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quarta-feira, 8 de junho de 2022

 

Seis curiosidades sobre a sucuri-verde, a famosa cobra da novela Pantanal

Ela pode atingir até sete metros e pesar mais de 130kg, mas há relatos de que já foram avistadas sucuris maiores


Publicado em: 31/05/2022

A novela Pantanal, que vai ao ar na TV aberta nas noites de segunda a sábado vem chamando a atenção pelas incríveis transformações dos personagens em animais. Uma das mais famosas é a transformação do Velho do Rio em sucuri. Na ficção, ele age como protetor do Pantanal.

Que tal conhecer seis curiosidades sobre esse animal fantástico?

1. Sucuri e anaconda são a mesma serpente

A sucuri-verde, espécie que aparece na novela, é conhecida mundialmente como "anaconda”. Nomes populares podem variar entre regiões diferentes e causar certa confusão, mas tanto o nome popular “sucuri” quanto “anaconda” referem-se às serpentes do gênero Eunectes.

2. Quatro espécies diferentes

O gênero das sucuris possui poucas espécies se comparado a outros gêneros de cobras típicas do território brasileiro. São quatro: Eunectes murinus (sucuri-verde), Eunectes notaeus (sucuri-amarela), Eunectes beniensis (sucuri-de-beni) e Eunectes deschauenseei (sucuri-malhada). Dentre essas espécies, a única que nunca foi observada no Brasil é a sucuri-de-beni. A mais comum, maior e estudada pela ciência é justamente a sucuri-verde, a Eunectes murinus.

3. Uma das maiores cobras do mundo

Todas as espécies de sucuris são robustas e consideradas de grande porte, mas a sucuri-verde em especial é considerada a maior serpente em volume corpóreo do mundo. E em comprimento ela só perde para a píton-reticulada (Malayopython reticulatus), que habita o sudeste asiático.

Ela pode atingir até sete metros e pesar mais de 130kg, mas animais com mais de cinco metros são raros de serem encontrados. Há relatos polêmicos de pessoas que viram sucuris com mais de 10 metros – o que gera discussão entre a comunidade cientifica e a população até hoje.

4. Amante de água

As sucuris são conhecidas por seus hábitos semiaquáticos. Elas são geralmente encontradas em região de rios, brejos e pântanos da América do Sul, de água rasa coberta por vegetação. Considerada uma ótima nadadora, desloca-se de forma rápida na água. Mas essa velocidade não se aplica à terra firme onde desloca-se muito mais lentamente.

5. É uma grande predadora, mas... também é caçada

Conhecida por constringir suas presas, a sucuri não é peçonhenta, apesar de ter uma mordida dolorida. Ela é 100% carnívora: geralmente ela caça por espreita próximo à beira da água, e quando tem uma oportunidade, dá um bote, enrola seu corpo musculoso ao redor da presa e aperta suas vítimas até a morte. Essas serpentes têm uma dieta generalista e fazem parte de seu cardápio: mamíferos, aves, répteis e peixes.

Mas a sucuri não reina sozinha nas águas: elas também são presas de algumas espécies de jacaré, de onças e até mesmo de outras sucuris. Seu pior predador, porém, é o homem. Além de matar diretamente a serpente, ele causa a destruição de seu habitat, levando a uma diminuição do número de presas disponíveis e à redução da área de vida dessas gigantes.

6. Imensidão de filhotes

Devido ao seu grande tamanho, a sucuri pode ter uma quantidade grande de filhotes na comparação com outras espécies. Grandes sucuris-verdes podem produzir ninhadas com mais de 70 filhotes. Por ser uma espécie vivípara, as pequenas cobrinhas nascem completamente desenvolvidas após a gestação e são totalmente independentes da mãe.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2019


Animais gigantes viviam em megapantanal na Amazônia Lago que existiu na região há mais de 10 milhões de anos sobreviveu à inversão de curso do rio Amazonas com a elevação dos Andes

Animais gigantes viviam em megapantanal na Amazônia

30 de janeiro de 2019


Peter Moon  |  Agência FAPESP – Terra de gigantes. Esta é a melhor definição para o lago Pebas, o megapantanal que existia no oeste da Amazônia durante o Mioceno, período que se estendeu de 23 milhões a 5,3 milhões de anos atrás.

O Pebas foi o lar do maior jacaré e do maior crocodiliano gavial de que se tem notícia, ambos com mais de 10 metros de comprimento, e da maior das tartarugas, cujo casco media 3,5 metros de diâmetro. Sem mencionar roedores do tamanho dos búfalos atuais.

Vestígios daquele antigo bioma estão espalhados por mais de 1 milhão de quilômetros quadrados, divididos entre Bolívia, Acre, oeste do Amazonas, Peru, Colômbia e Venezuela. As datações mais antigas, feitas na Venezuela, dão conta de que o lago Pebas existia há 18 milhões de anos. Entretanto, acreditava-se que o megapantanal teria secado há mais de 10 milhões de anos, antes da reversão do curso do rio Amazonas, que na maior parte do Mioceno corria de leste a oeste, portanto no sentido contrário do curso atual. Com o esgotamento do Pebas, os grandes animais desapareceram.

Investigando sedimentos provenientes de dois sítios paleontológicos dos rios Acre e Purus, associados a fósseis de vertebrados, o biólogo Marcos César Bissaro Júnior, da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FFCLRP-USP), obteve datações de ao menos 8,5 milhões de anos, com uma margem de erro de 500 mil anos para mais ou para menos.

Há 8,5 milhões de anos, há indícios de que o Amazonas já corria na direção atual, indo dos Andes peruanos em direção ao Atlântico. Àquela altura, o Pebas não deveria lembrar mais o magnífico pântano de outrora. Deveria parecer uma planície inundável, à semelhança do atual Pantanal mato-grossense. Esta é a opinião de Annie Schmaltz Hsiou, professora do Departamento de Biologia da FFCLRP-USP e supervisora do trabalho de Bissaro Júnior, cujos resultados foram publicados na revista Palaeogeography, Palaeoclimatology, Palaeoecology.

O estudo contou com apoio da FAPESP e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Participaram pesquisadores da Universidade Federal de Santa Maria, do Museu de Ciências Naturais da Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), da Universidade Federal do Acre e da Boise State University, nos Estados Unidos.
Dá-se o nome de sistema Pebas à associação dos registros de diversas formações geológicas existentes na Amazônia ocidental. São elas a formação Pebas e Fitzcarrald no Peru e no Brasil, a formação Solimões no Brasil, as formações Urumaco e Socorro na Venezuela, a formação La Venta na Colômbia e a Quebrada Honda na Bolívia.

"Embora a Formação Solimões seja uma das unidades estratigráficas do período Neógeno com fósseis de melhor amostragem do norte da América do Sul, as suposições sobre a idade de deposição em território brasileiro foram baseadas, em grande parte, a partir de métodos indiretos”, disse Bissaro Júnior.

“A ausência de idades absolutas dificulta interpretações mais refinadas sobre os paleoambientes e a paleoecologia das associações faunísticas ali encontradas e não permite responder a algumas questões fundamentais importantes, como se essas camadas foram depositadas antes da formação do proto-Amazonas ou quando esse já havia se formado”, disse.

Para ajudar a responder a essas e outras questões, Bissaro Júnior apresenta em seu trabalho a primeira geocronologia (por amostras do mineral zircão) da Formação Solimões. As amostras foram coletadas em dois dos sítios paleontológicos mais bem amostrados da região, nas localidades de Niterói, no rio Acre (município de Senador Guiomar), e Talismã, no rio Purus (município de Manuel Urbano).
No sítio Niterói foram encontrados, a partir dos anos 1980, muitos fósseis do Mioceno, entre crocodilianos, peixes, roedores, tartarugas, aves e mamíferos xenartros (preguiças terrestres). 

Em Talismã, a partir do fim dos anos 1980, foram achados restos miocênicos de crocodilianos, de serpentes, roedores, primatas, preguiças e ungulados sul-americanos extintos (litopternas).
Como resultado das datações, Bissaro Júnior descobriu que as rochas do sítio Niterói têm, como idade máxima de deposição, cerca de 8,5 milhões de anos e as rochas de Talismã, cerca de 10,9 milhões de anos.

"Com base em dissimilaridades faunísticas e diferenças máximas de idade entre as duas localidades, sugerimos que Talismã é mais antigo que Niterói, mas ressaltamos a necessidade de novas datações absolutas para testar essa hipótese, bem como os esforços de datação de outras localidades da Formação Solimões”, disse Bissaro Júnior.

Esgotamento do Pebas

A formação do lago Pebas foi decorrência do soerguimento dos terrenos da protobacia amazônica. Isso se deu em função da elevação dos Andes, que acelerou a partir de 20 milhões de anos atrás. Naquela época, a Amazônia ocidental era banhada pelas bacias do Amazonas (que corria em direção ao Caribe) e do rio Magdalena, na Colômbia. A elevação dos Andes, no que são hoje o Peru e a Colômbia, acabou por interromper o fluxo de água em direção ao Pacífico, que acabou empoçando na altura da Amazônia ocidental, dando origem ao megapântano.

Mas os Andes continuaram subindo. O contínuo soerguimento dos terrenos da Amazônia teve dois efeitos. O proto-Amazonas, antes represado no lago Pebas, inverteu seu curso, tornando-se o majestoso rio que conhecemos. Ao longo desse processo, as águas do megapântano Pebas foram escoando.

O antigo pantanal viria a se tornar uma planície alagada, repleta de bichos imensos, que ainda existia há 8,5 milhões de anos, segundo as novas datações de Bissaro Júnior. Eventualmente, as irrefreáveis forças geológicas acabaram por escoar as águas do que restava de lagoas e lagos temporários na Amazônia ocidental. Foi o fim do Pebas e de sua fauna.

"O problema da datação do Pebas sempre foi associar as datações diretamente à fauna de vertebrados. Existem inúmeras datações de rochas onde se acharam fósseis de invertebrados. Mas conseguir datar, no Brasil, rochas com vertebrados era um dos nossos objetivos”, disse Schmaltz Hsiou.
Segundo a professora, as novas datações dão condições de sugerir que o Sistema Pebas, do grande pantanal, teria existido entre 23 milhões e 10 milhões de anos atrás. Esse deu lugar ao chamado Sistema Acre, a grande planície de inundação que existiu entre 10 milhões e 7 milhões de anos atrás, onde ainda viviam répteis como o Purussaurus e o Mourasuchus.

"O Sistema Acre devia ser um bioma semelhante ao da Venezuela da mesma época, formado por lagunas ao redor do delta de um grande rio, que seria o proto-Orinoco”, disse Schmaltz Hsiou.
Roedores gigantes
Os roedores compõem um grupo de mamíferos extremamente diversificado que habita todos os continentes, com exceção da Antártica. Na Amazônia, o grupo conta com grande número de espécies.
“Particularmente, um grupo de roedores conhecido cientificamente como Caviomorpha chegou ao nosso continente há cerca de 41 milhões de anos, vindos da África”, disse outro autor do artigo publicado na Palaeogeography, Palaeoclimatology, Palaeoecology, Leonardo Kerber, do Centro de Apoio à Pesquisa Paleontológica da Quarta Colônia (Cappa) da Universidade Federal de Santa Maria.

“Nesse período, conhecido como Eoceno, a África e a América do Sul já estavam totalmente separadas por pelo menos 1.000 km de extensão entre os pontos mais próximos de ambos continentes, o que inviabilizaria as conexões biogeográficas para que os vertebrados terrestres pudessem migrar entre as duas massas de terra. Entretanto, as correntes oceânicas propiciaram a dispersão por meio de balsas flutuantes naturais formadas por aglomerado de troncos e galhos derrubados em rios por tempestades, que acabam por desembocar no mar. Essas balsas flutuantes eventualmente carregam pequenos vertebrados. Um evento como este pode ter favorecido a travessia de pequenos mamíferos, como os macacos Platyrrhyni e também pequenos roedores que dariam origem a um dos mais emblemáticos grupos de mamíferos sul-americanos, os roedores caviomorfos”, disse.

Segundo Kerber, desde que chegaram ao continente, os roedores caviomorfos passaram por um longo período de evolução o que fez com que se tornassem extremamente diversificados. Atualmente, os representantes desse grupo encontrados no Brasil são as pacas, cutias, preás, porcos-espinhos, ratos-espinhosos e a capivara, o maior roedor do mundo.

“Particularmente na Amazônia, hoje encontramos uma grande diversidade de ratos-espinhosos e porcos-espinhos ou ouriços, além de cutias e pacas. Entretanto, no Mioceno, a fauna da região amazônica era bastante diferente daquela que podemos observar atualmente”, disse Kerber.
“Nos últimos anos, além de termos comunicado a presença de diversos fósseis de espécies já conhecidas pela ciência, algumas que já haviam sido registradas na Formação Solimões e outras conhecidas para outras regiões da América do Sul, e registradas ali pela primeira vez, descrevemos três espécies novas de roedores de médio porte (Potamarchus adamiae, Pseudopotamarchus villanuevai e Ferigolomys pacarana – Dinomyidae), que possuem uma relação de parentesco com a pacarana”, disse.

Kerber conta que em artigo que será publicado em breve no Journal of Vertebrate Paleontology a espécie Neoepiblema acreensis, um roedor neoepiblemídeo endêmico do Mioceno do Brasil que pesava cerca de 120 quilos, foi reconhecida como uma espécie válida.
“A espécie foi descrita em 1990, mas havia sido considerada inválida ao final da mesma década. Esses registros, tanto das espécies já conhecidas como também das espécies novas, auxiliam a entender como a vida evoluiu naquela região, mostrando como a biodiversidade evoluiu e também se extinguiu ao longo dos últimos milhões de anos”, disse Kerber.

O artigo Detrital zircon U–Pb geochronology constrains the age of Brazilian Neogene deposits from Western Amazonia (doi: https://doi.org/10.1016/j.palaeo.2018.11.032), de Marcos C. Bissaro-Júnior, Leonardo Kerber, James L. Crowley, Ana M. Ribeiro, Renato P. Ghilardi, Edson Guilherme, Francisco R. Negri, Jonas P. Souza Filho e Annie S. Hsiou, está publicado em: www.sciencedirect.com/science/article/pii/S003101821830405X.

terça-feira, 11 de setembro de 2018

América Latina Mais Natural



[oficial] [imdb]


Citação
Venha conhecer os locais mais emblemáticos da América Latina.

Uma série documental de cinco episódios que nos revela os locais mais emblemáticos e dramáticos da América Latina, através de fotografias e histórias extraordinárias dos animais e dos povos que ali habitam.

Foram necessários milhões de anos para que os animais se adaptassem a lugares tão diferentes como os Andes e a sua elevada altitude e a sufocante Amazónia ou a estepe patagónica e os pântanos da Venezuela.
O resultado é uma incrível diversidade de espécies: desde formigas carnívoras a tatus, jaguares a lontras gigantes. Cada um desenvolveu uma maneira única de sobrevivência, adaptando-se a um complexo puzzle da vida. Esta série documental revela-nos os comportamentos e adaptações extraordinárias que são fundamentais para a sua sobrevivência e sucesso.
Os humanos têm tido muito menos tempo para se adaptarem a este meio-ambiente único, mas com engenho e determinação, também eles encontraram maneiras de aproveitar ao máximo o que o continente tem para oferecer. Incríveis estilos de vida continuam até hoje. Vamos acompanhar caçadores e pescadores que demonstram as habilidades dos seus povos e descobrir os rituais estranhos, às vezes dolorosos, que determinam a identidade dos diversos povos da América Latina.
Cada episódio desta série consolida as últimas revelações sobre a vida neste continente de extremos. Estas histórias combinam-se para dar uma fascinante, emocionante e profunda compreensão dos lugares mais espetaculares da América Latina.

Narrado em :pt:


Episódio 1 : Amazônia - Uma Floresta, Vários Mundos
Gravado na RTP2 em 2017-03-08 | 11h05

A Amazónia é a maior floresta tropical do mundo. É tão extensa que gera metade da sua própria precipitação. É o ecossistema mais rico do planeta. Um ecossistema tão diversificado que um terço de todas as espécies que existem no mundo se encontram aqui. O seu clima é quente e húmido e pouco se altera ao longo do ano. Com estas condições climáticas a vida selvagem prosperou.
Mas são vários os mundos que fazem parte da Amazónia. Das copas banhadas pelo Sol à penumbra do solo florestal, das florestas nebulosas às planícies pantanosas cobertas de palmeiras, este é um quebra cabeças de diferentes habitats que os animais e os humanos exploraram das mais variadas formas. E a força impulsionadora de tudo isto é o maior rio do planeta.


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Episódio 2 : Patagônia - O Fim da Terra
Gravado na RTP2 em 2017-09-08 | 14h04

A Patagónia é uma terra selvagem situada nos confins da Terra. Sacudida por tempestades e rodeada por mares violentos, enormes glaciares rasgam a paisagem esculpida pelo gelo. Aqui, sobreviver significa ser suficientemente forte para resistir a invernos brutais e suficientemente astuto para explorar as curtas épocas de oportunidade. Em terra, a vida selvagem luta pela sobrevivência num dos ambientes mais extremos do planeta. Mas os oceanos explodem de vida.
Este é o mais austero deserto da América do Sul.


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Episódio 3 : Venezuela - Os Tesouros Selvagens de El Dorado
Gravado na RTP2 em 2017-09-11 | 14h05

A Venezuela. Terra de misteriosas montanhas e pântanos impenetráveis, lar de estranhas criaturas e tribos isoladas. Terra conhecida pelos seus mundos perdidos, cada um extremamente diferente dos outros e repleto de criaturas únicas. Dizer que são mundos perdidos, não caracteriza de todo este país, pois esses mundos encontram-se ligados por um grande rio, o Orinoco, que muitos acreditam ser a porta para o El Dorado, a lendária cidade do ouro. Durante séculos, os tesouros da Venezuela encontravam-se protegidos por rápidos intransponíveis, animais perigosos e povos aguerridos. Até a nascente do rio Orinoco era um segredo. Agora, estes segredos serão revelados...


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Episódio 4 : Pantanal - Coração Selvagem do Brasil
Gravado na RTP2 em 2017-03-13 | 11h05

No coração da América do Sul, existe uma vasta extensão selvagem: o maior pântano do mundo. Mas este não é um pântano qualquer. Todos os anos fica alagado e depois ressequido por uma seca severa. No entanto, embora o povo tenha dificuldade em adaptar-se, o Pantanal alberga algumas das maiores concentrações de animais do planeta. É o único lugar da Terra que rivaliza com África pela sua espetacular vida selvagem. Uma terra de extremos que produz uma profusão de vida.


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Episódio 5 : Os Andes - Mundo nas Nuvens
Gravado na RTP2 em 2017-09-13 | 14h00

Os Andes, a mais longa cadeia montanhosa do planeta, atravessam toda a extensão da América do Sul. Vulcões fumegantes pontuam o horizonte das acidentadas florestas aos planaltos desérticos de grande altitude. As plantas e os animais que aqui vivem estão adaptados aos extremos. Calor abrasador, ar rarefeito e noites geladas transformam cada dia numa verdadeira luta pela sobrevivência...


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segunda-feira, 6 de março de 2017

Onde se escondem as poucas onças-pintadas que sobraram

03 de março de 2017

Peter Moon | Agência FAPESP – Restam apenas cerca de 300 onças-pintadas (Panthera onca) na Mata Atlântica. É muito, muito pouco. São inúmeras as razões para o desaparecimento eminente do maior felino das Américas ao longo do bioma que um dia se estendia desde o norte da Argentina, passando pelo Paraguai e Uruguai, até o Nordeste brasileiro.







 Pesquisadores compõem retrato dos padrões de deslocamento do maior felino das Américas nos grandes biomas brasileiros. Na Mata Atlântica, restam apenas cerca de 300 indivíduos (foto: Eduardo Cesar/Revista Pesquisa FAPESP)

A primeira e mais óbvia razão é que só restam 7% da Mata Atlântica original. A segunda, uma consequência direta, é que o pouco que sobrou é composto por áreas muito fragmentadas. Ou seja, as onças remanescentes precisam percorrer áreas muito maiores do que suas congêneres da Amazônia ou do Pantanal, por exemplo, para encontrar caça ou achar parceiros para cruzamento.
E como as áreas são muito fragmentadas, as andanças das onças na Mata Atlântica envolvem riscos cada vez mais frequentes de contato com humanos – o que envolve todo um leque de consequências letais para os grandes felinos. Elas viram alvo de caçadores, são atropeladas, são vítima da retaliação por parte de fazendeiros e pecuaristas ou perseguidas pela população em geral, que tem medo desses bichos.

Todas essas conclusões foram publicadas em novembro em um grande estudo internacional na Scientific Reports, da Nature. Entre os pesquisadores envolvidos no trabalho está o conservacionista Ronaldo Gonçalves Morato, chefe do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), em Atibaia (SP).

Em outro artigo, publicado no fim de dezembro, Morato e colaboradores vão além das conclusões do trabalho sobre as onças da Mata Atlântica para começar a compor um retrato dos padrões de deslocamento das onças-pintadas em cinco grandes biomas brasileiros – e os riscos que elas correm em cada um deles. O artigo foi publicado na revista PLoS ONE. A pesquisa teve apoio da FAPESP, por meio de uma bolsa de pesquisa, me nível de pós-doutorado no exterior, concedida a Morato para a realização no Smithsonian Conservation Biology Institute, nos Estados Unidos.

“O objetivo da pesquisa foi verificar as condições de deslocamento e o tamanho da área de vida das onças-pintadas em cada um desses biomas brasileiros: Mata Atlântica, Cerrado, Caatinga, Pantanal e Amazônia, e também no norte da Argentina”, disse Morato.

Para a obtenção dos dados de deslocamento, entre 1998 e 2016 foram monitorados 44 indivíduos que haviam sido previamente capturados, sedados e neles colocado um colar especial dotado de localizador por satélite (GPS).

Foram estudados 21 indivíduos no Pantanal, 12 na Mata Atlântica, oito na Amazônia, um no Cerrado e dois na Caatinga. Foram amostrados 22 machos e 22 fêmeas. As idades estimadas variaram de 18 meses até 10 anos, sendo que a maioria das onças (41) era adulta, com mais de três anos.
O GPS dos colares foi programado para informar a localização dos animais a cada uma hora, 24 horas por dia. Os períodos de monitoramento variaram de 11 até 1.749 dias (média de 183 dias), enquanto que o número de localizações registradas por indivíduo variou de 53 até 11 mil (média de 2.264). O total de registros somou 81 mil localizações, a maior já realizada no estudo de onças.
“Os colares tinham baterias capazes de durar cerca de 500 dias de uso. Mas bem antes disso, geralmente com 400 dias de monitoramento, acionamos um dispositivo que permite a soltura automática do colar do pescoço do animal. A seguir, tentamos recuperar o colar para seu reúso, o que nem sempre é possível”, disse Morato. Em certos casos, mesmo que o colar seja encontrado, nem sempre continua em condições de uso.

“Sabemos se o animal morreu quando o sinal do GPS permanece na mesma localização por 24 horas. Neste caso, dispara um sinal automático. Foi o que aconteceu no Pantanal Norte em 2010, quando uma onça atacou e matou um pescador. Houve retaliação e algumas onças foram mortas na região. Suspeitamos que um dos animais mortos em nosso projeto tenha sofrido retaliação”, disse.
De acordo com Morato, cerca de 80% dos animais residiam na região de monitoramento. Os demais apresentaram padrões de deslocamento nômades ou estavam em dispersão.

Os machos exibiram as maiores áreas de vida – o território ocupado durante a vida de cada animal. É um resultado compatível com a hipótese de que a necessidade de maiores áreas por parte dos machos de espécies carnívoras está ligada à distribuição das fêmeas e à necessidade de maximizar as oportunidades reprodutivas.
“As onças com a maior área de vida foram as da Mata Atlântica, que muitas vezes precisam se aventurar por pastagens e campos cultivados para passar de um fragmento de floresta ao outro, correndo o risco de contato com humanos”, disse Morato.

Mobilidade limitada

Entre todos os animais, o do Cerrado mostrou necessidade de maior área de vida (1.268 km2). No Brasil, a onça com menor área de vida (36 km2) estava no Pantanal. Para efeito de comparação, a ilha de Santa Catarina tem 424 km2.

“Pela primeira vez conseguimos comparar os deslocamentos das onças nos diversos biomas. O próximo passo envolve saber como os animais se comportam nas diferentes estruturas e paisagens. Queremos verificar quais são os fatores que limitam a mobilidade das onças em cada bioma”, disse Morato.

Segundo o pesquisador, é importante saber o que limita os deslocamentos das onças, uma vez que a saúde do animal depende da sua variabilidade genética, que por sua vez depende da capacidade de os indivíduos encontrarem parceiros sexuais de outros grupos que não os familiares. É a mesma lógica que não indica o casamento entre primos, por exemplo.

O artigo Space Use and Movement of a Neotropical Top Predator: The Endangered Jaguar (http://dx.doi.org/10.1371/journal.pone.0168176), de Ronaldo G. Morato e outros, publicado na PLoS One, pode ser lido em: http://journals.plos.org/plosone/article?id=10.1371/journal.pone.0168176.

O artigo A biodiversity hotspot losing its top predator: The challenge of jaguar conservation in the Atlantic Forest of South America (doi:10.1038/srep37147), publicado na Scientific Reports, pode ser lido em: www.nature.com/articles/srep37147.

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Anseriformes

Anhuma














A anhuma (Anhima cornuta) é uma ave anseriforme da pequena família Anhimidae. É típica da América do Sul, encontrada na Amazônia, no Pantanal e em regiões do Nordeste e do Sudeste do Brasil e também na Colômbia, no Equador e no Peru.

Tachã















O tachã (Chauna torquata) é uma ave anseriforme aparentada com a anhuma, natural das regiões da Argentina e Bolívia até a região Sul do Brasil.
  
Anseranas semipalmata


  










Anseranas semipalmata é uma espécie de ave residente do norte da Austrália e do sul da Nova Guiné. É encontrada em áreas molhadas e é quase sedentário, a não ser durante as temporadas de seca.

Marreco-mandarim
















O marreco-mandarim, pato-mandarim ou mandarim (Aix galericulata) é uma espécie de pato domesticável de médio porte originário da China.

Pato-real














O pato-real (Anas platyrhynchos) é uma espécie de pato que habita áreas temperadas e sub-tropicais das Américas, Europa e Ásia. A espécie tem forte dimorfismo sexual, tendo os machos uma cabeça de cor verde muito característica. É o antecessor da maioria dos patos domésticos atuais.

Pato-ferrugíneo































O pato-ferrugíneo (Tadorna ferruginea) é uma espécie de pato bastante estendida na Ásia e no Norte da África. No solo europeu destacam-se as populações do sul da Espanha e em Portugal.

Ganso-do-índico















O Ganso-do-índico (Anser indicus) é uma espécie de ganso que se reproduz na Ásia Central, em colônias de milhares de indivíduos. Coloca de 3 a 8 ovos por vez em um ninho de terra.

Ganso-de-faces-brancas






























O ganso-de-faces-brancas (Branta leucopsis)  é um ganso de dorso escuro e flancos cinzentos que nidifica nas regiões árticas (Ilhas Svalbard e Nova Zembla) e inverna nas regiões temperadas da Europa, principalmente no Reino Unido e na Holanda.

Na Península Ibérica este ganso é um invernante muito raro, sendo considerado de ocorrência acidental.

Ganso-de-faces-negras













O ganso-de-faces-negras (Branta bernicla) é uma espécie de ganso que caracteriza-se pela plumagem escura, destacando-se a cabeça e o pescoço negros. Este ganso nidifica nas regiões árticas e inverna na Europa central. Em Portugal ocorre irregularmente como invernante.

Pato-olho-ouro





















O pato-olho-d´ouro (Bucephala clangula) é uma espécie de pato-marinho encontrada nos lagos e rios do Canadá, Estados Unidos, Escandinávia e Rússia, mas que passam o inverno em águas costeiras.

Ganso-branco

















O ganso-branco, ganso-azul ou ganso-das-neves (Anser caerulescens) é uma espécia de ganso migratório.

Ganso-do-egito




































































O ganso-do-egito (Alopochen aegyptiacus) é uma ave anseriformes do grupo dos gansos. É também conhecido por ganso-do-nilo, ganso-raposo e em Angola por balandira. A sua área de distribuição inclui Europa e África. É especialmente comum a sul do Saara e vale do Nilo.

Pato-mergulhão















O pato-mergulhão (Mergus octosetaceus) é um pato de feições esguias e possuidor de uma longa crista na cabeça. A cabeça e o pescoço são de cor negra, sendo o resto do corpo mais ou menos acizentado. A crista é normalmente de menores dimensões nas fêmeas.

Alimentam-se de peixes, pequenas enguias, larvas de insetos e caracóis.

Marreca-cabocla
















A marreca-cabocla (Dendrocygna autumnalis) é uma espécie de marreca presente em quase todo o continente americano, comum na Amazônia brasileira. Tais aves chegam a medir até 48 cm de comprimento, com dorso ferrugíneo, fronte cinzenta, barriga negra, asas com grande mancha branca visível em vôo, bico e pés vermelhos.

Marreca-caneleira
















A marreca-caneleira (Dendrocygna bicolor) é uma espécie de marreca presente do estado da Califórnia à Argentina, incluindo o Brasil. Tais aves chegam a medir até 48 cm de comprimento e possuem plumagem parda-acanelada, pescoço com laterais anegradas, flancos listrados de amarelo, bico e pés acinzentados.

Irerê





















O irerê (Dendrocygna viduata) é uma espécie de marreca encontrada na África e na América do Sul.

Pato-corredor



















O pato-corredor (Neochen jubata) é um ave natural da Venezuela à Bolívia, Paraguai, Argentina e da região amazônica e central do Brasil. Tais aves medem cerca de 53 cm de comprimento, com o dorso e ventre castanhos, cabeça e peito amarelados, asas negras, bico e pés vermelhos.

Bico-roxo

















O bico-roxo (Oxyura dominica) é uma marreca que ocorre do Texas até à Argentina e em grande parte do Brasil, podendo chegar a medir até 37 cm de comprimento. Os machos da espécie possuem a cabeça e o pescoço castanhos, uma máscara negra e o bico azul berrante.

Pato-de-crista




























O pato-de-crista (Sarkidiornis melanotos) é uma ave anseriforme, que pode ser encontrada na África sub-saariana. Habita zonas alagadas, pântanos, e margens de rios, onde haja suficiente vegetação aquática.

Pato-selvagem

















O pato-selvagem (Cairina moschata), de larga distribuição pelo planeta, é o ancestral das subespécies domésticas e, no Brasil, há referências seguras de que o pato-selvagem era domesticado pelos indígenas, mesmo antes da chegada à América dos europeus

Cisne-branco






































O cisne-branco (Cygnus olor) é uma espécie de cisne nativa da Eurásia. É uma ave não migratória, mas foi introduzida na América do Norte e noutras regiões como animal ornamental de jardins.

Cisne-bravo

































O cisne-bravo (Cygnus cygnus) é um cisne nativo do hemisfério norte, sendo o animal nacional da Finlândia.

Cisne-de-pescoço-preto










































O cisne-de-pescoço-negro (Cygnus melanocoryphus) é uma ave anseriforme da família Anatidae típica do sul da América do Sul.
  
Coscoroba





























































Coscoroba coscoroba, conhecido popularmente como capororoca ou coscoroba, é uma ave anseriforme da família Anatidae.

Cisne-negro















O cisne-negro (Cygnus atratus) é uma ave aquática australiana. Podem-se encontrar em todos os estados da Austrália. O animal adulto pode pesar até 9 kg. Ao contrário de muitas outras aves aquáticas, os cisnes negros não têm hábitos migratórios. Passam a sua vida no local onde nasceram.