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quinta-feira, 20 de agosto de 2020

O que é Geodésia:

Geodésia é a ciência que estuda as dimensões, forma e o campo de gravidade da Terra, permitindo analisar, medir e representar o espaço geográfico do planeta com precisão.
A geodésia faz parte de um conjunto de disciplinas denominadas “ciências geodésicas”, que incluem a cartografia, a topografia, a fotogrametria, o sensoriamento remoto e a astronomia de posição.
geocoordinates 
Todas essas áreas de estudo, assim como a geodésia, auxiliam na obtenção de informações mais precisas sobre as complexas características do formato da Terra.

Os estudos e atividades pela geodésia foram de grande ajuda no desenvolvimento de incrementos no modelo cartográfico, como a criação e implementação do Sistema de Posicionamento Global (GPS).
Desde a Grécia Antiga, com Aristóteles, Pitágoras de Samos, Eratóstenes, entre outros, os conceitos e estudos básicos da geodésia já estavam a ser desenvolvidos, como, por exemplo, a ideia da Terra ser esférica.

Em tempos mais modernos, Isaac Newton e Carl Gauss foram outros importantes nomes dentro desta ciência, fazendo contribuições muito significativas sobre a estrutura e formato do planeta.

No Brasil, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) é o órgão responsável em fazer o referenciamento do território nacional, através do chamado Sistema Geodésico Brasileiro (SGB).
A geodésia, além de fazer parte da geociência, também é utilizada no ramo da engenharia, da matemática e da física.

Geodésia e cartografia

A cartografia está dentro do conjunto de ciências geodésicas, sendo considerada uma das mais antigas, responsáveis em analisar e medir as dimensões da Terra.
O cartógrafo tem a responsabilidade de reproduzir as características e complexidades de uma rede geográfica esférica (as dimensões, longitudes, latitudes e demais medidas terrestres) para uma superfície plana: uma carta ou mapa.
Em resumo, a cartografia é a ciência que estuda e produz mapas e demais referenciadores de localização geográfica.

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Forma e superfície da Terra
O método científico tem suas raízes na Geodésia, um ramo antiquíssimo das Ciências Terrestres que estuda a forma e a superfície da Terra. O conceito de que a Terra é esférica, em vez de plana, foi proposto por filósofos gregos e indianos por volta do século VI a.C., sendo a base para a teoria da Terra de Aristóteles, detalhada em seu famoso tratado, meteorológica, publicado em torno de 330 a.C. (o primeiro livro de Ciências da Terra!). No século III a.C., Erastóstenes usou um experimento engenhoso para medir o raio da Terra, que foi calculado em 6.370 km. Medições muito mais precisas demonstraram que a Terra não é uma esfera perfeita. Por causa de sua rotação, ela é levemente abaulada no equador e um pouco achata- da nos polos. Além disso, a curvatura suave da superfície terrestre é quebrada por montanhas e vales e outros altos e baixos. Essa topografia é medida com relação ao nível do mar, uma superfície suave determinada no nível médio da agua oceânica, a qual corresponde de perto à forma esférica e achatada que se espera da Terra em rotação. Muitas feições de significância geológica têm destaque na topografia terrestre (Figura 1.8). Suas duas maiores feições são os continentes, que tem elevações típicas de 0 a 1 km acima do nível do mar, e as bacias oceânicas, que tem profundidades medias de 4 a 5 km abaixo do nível do mar.
A elevação da superfície da Terra varia em aproximadamente 20 km do ponto mais alto (Monte Everest, no Himalaia, a 8.850 m acima do nível do mar) até́ o ponto mais baixo (Depressão Challenger, na Fossa das Marianas no Oceano Pacifico, a 11.030 m abaixo do nível do mar). Embora o Himalaia possa parecer tão grande para nós, sua elevação é uma pequena fração do raio da Terra, apenas em torno de uma parte em mil. É por esse motivo que o globo se parece a uma esfera suave quando visto do espaço.
Observação: O nome Everest foi uma homenagem de Andrew Scott Waugh ao seu predecessor na direção do Survey of India, George Everest.
Radhanath Sikdar, um matemático e topógrafo indiano de Bengala, foi o primeiro a identificar o Everest como a montanha mais alta do globo, de acordo com seus cálculos trigonométricos em 1852.



Qual é o tamanho de nosso planeta?
Como sabemos que a Terra é redonda? Ninguém havia olhado do espaço para a Terra antes do início da década de 1960, mas sua forma já́ era compreendida muito tempo antes. Em 1492, Colombo definiu um curso a oeste para a Índia porque ele acreditava em uma teoria da Geodésia que fora proposta por filósofos gregos: vivemos em uma esfera. Porém, ele não era bom em matemática, então subestimou em muito a circunferência da Terra. Em vez de um atalho, ele fez o caminho mais longo, encontrando um Novo Mundo em vez das Ilhas das Especiarias! Se Colombo tivesse entendido de forma adequada os gregos antigos, talvez não teria cometido esse erro afortunado, porque eles haviam medido com precisão o tamanho da Terra mais de 17 séculos antes. O crédito da determinação do tamanho da Terra vai para Erastóstenes, um grego que dirigia a Grande Biblioteca de Alexandria, no Egito. Por volta de 250 a.C., um viajante contou a ele uma observação interessante.  
Ao meio-dia do primeiro dia de verão no Hemisfério Norte (21 de junho), um poço profundo na cidade de Siena3, cerca de 800 km ao sul de Alexandria, ficava totalmente iluminado pela luz solar, porque o Sol estava em uma posição exatamente sobre a cabeça. Seguindo um palpite, Erastóstenes realizou um experimento. Ele fincou uma estaca vertical em sua própria cidade e, ao meio-dia, no primeiro dia do verão à estaca produziu uma sombra.

Erastóstenes presumiu que o Sol estava muito distante, de forma que os raios de luz incidentes sobre as duas cidades eram paralelos. Sabendo que o Sol projetava uma sombra em Alexandria, mas estava exata- mente sobre a cabeça ao mesmo tempo em Siena, 
Erastóstenes conseguiu demonstrar por meio de geometria simples que a superfície do solo deveria ser curva. Ele sabia que a superfície curva mais perfeita é a da esfera, então levantou a hipótese de que a Terra tinha uma forma esférica (os gregos admiravam a perfeição geométrica). Medindo o comprimento da sombra da estaca em Alexandria, calculou que, se as linhas verticais entre as duas cidades pudessem ser estendidas ao centro da Terra, elas se encontrariam em uma intersecção com angulo em torno de 7°, que é aproximadamente 1/50 de um círculo completo (360°). Ele sabia que a distância entre as duas cidades era cerca de 800 km em medições atuais. Usando esses dados, Erastóstenes calculou uma circunferência para a Terra que é muito próxima ao valor moderno.

sábado, 3 de outubro de 2015

Um físico iluminado

Em outubro, Carlos Alberto dos Santos fala sobre as circunstâncias e experiências que levaram Albert Einstein a revolucionar os estudos da luz. 
 
Por: Carlos Alberto dos Santos
Publicado em 02/10/2015 | Atualizado em 02/10/2015
Um físico iluminado
Em livro de memórias, Einsten contou que primeira intuição que levaria a trabalhos revolucionários aconteceu quando ele tinha apenas 16 anos. (foto: Wikimedia Commons)
Poucos cientistas se dedicaram tanto ao estudo da luz quanto Albert Einstein, e ninguém produziu trabalhos tão revolucionários. Aos 16 anos, quando cursava o último ano da escola secundária, ele teve uma intuição paradoxal, uma espécie de devaneio juvenil. Imaginou-se perseguindo um raio luminoso, com a mesma velocidade da luz. Esse “experimento imaginário” levou Einstein a estabelecer a premissa da teoria da relatividade restrita, que seria concluída 10 anos depois, no início de 1905, seu ano miraculoso. O episódio foi narrado pelo físico em suas notas autobiográficas, redigidas aos 67 anos.
A premissa da teoria da relatividade restrita afirmava que, para um observador com a velocidade da luz, tudo deveria acontecer de acordo com as mesmas leis aplicáveis a um observador que estivesse em repouso em relação à Terra. A intuição de Einstein tinha a ver com a mecânica newtoniana, mas na época do seu devaneio juvenil ele não tinha ideia dessa conexão. A percepção emergiu anos depois, quando crescia sua admiração pela mecânica de Newton, sobretudo por suas conquistas em áreas com as quais parecia ter pouca relação. Um exemplo era o que Einstein chamava de teoria mecânica da luz, que define a luz como um movimento de onda em um éter (meio que permitiria sua propagação sem oferecer restrição ao movimento) semirrígido e suas aplicações a diferentes processos térmicos. Não surpreende, portanto, que o eletromagnetismo e a termodinâmica tenham sido as principais áreas da vida científica de Einstein.
Entretanto, logo no início de sua carreira, Einstein foi levado da admiração à análise crítica da teoria mecânica da luz. A existência do éter era um problema, pois dificultava o entendimento de alguns fenômenos. Para explicar, por exemplo, o índice de refração dos corpos transparentes ou a emissão e absorção de radiação, era preciso pressupor interações complexas entre os dois tipos de matéria, algo que ninguém conseguiu fazer seriamente.
A crença na teoria mecânica da luz e na existência do éter começou a diminuir com o surgimento da eletrodinâmica de Faraday e Maxwell, confirmada experimentalmente quando Hertz descobriu as ondas eletromagnéticas. Mas foi a teoria da relatividade restrita que demoliu de vez essas ideias. Antes de Einstein, muita gente tentou, sem sucesso, conciliar a teoria eletromagnética de Maxwell com a existência do éter – o próprio Maxwell se posicionou ambiguamente em relação ao tema. De um lado, abandonou o modelo mecânico do eletromagnetismo, e de outro lado permaneceu com a ideia do éter, que estava associada ao modelo mecânico.
Quando Einstein entrou nessa história, a hipótese era de que toda a física reduzia-se à mecânica, que explicava a teoria cinética dos gases, a teoria cinética do calor e a hidrodinâmica. Deveria também explicar todos os fenômenos eletromagnéticos. Hertz passou os últimos três anos da sua vida tentando demonstrar essa hipótese, mas foi duramente criticado por importantes cientistas.

Efeito fotoelétrico
Uma das primeiras aplicações do efeito fotoelétrico foi como sensor de presença, como ilustrado na figura. Um feixe de luz, geralmente infravermelho, aciona um circuito através de uma célula fotoelétrica. Se o feixe é interrompido, o sistema dispara o alarme. Na foto, (1) é a fonte de luz, e (2) e (3) são os terminais da célula fotoelétrica. (imagem: Wikimedia Commons)
O éter deveria servir como um referencial absoluto, mas, quando Einstein demonstrou a relatividade do espaço-tempo, esse referencial perdeu seu valor. Portanto, foi a investigação do conflito entre o eletromagnetismo e a mecânica newtoniana que levou Einstein até a teoria da relatividade restrita. Por outro lado, ao investigar o conflito entre o eletromagnetismo e a termodinâmica, ele chegou na explicação do efeito fotoelétrico, que lhe valeria o Prêmio Nobel de Física de 1921. Para onde se virava, o físico via luz em seu caminho científico.

Outra ideia luminosa

Em 1907, Einstein teve mais uma das suas incríveis intuições, que ele considerou como o pensamento mais feliz da sua vida. Enquanto esboçava um trabalho de revisão sobre a teoria da relatividade restrita, Einstein percebeu que todas as leis da natureza, exceto as leis da gravitação, poderiam ser explicadas com base na teoria da relatividade restrita.
Ele não conseguia colocar as leis da gravitação no arcabouço teórico da sua teoria da relatividade, até que, um dia, sentado em seu gabinete no Escritório de Patentes de Berna, viu como poderia dar o pulo do gato nessa história. Ele se deu conta de que, se um homem cai livremente, ele não sente seu próprio peso. Este homem em queda livre é um referencial acelerado em relação à Terra. Assim, não sente seu peso porque no seu referencial existe um campo gravitacional que cancela o campo gravitacional terrestre.
Reza a lenda que a ideia surgiu porque Einstein presenciou a queda de um homem na frente da sua janela, mas aparentemente isso não passa de invenção. Ao narrar a descoberta em uma conferência ministrada na Universidade de Kyoto, no Japão, em 14 de dezembro de 1922, o físico não mencionou o fato. No folclore da ciência, esse ‘experimento imaginário’ está para Einstein como a queda da maçã está para Newton.
O ‘experimento’ de 1907 originou o famoso princípio da equivalência, que foi o ponto de partida para a elaboração da teoria da relatividade geral. Segundo esse princípio, é impossível distinguir entre um campo gravitacional uniforme e uma aceleração uniforme. Dito de outro modo, uma pessoa no interior de uma caixa completamente fechada não saberá se está em repouso na superfície da Terra ou se está acelerada no espaço. Uma consequência desse princípio é a curvatura da luz sob o efeito de um campo gravitacional.
Teoria da relatividade geral e eclipse
De acordo com a teoria da relatividade geral, a curvatura da luz é consequência da curvatura do espaço, que é mais acentuada na proximidade de um grande corpo celeste, como a do Sol. (Gráfico: Luiz Baltar)
O primeiro trabalho sobre a relatividade geral, publicado somente em 1911, teve como objeto justamente o efeito da gravidade na propagação da luz. Ao contrário da relatividade restrita, que levou dez anos sendo burilada na cabeça de Einstein, e cujo nascimento definitivo se deu em um único trabalho, em 1905, a relatividade geral chegou a uma definição completa em novembro de 1915, depois de mais de uma dúzia de trabalhos publicados desde 1911.

Eclipse revelador

O primeiro teste da teoria foi feito em 1919, durante um eclipse total do Sol. Observações realizadas por astrônomos britânicos em Sobral, no Ceará, e na Ilha do Príncipe (África) confirmaram a previsão de Einstein, segundo a qual um campo gravitacional produz a curvatura de um raio luminoso. Mas por que usar um eclipse para investigar a previsão? A razão é que o Sol produz um enorme campo gravitacional, com considerável efeito em qualquer raio de luz que passar nas suas proximidades. A luz oriunda de estrelas por trás do Sol, ao se curvar, mostrará de forma deslocada a posição das estrelas. Só que enxergá-las, mesmo com a ajuda de um telescópio, só é possível com ausência da forte luminosidade solar – ou seja, quando o Sol estiver totalmente eclipsado pela Lua. Em resumo: observam-se as estrelas durante o eclipse, para ver sua posição virtual e, depois, durante a noite, para ver sua posição real. As diferenças de posicionamento indicam a grandeza da curvatura.
O já mencionado efeito fotoelétrico foi outra porta pela qual a luz entrou na vida científica de Einstein. Fazia 18 anos que esse fenômeno vinha desafiando os cientistas. As malsucedidas tentativas de explicá-lo a partir da teoria eletromagnética de Maxwell levaram Einstein a fazer uma proposta audaciosa. Tão audaciosa que quase duas décadas se passaram até que a comunidade científica da época a aceitasse. A proposta ficou conhecida como quantização da luz: em vez de uma onda contínua, a luz também pode ser vista como composta de partículas, ou quanta de luz. Cada uma dessas partículas, ou quantum de luz (quantum é o singular de quanta), ou simplesmente fóton, transporta uma energia igual ao produto da sua frequência pela constante proposta por Planck em 1900.
Teoria da relatividade geral e satélites
Cálculos derivados das teorias da relatividade geral e restrita de Einstein permitem corrigir erros nos relógios atômicos dos satélites do sistema de posicionamento global (GPS). (imagem: NOAA).
A terceira via pela qual Einstein surfou na luz foi aberta por ele em 1917. Mais uma vez, exatamente como no caso do efeito fotoelétrico, a luz apareceu depois da investigação de um problema de termodinâmica. Ele estava interessado em investigar a emissão e a absorção de radiação pela matéria, no contexto da teoria quântica.
Não seria exagero dizer que há digitais de Einstein em toda parte, do laser aos equipamentos de GPS, passando pelas células solares
Em um sistema quântico (como o átomo), a energia se distribui em estados discretos. Quando um sistema recebe uma certa quantidade de energia, ele passa para um estado mais elevado, dito excitado. Se nada atuar sobre o sistema, alguns nanossegundos depois ele volta ao seu estado inicial e libera a energia recebida sob a forma de um fóton. Trata-se de um processo de absorção seguido de uma emissão espontânea. Einstein introduziu o conceito de emissão estimulada, ou induzida, e demonstrou que a probabilidade de ocorrer uma absorção é igual à probabilidade de uma emissão estimulada. Ou seja, um átomo em estado excitado pode ser estimulado a emitir sua radiação por um fóton emitido por outro átomo idêntico. Isso é o princípio de funcionamento do laser, sigla em inglês para “amplificação da luz por emissão estimulada de radiação”.
Embora o foco aqui tenham sido as investigações de Einstein relacionadas com a luz, não custa lembrar suas numerosas contribuições nos diversos ramos da física e suas repercussões em aplicações tecnológicas, como fizemos em outra coluna. Não seria exagero dizer que há digitais de Einstein em toda parte, do laser aos equipamentos de GPS, passando pelas células solares.

Carlos Alberto dos Santos
Professor aposentado do Instituto de Física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)

sábado, 28 de fevereiro de 2015

A história geológica de uma região

1) Refira duas actividades humanas que necessitem do apoio da Cartografia.

2) Explique, sucintamente, em que consiste o Sistema de Posicionamento Global (GPS).

3) Explique como se obtêm e representam as curvas de nível.

4) Distinga carta topográfica de carta temática.

5) Indique três exemplos de cartas temáticas.

6) Faça corresponder as expressões da coluna I aos termos da coluna II.

Coluna I
A. Representam a topografia de uma região.
B. Representam a produtividade do solo.
C. Representam construções antrópicas.
D. Representam as diferentes formações geológicas da região a que se refere.
E. Representam rios, lagos, e mares.
F. Incluem uma escala de distâncias na horizontal.
G. Representam a geografia política.
H. Representam aspectos relacionados com deformação das rochas.
I. Representam os recursos hídricos subterrâneos da região a que se refere.
J. Representam sempre a altimetria.
K. Representam minas e pedreiras.

Coluna II
1. Cartas topográficas
2. Cartas geológicas
3. Ambos os tipos de cartas
4. Nenhum dos tipos de cartas.

7) Observe, atentamente, a figura seguintemque representa a topografia de uma região.



7.1) Indique a equidistância das curvas de nível representadas na figura.

7.2) Relativamente às cotas dos pontos A,B e C, pode afirmar-se que são, respectivamente...
A. 510m, 600m e 475m.
B. 510m, 620m e 500m.
C. 535m, 620m e 515 m.
D. 535m, 600m e 505m.

7.3) Calcule a distância real entre projecções num plano horizontal dos pontos A e B.

7.4)Identifique a encosta mais inclinada, tendo em conta a orientação da carta.
7.4.1) Justifique a resposta.

7.5) Converta a escala numérica da carta topográfica numa escala gráfica.


8) Analise, atentamente, a figura, na qual pode observar uma carta topográfica e quatro perfis (A,B,C e D).


8.1) Indique a direcção da linha de água, tendo em conta a orientação da carta topográfica.
8.1.1)Justifique a resposta anterior.

8.2) Tendo em conta que a equidistância das curvas de nível é de 50m, calcule:
8.2.1)a cota a que se encontra o ponto X;
8.2.2)a cota a que se encontra o ponto Y;
8.2.3)a distância real entre os pontos X e Y;
8.2.4)a cota aproximada da nascente dalinha de água representada na figura 2.

8.3) Calcule a escala numérica da carta representada na figura.

8.4) Identifique o perfil (A,B,C ou D) que corresponde, aproximadamente, ao corte toopográfico segundo a direcção NW-SE da carta topográfica.

9) A figura seguinte representa uma carta geológica simplificada e a respectiva legenda.Analise-a atentamente.



9.1) Refira os elementos que não poderiam estar representados na figura 3, se, em vez de uma carta geológica, se tratasse de uma carta topogtáfica.

9.2) Indique um elemento que revele a existência de deformação na região representada na figura.

9.3) Indique as camadas que são mais inclinadas.

9.4) Construa o perfil geológico segundo a direcção AB.

9.5) Indique a espessura, segundo a direcção AB, da camada de argilitos.


10) A figura 4 representa um bloco-diagrama onde está representada a geologia de dois dos seu lados e a respectiva legenda.


10.1) Represente os aspectos geológicos e respectiva simbologia que são de esperar para a superfície deste bloco-diagrama.

10.2) Indique o tipo de falha repesentado na figura.
10.2.1) Justifique a resposta anterior.

10.3) Construa uma coluna estratigráfica simplificada da região a que se refere o bloco-diagrama, tendo em conta que a escala é de 1/50 000.

10.4) Escolha opção correcta de modo a que a frase que se segue seja verdadeira.
"As faces N e O são...

A) respectivamente iguais às faces S e E".
B) respectivamente iguais à face S, mas diferente da fece E".
C) respectivamente iguais às faces E e S".
D) diferentes de qualquer das faces representadas".

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Escola EB 2,3/S de Vila Flor


Duração da Prova: 90(Parte I)­+ 30 (Parte II) minutos. Ano Lectivo 2007/2008


Prova Escrita de Geologia
Parte I
A) Classifique cada uma das seguintes afirmações como verdadeira (V) ou falsa (F).

1- Alfred Wegener escreveu “Ideias novas sobre a formação das grandes estruturas da superfície terrestre (continentes e oceanos)”.

2- O Catastrofismo e o Permanentismo são correntes complementares na explicação dos relevos e da dinâmica terrestre.

3-A ideia da mobilidade continental proposta por Wegener colidia com as perspectivas permanentista e contraccionista.

4- Wegener escrevia em alemão, o que terá sido um obstáculo inicial para divulgar amplamente a sua obra.

5- Wegener apoiou a sua teoria recorrendo a argumentos geofísicos, geológicos, paleontológicos, paleoclimáticos e geodésicos.

6- Harold Jeffreys foi um grande apoiante da teoria de Wegener demonstrando matematicamente alguns dos argumentos propostos.

7- Harry Hess com a sua obra “Geopoesia” tentou demonstrar que as ideias de Wegener estavam erradas.

8- Os dados do paleomagnetismo vieram revelar que os continentes nunca estiveram reunidos no supercontinente Pangea.

9- O desenvolvimento da tecnologia do sonar veio apoiar a ideia de Wegener, que os fundos oceânicos são planos.

10- Nos limites tectónicos conservativos, em zonas de falhas transformantes, ocorre acreção e subducção da litosfera.

11- A Terra produz energia no seu interior – a geotermia.

12- A Radioactividade constitui uma das principais fontes de energia interna da Terra.

13- Os movimentos convectivos ou de convecção são cíclicos.

14- Os modelos de convecção do manto são ainda alvo de debate científico, existindo pelo menos três modelos.

15- A isostasia tenta explicar como se mantém o equilíbrio entre a litosfera e a astenosfera.

16- O degelo é um processo natural capaz de alterar o equilíbrio, originando anomalias isostáticas.

17- Resumindo, e de um modo simplista, verifica-se que se uma região perde massa, tenderá a recuperar o equilíbrio, elevando-se. (Escandinávia).

18- FAMOUS refere-se a “de French-American Mid-Ocean Undersea Study”.

19- A expansão dos fundos oceânicos não é constante, podendo a sua velocidade variar de 1 a 20 cm/ano.

20- Os oceanos são geologicamente mais jovens que os continentes.

21- O mergulho de uma placa oceânica sob outra placa oceânica forma um rifte oceânico.

22- As ilhas Marianas representam, em pleno oceano pacífico, um importante exemplo de um arco litosférico.

23- Um horst é uma depressão limitada por falhas.

24- Um graben é uma elevação limitada por falhas.

25- O Vale de Rifte do Este Africano é um limite tectónico convergente.

26- Os movimentos de abatimento da litosfera, em regiões de bacias sedimentares, designam-se por subsidência.

27- A formação dos diversos tipos de cadeias montanhosas designa-se Orogénese.

28-Os Andes são uma cadeia montanhosa de margem continental formada por subducção da litosfera oceânica.


29-A cadeia de Omã, na Península Arábica, é uma cadeia montanhosa formada por obducção da litosfera oceânica.

30-Os Himalaias são uma cadeia montanhosa formada pela colisão entre a Índia e a Ásia.

31- Actualmente admite-se que a Terra se tenha formado há cerca de 4600 M.a.

32- O ramo da Estratigrafia que estuda a distribuição temporal dos fósseis designa-se Biostratigrafia.

33- Os Ciclos de gelo-degelo são um método de datação absoluta.

34- As varvas ou varvitos formam-se em lagos de frente glaciária.

35- Um aumento na espessura do estrato mais claro, poderá significar ter existido um Verão mais longo.

36- A Biostratigrafia é um método de datação absoluta.

37- O Princípio da Sobreposição dos Estratos estabelece que estratos que apresentem o mesmo conjunto de fósseis terão a mesma idade.

38- A Dendrocronologia é um método de datação que se baseia no estudo do crescimento dos minerais nas rochas.

39- As datações radiométricas e a magnetostratigrafia são métodos de datação relativa.

40- As formas estáveis dos elementos químicos são designadas isótopos radioactivos.

41- O tempo necessário para que metade dos átomos-pai se transforme em átomos-filho é designado tempo de semi-vida.

42- A unidade biostratigráfica mais comum é designada por biozona.

43- O Princípio da Intersecção defende que toda a estrutura geológica que atrevesse outra é mais antiga do que a que é atravessada.

44- O Princípio da Horizontalidade Inicial defende que os estratos, aquando da sua formação, são horizontais e perpendiculares a superfície de deposição.

45- A unidade litostratigráfica fundamental é designada por formação.


Fim da Parte I

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

A tabela cronostratigráfica, Equivalência entre unidades cronostratigráficas e geocronológicas.

1.Mencione o método mais adequado para datar rochas magmáticas.

1.1. Justifique a sua resposta.


2.Refira uma das limitações, no que diz respeito à datação, da utilização:

2.1.Do Princípio da Identidade paleontológica;

2.2.Da Dendrocronologia.


3.Descreva as divisões da escala do tempo geológico estabelecidas no séc. XVIII.


4.Na primeira metade do séc. XIX, foi construída outra escala estratigráfica com base nos Princípios da Estratigrafia, definidos por Steno.

4.1.Mencione as divisões que constituíam essa escala estratigráfica.

4.2.Refira os critérios utilizados para distinguir essas divisões entre si.

4.3.Mencione algumas das limitações desta escala.


5.Explique a influência da datação radiométrica para o estabelecimento de uma nova escala estratigráfica.


6. Uma unidade cronostratigrágica é constituída por…A.um conjunto de fósseis que se diferenciam pela idade.
B.um conjunto de fósseis da mesma idade.
C.um conjunto de materiais estratificados que se diferenciam pela sua idade.
D.um conjunto de materiais estratificados pela sua granulometria.

7.Explique em que consiste:

7.1.uma superfície de estratificação;

7.2.uma escala cronostratigráfica.


8.Explique por que razão a escala cronostratigráfica ainda possui, actualmente, algumas lacunas.

9.Complete a tabela seguinte com as respectivas unidades cronostratigráficas e geocronológicas.
10.Uma unidade geocronológica Éon pode ser o…A.Pré-Câmbrico
B.Câmbrico
C.Paleozóico
D.Fanerozóico
E.Mesozóico
F.Cenozóico
(Transcreva as opções correctas)

11.A expressão “Em estratos do Paleozóico é frequente encontrarem-se fósseis de trilobites” refere-se à unidade:A.Era
B.Período
C.Série
D.Eratema
(Transcreva a opção correcta)

12. Classifique como verdadeira(V) ou falsa(F) cada uma das seguintes afirmações.12.1.O Andar é a unidade cronostratigráfica base.
12.2.A Eratema é constituída por diferentes períodos.
12.3.Os Sistemas estão divididos em Séries que correspondem à unidade geocronológica Época.
12.4.A unidade cronostratigráfica de maior grau é o Éon.
12.5.A unidade cronostratográfica correspondente à Idade é a Série.

13.Explique como pode ser definida a unidade cronostratigráfica Andar.