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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

O rei dos abelissaurídeos é brasileiro

03 de fevereiro de 2017

Peter Moon  |  Agência FAPESPPycnonemosaurus. O nome reúne o grego pycnos (“denso”) com o latim nemus (“vegetação”), isto é, lagarto que vive em mato denso, mas pode ser traduzido por “réptil do Mato Grosso”. E não se trata de qualquer dinossauro.



 Estudo classifica o maior exemplar do gênero pycnonemosaurus, que há 70 milhões de anos habitava o Centro-Oeste e era maior que o carnotauro argentino (Foto: Rafael Delcourt e a tíbia do Pycnonemossauro/Divulgação)

O Pycnonemosaurus nevesi – única espécie conhecida do gênero Pycnonemosaurus – foi um dinossauro carnívoro gigante que viveu no atual Centro-Oeste do Brasil há 70 milhões de anos, no período Cretáceo. Um novo estudo acaba de concluir que foi a maior fera da sua estirpe, a família dos abelissaurídeos, cujas marcas registradas eram um par de pequenos chifres e dois braços atrofiados.
Em vida, o pycnonomessauro media 8,9 metros de comprimento da ponta das mandíbulas à ponta da cauda. Era muito maior do que o membro mais famoso da família, o Carnotaurus sastrei – também única espécie conhecida do gênero Carnotaurus –, com exemplar de 7,8 metros descrito na Argentina em 1985 e cuja réplica em tamanho natural ocupa posição de honra no hall de entrada do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo, no bairro do Ipiranga, em São Paulo.
A constatação das dimensões do pycnonemossauro foi feita pelos paleontólogos Orlando Grillo, do Museu Nacional do Rio de Janeiro, e Rafael Delcourt, do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo (MZ-USP). O estudo foi publicado na revista Cretaceous Research.
Delcourt teve Bolsa da FAPESP, com orientação de Hussam Zaher, do MZ-USP, para o doutorado, cujo objetivo foi estabelecer uma comparação da evolução anatômica de dois grandes grupos: tiranossaurídeos e ceratossauros.
“Quando fui à Argentina estudar os abelissaurídeos de lá, me chamou a atenção os ossos do carnotauro, considerado à época a maior espécie do grupo”, disse Delcourt, que atualmente faz pós-doutoramento no Trinity College, em Dublin, na Irlanda. “O carnotauro é muito grande, mas percebi que o pycnonemossauro era ainda maior.”

Delcourt tinha na lembrança a imagem da gigantesca tíbia de 87 centímetros do pycnonemossauro que vira alguns anos antes no Rio de Janeiro. Como viria a ficar claro ao longo do estudo, a maior tíbia de um abelissaurídeo depois da do pycnonemossauro é a do Skorpivenator, com 65 centímetros. A tíbia é o maior dos dois ossos das pernas que conectam o fêmur às patas.

Os fósseis do pycnonemossauro foram achados em 1952 por Llewellyn Ivor Price (1905 – 1980), um dos pioneiros da paleontologia de vertebrados no Brasil. Seis vértebras, a tíbia gigante e parte da bacia foram encontradas na Fazenda Roncador, em Querência (MT), no Alto Araguaia.

Os ossos foram depositados no Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) e lá permaneceram até que, em 2002, os paleontólogos Diógenes de Almeida Campos, do DNPM, e Alexander Kellner, do Museu Nacional, descreveram e deram nome ao bicho, originalmente estimado com 7 a 8 metros de comprimento.

Os abelissaurídeos eram uma família de dinossauros carnívoros (ou terópodes) de grande porte que evoluiu no supercontinente austral Gondwana e cujos representantes se espalharam pelo globo à medida que Índia, Madagascar e África foram se descolando e afastando do supercontinente.
No novo trabalho foram estudados 37 espécimes em oito países, incluindo Índia, Níger, Líbia e Madagascar. Além do pycnonemossauro e do carnotauro, os outros 10 abelissaurídeos sul-americanos, todos com novas estimativas de tamanho aferidas por Grillo e Delcourt, são os gêneros dos Abelisaurus, Aucasaurus, Eoabelisaurus, Ekrixinatosaurus, Ilokelesia, Ligabueino, Quilmesaurus, Skorpiovenator, Viavenator e Xenotarsosaurus.

Entre eles os maiores são o Abelisaurus e o Ekrixinatosaurus, ambos com 7,4 metros. Os outros variam entre 5,2 e 6,2 metros. O menor de todos é o Ligabueino, com apenas 80 centímetros, o que pode ser explicado por se tratar de um gênero basal, do Cretáceo inferior, e da linhagem ancestral de todas as outras.

Foram encontrados ainda exemplares em Madagascar, na Índia, no Paquistão, na África do Sul, Níger, Quênia, Marrocos e na França. Mas nenhuma superou os 7 metros.
“Olhando a família dos abelissaurídeos como um todo, dá para perceber que havia espécies de todos os tamanhos, ocupando todos os nichos alimentares dos terópodes”, disse Delcourt.
Grillo conta que, “comparando a diversidade de abelissauroides [superfamília da qual fazem parte os abelissaurídeos] que ocorreram ao longo do Cretáceo na Europa, norte da África, Índia, Madagascar, Brasil e Patagônia, pudemos constatar que há um padrão na composição de cada local e idade no que se refere ao tamanho dos animais”.
“Sempre há predadores que variam entre 4 e 8 metros (ou seja, predadores de médio e de grande porte) e espécies pequenas, de 1 a 2 metros. Esse padrão é bem observado em localidades com muitos fósseis, como na Patagônia. No Brasil central há o Pycnonemosaurus, de grande porte, e outros indivíduos de médio porte”, disse.

Titanossauros na América do Sul

Os abelissaurídeos não são a linhagem com os maiores dinossauros carnívoros que existiram. Os tiranossaurídeos, os carcarodontossaurídeos e os espinossaurídeos possuíam espécies maiores. O maior tiranossaurídeo, como não podia deixar de ser, era o norte-americano Tyrannosaurus rex, com 12,6 metros.

Entre os carcarodontossaurídeos, o campeão é o norte-africano Carcharodontosaurus saharicus, de 13,5 metros e 15 toneladas. É o dinossauro carnívoro mais pesado que se conhece, mas não o mais comprido. Este título está reservado a dois espinossaurídeos, o egípcio Spinosaurus aegyptiacus, de até 18 metros e até 9 toneladas, e possivelmente o maranhense Oxalaia quilombensis, que pode ter chegado até 14 metros, embora reste muito pouco dos seus fósseis para se afirmar com certeza.
Hoje se sabe que, seguindo a abundância de exemplos da Argentina, também havia dinossauros terópodes gigantes no Brasil. Mas e quanto ao grupo dos titanossauros, os herbívoros quadrúpedes pescoçudos entre os quais estão os maiores animais que já pisaram no planeta?

Cinco entre os 11 dinossauros conhecidos com mais de 30 metros são argentinos: Futalognkosaurus, Puertasaurus e Notocolossus, todos superando 30 metros, o Argentinosaurus, de 35 metros, e o atual campeão mundial, ainda sem nome, com 37,5 metros.

“Se na Argentina estão encontrando titanossauros gigantes, acho bem provável que aqui também eventualmente apareça algum”, disse Grillo.

O maior dinossauro brasileiro foi descrito em outubro de 2016: o Austroposeidon magnificus, com 25 metros. Assim como no caso do Pycnonemossauros, seus fósseis foram achados nos anos 1950 por Llewellyn Price e estavam na reserva técnica do Departamento Nacional de Produção Mineral.
O artigo Allometry and body length of abelisauroid theropods: Pycnonemosaurus nevesi is the new king (doi: http://dx.doi.org/10.1016/j.cretres.2016.09.001), de Orlando Nelson Grillo e Rafael Delcourt, pode ser lido em www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0195667116301902.

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Na água com o espinossauro

Estudo reforça hipótese de que o maior dinossauro carnívoro também vivia em ambientes semiaquáticos
MARCOS PIVETTA | ED. 242 | ABRIL 2016
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© RENATA CUNHA
Espinossauro Algumas formas do maior dinossauro carnívoro eram adaptadas ao ambiente terrestre...
Espinossauro: Algumas formas do maior dinossauro carnívoro eram adaptadas ao ambiente terrestre…

No imaginário popular, o Tyrannosaurus rex, com seus 13 metros de comprimento e 7 toneladas, é a representação máxima da ferocidade dos dinossauros. Mas, nos últimos anos, estudos sucessivos têm se dedicado a caracterizar melhor os atributos anatômicos e em especial o modo de vida de um grupo de dinossauros, igualmente carnívoros, cujos maiores exemplares ultrapassavam as medidas do “rei dos lagartos tiranos”: os espinossauros, gigantes de esqueleto alongado como crocodilos, dotados de uma sequência de vértebras no dorso com formato parecido ao de uma vela náutica. No filme Jurassic Park III, de 2001, um desses “lagartos-espinhos”, que podiam chegar a 15 metros de comprimento e talvez 20 toneladas, vence uma batalha contra um T. rex. A rivalidade entre ambos não passa de ficção. Os dois grupos de dinossauros não coexistiram no tempo ou no espaço.

Não foi apenas por suas medidas superlativas que os espinossauros se tornaram recentemente um interessante objeto de estudo. Alguns trabalhos desta década, como um artigo de pesquisadores da Universidade de Chicago publicado na revista Science em setembro de 2014, indicam que eles parecem ser os únicos representantes de uma linhagem de dinossauros adaptada tanto à vida terrestre como ao meio aquático, nos arredores da costa, de rios ou de lagos. Certos traços ósseos da espécie Spinosaurus aegyptiacus, como o focinho de crocodilo, os dentes cônicos e os pés em formato de pá, e restos de peixe encontrados em seu intestino sugerem que essa família de dinossauros podia nadar e caçar no ambiente aquático. Um estudo recente de paleontólogos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) corrobora essa ideia por meio de um outro tipo de evidência.
© DURBED/WIKIMEDIA COMMONS
... e ao aquático do Cretáceo
… e ao aquático do Cretáceo
Cálculos estatísticos sugerem que a chance de um “lagarto-espinho” ter habitado ambientes aquáticos era significativamente maior do que a de um abelissauro ou de um carcarodontossauro, duas famílias de grandes dinossauros carnívoros, de hábitos sabidamente terrestres, mais ou menos contemporâneas aos espinossauros. “De acordo com nossos testes estatísticos, apenas os espinossauros apresentaram uma correlação positiva com ambientes costeiros do passado”, afirma César Schultz, da UFRGS, um dos autores do estudo, cujos resultados saíram em 1º de fevereiro na revista Plos One. “Mas eles não devem ter sido exclusivos das áreas com água. Devem também ter habitado zonas terrestres, a exemplo dos abelissauros e carcarodontossauros.” Os três grupos de dinossauros alcançaram seu auge em distintos intervalos de tempo do período Cretáceo, entre 145 e 66 milhões de anos atrás, e habitaram terras do antigo supercontinente austral Gondwana, hoje equivalentes ao norte da África e à América do Sul, inclusive o Nordeste do Brasil.

Para fazer o trabalho, os pesquisadores coletaram dados sobre as ocorrências de fósseis das três famílias de dinossauros disponíveis até o final de 2014 no Paleobiology Database, um banco de dados internacional que reúne mais de 58 mil referências sobre achados paleontológicos. Depois de separarem os registros mais duvidosos, chegaram a um total de 198 lugares no globo onde foram encontrados vestígios razoavelmente confiáveis de, ao menos, um exemplar de espinossauro, abelissauro ou carcarodontossauro. “As localidades podiam apresentar desde apenas um fóssil de uma das famílias até vários representantes dos três grupos de dinossauros”, diz Marcos Sales, principal autor do trabalho, que faz doutorado sob orientação de Schultz.
© EMILY WILLOUGHBY / WIKIMEDIA COMMONS
Carcarodontossauro Grupo de carnívoros com dentes afiados, similares aos do tubarão, tinha hábitos terrestres. Abaixo, ilustração da espécie Concavenator corcovatus
Carcarodontossauro: Grupo de carnívoros com dentes afiados, similares aos do tubarão, tinha hábitos terrestres. Acima, ilustração da espécie Concavenator corcovatus.

Os espinossauros foram os campeões de ocorrência, com 81 registros. A seguir vieram os abelissauros (72) e os carcarondotossauros (66). Dos lugares conhecidos com fósseis de espinossauros, 16 estavam em camadas geológicas que representavam ambientes costeiros do Cretáceo e 65 em registros associados a hábitats terrestres, situados na parte mais interna dos antigos continentes. O banco de dados também reúne informações sobre fósseis de abelissauros e de carcarondotossauros achados em sedimentos de origem costeira, ainda que em menor número do que no caso dos espinossauros (três registros para o primeiro grupo de dinossauros e 10 para o segundo). “Mas, segundo nossos testes estatísticos, as ocorrências de fósseis dessas duas famílias em paleoambientes costeiros se deve provavelmente ao acaso, a algum fator aleatório”, afirma Sales.

Teste do qui-quadrado 
 
Encontrar fósseis de espinossauros, ou de qualquer dinossauro ou vertebrado, em sedimentos associados a antigos lagos ou áreas litorâneas não quer dizer necessariamente que esse tipo de lugar era um de seus nichos ecológicos. Os animais podem ter vivido e morrido no interior dos continentes e seus fósseis simplesmente transportados para uma região costeira. Em tese, processos sedimentares e o acaso — e não a hipótese de que realmente viveram perto ou dentro da água — podem ser os responsáveis por haver um certo número de vestígios de espinossauros em camadas geológicas representativas de zonas de vida aquática do Cretáceo. É esperado que haja um número bem maior de registros fósseis de dinossauros associados a antigos ambientes terrestres do que ligados a áreas de vida aquática. O processo de sedimentação, necessário para a formação de fósseis, é muito mais comum nas regiões internas de um continente, distantes dos grandes corpos de água, do que em suas zonas costeiras ou fluviais. “Há muito mais espaço no interior do que na costa e isso, com certeza, deve enviesar o registro de muitos grupos de animais terrestres”, diz Sales.
© KUMIKO / WIKIMEDIA COMMONS
Abelissauro Reconstituição do esqueleto de um Majungasaurus crenatissimus, espécie desse grupo de bípedes carnívoros terrestres com pequenos membros anteriores
Abelissauro: Reconstituição do esqueleto de um Majungasaurus crenatissimus, espécie desse grupo de bípedes carnívoros terrestres com pequenos membros anteriores.

Uma forma de contornar esse problema é usar métodos estatísticos que permitem uma análise mais criteriosa dos dados. No estudo com os dinossauros, os paleontólogos da UFRGS usaram uma ferramenta matemática denominada teste do qui-quadrado. Grosso modo, essa abordagem visa determinar se as variáveis de um conjunto de dados são independentes — ou seja, se seus valores variam aleatoriamente, de maneira fortuita — ou apresentam alguma associação, um nexo causal, entre si. No caso dos dinossauros, o objetivo era averiguar se a quantidade de fósseis de cada grupo encontrada em depósitos que representam ambientes costeiros (e terrestres) do Cretáceo pode ser interpretada como uma evidência de que algum desses répteis realmente habitou esses lugares ou deve ser encarada como um capricho da natureza. Para ambientes costeiros, apenas o conjunto de ocorrências dos espinossauros apresentou a robustez necessária para passar no teste. Abelissauros e carcarodontossauros exibiram afinidades estatísticas com hábitats exclusivamente terrestres.

O trabalho de Sales e Schultz fornece mais um tipo de indício de que os “lagartos-espinhos” podem ter exibido hábitos semiaquáticos durante o Cretáceo. “O estudo é interessante e corrobora essa ideia”, afirma Alexander Kellner, paleontólogo do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). “Mas o tema é extremamente polêmico.” Segundo Kellner, que descobriu espécies de espinossauros, como o Angaturama limae e o Oxalaia quilombensis, na bacia do Araripe em sedimentos do Cretáceo, as camadas geológicas em que são encontrados muitos fósseis dessa família de dinossauros nem sempre estão bem delimitadas. Por isso pode ser difícil associá-las com precisão a ambientes marinhos do passado remoto.

Crocodilo com orelhas
Forma extinta e terrestre do réptil que viveu no interior paulista pode ter tido um grande pavilhão auditivo externo
© LAURO SIRGADO / WIKIMEDIA COMMONS
Jacaré-do-papo-amarelo tem um “tampão” de tecido mole onde no passado haveria orelhas
Jacaré-do-papo-amarelo tem um “tampão” de tecido mole onde no passado haveria orelhas.

Um grupo extinto de crocodilos carnívoros típicos da América do Sul, os baurusuquídeos, tinha provavelmente orelhas similares às dos mamíferos de hoje e um sistema auditivo mais refinado do que os pesquisadores da área imaginavam. A ideia é proposta por pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e da Universidade McGill (Canadá) em um trabalho publicado em 4 de fevereiro no Journal of Anatomy. Segundo os autores do estudo, esses répteis, que viveram em ambientes terrestres no período Cretáceo Superior, entre 100 e 66 milhões de anos atrás, apresentavam um ouvido externo avantajado, bem maior do que o de seus antecessores e do que o encontrado nos atuais jacarés e crocodilos. “Ter a capacidade de ouvir sons no ar deve ter sido importante para a origem e evolução dos crocodiliformes”, afirma o paleontólogo Felipe Montefeltro, professor do Departamento de Biologia e Zootecnia do campus de Ilha Solteira da Unesp, autor principal do estudo. “Naquela época, alguns deles viviam fora da água.” Uma boa audição facilita, por exemplo, a localização de presas em terra firme.

À medida que os crocodilos foram deixando os ambientes secos e migrando para o entorno do meio aquático, seu pavilhão auditivo teria sofrido modificações anatômicas e assumido outras funções. “O aparecimento de novas formas de crocodiliformes esteve associada a uma dramática alteração no ouvido externo”, diz o biólogo Hans Larsson, da universidade canadense. No lugar das antigas orelhas, os répteis, ao se tornarem anfíbios, teriam passado a exibir uma espécie de tampão composto de tecidos moles, um traço anatômico muito mais funcional em seu novo hábitat aquático. Hoje todas as espécies de crocodilos e jacarés vivem perto da água. A maioria é encontrada à beira de rios, embora existam formas marinhas.
Para embasar as conclusões do estudo, Montefeltro analisou coleções de fósseis de baurusuquídeos, abundantes no estado de São Paulo, e de outras formas extintas de crocodilos e dissecou exemplares de jacarés pertencentes a espécies viventes, como o jacaré-do-papo-amarelo (Caiman latirostris).

A estrutura anatômica analisada mais detalhadamente pelos pesquisadores foi a câmara meatal, nome técnico da caixa de ressonância que constitui o ouvido externo desses répteis. O trabalho foi feito no âmbito de um projeto temático sobre a origem e evolução dos dinossauros e outros répteis, coordenado por Max Langer, da Universidade de São Paulo (USP), campus de Ribeirão Preto.

Projeto
 
A origem e irradiação dos dinossauros no Gondwana (Neotriássico – Eojurássico) (nº 2014/03825-3); Modalidade Projeto Temático; Pesquisador responsável Max Langer (USP-Ribeirão Preto); Investimento R$ 1.706.876,45 (para todo o projeto).

Artigos científicos
 
SALES, M. A. F. et al. The “χ” of the matter: Testing the relationship between paleoenvironments and three theropod clades. PLoS One. 1° fev. 2016.

MONTEFELTRO, F. C. et al. The evolution of the meatal chamber in crocodyliforms. Journal of Anatomy. 4 fev. 2016.

sábado, 25 de setembro de 2010

Abelissauro

Abelissauro
 
    O Abelissauro cujo o nome significa " réptil de Abel ", viveu no Brasil e chegava a ter até 3 metros de altura e 7 metros de comprimento e pertencia ao grupo dos dinossauros terópodes Abelisauridae, era um terrível animal carnívoro que caçava por toda a América do Sul, sendo muito comum também na Argentina, o local onde foi encontrado e leva em seu nome cientifico é Comahue.
   O Abelissauro possuía um crânio grande e leve que poderia ultrapassar 80 centímetros de comprimento, possibilitando mover a cabeça com facilidade, isso aliado à pernas musculosas, o transformavam em um temível predador. Ele se alimentava tanto de carne fresca quanto de carniça, .
Dados do Dinossauro:
Nome: Abelissauro
Nome Científico: Abelisaurus comahuensis
Época: Cretáceo
Local onde viveu: América do Sul
Peso: Cerca de 2,5 toneladas
Tamanho: 3 metros de altura e 7 de comprimento
Alimentação: Carnívora