 se chama poço artesiano jorrante (pois o nível de água é superior ao terreno em que foi perfurado).

Artesianismo também pode ocorrer pelas pressões de gás

Veja a Fig 1.7. Esta mostra a ocorrência de artesianismo durante a execução de uma sondagem à percussão na cidade de Itajaí (Santa Catarina), no momento em que sua perfuração ultrapassou o final da camada “impermeável” confinante, que mantinha a água sob pressão do gás estancada.
Imagem retirada do livro Rebaixamento Temporário de Aquíferos – 2ª ed. (Ed. Oficina de Textos, 2018). Todos os direitos reservados.

Outra situação em que ocorre artesianismo é apresentada na Fig. 1.8. Trata-se de um artesianismo provocado em decorrência de uma escavação, mantida seca, com o auxílio do esgotamento da água, utilizando bombas de recalque, nas quais suas paredes são estanques (por exemplo, cortina diafragma ou estacas pranchas justapostas) e interceptam uma camada de baixa permeabilidade.

Duas situações específicas podem ocorrer nos aquíferos livres. A primeira é o chamado aquífero suspenso, também conhecido por nível freático empoleirado, que ocorre quando a água está em uma espécie de concha formada por uma camada de solo pouco permeável, situada acima do nível freático da região (nível da água N.A.1, da Fig. 1.5).
Imagem retirada do livro Rebaixamento Temporário de Aquíferos – 2ª ed. (Ed. Oficina de Textos, 2018). Todos os direitos reservados.

Geralmente, esse tipo de aquífero é transitório, pois a água escoa por intermédio da camada pouco permeável, abastecendo o aquífero inferior. O tempo necessário para o escoamento da água depende da altura na “concha” e do coeficiente de permeabilidade da camada por onde se processa a percolação (conceito a ser exposto no item 1.4) e das condições de alimentação desse aquífero.
Conhecimento do tipo de aquífero é importante, pois, no caso do aquífero livre empoleirado, o fluxo de água se dá no sentido da gravidade, ou seja, de cima para baixo; no aquífero artesiano, esse fluxo ocorre de baixo para cima. O nível de água atingido em um poço artesiano (N.A.2 dos poços 2 e 3, da Fig. 1.6) define o nível piezométrico, enquanto o nível da água N.A.1, do poço 1 da mesma figura, cujo fundo não ultrapassou a camada impermeável, e, portanto, situa-se em um aquífero livre, define o nível freático.

Aquíferos freáticos

Nesse caso, a variação do nível de água corresponde à variação do volume de água armazenada. Ao contrário, a variação do nível piezométrico não está correlacionada com a variação de volume de água armazenada, mas com a variação da pressão que está submetida.
Na medição dos níveis de água de um aquífero livre, usa-se o medidor de nível de água. Se o aquífero é artesiano, a variação da pressão da água é medida com o piezômetro, termo que significa literalmente medidor de pressão. Este deve ser usado no lugar do medidor do nível de água, pois permite medir tanto o nível freático quanto da altura piezométrica. A Fig. 1.9 mostra, esquematicamente, esses dois medidores.
Imagem retirada do livro Rebaixamento Temporário de Aquíferos – 2ª ed. (Ed. Oficina de Textos, 2018). Todos os direitos reservados.

domingo, 14 de dezembro de 2014



Tudo sobre

Poços artesianos e semi-artesianos

Qual a diferença entre poço artesiano e poço semi-artesiano?

Poço artesiano é aquele que jorra água espontaneamente e semi-artesiano é o que necessita de um equipamento de bombeamento para que a água seja retirada.

Qual bomba de água eu devo usar em um poço artesiano?

Poços artesianos não utilizam bomba de água porque são jorrantes. A maioria dos poços são semi-artesianos e utilizam bomba submersa, que apresenta grande eficiência e é instalada dentro da lâmina de água do poço. Poços rasos admitem alternativas menos onerosas (bombas injetoras, bombas centrífugas e outras). A escolha do tipo de bomba depende da profundidade em que ela será instalada, da vazão desejada e o seu dimensionamento correto deve ser feito por um técnico capaz de levantar e analisar todas as informações disponíveis.

Quais tipos de máquinas perfuram poços artesianos?

São as sondas perfuratrizes. Podem ser rotativas, mais adequadas para perfuração em sedimentos; percussoras, para perfuração em rochas e as rotopneumáticas, que por serem mais modernas tem recursos para perfuração em qualquer tipo de formação geológica. O que determina o uso de uma ou outra é o porte do poço, profundidade, geologia, condições de acesso e dimensões da área escolhida.

O que são poços freáticos?

Também chamados de "poço caipira", "cacimba ou cisterna", são poços rasos, que captam a água subsuperficial do lencol freático, que é a reserva de água subterrânea mais próxima da superfície. São comumente perfurados em zonas rurais ou em áreas de acesso restrito aos equipamentos.

A água retirada dos poços pode ser consumida?

De maneira geral sim. Apenas é recomendado que seja feita uma análise de potabilidade antes do consumo. Isto porque a água subterrânea possui as características químicas das rochas que ela atravessa. O perfil qualitativo da água do poço deve atender às exigências legais de potabilidade para consumo humano nos aspectos químico, físico e bacteriológico. De uma forma geral, grande parte dos poços apresenta água nestas condições. Estações compactas de tratamento, que apresentam boa relação custo-benefício, podem adequar o perfil qualitativo da água para os padrões exigidos.

Qual é melhor: poço semi-artesiano ou cisterna?

São obras de características técnicas e econômicas diferentes mas ambos tem as suas vantagens e desvantagens bem definidas. O poço raso ou cisterna, que capta a água mais próxima da superfície, possui um custo mais baixo, mas apresenta grande risco de contaminação. O poço semi-artesiano, por sua vez, possui uma produção mais uniforme, com água de melhor qualidade, muito embora apresente um custo maior, já que se trata de um poço com maiores dimensões e que objetiva captar água mais profunda.

Posso ter um poço artesiano na minha casa?

Sim, desde que haja acesso e área suficiente para comportar os equipamentos necessários para perfuração e que são montados sobre caminhões de grande porte.

Quanto custa para construir um poço?

O custo depende do projeto do poço, que é definido a partir da geologia do local e da vazão a ser explorada. Não há portanto uma forma de estimar o custo sem considerar as características do projeto. O correto é solicitar um orçamento, o que pode ser feito pessoalmente, por telefone ou por email, sem qualquer compromisso.

Existe filtro especial para água de poço artesiano?‎

Os filtros são dispositivos capazes de reter partículas sólidas. Quando um poço produz este tipo de partícula, são escolhidos filtros fabricados em linha, disponíveis no mercado. Não há um tipo de filtro fabricado exclusivamente para poços artesianos.

Como posso me certificar que a empresa é cadastrada no Conselho de Engenharia?

Fazendo uma consulta no site do CREA ou solicitando que a empresa apresente o documento que comprove o registro nesta entidade de classe. A Consult é registrada no CREA-SP sob o nº 0420978.

Para a perfuração de um poço tubular, preciso de alguma autorização?

Alguns estados exigem a Licença de Perfuração, no órgão gestor de recursos hídricos. Em alguns estados a gestão dos recursos hídricos ainda não está regulamentada.

Preciso de autorização para utilizar água subterrânea?

Em alguns estados é exigida a Outorga de Direito de Uso para se utilizar o poço tubular profundo. Este documento é fornecido pelo órgão estadual gestor do recurso hídrico e tem uma validade pré-determinada. Na época de seu vencimento, a Outorga deve ser renovada. É importante ressaltar que a Outorga de Direito de Uso é nominal, periódica e intransferível.

A perfuração de um poço tubular causa algum risco ao meio ambiente?

Quando bem construído e corretamente operado, o poço não oferece nenhum risco ao meio ambiente e se configura como um vetor de economia e saúde, já que produz água a baixo custo e de boa qualidade. No entanto, por se tratar de uma obra de engenharia que altera o fluxo natural da água subterrânea, a perfuração de um poço engloba riscos ambientais, que podem e devem ser eliminados mediante a adoção de técnicas e procedimentos corretos.

Em qualquer tipo de terreno pode ser feito um poço tubular?

De certa forma, sim, já que os equipamentos modernos permitem a perfuração em qualquer tipo de formação geológica (sedimentos ou rochas).

O que é um poço de monitoramento?

É um poço que permite a detecção, identificação e quantificação de agentes contaminantes dissolvidos na água subterrânea mais próxima da superfície (lençol freático) ou adsorvidos na camada não saturada (seca) do solo.Sua construção é regulamentada pela norma NBR-13895 da ABNT.

Quais são os tipos de poços que existem?

Basicamente existem três tipos de poços, a saber:
  • poço raso, também chamado de poço caipira, cacimba ou poço amazonas é aquele que é perfurado manualmente e objetiva captar água do lençol freático.
  • poço artesiano é aquele que capta água das reservas mais profundas e se apresenta como jorrante, não necessitando de equipamento de bombeamento para a retirada da água.
  • poço semi-artesiano também capta água das reservas mais profundas, mas necessita da instalação de um sistema de bombeamento para retirada da água.

Quanto tempo demora, em média, para perfurar um poço?

O tempo de perfuração de um poço depende das suas dimensões e do tipo de geologia encontrado na área da obra. Um poço perfurado em área cujo subsolo é composto de sedimentos demora mais do que aquele perfurado em zona de rocha. Mas para dar uma ideia pode-se calcular entre 5 e 20 dias

Quero perfurar um poço tubular. Por onde começo?

Pela contratação de uma empresa qualificada, que apresente capacitação técnica, estabilidade econômica e flexibilização comercial capaz de atender aos seus anseios. Exija que esta empresa possua profissionais registrados no CREA, com experiência comprovada neste ramo, além de equipamentos adequados ao porte da obra.

Caso não encontre água no poço, qual é o procedimento?

No aspecto comercial, a perfuração de um poço é uma obra cujo risco é assumido integralmente pelo cliente. A vazão do poço não é fator que influencia o seu preço, já que o custo para a empresa perfuradora é o mesmo. Assim, mesmo que um poço se mostre improdutivo, o seu preço será o mesmo e terá como base o seu orçamento inicial. No aspecto técnico, os poços perfurados em zonas sedimentares apresentam maior possibilidade de se mostrarem produtivos, já que a reserva de água subterrânea se distribui em grande área. Os poços perfurados em formações rochosas necessitam atingir uma ou mais fraturas condutoras de água. Em contrapartida, estes poços apresentam a vantagem de poderem ser aprofundados na tentativa de se atingir novas fraturas, capazes de aumentar a sua produção.

Como funciona a manutenção do poço?

O poço semi-artesiano exige pouca manutenção. Uma vez que tenha sido bem construído e corretamente equipado, precisa apenas ser bem operado. Uma manutenção preventiva (revisão de bomba, cabos e quadro) a cada um ou dois anos é suficiente na maioria das vezes para o funcionamento perfeito do poço semi-artesiano.

Qual a profundidade de uma perfuração?

A profundidade do poço é determinada pelas características geológicas da área, do projeto do poço e da vazão desejada. É possível estimar uma profundidade a partir do conhecimento dos poços existentes na região.

Como é cobrada a perfuração de um poço tubular?

Através de uma planilha de preços unitários, em que são apresentados os custos de cada unidade de serviço e material a ser utilizado. O preço final é a somatória dos custos dos serviços e dos materiais efetivamente empregados. Desta forma, o cliente só paga pelo que realmente foi executado. Desconfie dos orçamentos com preço fixo para a obra. Normalmente eles penalizam o cliente. Exija um orçamento detalhado.

terça-feira, 1 de julho de 2014

Meio Ambiente
Você sabe para onde vai o óleo do seu carro?

Altamente contaminante o óleo lubrificante usado e contaminado traz grandes impactos ao meio ambiente quando descartado incorretamente.

Apenas 0,8% do total de água no mundo é doce e parte desta, já está poluída e contaminada. Um dos grandes contaminantes da água no Brasil é o Óleo Lubrificante usado e contaminado (OLUC), que traz grandes impactos quando descartado incorretamente ou até mesmo quando utilizado para queima o que libera diversos gases poluentes e tóxicos extremamente nocivos à saúde humana.

O OLUC pode ser originário da atividade industrial, mas também oriundo da troca de óleo do carro. Periodicamente é necessário a troca do óleo para conservação e bom funcionamento do veículo e o óleo lubrificante retirado muitas vezes é revendido como produto final podendo ser utilizado como combustível, lubrificante de moto serra, proteção para mourão ou é descartado incorretamente no solo contaminando a área do entorno e os lençóis freáticos.

Para termos uma dimensão do impacto apenas 1 litro de OLUC tem a capacidade de contaminar mais de 1 milhão de litros de água o que representa o esgoto doméstico de 40 mil habitantes. Segundo o Conselho Nacional de Meio Ambiente (CONAMA) a única destinação para o OLUC é o rerrefino, um processo de alta complexidade que descontamina o óleo transformando-o em um produto fino com características muito próximas ao primeiro refino.

“O rerrefino resolve o problema da contaminação do meio ambiente, permite economizar os recursos naturais do Brasil e ainda transformar resíduo perigoso em um produto nobre. Nossa missão na Lubrificantes Fenix é conscientizar a população para os prejuízos ambientes que o OLUC traz ao nosso planeta e garantir a destinação correta desse e de outros materiais transformando-os em produtos sustentáveis e economizando recursos naturais” comenta Rodrigo Domene Diretor Industrial da Lubrificantes Fenix, empresa de coleta e rerrefino que está instalada na cidade de Paulínia, interior de São Paulo. Com mais de 9 mil postos de coleta espalhados pelo Brasil, a LubFenix, atua em uma significativa e abrangente área industrial e automobilística do mercado nacional. São elas: Indústrias, concessionárias, postos de serviço, oficinas especializadas e todo e qualquer gerador de resíduo oleoso legalizado pelos órgãos competentes.

Contribua com o meio ambiente verificando, no momento da troca do óleo, com o centro de troca de sua confiança se ele dá a destinação correta ao OLUC. Saiba mais no site www.lubfenix.com.br  ou através do telefone 0800 770 2046.