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terça-feira, 19 de junho de 2012

10 luas incríveis do sistema solar

Talvez você só conheça a nossa lua, mas a realidade é que nosso sistema solar possui mais de 200 satélites orbitando planetas, planetas anões e asteroides, alguns com características surpreendentes. Confira mais sobre esse mundo lunar:
1 – Nereida (Netuno)

Nereida foi descoberta em 1940 por Gerard Kuiper. É a terceira maior lua de Netuno, com a órbita mais excêntrica de qualquer lua do nosso sistema solar. Por conta disso, a distância entre Nereida e Netuno varia muito.
A nossa lua também não tem uma órbita totalmente regular, por isso tem períodos de aproximação e distanciamento da Terra (a super lua do mês passado, por exemplo, teve a ver com a maior aproximação da lua a Terra). Mas Nereida vai bem mais longe. Quando mais próxima de Netuno, fica a cerca de 1,3 milhões de quilômetros de distância. Quando mais distante, fica a mais de 9,6 milhões de quilômetros de distância. Sendo assim, Nereida leva 360 dias terrestres para completar uma órbita ao redor do planeta.
2 – Mimas (Saturno)

Esta pequena lua foi descoberta em 1789 por William Herschel. O seu diâmetro médio é de 395 quilômetros (km). O que a torna diferente é sua cratera de impacto, com cerca de 140 km de largura e 10 de profundidade, chamada Cratera Herschel. Ela não é a maior de nosso sistema solar, mas é muito interessante, pois abrange um terço da superfície de Mimas, fazendo-a se assemelhar a Estrela da Morte de Star Wars.
3 – Iapetus (Saturno)

Descoberta em 1671 por Giovanni Cassini, Iapetus é muitas vezes considerada a lua mais estranha de Saturno e do sistema solar. Sua característica mais surpreendente são suas grandes diferenças de cor e refletividade. Metade de Iapetus é negra como carvão, e a outra metade é excepcionalmente brilhante. Como sua órbita é “presa”, ou seja, bloqueada gravitalmente ao planeta, só podemos ver a lua quando sua órbita nos traz ao lado oeste de Saturno.
Iapetus também tem uma cadeia de montanhas, ou “crista equatorial”, com 10 quilômetros de altura. Existem duas teorias principais sobre como estas montanhas se formaram: alguns cientistas pensam que a cordilheira foi formada em um momento anterior, quando Iapetus rodava muito mais rápido que hoje, e outros pensam o cume é feito de material deixado pelo colapso de um anel de Saturno.
4 – Dactyl (Ida)

Dactly é uma lua que orbita o asteroide Ida, que tem um formato de batata. Ela foi descoberta em 1995 pela sonda Galileu, e representou a primeira evidência científica de que asteroides possuíam satélites. Os cientistas não têm certeza se a pequena lua é um pedaço que se soltou do asteroide, ou se foi capturada pelo mesmo. Desde a descoberta de Dactyl, mais de vintes luas foram encontradas orbitando asteroides.
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5 – Europa (Júpiter)

Europa foi descoberta por Galileu Galilei em janeiro de 1610, e é apenas um pouco menor do que a nossa lua. A superfície de Europa é marcante, com linhas escuras cruzando-a. Muitos cientistas acreditam que essas linhas são causadas por erupções conforme a crosta do planeta se rompe. Eles também acham que, abaixo dessa grossa crosta de gelo que faz Europa surpreendente, está um oceano salgado de água líquida. Ao contrário da Terra, acredita-se que o oceano de Europa é profundo o suficiente para cobrir a superfície. Como ela está longe do sol, esse mar congelou, mas ainda é possível que o oceano interior tenha permanecido em forma líquida.
6 – Encélado (Saturno)

Encélado foi descoberta em 1789 por William Herschel. A lua é o corpo mais brilhante do sistema solar, pois reflete quase 100% da luz solar que atinge a sua superfície. Isto também faz com que ela seja extremamente fria, cerca de menos 165 graus Celsius. Ela tem algumas crateras, mas outras áreas mostram regiões sem crateras, indicando eventos importantes no passado geologicamente recente. A região polar sul possui grandes fendas escuras chamadas “listras de tigre”, pedras de gelo enormes e provas de atividade geológica recente. As listras de tigre também despejam toneladas de material para o ar, formando um anel de Saturno.
7 – Io (Júpiter)

Io também foi descoberta em janeiro de 1610 por Galileu Galilei. Essa lua de Júpiter é um pouco maior do que a nossa lua, e é o lugar mais vulcanicamente ativo de nosso sistema solar – ou seja, é repleta de vulcões, que expelem matéria 300 km acima da superfície.
Normalmente, um objeto do tamanho de Io teria se tornado geologicamente inativo há muito tempo, mas por causa da ressonância orbital de Io com Júpiter, Europa e Ganímedes (outras luas do planeta), Io é submetida a enormes quantidades de “aquecimento de maré”. Isso significa que ela é esticada e puxada por Júpiter e outras luas, inchando-a e mantendo a maior parte do seu subsolo em uma forma líquida, fundida, dando-lhe a capacidade de renovar constantemente sua superfície.
8 – Titã (Saturno)

Titã foi descoberta em 1655 por Christiaan Huygens. É a segunda maior lua em nosso sistema solar, coberta por uma atmosfera densa e nebulosa principalmente de nitrogênio, metano e etano. Ela é muito conhecida porque é a única lua que possui nuvens e uma atmosfera parecida com a de um planeta. É também o único outro lugar conhecido no nosso sistema solar que tem líquido fluindo sobre a sua superfície, embora este seja metano, em vez de água.
9 – Tritão (Netuno)

Tritão foi descoberta em outubro de 1846 por William Lassell, apenas 17 dias depois de Netuno ser descoberto. Tritão é peculiar porque é o único grande satélite em nosso sistema solar que orbita no sentido oposto de rotação do seu planeta – uma órbita retrógrada. Isto sugere que ela foi capturada por Netuno, uma vez que todos os satélites naturais do sistema solar orbitam o planeta na mesma direção. O mistério que fica é: como essa lua tão grande poderia ser capturada? Tritão também é um dos objetos mais frios do nosso sistema solar, com menos 235 graus Celsius e gêiseres ativos, tornando-se uma das poucas luas geologicamente ativas do sistema solar.
10 – Ganímedes (Júpiter)

Descoberta também em 1610 por Galileu Galilei, ela é a maior lua de nosso sistema solar, maior até mesmo que o planeta Mercúrio. É tão grande, que seria considerada um planeta se não orbitasse Júpiter. A coisa mais surpreendente sobre Ganímedes é que ela é a única lua do nosso sistema solar que produz seu próprio campo magnético, por causa de seu núcleo de ferro fundido. Em 1996, o Telescópio Hubble da NASA descobriu uma fina atmosfera de oxigênio ao redor da lua, mas esta era fina demais para suportar a vida.

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