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segunda-feira, 21 de maio de 2018

NASA/NASA Ozone Watch/Katy Mersmann

Banned ozone-destroying chemical makes a mysterious resurgence

Produto químico destruidor de ozônio proibido faz ressurgência misteriosa

The 1987 Montreal Protocol is widely touted as an environmental success story, one that staved off expansion of the ozone hole above Antarctica (pictured). But someone is cheating on that international agreement, The Washington Post reports. Scientists have detected a 25% uptick in emissions of CFC-11—an ozone-destroying chemical—since 2012. CFC-11 was once commonly used in insulating foams, but it’s now banned under the Montreal Protocol and reported production is close to zero. The startling resurgence of the chemical, reported in Nature, will likely spark an international investigation to track down the mysterious source.



O Protocolo de Montreal de 1987 é amplamente divulgado como uma história de sucesso ambiental, que impediu a expansão do buraco na camada de ozônio acima da Antártica (foto). Mas alguém está traindo esse acordo internacional, informa o Washington Post. 

Os cientistas detectaram um aumento de 25% nas emissões de CFC-11 - um produto químico destruidor de ozônio - desde 2012. CFC-11 já foi comumente usado em espumas isolantes, mas agora está proibido pelo Protocolo de Montreal e a produção é próxima de zero. O surpreendente ressurgimento do produto químico, relatado na Nature, provavelmente desencadeará uma investigação internacional para rastrear a fonte misteriosa.

domingo, 9 de outubro de 2011

Preservação da Camada de Ozônio

Hoje é considerado o dia internacional desta camada que protege o planeta da radiação ultravioleta nociva

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Há exatos 24 anos, num dia 16 de setembro, 46 países assinaram um documento chamado Protocolo de Montreal, no qual se comprometiam a parar de fabricar o gás clorofluorcarbono (CFC), então apontado como o maior responsável pela destruição da camada de ozônio na estratosfera. Por conta disso, a Organização das Nações Unidas (ONU) declarou a data como Dia Internacional para a Preservação da Camada de Ozônio.

De 1987 para cá, estabeleceu-se também regras para a eliminação gradual de quase 100 substâncias que destroem a camada de ozônio. Tanto que em 2007 foram adotados os últimos ajustes para isso, de forma a acelerar a eliminação de hidroclorofluorcarbonetos ou os chamados HCFCs.

Mas infelizmente, mesmo com a queda do consumo de CFC em 76% no mundo todo, índice observado entre os anos de 1988 e 1995, o gás ainda continua a ser comercializado no mercado negro, movimentando entre 20 e 30 mil toneladas/ ano. Amplamente utilizado na indústria, esse gás é encontrado, principalmente, nos aparelhos de ar-condicionado, chips de computadores, embalagens plásticas, espumas plásticas, inseticidas, geladeiras e líquidos em forma de sprays. Em resumo: é sempre tempo de eliminá-lo.
Na página do Centro de Informação das Nações Unidas (UNIC), no Rio de Janeiro, uma mensagem do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, reforça que a eliminação dos HCFCs é uma oportunidade única que se apresenta ao planeta. “Os HCFCs são substâncias destruidoras do ozônio e poderosos gases de efeito estufa: o HCFC mais usado é quase duas mil vezes mais potente que o dióxido de carbono na contribuição para o aquecimento global”, disse. “Ao concordar em acelerar a eliminação dos HCFCs, as Partes do Protocolo de Montreal aumentaram suas já substanciais contribuições para proteger o sistema climático global”.
Em sua mensagem, Ban Ki-moon diz que a eliminação dos HCFCs “oferece aos países e indústrias uma oportunidade única para adquirir tecnologias de ponta que não apenas eliminam compostos de destruição do ozônio, mas o fazem de um modo que diminuem os custos energéticos e maximizam os benefícios do clima. Para facilitar esta transição nos países em desenvolvimento, o Mecanismo Financeiro do Protocolo de Montreal está oferecendo um fundo cada vez maior”.
Só para entender

O ozônio, um gás azul pálido (altamente oxidante e reativo), é formado por três átomos de oxigênio concentrado: o O3. Sua característica principal é a de se quebrar facilmente, transformando-se em O2. Ou seja, torna-se oxigênio comum e perde a propriedade de deter a radiação solar nociva ao homem. Um dos responsáveis por essa "quebra", é o clorofluorcarbono (CFC).
Esse gás é também leve e se formou na estratosfera (a 20 e 35 quilômetros de altitude) há cerca de 400 milhões de anos. Sua camada não é só ameaçada pelo uso do CFC. O brometo de metila, por exemplo, é outro componente perigoso. Usado como inseticida nas plantações de morango e tomate, também age na camada, provocando o "efeito estufa". 
A expressão "efeito estufa" vem sendo usada erroneamente ao falar apenas da destruição da camada de ozônio que envolve o planeta. Na verdade, a camada de ozônio já é o efeito estufa, só que no sentido positivo, de manter a terra numa temperatura fresca, agradável. O problema é que certas atividades humanas produzem alguns "gases de efeito estufa" negativos: o dióxido de carbono, por exemplo, que sai dos canos de descarga dos carros. 

Faça a sua parte 
Para ajudar a proteger a Terra e evitar que a camada de ozônio se dissipe da estratosfera, algumas medidas podem ser tomadas pelos seres humanos, a saber:
- Quando possível, trocar os eletrodomésticos antigos por modernos, que já possuem meios de economizar energia, emitindo menos gases para a estratosfera.
- Preferir os produtos brasileiros em que se lê a palavra “clean” gravada, o que indica que não contêm clorofluorcarbono (CFC).
- Caminhar, andar de bicicleta, utilizar transporte de massa, reutilizar, reciclar, plantar árvores para ter mais sombra, pintar as casas de cores claras nos países quentes e de cores escuras nos países frios, atitudes que, em larga escala, economizam energia e, conseqüentemente, evitam as emissões de todos os tipos de gases na atmosfera.

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