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quarta-feira, 5 de setembro de 2018

The Dog: A Natural History

The Dog: A Natural History

2018 | ISBN: 0691176930 | English | 224 Pages | PDF | 16 MB

Uma introdução acessível e ricamente ilustrada à história natural dos cães - da evolução, anatomia, cognição e comportamento à relação entre cães e humanos.
 
 Como uma das mais antigas espécies domesticadas, seletivamente cultivada ao longo de milênios para possuir comportamentos específicos e características físicas, o cão desfruta de uma relação única com os seres humanos. Mais do que qualquer outro animal, os cães estão sintonizados com o comportamento e as emoções humanas e, consequentemente, desempenham uma série de papéis na sociedade, desde o trabalho policial e militar até o apoio sensorial e emocional. A criação seletiva levou ao desenvolvimento de mais de trezentas raças que, apesar de grandes diferenças, ainda pertencem a uma única espécie, Canis familiaris.

The Dog is an accessible, richly illustrated, and comprehensive introduction to the fascinating natural history and scientific understanding of this beloved species. ��d��m Mikl��si, a leading authority on dogs, provides an appealing overview of dogs' evolution and ecology; anatomy and biology; behavior and society; sensing, thinking, and personality; and connections to humans.

Ilustrado com cerca de 250 fotografias coloridas, The Dog começa com uma visão geral introdutória, seguida por uma exploração das origens pré-históricas do cão, incluindo pesquisas atuais sobre onde e quando a domesticação canina começou. O livro prossegue examinando a biologia e o comportamento dos cães, prestando particular atenção aos aspectos fisiológicos e psicológicos das formas como os cães veem, ouvem e cheiram e como se comunicam com outros cães e com os humanos. O livro também descreve como os cães aprendem sobre seus ambientes físicos e sociais e as formas que eles formam anexos para os seres humanos. O livro termina com uma seção mostrando um número seleto de raças de cães para ilustrar sua incrível variedade física.

Beautifully designed and filled with surprising facts and insights, this book will delight anyone who loves dogs and wants to understand them better.

Download:

http://longfiles.com/yiu8gtc4zyq6/The_Dog_A_Natural_History.pdf.ht

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Mais uma do melhor amigo do homem

Estudo aponta que cães são capazes de reconhecer emoções humanas. Esta é a primeira vez que uma pesquisa comprova a habilidade de um animal não humano de reconhecer emoções em animais de outra espécie. 
 
Por: Catarina Chagas
Publicado em 19/01/2016 | Atualizado em 19/01/2016
Mais uma do melhor amigo do homem
Segundo especialistas, estudo comprovou que cachorros possuem uma representação mental do que são emoções positivas e negativas. (foto: Chatter Stone/Flickr CC BY 2.0) 
 
Donos de cachorros dirão “eu já sabia!”, mas agora está comprovado pela ciência: cães têm a habilidade de reconhecer emoções humanas, pelo menos a alegria e a raiva. A conclusão é resultado de um estudo realizado por uma cientista brasileira na Universidade de Lincoln, no Reino Unido, em parceria com a Universidade de São Paulo (USP) e Universidade Federal de São Paulo. A equipe avaliou como os animais reagiram a sons e fotografias de cães e humanos com expressões positivas (felicidade/brincadeira) e negativas (raiva/agressividade). O estudo foi publicado na revista Biology Letters.

Durante o teste, 17 cachorros de diferentes raças foram expostos a dois tipos de estímulos emocionais, visual e auditivo. Projetadas em telas estavam fotografias de humanos e animais com diferentes expressões e, paralelamente, era reproduzido um som neutro ou vocalização positiva ou negativa, que podia ou não corresponder às emoções expressas nas imagens. As vocalizações humanas foram feitas em português, por ser uma língua desconhecida para os cães participantes do estudo – um cuidado para evitar que os animais reconhecessem alguma palavra específica, em vez de focar no conteúdo emocional do som.
Mais uma do melhor amigo do homem 01
Durante o teste, cachorros foram expostos a imagens de cães e humanos com expressões de alegria e raiva, combinadas a diferentes sons. (imagem: Natalia Albuquerque)
Os resultados mostraram que os cachorros passavam mais tempo a observar as expressões que combinavam com os sons, demonstrando o que os pesquisadores chamam de ‘preferência do olhar’. “Este é um paradigma bastante consolidado, rotineiramente utilizado no estudo de diferentes espécies animais”, explica a bióloga Natalia Albuquerque, doutoranda em psicologia experimental na USP e autora principal do trabalho. “Ele permite que um indivíduo avalie os dois estímulos visuais apresentados simultaneamente e decida qual dos dois é mais associado ao som. Neste paradigma, espera-se que, se o animal é capaz de reconhecer o conteúdo dos estímulos, ele vá passar mais tempo olhando para a face positiva ao escutar o som positivo e para a face negativa ao escutar o som negativo”.

Para os cientistas, portanto, o resultado dos testes demonstra que os cães são capazes de reconhecer as emoções de outros cães e também as de seres humanos. “Isso quer dizer que esses animais possuem uma representação mental do que são emoções positivas e negativas”, destaca a pesquisadora. Esta é a primeira vez que se demonstra a habilidade de reconhecer emoções de indivíduos da mesma espécie em mamíferos não primatas, e a primeira evidência de reconhecimento de emoções de indivíduos de outra espécie em animais não humanos.

“Outros estudos mostraram que cães são capazes de discriminar expressões emocionais, mas nós mostramos que eles podem fazer mais do que isso: eles conseguem acessar seu conteúdo”
Pesquisas anteriores já haviam demonstrado que os cachorros podiam diferenciar expressões faciais distintas. Porém, o reconhecimento de emoções é uma habilidade muito mais complexa, pois exige extrair informações de diferentes estímulos e integrar essas informações em uma percepção coerente. “Outros estudos mostraram que cães são capazes de discriminar expressões emocionais, mas nós mostramos que eles podem fazer mais do que isso: eles conseguem acessar seu conteúdo”, celebra Albuquerque.

Para a médica veterinária Norma Labarthe, da Fundação Oswaldo Cruz, a comprovação experimental dessa habilidade dos cães nos faz refletir sobre aquilo que julgávamos ser exclusivo dos seres humanos. “O fato de cães reconhecerem emoções humanas não chega a ser uma novidade para mim, mas ler um artigo que traz evidências científicas de que eles reconhecem emoções humanas apenas por estímulos auditivos ou visuais estáticos, sem a interferência de odores, movimentos ou atitudes, é intrigante e emocionante”, comenta.

De olho na evolução

Até agora, havia evidências apenas de que chimpanzés e macacos rhesus seriam capazes de reconhecer emoções em indivíduos de sua espécie. Reconhecer que cachorros também são capazes de fazê-lo reforça a ideia de que essa habilidade confere algum tipo de vantagem adaptativa aos animais, por exemplo, a capacidade de adequar seu comportamento a diferentes situações, com vistas a estabelecer vínculos de longa duração com outros indivíduos.

Nos cachorros, animais essencialmente domésticos, a habilidade de reconhecer emoções de outra espécie – a humana – ganha importância ainda maior. “Essa capacidade pode ter sido selecionada ao longo do processo da domesticação”, reflete a pesquisadora. “Compreender as reais capacidades dos cães pode trazer luz às investigações do comportamento e cognição humanos, uma vez que algumas habilidades podem ter sido desenvolvidas ao longo da história evolutiva compartilhada entre as duas espécies”. Embora sejam filogeneticamente distantes de nós, os cachorros convivem com os seres humanos há milhares de anos.
Albuquerque disse à CH Online que, como era de se esperar, os resultados obtidos no estudo levantaram novas perguntas de pesquisa. Há outros animais capazes de reconhecer expressões emocionais? Os cães são capazes de reconhecer outras emoções além da alegria e da raiva? Que mecanismos possibilitam tal capacidade? O grupo já começou a trabalhar em alguns desses pontos. “Esperamos ter respostas muito em breve!”, aposta a autora.

Catarina Chagas
Instituto Ciência Hoje/ RJ

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

A idade dos cães...mitos e verdades!!!

Quem nunca ouviu alguém dizer que para saber a idade humana de um cão basta multiplicar sua idade canina por sete? Porém este cálculo não é muito correto. Cada cão tem o seu próprio tempo de envelhecimento.

Tendo isso em mente, a BBC criou uma calculadora que vai ajudar os donos de cães a descobrirem uma idade mais aproximada do seu animal de estimação.

E para desvendar alguns mitos acerca da idade canina e dos hábitos de cada fase, conversei com a consultora comportamental e adestradora do Cão Cidadão, Malu Araújo:

- Cada ano canino deve ser multiplicado por 7 para termos sua idade humana.

MITO:
Como a diversidade de raças e tamanhos dos cachorros é grande, esse cálculo varia de acordo com o porte do animal. Inclusive outra informação que deve ser levada em consideração é que os cães envelhecem mais nos dois primeiros anos de vida, então para a maioria das raças um cachorro de 1 ano de vida, na idade humana terá mais ou menos 15 anos, aos 2 anos terá em torno de 23, 24 anos, a partir dos 3 anos é que esse cálculo muda, e ai cada um envelhece de acordo com o seu porte e tamanho.
- Quanto maior o porte do cão, mais rápido ele envelhece.
VERDADE: Para chegarmos a um cálculo mais preciso, a média (a partir dos 3 anos caninos) é: para cães de pequeno porte devemos multiplicar sua idade por 5, cães de porte médio por 6 e cães grandes em torno de 7 a 8 vezes.
- Não há diferenças na composição da ração. O que muda apenas é o tamanho dos grãos (menores para filhotes e maiores para adultos).
MITO: É muito importante que o filhote se alimente com ração específica, pois ela contém ingredientes para o desenvolvimento saudável do cãozinho. Ao atingir um ano a ração deve ser de adulto e a troca de uma pela outra deve ser feita gradualmente. Finalmente, na fase que o cão está mais velho, deve-se usar uma ração senior, pois eles podem ter mais dificuldade em morder grãos grandes ou mais duros. Em cada fase da vida, o cão têm necessidades especiais que devem ser supridas para garantir que ele continuará saudável.
- Cães adultos e idosos devem fazer atividades físicas.
VERDADE: Todos os cães devem fazer atividade física, independente do porte ou idade eles precisam se exercitar. Os filhotes tem mais disposição e aguentam atividades mais intensas, um cão adulto deve-se levar em consideração a rotina diária de exercicios e não é recomendado apenas um dia de exercicio intenso enquanto nos outros dias da semana o cachorro tem uma vida sedentária. Já os idosos também podem praticar exercicios, caminhar e brincar, mas de uma maneira adequada a sua idade, pois eles podem começar a apresentar dores nas articulações e músculos. Por isso é sempre importante conversar com o veterinário. Independente da idade fazer uma massagem no cão é indicado pois assim você aprenderá a conhecê-lo melhor e sentirá alguma alteração.
- Filhotes devem beber leite
MITO: Somente o leite da mãe, o leite de vaca tem muita lactose - substância que pode causar diarréia.
- Filhotes em desmame ou cães idosos devem ter suas rações amolecidas.
MITO: A ração é o alimento completo e balanceado para os cães, inclusive o atrito dos grãos nos dentes é necessário para auxiliar na limpeza. Filhotes na fase de desmame tem a necessidade de comer um alimento mais pastoso mas não é a ração amolecida, é um alimento específico para a fase. Os cães idosos podem apresentar um pouco de problema dentário que dificulta o triturar do grão, por isso a ração deve acompanhar a idade; rações senior costumam ser mais macias e com grãos menores, para facilitar a mastigação. Logo, não devemos molhar a ração, muito menos com leite.
- Cães idosos não devem brincar para não se esforçarem muito.
MITO: O que você deve levar em consideração é como anda a saúde do seu cão. Se ele apresentar alguma alteração como displasia, não o faça correr atrás de uma bolinha (principalmente em um piso liso) pois, pode prejudicar esta condição ainda mais. No entanto, se ele está acostumado a uma rotina de passeio diário e não apresenta nenhuma alteração no retorno para casa, você pode sim continuar com os passeios e brincadeiras.
- Cães possuem comportamentos diferentes dependendo da sua faixa etária.
VERDADE: Filhotes de uma forma geral são mais ansiosos e por isso tem a tendência a fazer mais bagunça, destruir móveis e objetos; muitos também ainda não aprenderam o local correto de fazer as necessidades. Quanto aos adultos, as reclamações mais comuns são: cães que puxam para passear e cães reativos com pessoas ou outros animais. Já os idosos, estes podem apresentar algumas mudanças comportamentais.
- Não se pode ensinar truques a um cão adulto ou idoso.
MITO: Os cães aprendem em qualquer fase da vida. Filhotes aprendem com um pouco mais de facilidade, por isso ensinando o que se espera desde pequeno, evitamos que comportamentos errados apareçam. Ressalto que para entendê-los e fazer com que eles nos entendam, sempre vale a pena procurar um profissional especialista em comportamento para auxiliar a lidar com determinadas situações.