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quinta-feira, 6 de junho de 2024

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Desvendando os mistérios do Neandertal: uma revisão de 'The Naked Neanderthal', de Ludovic Slimak

O Neandertal Nu, de Ludovic Silmak

Nos últimos anos, surgiram alguns livros inspiradores sobre nossos primos antigos, ou ancestrais, dependendo de como você os olha; os Neandertais, ou Homo neanderthalensis. O que pode vir à mente de muitas pessoas é Kindred, da Dra. Rebecca Wray Sykes, que trouxe o mundo dos Neandertais ao público pela primeira vez de uma forma que os fez não parecer tão distantes de nós. Em seu livro ela argumenta que as evidências arqueológicas presentes são suficientes para representar uma cultura humana tão parecida com a nossa, que se eles estivessem vivos hoje, poderíamos até imaginá-los de terno e gravata.

Muitas pessoas gostaram bastante dessa percepção, desde o público até os profissionais da área e também pesquisadores. Pelo que sabemos, os Neandertais eram um ramo muito avançado da família dos hominídeos, a corrente trançada que constitui a nossa ancestralidade. Eles tinham armas, a maioria das quais foram encontradas como armas de ataque, para combate corpo a corpo. Mas também há evidências de lançamento de armas. Temos evidências de práticas funerárias avançadas, como as destacadas na recente colaboração documental entre a BBC e a Netflix, Secrets of the Neanderthals, apresentando a equipe que trabalha em Shanidar, uma caverna no Iraque onde vários corpos de Neandertais foram encontrados no que só pode ser encontrado. ser descritos como enterrados juntos. Com um deles sendo potencialmente o lar de uma variedade de flores ao longo do tempo.

Silmak, no entanto, em seu livro o Neandertal Nu não concorda com muitas das idéias que separam os Neandertais dos brutos burros que sempre foram conhecidos. Ele parece querer pegar as novas teorias e hipóteses sobre elas e, bem, jogá-las pela janela. Ele apresenta suas ideias e é um pesquisador muito experiente, trabalhando em um sítio que tem pouca arqueologia, há vinte e cinco anos, na Caverna Madrin, e fazendo alguns trabalhos em outros lugares da Sibéria. Ele sabe do que está falando quando se trata de Neandertais, mas suas ideias sobre quem eles eram, como podemos entendê-los e até mesmo para onde foram, variam bastante de outros especialistas no assunto, e ele explica esses pontos lindamente. em seus livros. 

Não vou estragar para você quais são essas opiniões e como elas diferem do conhecimento convencional sobre o que agora aceitamos como os Neandertais, mas acho que vale a pena ler. Pois concordo plenamente com ele nisso, não podemos conhecer o Neandertal, é uma criatura, um humano, um macaco, como você quiser chamá-los, que se foi desta terra. Com tão poucas evidências deles deixadas para trás, nunca os conheceremos verdadeiramente. Como diz minha boa amiga Genevieve: “É como se estivéssemos tentando reconstruir o passado olhando para uma sala pelo buraco da fechadura por alguns segundos e depois tendo que desenhar tudo o que vemos. Haverá muitos itens faltantes e lacunas”.

E é assim com o registro fóssil, seja dos neandertais ou de qualquer outra espécie de hominídeo. Sabemos, oh, muito pouco, muito foi perdido ao longo dos milênios.

Então, neste ponto você deve estar se perguntando: este é um bom livro para ler? Sim, mas com uma ressalva. Não deveria ser o primeiro livro que alguém lê sobre os Neandertais. As ideias expressas no livro não são consenso em muitos tópicos quando se trata de interpretações de achados e dados arqueológicos. Suas idéias são dignas de nota, porém, pois devemos sempre manter nossas mentes abertas, pois, novamente, nunca poderemos saber verdadeiramente. Portanto, ver as coisas de uma perspectiva diferente só pode beneficiar a nossa compreensão geral desta criatura humana.

quinta-feira, 21 de julho de 2022

Capa de livro

Viagens com Trilobitas

Andy Secher Columbia Univ. Imprensa (2022)

O fascinante invertebrado marinho conhecido como trilobita pertence ao início da complexa vida animal. Surgiu há cerca de 521 milhões de anos e durou mais de 250 milhões de anos, evoluindo mais de 25.000 espécies reconhecidas. 

O paleontólogo Andy Secher coedita o site trilobite do Museu Americano de História Natural em Nova York. Ele possui mais de 4.000 fósseis de trilobitas, muitos dos quais são retratados neste hino aos “monarcas onipresentes dos antigos mares do mundo”.

Natureza 606 , 458 (2022)


 



terça-feira, 23 de julho de 2019


Livro reúne serpentes da Mata Atlântica

23 de julho de 2019

Agência FAPESP – O livro Serpentes da Mata Atlântica: guia ilustrado para as florestas costeiras do Brasil (Ponto A, 2019) será lançado no Instituto Butantan, no dia 8 de agosto de 2019, em São Paulo.


Com lançamento no dia 8 de agosto, no Instituto Butantan, publicação apresenta informações e fotos sobre 140 espécies de serpentes

 
O guia é de autoria dos professores Otavio Augusto Vuolo Marques, Ivan Sazima e André Eterovic e tem apoio da FAPESP.

“O livro reúne 240 fotografias coloridas de um total de 140 espécies de serpentes, com informações sobre elas e mapas com a distribuição pelo Brasil”, disse Vuolo Marques à Agência FAPESP.
Para cada serpente apresentada são fornecidas informações sobre a morfologia (tamanho do corpo e cauda, massa e dentição), o uso de hábitat (horário de atividade e substrato), os hábitos alimentares (principais itens), o modo reprodutivo (ovípara ou vivípara), as táticas defensivas e se a mesma oferece risco de envenenamento grave ao ser humano.

O guia também inclui textos sobre outros répteis que podem ser encontrados na Mata Atlântica. A obra apresenta também comentários taxonômicos sobre algumas das espécies e uma lista de todas as serpentes registradas para a Mata Atlântica até o momento, complementada por informações sobre o tipo de hábitat utilizado por cada espécie.

O lançamento será no Museu Biológico do Instituto Butantan (palestra e homenagem às 19 horas) e no Centro de Difusão Cultural (noite de autógrafos a partir das 19h45).

Mais informações com o Laboratório de Ecologia e Evolução do Instituto Butantan: (11) 2627-9811.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Livro destaca a importância das pequenas plantas para o Cerrado

Obra de professora da Unesp encanta e conscientiza leitores com belas imagens e informação

22/01/2019 por: José Tadeu Arantes | Agência FAPESP
Livro é destinado à distribuição gratuita para bibliotecas, institutos de pesquisa e estudioso, além de estar disponível em PDF. Imagem: Reprodução
 
 “As pessoas só dão valor para aquilo que conhecem.” Foi este pensamento que inspirou a pesquisadora Giselda Durigan a coordenar a empreitada coletiva que resultou no livro Plantas pequenas do Cerrado: biodiversidade negligenciadaCom 720 páginas, quase todas ilustradas com deslumbrantes fotos coloridas, o livro apresenta um levantamento exaustivo das plantas de pequeno porte, que são o sustentáculo do Cerrado.

Professora em programas de pós-graduação em Ciência Florestal na Universidade Estadual Paulista (Unesp) e em Ecologia na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), ela estuda o Cerrado há mais de 30 anos.

Destinada à distribuição gratuita para bibliotecas, institutos de pesquisa e estudiosos, e também disponibilizada em arquivo PDF aberto para todos os interessados, a obra teve sua publicação financiada pela Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo.

Durigan, que também é pesquisadora do Instituto Florestal do Estado de São Paulo, explica que a publicação é resultado de quase uma década de trabalho a várias mãos, que se iniciou com uma pesquisa de doutorado sobre o impacto da invasão das fisionomias campestres do Cerrado por árvores de pinus e ganhou corpo ao longo de três outras pesquisas apoiadas pela FAPESP.

Foram elas: “Avaliação do potencial de remanescentes naturais como fontes de propágulos para a restauração de fisionomias campestres de cerrado”; “Invasão do campo cerrado por braquiária (Urochloa decumbens): perdas de diversidade e experimentação de técnicas de restauração”; e “Efeito da queima prescrita e da geada sobre a diversidade e estrutura do estrato herbáceo-arbustivo do Cerrado”.

“Quando nos engajamos nessas pesquisas, percebemos que o grande impacto causado pelas invasões biológicas [Saiba mais em agencia.fapesp.br/27156/] e pela supressão do fogo [Mais informações em agencia.fapesp.br/26325/] não se dava sobre árvores, mas sobre as plantas pequenas do campo. E isso constituiu um enorme desafio, porque a nomenclatura e a classificação dessas plantas eram largamente desconhecidas. Eu tinha passado toda a minha vida profissional olhando para cima, para as árvores. Tive, então, que olhar para baixo, e com muito respeito”, disse Durigan à Agência FAPESP.

O grupo que coordenou na feitura do livro foi constituído por suas alunas Natashi Aparecida Lima Pilon e Geissianny Bessão de Assis, e por seus colegas Flaviana Maluf de Souza e João Batista Baitello.
“O que chamamos de ‘plantas pequenas’ são espécies que se tornam adultas e capazes de se reproduzir com menos de 2 metros de altura. Foi um critério arbitrário que adotamos. Começamos coletando essas plantas, e inventando nomes provisórios para elas, enquanto corríamos atrás de pessoas que pudessem nos ajudar na identificação”, contou Durigan.

Mas não foi nada fácil encontrar essas pessoas, conta a pesquisadora. Simplesmente, não havia especialistas em plantas pequenas. Foi preciso recorrer a manuais, monografias, livros antigos e ao famoso Dicionário das Plantas Úteis do Brasil, em seis volumes, publicado por Manoel Pio Corrêa no início do século passado.

“Encontramos plantas que nunca tinham sido registradas no Estado de São Paulo e outras que não eram coletadas há várias décadas. Mas não achamos nenhuma espécie nova, desconhecida pela ciência. Todas já tinham seus nomes científicos. Porém, foi uma busca tremenda descobrir os nomes populares. Muitas das plantas que encontramos estavam classificadas como ‘daninhas’ nesses livros antigos, porque a perspectiva adotada era a de quem queria cultivar o Cerrado com pastagens ou agricultura”, disse Durigan.

Um termo curioso encontrado foi o “mata-pasto”, que nomeava nada menos do que sete espécies diferentes, todas elas muito resistentes. Como essas plantas rebrotam inúmeras vezes depois de cortadas, eram consideradas daninhas. E o nome popular que receberam invertia a ordem cronológica, como se o pasto tivesse aparecido antes e as plantas surgissem depois para atrapalhar, quando havia sido exatamente o contrário.

“O que as pessoas não entendiam – e temos feito um esforço enorme para esclarecer – é que essas plantas de pequeno porte são fundamentais para a sobrevivência do Cerrado e da extraordinária riqueza que ele possui em termos de recursos hídricos e biodiversidade”, disse Durigan.
“Fala-se em desmatamento quando ocorre corte de árvores. Mas, se as plantas pequenas são erradicadas, todo o equilíbrio do Cerrado se rompe. E isso está acontecendo sem o menor impedimento porque a legislação não protege a vegetação que não tem árvores. Além disso, essa vegetação nem sequer aparece nos mapas, dadas as limitações tecnológicas para diferenciá-la de pastagens ou agricultura em imagens de satélite”, acrescentou.

Seis plantas pequenas para uma árvore

Durigan destaca que são as plantas pequenas que cobrem o solo, prevenindo a erosão pela chuva ou pelo vento.

“Elas possuem um emaranhado de raízes, facilitando a infiltração da água no solo e garantindo a saúde do ecossistema e a manutenção dos mananciais que alimentam os rios. Para ser savana, o Cerrado precisa possuir as duas camadas: a camada de árvores esparsas a meia altura e a camada de plantas pequenas cobrindo o solo”, explicou.

Segundo os autores do livro, a proporção é de seis espécies de plantas pequenas para cada espécie de árvore. Das 12.734 espécies vegetais que compõem o Cerrado, mais de 10 mil correspondem a plantas pequenas. Elas estão ameaçadas pelo adensamento das copas das árvores, resultante do manejo inadequado, e pela invasão por espécies exóticas, como o pinus e a braquiária.

O objetivo do livro é encantar os leitores com a beleza dessas plantas pequenas. E conscientizá-los acerca da necessidade de sua preservação.

O livro pode ser acessado integralmente em http://arquivo.ambiente.sp.gov.br/publicacoes/2018/12/plantaspequenasdocerrado.pdf.

quarta-feira, 5 de setembro de 2018

The Dog: A Natural History

The Dog: A Natural History

2018 | ISBN: 0691176930 | English | 224 Pages | PDF | 16 MB

Uma introdução acessível e ricamente ilustrada à história natural dos cães - da evolução, anatomia, cognição e comportamento à relação entre cães e humanos.
 
 Como uma das mais antigas espécies domesticadas, seletivamente cultivada ao longo de milênios para possuir comportamentos específicos e características físicas, o cão desfruta de uma relação única com os seres humanos. Mais do que qualquer outro animal, os cães estão sintonizados com o comportamento e as emoções humanas e, consequentemente, desempenham uma série de papéis na sociedade, desde o trabalho policial e militar até o apoio sensorial e emocional. A criação seletiva levou ao desenvolvimento de mais de trezentas raças que, apesar de grandes diferenças, ainda pertencem a uma única espécie, Canis familiaris.

The Dog is an accessible, richly illustrated, and comprehensive introduction to the fascinating natural history and scientific understanding of this beloved species. ��d��m Mikl��si, a leading authority on dogs, provides an appealing overview of dogs' evolution and ecology; anatomy and biology; behavior and society; sensing, thinking, and personality; and connections to humans.

Ilustrado com cerca de 250 fotografias coloridas, The Dog começa com uma visão geral introdutória, seguida por uma exploração das origens pré-históricas do cão, incluindo pesquisas atuais sobre onde e quando a domesticação canina começou. O livro prossegue examinando a biologia e o comportamento dos cães, prestando particular atenção aos aspectos fisiológicos e psicológicos das formas como os cães veem, ouvem e cheiram e como se comunicam com outros cães e com os humanos. O livro também descreve como os cães aprendem sobre seus ambientes físicos e sociais e as formas que eles formam anexos para os seres humanos. O livro termina com uma seção mostrando um número seleto de raças de cães para ilustrar sua incrível variedade física.

Beautifully designed and filled with surprising facts and insights, this book will delight anyone who loves dogs and wants to understand them better.

Download:

http://longfiles.com/yiu8gtc4zyq6/The_Dog_A_Natural_History.pdf.ht

Modern Humans: Their African Origin and Global Dispersal

Modern Humans: Their African Origin and Global Dispersal

English | 2017 | ISBN: 0231160763 | 538 Pages | PDF | 16 MB

Humanos modernos é um relato vívido da mais recente - e talvez a fase mais importante da evolução humana: o surgimento de pessoas anatomicamente modernas (Homo sapiens) na África há menos de meio milhão de anos e que mais tarde se espalharam pelo mundo. Deixando nenhuma pedra sobre pedra, John F. Hoffecker demonstra que o Homo sapiens representa uma "grande transição" na evolução dos sistemas vivos em termos de mudanças fundamentais no papel da informação não genética.ation.

Modern Humans sintetiza descobertas recentes da genética (incluindo o corpo em rápido crescimento do DNA antigo), o registro fóssil humano e a arqueologia relacionada à origem africana e à dispersão global de pessoas anatomicamente modernas. Hoffecker coloca os seres humanos no amplo contexto da evolução da vida, enfatizando o papel crítico das formas genéticas e não-genéticas de informação nos sistemas vivos, e como as mudanças no armazenamento, transmissão e tradução da informação são a base das principais transições na evolução. 
 
Ele também se baseia na teoria da informação e complexidade para explicar o surgimento do Homo sapiens na África há várias centenas de milhares de anos e a disseminação rápida e sem precedentes de nossa espécie em uma variedade de ambientes na Austrália e na Eurásia, incluindo o Ártico e Beringia, começando entre 75.000 e 60.000 anos atrás. 
 
Este trabalho magistral vai agradar a todos com interesse no sempre fascinante campo da evolução humana.

Download:

http://longfiles.com/qwlakod2vpo4/Modern_Humans_Their_African_Origin_and_Global_Dispersal.pdf.html

quarta-feira, 29 de março de 2017

Biodiversidade marinha brasileira ganha série com 10 livros

29 de março de 2017

Maria Fernanda Ziegler  |  Agência FAPESP – A biodiversidade marinha no Brasil ganhará uma série com 10 livros em inglês voltados para estudantes, pesquisadores e demais interessados em conhecer os ambientes costeiros.

Alexander Turra, professor do Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (USP) e editor-chefe do projeto, explica que a série Brazilian Marine Biodiversity é resultado de um trabalho crescente que começou com a criação da Rede de Monitoramento de Habitats Bentônicos Costeiros (ReBentos), criada com apoio da FAPESP no âmbito de um acordo com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) para consolidação do Sistema Nacional de Pesquisa em Biodiversidade (Sisbiota).

“Temos pouco material publicado em língua portuguesa sobre biodiversidade marinha e a abordagem que usamos nessa série é nova. Optamos por trabalhar os habitats não apenas do ponto de vista da biodiversidade, mas do funcionamento do ecossistema e das ameaças que ele sofre. Vamos tratar de aspectos mais funcionais desses ambientes”, disse Turra.

A costa brasileira e sua diversidade de vegetação e ecossistemas é capaz de armazenar milhões de toneladas de carbono, o que torna o Brasil um bom lugar para testar novos mecanismos para avaliar e conservar o chamado carbono azul – CO2 armazenado em ecossistemas costeiros.
Turra explica que a falta de estudos de longo prazo da biodiversidade tem deixado o Brasil para trás na avaliação global das consequências das mudanças ambientais globais em ecossistemas costeiros. Um dos papéis da ReBentos é ampliar o conhecimento desse assunto não só no meio acadêmico, mas também para estudantes e o público geral.

Com o auxílio do programa Sisbiota foi possível estruturar a rede de pesquisadores sobre a temática da biodiversidade marinha e mudanças climáticas. “De certa forma, a ReBentos induziu no Brasil o estudo desse casamento entre mudanças climáticas e organismos bentônicos”, disse Turra, um dos criadores da rede, à Agência FAPESP.

A ReBentos reúne 166 pesquisadores em toda a costa brasileira, pertencentes a 57 instituições de ensino e pesquisa nacionais e internacionais com atuação nos 17 estados costeiros.

Não por acaso, os 10 livros seguem a mesma divisão dos oito subgrupos criados na ReBentos que também são os habitats dos animais bentônicos: bancos de rodolitos, costões rochosos, estuários, fundos submersos vegetados, educação ambiental, manguezais e marismas (pântanos salgados), praias e recifes coralinos. Há ainda mais dois livros, sobre plataforma continental e ervas marinhas.
“A série apresenta uma análise do papel da biodiversidade e da importância dos serviços ecossistêmicos. Discute também as ameaças a cada habitat, como poluição, espécies invasoras e mudanças ambientais globais”, disse Turra.
Os livros da série Brazilian Marine Biodiversity:
1) Estuaries
Editores: Paulo da Cunha Lana (UFPR) e Angelo Fraga Bernardino (UFES)
Estuários são ecossistemas costeiros que incluem uma variedade de habitats com dinâmica, fauna e sedimentos próprios. A combinação de mudanças em hidromorfologia e clima representa graves ameaças aos ecossistemas estuarinos em escala global.
2) Deep sea habitats
Editores: Paulo Yukio Gomes Sumida (USP), Angelo Fraga Bernardino (UFES) e Fábio Cabrera De Léo (University of Victoria)
Os habitats de profundidade são parte importante do território brasileiro, responsáveis por um aumento na biodiversidade nacional.
3) Shallow continental shelf habitats

Editor: Paulo Yukio Gomes Sumida (USP)
A plataforma continental é um dos habitats marinhos mais impactados no Brasil. Não só a pesca como a exploração de petróleo e gás representam importantes ameaças à biodiversidade.
4) Marine and Coastal Environmental Education
Editores: Natalia Pirani Ghilardi Lopes (UFABC) e Flávio Berchez (USP)
A importância da Educação Ambiental Marinha é ainda maior diante de mudanças nos ambientes costeiros e marinhos que devem afetar negativamente os ecossistemas brasileiros. No entanto, até o momento apenas 32 contribuições relacionadas a esse tema foram publicadas no Brasil.
5) Rhodolith beds
Editores: Paulo Antunes Horta (UFSC), Marina Nasri Sissini (UFSC) e Pablo Riul (UFPB)
Rodolitos costeiros formam oásis de alta biodiversidade entre ambientes sedimentares do leito marinho. Compostos por camadas de rodolitos ou nódulos de algas calcárias não articuladas e seus componentes, representam uma extraordinária biofábrica de carbonatos.
6) Rocky shores
Editores: Ricardo Coutinho (IEAPM) e Ronaldo Christofoletti (Unifesp)
No Brasil, os costões rochosos estão concentrados nas costas Sul e Sudeste. Existem diferentes tipos de substratos e paisagens marinhas com elevada heterogeneidade ambiental e responsáveis por hospedar alta biodiversidade.
7) Sandy beaches
Editores: A. Cecília Z. Amaral (Unicamp), Guilherme Nascimento Corte (Unicamp) e Hélio Hermínio Checon (Unicamp)
As praias brasileiras constituem um ecossistema-chave que fornece valores socioeconômicos e de serviço. Elas desempenham um papel importante na manutenção das populações humanas e na conservação da biodiversidade.
8) Vegetated bottoms
Editores: Margareth da Silva Copertino (FURG) e Joel Christopher Creed (UERJ)
Ervas marinhas estão entre os ecossistemas mais ameaçados da Terra. O conhecimento dos padrões e processos predominantes que governam as ervas marinhas ao longo da costa brasileira é importante para a discussão global sobre as mudanças climáticas.
9) Mangroves and salt marshes
Editores: Yara Schaeffer-Novelli (USP), Catarina Lira (Instituto de Pesquisas do Jardim Botânico do Rio de Janeiro), Guilherme Abuchahla (Instituto BiomaBrasil) e Gilberto Cintrón-Molero (Instituto BiomaBrasil
O Brasil tem uma das maiores áreas de mangues do mundo. Algumas características dos mangues e marismas os fazem extremamente sensíveis a mudanças ambientais, fazendo dos ecossistemas excelentes indicadores de mudanças ambientais.
10) Coral reefs
Editores: Rodrigo Johnsson (UFBA), Elisabeth Neves (UFBA), Zelinda Leão (UFBA) e Ruy Kenji P. Kikuchi (UFBA)
Os diferentes tipos de recifes de corais no Brasil sofrem com a ação do homem, principalmente no que se refere ao aumento da sedimentação devido à remoção da Mata Atlântica e ao descarte de efluentes industriais e urbanos.

Os livros serão lançados a partir do segundo semestre de 2017 pela Springer e serão vendidos pelo site da editora. Mais informações: www.springer.com/series/15050.

terça-feira, 25 de outubro de 2016

arquivo prof Iraê Guerrini
Professor da Unesp lança livro sobre eucalipto
José Luiz Stape é um dos autores de "Eucalyptus no Brasil"
[24/10/2016]
O engenheiro florestal José Luiz Stape, professor permanente do Programa de Pós-Graduação em Ciência Florestal da Faculdade de Ciências Agronômicas da Unesp, Câmpus de Botucatu, é um dos autores do livro recém-lançado “Eucalyptus no Brasil – Zoneamento climático e guia para identificação”.


Em 447 páginas, a publicação tem como objetivo servir de ferramenta de campo ao produtor rural e urbanistas para identificação das principais espécies de Eucalyptus cultivadas no Brasil. O livro traz ainda informações relevantes a pesquisadores e profissionais florestais sobre as necessidades climáticas das espécies na forma de gráficos, tabelas e mapas.

Uma chave de identificação, com descrições morfológicas e comentários taxonômicos, propicia segura identificação das espécies, apoiada por pranchas fotográficas de folhas, flores, frutos, sementes, mudas, madeira, tronco e casca. No total, mais de 500 ilustrações e mais de 50 mapas são apresentados para as 47 espécies tratadas neste guia.

Além de Stape, a obra tem como autores Thiago Bevilacqua Flores, Clayton Alcarde Alvares e Vinicius Castro Souza.

Os interessados podem adquirir o livro aqui.

Currículo

Além de professor do Programa de Pós-Graduação em Ciência Florestal da FCA/Unesp, José Luiz Stape é o Gerente Executivo de Tecnologia da Suzano Celulose e Papel e professor de pós-graduação da USP e North Carolina State University (NCSU), nos Estados Unidos.

É doutor em Forest Sciences - Colorado State University em 2002, e foi professor Doutor em Silvicultura na USP, de 1995 a 2008, e da NCSU, de 2008 a 2015. Na USP, foi coordenador do curso de Engenharia Florestal e coordenador das Estações Experimentais Florestais da USP. Publicou 40 artigos em periódicos especializados e 66 trabalhos em anais de eventos.

Suas principais áreas de atuação são modelagem ecofisiológica, preparo de solo, nutrição florestal, espaçamento, plantations, solos florestais, brotação, produtividade florestal, delineamento sistemático e ervas daninhas.

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

O que você não sabe sobre Darwin

Charles Darwin revolucionou a ciência ao apresentar sua teoria evolutiva pela seleção natural. O que muitos desconhecem é que o naturalista tinha um grande fascínio pelas rochas e pelas modificações na superfície do planeta.
Durante a expedição a bordo do navio H.M.S. Beagle, Charles Darwin realizou uma série de observações científicas. Ele coletava amostras de rochas, fósseis, animais e plantas. Após o seu regresso ele organizou suas anotações e produziu diversos livros, sendo "A origem das espécies" o mais conhecido.
Em seus primeiros livros, como em "Viagem de um naturalista ao redor do mundo" e "Observações geológicas em ilhas vulcânicas", o então jovem naturalista focava bastante seus estudos nas rochas e nos fósseis. Esse foco não foi em vão, pois ele passou a compreender e aceitar que o planeta possuía uma idade muito maior do que a defendida pela igreja na época.

 Da geologia para a teoria da seleção natural

 Em seus estudos sobre as ilhas vulcânicas Darwin interpretou os processos geológicos que atuaram na formação do relevo. Com isso ele passou a perceber que a superfície do planeta estava em constante modificação. Não bastasse isso, ele ainda propôs uma teoria sobre a formação dos recifes de corais e atóis, bem como os mecanismos de soerguimento das ilhas através de injeções de magma.

"Eu encontrei na Geologia um interesse que nunca acaba. Ela cria grandes ideias em relação a este mundo, da mesma forma como a Astronomia faz pelo Universo" 
Essas teorias  foram cruciais para ele compreender que as ilhas vulcânicas foram formadas isoladamente dos continentes, e que os seres vivos que nela habitam teriam que migrar por longas distâncias. A falta de acessos terrestres, inclusive no passado geológico, foi apontado por ele como uma das responsáveis pela ausência de classes inteiras de animais. A grande maioria dessas ilhas vulcânicas não possuía mamíferos terrestres e batráquios (rã, sapos e salamandras). A razão é que estes seres não sobrevivem à migração marítima, embora as ilhas sejam ambientes propícios a tais animais, contrariando portanto a teoria de criação independente.
E Darwin foi além... ele percebeu relações entre as modificações na superfície terrestre e a distribuição dos seres vivos e dos registros fósseis.

O reconhecimento na geologia


Durante a viagem, Darwin remetia as amostras de rochas e fósseis para a Inglaterra, especialmente aos cuidados do professor Henslow. E antes mesmo do seu regresso ele já era conhecido no meio geológico. Em sua autobiografia ele conta em detalhes a sensação que teve ao receber uma carta desse professor:
“Minha coleção de ossos fossilizados, enviadas a Henslow, despertou considerável atenção dos paleontólogos.
Depois de ler essa carta, enfrentei a dura subida das montanhas de Ascensão com passadas saltitantes e fiz as rochas vulcânicas ressoarem sob meu martelo geológico!”
Algo desconhecido pela maioria das pessoas é que foi pelo interesse nas rochas da Ilha de Santiago (Cabo Verde), que Darwin cogitou pela primeira vez escrever um livro. É interessante pensar que o autor do livro acadêmico mais influente do mundo tenha sua origem na geologia.
Ao regressar para a Inglaterra, o jovem naturalista foi indicado por Charles Lyell para ocupar o cargo de secretário na Geological Society of London. Um cargo muito importante que permitiu a ele se inteirar sobre as novidades do campo da geologia.

Em 1859, ano em que publicou a "Origem das espécies", Charles Darwin foi laureado com a medalha Wollaston, o prêmio de maior prestígio concedido pela Sociedade Geológica de Londres - que é a sociedade geológica mais antiga do mundo.

Darwin no Brasil


No Brasil Darwin visitou os arquipélagos de Fernando de Noronha e São Pedro e São Paulo (antigamente chamado St´s Paul Rock), a cidade de Salvador e o estado do Rio de Janeiro.
Darwin residiu no Rio de Janeiro, no bairro do Botafogo, enquanto a equipe do Beagle retornou à Bahia para refazer algumas medições topográficas.

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Evolution

Postado por: Marcus Cabral - 12-10-16


Evolution: The History of Life on Earth (Genetics and Evolution) by Russ Hodge
English | 30 May 2009 | ISBN: 0816066795 | 273 Pages | PDF | 9 MB

The theory of evolution can be observed anywhere - from exotic tropical rain forests to our own backyards - and is based on three main principles: heredity, variation, and selection. In the 19th century, Charles Darwin and Alfred Russel Wallace sought to explain how these processes work together to produce new species.

Clique no link abaixo para baixar

Fish Karyotypes




Fish Karyotypes: A Check List by Ryoichi Arai
English | 18 Apr. 2011 | ISBN: 4431538763 | 340 Pages | PDF | 2 MB

As the largest group of extant vertebrates, fish offer an almost limitless number of striking examples of evolutionary adaptation to environmental and biotic selection pressure. The most diverse of all vertebrate groups, the higher taxa of fish traditionally have been classified by morphology and paleontology, with a much smaller input of cytogenetic information. DNA sequence data are exerting an increasingly strong influence on modern fish systematics, challenging the classification of numerous higher taxa ranging from genera to orders. 

Clique no link abaixo para baixar o livro
 

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Recado de Michael Benton aos jovens aspirantes a paleontólogos

O ilustre membro de nossa comunidade paleontológica, Dr. Michael Benton (University of Bristol, UK), autor de centenas de artigos e diversos livros sobre paleontologia, manda um recado aos jovens brasileiros apaixonados por paleontologia.
Tivemos a honra de conversar com ele durante o 4th International Paleontological Congress, em Mendoza, na Argentina, aonde ele elogiou a iniciativa dos Detetives do Passado e mandou um recado a todos os jovens brasileiros que demonstram interesse em paleontologia e almejam tornarem-se futuros paleontólogos. O caminho é duro, mas vale a pena lutar pelos seus sonhos.
Saiba mais sobre Michael Benton aqui: http://www.bristol.ac.uk/earthsciences/people/mike-j-benton/
Assista ao vídeo:
 
 

sábado, 1 de agosto de 2015

Límulo: Biografia de um sobrevivente


Horseshoe Crab - Biography of a Survivor -  2012 | 272 pg

 
Traveling from the Delaware Bay to the Florida Panhandle, this examination is a quest through the natural history and science behind one of nature’s oldest and oddest survivors—the horseshoe crab. With ten eyes, five pairs of walking legs, a heart half the length of their bodies, and blood that can save a person’s life, horseshoe crabs have been on this planet for 445 million years—since long before the dinosaurs arrived. This book explores their unique biology and sex life, explains their importance to medical science and migratory shorebirds, and introduces readers to the people who are working to study and protect them.

 Clique nos links abaixo para download: