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segunda-feira, 6 de abril de 2020

Floresta tropical pré-histórica é descoberta na Antártica

Na metade do período cretáceo, densas concentrações de CO2 atmosférico teriam criado temperaturas globais muito mais quentes. Isso derreteu as camadas de gelo polares e elevou os níveis do mar até 170 metros a mais do que é observado atualmente. Mas como seria o Polo Sul em um mundo assim? Cientistas ingleses e alemães descobriram uma amostra de solo florestal do período Cretáceo a 900 km do Polo Sul, que responde essa pergunta.

Uma floresta tropical pré-histórica na Antártida

Os pesquisadores do Instituto Alfred Wegener para Pesquisa Polar e Marinha na Alemanha divulgaram sua descoberta e análise em artigo publicado na Nature. Uma análise das raízes, pólen e esporos preservados mostrou que o mundo naquela época estava muito mais quente do que se pensava anteriormente. O artigo também também sugere que os níveis de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera foram mais altos do que o esperado durante o período médio do Cretáceo.
Anteriormente, pouco se sabia sobre o meio ambiente ao sul do Círculo Antártico naquele período. Agora, os pesquisadores descobriram evidências de uma floresta tropical temperada na região, como seria encontrada na Nova Zelândia hoje. Apesar de possuir uma noite polar de quatro meses, um terço de cada ano não existia luz solar que dava vida.
Mapa simplificado da região de Polar Sul no momento da deposição há 90 milhões de anos - período em que existiu uma floresta tropical pré-histórica na Antártida. (JP Klages, Alfred-Wegener-Institut)
Mapa simplificado da região de Polar Sul no momento da deposição há 90 milhões de anos – período em que existiu uma floresta tropical pré-histórica na Antártida. (JP Klages, Alfred-Wegener-Institut)
Agora, os investigadores descobriram indícios de uma floresta tropical temperada na região, como a que se encontraria hoje na Nova Zelândia. Isto aconteceu mesmo um ambiente que apresenta noite polar de quatro meses, o que significa que durante um terço de cada ano não havia qualquer luz solar que desse vida.
A presença da floresta sugere que as temperaturas médias rondavam os 12 graus Celsius, o que significa que não havia uma calota de gelo no Pólo Sul.

Como os pesquisadores chegaram a essas conclusões

As evidências de que houve a existência de uma floresta tropical na Antártida vem de um núcleo de sedimentos perfurado no fundo do mar perto dos glaciares Pine Island e Thwaites, na Antárctida Ocidental.

Os pesquisadores analisaram as amostras e descobriram uma densa rede de raízes fósseis, que se encontrava muito bem preservada. A amostra continha também inúmeros vestígios de pólen
Para reconstruir o ambiente desta floresta preservada, os cientistas avaliaram as condições climáticas em que vivem os modernos descendentes das plantas, bem como analisou os indicadores de temperatura e precipitação dentro da amostra.


Eles verificaram que a temperatura média anual do ar era de cerca de 12 graus Celsius. As temperaturas médias do Verão foram de cerca de 19 graus Celsius. As temperaturas da água nos rios e pântanos atingiram até 20 graus.

O autor principal Dr. Johann Klages, do Alfred Wegener Institute Helmholtz Centre for Polar and Marine Research, afirmou: “Antes do nosso estudo, a hipótese geral era de que a concentração global de dióxido de carbono no Cretáceo era de cerca de 1000 ppm. Mas nas nossas experiências baseadas em modelos, foram necessários níveis de concentração de 1120 a 1680 ppm para atingir as temperaturas médias naquela época na Antártida”.

O artigo que descreve as amostras de solo florestais coletadas foi publicado na revista Nature, clique aqui para acessá-lo.

terça-feira, 31 de julho de 2012

 Livro

"Principles of Sedimentology and Stratigraphy" 

by Sam Boggs

"Principles of Sedimentology and Stratigraphy" by Sam Boggs
Реаrsоn Рrеntice Наll | 2006 | ISBN: 0131547283 9780131547285 | 676 pages | PDF/djvu | 45/21 MB

A concise treatment of the fundamental principles of sedimentology and stratigraphy, featuring the important physical, chemical, biological and stratigraphic characteristics of sedimentary rocks. Emphasized are the ways in which the study of sedimentary rocks is used to interpret depositional environments, changes in ancient sea level, and other intriguing aspects of Earth history. Topics include the origin and transport of sedimentary materials; physical properties of sedimentary rocks; composition, classification and diagenesis of sedimentary rocks and principles of stratigraphy and basin analysis.

For individuals interested in one text providing comprehensive coverage of both sedimentology and stratigraphy.

Contents
Preface
Introduction
PART I Origin and Transport of Sedimentary Materials
1.1 INTRODUCTION
1.2 SUBAERI ALWEATHERING PROCESSES
1.3 SUBMARINE WEATHERING PROCESSES AND PRODUCTS
1.4 SO ILS
1.5 CONCLUDING REMARKS
2 Transport and Deposition ofSiliciclastic Sediment
2.1 INTRODUCTION
2.2 FUNDAMENTA LS OF FLUID FLOW
2.3 PARTICLE TRANSPORT BY FLUIDS
2.4 PARTICLE TRANSPORT BY SEDIMENT GRAVI TY FLOWS
PART II Physical Properties of Sedimentary Rocks
3.1 INTRODUCTION
3.2 GRAIN SIZE
3.3 PARTICLE SHAPE
3.4 FABRIC
4 Sedimentary Structures
4.1 INTRODUCTION
4.2 KINDS OF PRIMARY SEDIMENTARY STRUCTURES
4.3 STRATIFICATION AND BEDFORMS
4.4 BEDDING-P LANE MARKINGS
4.5 OTHER STRUCTURES
4.6 PALEOCURRENT ANALYSIS FROM SEDIMENTARY STRUCTURES
PART III Composition, Classification, and Diagenesis of Sedimentary Rocks
5.1 INTRODUCTION
5.2 SANDSTONES
5.3 CONGLOMERATES
5.4 SHALES (MUDROCKS)
5.5 DIAGENESIS OF SILICICLASTIC SEDIMENTARY ROCKS
5.6 PROVENANCE SI GNIFICANCE OF MINERAL COMPOSITION
6 Carbonate Sedimentary Rocks
6.1 INTRODUCTION
6.2 CHEMISTRY AND MINERALOGY
6.3 LIMESTONE TEXTURES
6.4 DOLOMITE TEXTURES
6.5 STRUCTURES IN CARBONATE ROCKS
6.6 CLASSIFICATION OF CARBONATE ROCKS
6.7 ORIGIN OF CARBONATE ROCKS
6.8 DIAGENESIS
7 Other Chemical/Biochemical and Carbonaceous Sedimentary Rocks
7.1 INT RODUCTION
7.2 EVAPORITES
7.3 SILICEOUS SEDIMENTARY ROCKS (CHERTS)
7.4 IRON-BEARING SEDIMENTARY ROCKS
7.5 SEDIMENTARY PHOSPHORITES
7.6 CARBONACEOUS SEDIMENTARY ROCKS: COAL, OIL SHALE, BITUMENS
PART IV Depositional Environments
8 Continental (Terrestrial) Environments
8.1 INTRODUCTION
8.2 FLUVIAL SYSTEMS
8.3 EOLIAN DESERT SYSTEMS
8.4 LACUSTRINE SYSTEMS
8.5 GLACIAL SYSTEMS
9 Marginal-Marine Environments
9.1 INTRODUCTION
9.2 DELTAIC SYSTEMS
9.3 BEACH AND BARRlER ISLAND SYSTEMS
9.4 ESTUARINE SYSTEMS
9.5 LAGOONAL SY STEMS
9.6 TIDAL-FLAT SYSTEMS
10 Siliciclastic Marine Environments
10.1 INTRODUCTION
10.2 THE SHELF ENVIRONMENT
10.3 THE OCEANIC (DEEP-WATER) ENVIRONMENT
11 Carbonate and Evaporite Environments
11.1 INTRODUCTION
11.2 CARBONATE SHELF (NONREEF ) ENVIRONMEN TS
11.3 SLOPE/B ASIN CARBONATES
11.4 ORGANIC REEF ENVIRONMENTS
11.5 MIXED CARBONATE-SILICICLASTIC SYSTEMS 388
11.6 EVAPORITE ENVIRONMENTS
PART V Stratigraphy and Basin Analysis
12 Lithostratigraphy
12.1 INTRODUCTION
12.2 TYPES OF LITHOSTRATIGRAPHIC UNITS
12.3 STRATIGRAPHIC RELATIONS
12.4 VERTICAL AND LATERAL SUCCESSIONS OF STRATA
12.5 NOMENCLATURE AND CLASSIFICATION OF LITHOSTRATIGRAPHIC UNITS
12.6 CORRELATION OF LITHOSTRATIGRAPHIC UNITS
13 Seismic, Sequence, and Magnetic Stratigraphy
13.1 INTRODUCTION
13.2 SEISMIC STRATIGRAPHY
13.3 SEQUENCE STRATIGRAPHY
13.4 MAGNETOSTRATIGRAPHY
14 Biostratigraphy
14.1 INTRODUCTION
14.2 FOSSILS AS A BASIS FOR STRATIGRAPHIC SUBDIVISION
14.3 BIOSTRATIGRAPHIC UNITS
14.4 THE BASIS FOR BIOSTRATIGRAPHIC ZONATION: CHANGES IN ORGANISMS THROUGH TIME
14.5 DISTRIBUTION OF ORGANISMS IN SPACE: PA LEOBIOGEOGRAPHY
14.6 COMBINED EFFECTS OF THE DISTRIBUTION OF ORGANISMS IN TIME AND SPACE
14.7 BIOCORRELATION
15 Chronostratigraphy and Geologic Time
15.1 INTRODUCTION
15.2 GEOLOGIC TIME UNITS
15.3 THE GEOLOGIC TIME SC ALE
15.4 CHRONOCORRELATION
16 Basin Analysis, Tectonics, and Sedimentation
16.1 INTRODUCTION
16.2 MECHANISMS OF BASIN FORMATION (SUBSIDENCE)
16.3 PLATE TECTONICS AND BASINS
16.4 KINDS OF SEDIMENTARY BASINS
16.5 SEDIMENTARY BASIN FILL
16.6 TECHNIQUES OF BASIN ANALYSIS
16.7 APPLICATIONS OF BASIN ANALYSIS

Appendices
Appendix A Form and Roundness ofSedimentary Particles
Appendix 8 Paleothermometry
Appendix C North American Stratigraphic Code
Appendix D Nomenclature of Global and North American Chronostratigraphic Units
Appendix E Web Sites Pertaining to Sedimentology and Stratigraphy
Bibliography
Index

 
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