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quinta-feira, 1 de junho de 2017

Biodiversidade marinha aumenta em áreas protegidas

01 de junho de 2017


Biodiversidade marinha aumenta em áreas protegidas Pesquisa feita em Fiji indica que quantidade de corais dentro de áreas protegidas é até três vezes maior do que nas porções não protegidas do recife (recifes de coral na área marinha protegida da vila Namada, Fiji / foto: João Paulo Krajewski)

Peter Moon  |  Agência FAPESP – Viti Levu é a maior ilha da República de Fiji, na Oceania. Na costa sudoeste de Viti Levu há uma extensa plataforma de recifes de coral que acompanha o desenho do litoral. Os corais começam a surgir a poucos metros da praia e se estendem até cerca de um quilômetro em direção do oceano.

Nas últimas décadas, em função do aumento do turismo e do crescimento populacional da ilha (hoje com 600 mil habitantes), diversas áreas da costa de coral foram se deteriorando, a partir da pesca de subsistência ou predatória, da coleta de material dos recifes e da destruição direta dos recifes.
Mas há exceções. Ao longo da costa de corais existem áreas marinhas protegidas, dentro das quais são proibidas qualquer forma de pesca ou coleta. O resultado é que a quantidade de corais dentro das áreas protegidas é até três vezes maior do que nas porções não protegidas do recife. Em outras palavras, a existência das áreas protegidas – mesmo que em áreas muito pequenas, como é o caso – é vital para a manutenção da biodiversidade do recife como um todo.

O sucesso da estratégia de conservação só foi possível graças à adesão de comunidades locais. Essas são algumas das conclusões da pesquisa que a bióloga Roberta Martini Bonaldo realizou na costa de corais de Viti Levu.

Bonaldo elegeu os corais de Fiji para seu trabalho de campo em dois programas de pós-doutorado, o primeiro no Departamento de Biologia do Georgia Institute of Technology, nos Estados Unidos, e o segundo no Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (IB-USP), este com Bolsa da FAPESP.

No primeiro pós-doutorado, entre 2010 e 2012, ela foi responsável pelo gerenciamento de uma estação de pesquisa na ilha de Votua em Viti Levu. O objetivo foi estudar a composição da vida marinha no interior das áreas marinhas protegidas da costa de corais da ilha, para poder comparar com a situação do habitat nas porções não protegidas. O resultado de seu trabalho acaba de ser publicado na PLOS ONE.

Além do gerenciamento da estação, Bonaldo desenvolveu estudos comparativos da estrutura de comunidades bentônicas e de peixes e de interações ecológicas (competição coral-alga, herbivoria, formação de cardumes) entre áreas marinhas protegidas e não protegidas em Fiji, para analisar os efeitos da pesca e degradação marinha sobre os sistemas estudados.
“Fiji foi escolhida porque a maioria das áreas protegidas locais, senão todas, é gerida por comunidades que vivem em vilas junto às reservas”, disse a atualmente pesquisadora associada ao Grupo de História Natural de Vertebrados da Universidade Estadual de Campinas, à Agência FAPESP.

As áreas marinhas protegidas de Viti Levu foram criadas entre 2002 e 2003. Quando da sua criação, a cobertura de coral era muito baixa (7% da área protegida) e a cobertura de macroalgas era alta (de 35% a 45% da área protegida).

Nas áreas protegidas, a pesca e o uso de qualquer forma de coleta são proibidos. As restrições são observadas pelas populações locais, que também fiscalizam para se certificarem de que outras pessoas, como turistas, não entrem nas áreas proibidas.
“O fato de a população local ser empenhada em preservar o recife é fundamental na estratégia de conservação dos recifes em Viti Levu”, disse Bonaldo.

A bióloga estudou três áreas protegidas que ficam diante de três pequenas comunidades, as vilas de Votua, Vatu-o-lalai e Namada. Ela se lembra muito bem das impressões que teve durante o primeiro contato com os corais de Viti Levu.

“Só uma pequena parte dos recifes fica dentro dos limites de áreas marinhas protegidas. Quando entrei na água, ainda na área não protegida, fiquei chocada com as más condições do recife. Tinha muito coral morto e o recife estava tomado por algas”, disse a pesquisadora, que tem experiência como mergulhadora, fotógrafa submarina e cinegrafista.

Além da menor quantidade de corais, havia menos peixes dentro das áreas não protegidas. Na ausência de peixes herbívoros, a população de algas explodiu fora de controle. Os recifes estudados são bastante raros, e algumas porções do recife ficam quase descobertas durante a maré baixa.
“As pessoas andam sobre as poças na maré baixa para pegar peixes e polvos e, conforme pisam sobre os corais, podem quebrar as colônias, principalmente as mais delicadas. Já na maré alta, os recifes ficam a uns dois metros de profundidade da água. É quando é possível nadar sobre o recife”, disse.
Prosseguindo em seu mergulho, Bonaldo cruzou uma linha de boias que delimita a área protegida do recife. “Na hora em que cruzei as boias, foi como se tivesse saído do caos para entrar no paraíso. Conforme fomos entrando na área protegida, surgiram peixes cada vez maiores. Fiquei surpresa com a grande diversidade de vida submarina e a densidade de corais dentro de uma área tão pequena, de menos de um quilômetro quadrado”, disse.

Bonaldo realizou um censo dos peixes que vivem nos recifes. Dividiu-os em dois grandes grupos, dos peixes herbívoros e dos não herbívoros. Os peixes herbívoros foram classificados por sua vez em quatro categorias: podadores, pastadores, peixes-papagaios raspadores e peixes-papagaios escavadores.

Os podadores removem macroalgas maduras e os pastores comem a parte superior de comunidades de algas pequenas (com menos de 1 centímetro de comprimento) presas ao recife, deixando as porções da base da alga intactas. Há ainda os peixes-papagaios raspadores, que se alimentam de comunidades de algas pequenas raspando seus “bicos” no recife, e os peixes-papagaio escavadores, que removem toda a alga e porções do substrato consolidado ao se alimentarem.

Os dados coletados por Bonaldo permitiram chegar às seguintes conclusões: a remoção de algas pelos peixes-papagaio é de três a seis vezes maior nas áreas marinhas protegidas do que nas não protegidas. As análises contaram com a ajuda de outro pesquisador brasileiro, Mathias M. Pires, com pós-doutorado apoiado pela FAPESP.

As áreas marinhas protegidas tinham em média até três vezes (de 260% a 280%) mais cobertura de coral do que as não protegidas. Nessas últimas, a quantidade de macroalgas era entre quatro e 20 vezes maior do que nas áreas marinhas protegidas.

Recifes no Brasil

Mesmo sendo as áreas marinhas protegidas de Fiji muito pequenas, Bonaldo pôde verificar o sucesso da estratégia conservacionista para a preservação da diversidade do recife de corais como um todo.
“Uma questão central para a conservação da biodiversidade – não só biodiversidade marinha – é o quão grande uma reserva deve ser para realmente gerar benefícios”, disse Paulo Roberto Guimarães Junior, professor no Departamento de Ecologia do IB-USP e orientador do pós-doutorado de Bonaldo.
“A questão é relevante, pois fatores sociais, econômicos e logísticos impõem limites para o tamanho da reserva. O que Roberta conseguiu demonstrar foi que há evidência para efeitos positivos em reservas marinhas mesmo quando essas são muito pequenas, como é o caso das áreas marinhas protegidas em Fiji”, disse.
“No Brasil há alguns recifes de corais, sobretudo na região de Abrolhos. Porém, mesmo os recifes de corais brasileiros são bem diferentes dos que estudei em Fiji, cuja base são espécies de corais do gênero Acropora, principalmente colônias muito ramificadas e de crescimento rápido, em alguns casos mais de 10 centímetros por ano”, disse Bonaldo.

No Brasil, não há espécies de Acropora. Os principais corais formadores de recife de corais são do gênero Mussismilia. Os Mussismilia têm forma massiva, semelhante a rochas, e geralmente seu crescimento é mais lento que os Acropora, porém são mais resistentes às altas taxas de sedimentação e a maior turbidez da água.

Segundo Bonaldo, a costa brasileira é bem menos biodiversa em espécies recifais do que a região de Fiji, mas ambas compartilham famílias de peixes, como Acanthuridae (do peixe-cirurgião e do peixe-unicórnio), Labridae (do bodião) e Serraidae (das garoupas, chernes e meros), entre outras.
“Penso que há potencial para aplicar experiências similares (às pequenas áreas marinhas protegidas de Fiji) não só em ecossistemas marinhos, mas em qualquer tipo de ecossistema. Por exemplo, seria interessante usar sistemas pareados de microrreservas para estudar se essas microrreservas mantêm processos ecossistêmicos na Mata Atlântica ou na Caatinga”, disse Guimarães, também autor do artigo na PLOS One.

“Acrescento que nosso estudo mostra a importância das áreas protegidas, em terra ou em mar, serem, de fato, bem geridas. No caso de Fiji, a participação dos habitantes locais no cuidado das áreas foi fundamental para que as reservas, mesmo que pequenas, dessem bons resultados”, disse Bonaldo.
O artigo Small Marine Protected Areas in Fiji Provide Refuge for Reef Fish Assemblages, Feeding Groups, and Corals (doi:10.1371/journal.pone.0170638), de Roberta M. Bonaldo , Mathias M. Pires, Paulo Roberto Guimarães Junior, Andrew S. Hoey, Mark E. Hay, pode ser lido em: http://journals.plos.org/plosone/article?id=10.1371/journal.pone.0170638.

quarta-feira, 29 de março de 2017

Biodiversidade marinha brasileira ganha série com 10 livros

29 de março de 2017

Maria Fernanda Ziegler  |  Agência FAPESP – A biodiversidade marinha no Brasil ganhará uma série com 10 livros em inglês voltados para estudantes, pesquisadores e demais interessados em conhecer os ambientes costeiros.

Alexander Turra, professor do Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (USP) e editor-chefe do projeto, explica que a série Brazilian Marine Biodiversity é resultado de um trabalho crescente que começou com a criação da Rede de Monitoramento de Habitats Bentônicos Costeiros (ReBentos), criada com apoio da FAPESP no âmbito de um acordo com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) para consolidação do Sistema Nacional de Pesquisa em Biodiversidade (Sisbiota).

“Temos pouco material publicado em língua portuguesa sobre biodiversidade marinha e a abordagem que usamos nessa série é nova. Optamos por trabalhar os habitats não apenas do ponto de vista da biodiversidade, mas do funcionamento do ecossistema e das ameaças que ele sofre. Vamos tratar de aspectos mais funcionais desses ambientes”, disse Turra.

A costa brasileira e sua diversidade de vegetação e ecossistemas é capaz de armazenar milhões de toneladas de carbono, o que torna o Brasil um bom lugar para testar novos mecanismos para avaliar e conservar o chamado carbono azul – CO2 armazenado em ecossistemas costeiros.
Turra explica que a falta de estudos de longo prazo da biodiversidade tem deixado o Brasil para trás na avaliação global das consequências das mudanças ambientais globais em ecossistemas costeiros. Um dos papéis da ReBentos é ampliar o conhecimento desse assunto não só no meio acadêmico, mas também para estudantes e o público geral.

Com o auxílio do programa Sisbiota foi possível estruturar a rede de pesquisadores sobre a temática da biodiversidade marinha e mudanças climáticas. “De certa forma, a ReBentos induziu no Brasil o estudo desse casamento entre mudanças climáticas e organismos bentônicos”, disse Turra, um dos criadores da rede, à Agência FAPESP.

A ReBentos reúne 166 pesquisadores em toda a costa brasileira, pertencentes a 57 instituições de ensino e pesquisa nacionais e internacionais com atuação nos 17 estados costeiros.

Não por acaso, os 10 livros seguem a mesma divisão dos oito subgrupos criados na ReBentos que também são os habitats dos animais bentônicos: bancos de rodolitos, costões rochosos, estuários, fundos submersos vegetados, educação ambiental, manguezais e marismas (pântanos salgados), praias e recifes coralinos. Há ainda mais dois livros, sobre plataforma continental e ervas marinhas.
“A série apresenta uma análise do papel da biodiversidade e da importância dos serviços ecossistêmicos. Discute também as ameaças a cada habitat, como poluição, espécies invasoras e mudanças ambientais globais”, disse Turra.
Os livros da série Brazilian Marine Biodiversity:
1) Estuaries
Editores: Paulo da Cunha Lana (UFPR) e Angelo Fraga Bernardino (UFES)
Estuários são ecossistemas costeiros que incluem uma variedade de habitats com dinâmica, fauna e sedimentos próprios. A combinação de mudanças em hidromorfologia e clima representa graves ameaças aos ecossistemas estuarinos em escala global.
2) Deep sea habitats
Editores: Paulo Yukio Gomes Sumida (USP), Angelo Fraga Bernardino (UFES) e Fábio Cabrera De Léo (University of Victoria)
Os habitats de profundidade são parte importante do território brasileiro, responsáveis por um aumento na biodiversidade nacional.
3) Shallow continental shelf habitats

Editor: Paulo Yukio Gomes Sumida (USP)
A plataforma continental é um dos habitats marinhos mais impactados no Brasil. Não só a pesca como a exploração de petróleo e gás representam importantes ameaças à biodiversidade.
4) Marine and Coastal Environmental Education
Editores: Natalia Pirani Ghilardi Lopes (UFABC) e Flávio Berchez (USP)
A importância da Educação Ambiental Marinha é ainda maior diante de mudanças nos ambientes costeiros e marinhos que devem afetar negativamente os ecossistemas brasileiros. No entanto, até o momento apenas 32 contribuições relacionadas a esse tema foram publicadas no Brasil.
5) Rhodolith beds
Editores: Paulo Antunes Horta (UFSC), Marina Nasri Sissini (UFSC) e Pablo Riul (UFPB)
Rodolitos costeiros formam oásis de alta biodiversidade entre ambientes sedimentares do leito marinho. Compostos por camadas de rodolitos ou nódulos de algas calcárias não articuladas e seus componentes, representam uma extraordinária biofábrica de carbonatos.
6) Rocky shores
Editores: Ricardo Coutinho (IEAPM) e Ronaldo Christofoletti (Unifesp)
No Brasil, os costões rochosos estão concentrados nas costas Sul e Sudeste. Existem diferentes tipos de substratos e paisagens marinhas com elevada heterogeneidade ambiental e responsáveis por hospedar alta biodiversidade.
7) Sandy beaches
Editores: A. Cecília Z. Amaral (Unicamp), Guilherme Nascimento Corte (Unicamp) e Hélio Hermínio Checon (Unicamp)
As praias brasileiras constituem um ecossistema-chave que fornece valores socioeconômicos e de serviço. Elas desempenham um papel importante na manutenção das populações humanas e na conservação da biodiversidade.
8) Vegetated bottoms
Editores: Margareth da Silva Copertino (FURG) e Joel Christopher Creed (UERJ)
Ervas marinhas estão entre os ecossistemas mais ameaçados da Terra. O conhecimento dos padrões e processos predominantes que governam as ervas marinhas ao longo da costa brasileira é importante para a discussão global sobre as mudanças climáticas.
9) Mangroves and salt marshes
Editores: Yara Schaeffer-Novelli (USP), Catarina Lira (Instituto de Pesquisas do Jardim Botânico do Rio de Janeiro), Guilherme Abuchahla (Instituto BiomaBrasil) e Gilberto Cintrón-Molero (Instituto BiomaBrasil
O Brasil tem uma das maiores áreas de mangues do mundo. Algumas características dos mangues e marismas os fazem extremamente sensíveis a mudanças ambientais, fazendo dos ecossistemas excelentes indicadores de mudanças ambientais.
10) Coral reefs
Editores: Rodrigo Johnsson (UFBA), Elisabeth Neves (UFBA), Zelinda Leão (UFBA) e Ruy Kenji P. Kikuchi (UFBA)
Os diferentes tipos de recifes de corais no Brasil sofrem com a ação do homem, principalmente no que se refere ao aumento da sedimentação devido à remoção da Mata Atlântica e ao descarte de efluentes industriais e urbanos.

Os livros serão lançados a partir do segundo semestre de 2017 pela Springer e serão vendidos pelo site da editora. Mais informações: www.springer.com/series/15050.

terça-feira, 28 de maio de 2013

Biodiversidade marinha

Publicado em 17/05/2013

Museu Oceanográfico Univali passa a abrigar a segunda maior coleção de peixes cartilaginosos do mundo.
Biodiversidade marinha
Pesquisadores da Univali mostram algumas espécies do acervo do Museu Oceanográfico. (foto: Divulgação/ Univali) 
 
O Museu Oceanográfico da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), localizado em Balneário Piçarras, no litoral norte de Santa Catarina, passou a abrigar a segunda maior coleção de tubarões, raias e quimeras do mundo. A instituição chegou à vice-liderança no ranking depois de receber cinco mil peças de peixes cartilaginosos do Núcleo de Pesquisa e Estudo em Chondrichthyes (Nupec), que já abrigava a antiga coleção do Instituto de Pesca de São Paulo (Ipesca) e recentemente fechou sua sede.
Com a integração dos acervos, o museu tem agora 12 mil exemplares, entre espécies raras que ocorrem na costa brasileira e animais de outras regiões do globo. A coleção supera em quantidade amostras seculares de cidades como Londres, Paris e Nova Iorque e só fica atrás do Museu Nacional dos Estados Unidos, com sede em Washington.
Segundo o geógrafo da Univali Jules Soto, curador geral do museu, um dos maiores destaques do novo acervo é o tubarão mangona-negra (Odontaspis noronhai). “Dessa espécie, que é raríssima, apenas três exemplares estão expostos em museus do mundo todo”, diz Soto. “Agora um deles está no nosso museu”, orgulha-se o geógrafo.
Mangona-negra
Exemplar de mangona-negra (‘Odontaspis noronhai’), espécie rara de tubarão, pertencente à Univali. O animal foi capturado no início da década de 1980 na costa sul do Brasil. (foto: Jules Soto)
Com barbatanas pretas – em alguns casos a nadadeira dorsal tem a ponta branca – e o focinho pontudo, o mangona-negra ocorre em diferentes regiões do oceano Atlântico e pode ser encontrado no sul do Brasil. O macho chega a medir até 3,6 m, e a fêmea, 3,3 m.

Exposição e pesquisa

As peças de maior notoriedade serão agregadas a outras já em exposição no museu. Antes da montagem dos módulos, os exemplares vão passar por processos de revisão, higienização e acomodação.
Todo o material será disposto de uma forma que leve o espectador a passar por todo o museu. “Assim, ele não perde nenhuma atração”, comenta o curador. A previsão é de que o trabalho de organização do acervo esteja concluído em julho próximo.
Acervo do Museu Univali
Parte do acervo do Museu Oceanográfico Univali, que passa por processo de organização. (foto: Divulgação/ Univali)
O principal objetivo da nova coleção, de acordo com Soto, é dar ao pesquisador condições de realizar estudos em áreas como anatomia, sistemática e biogeografia. A análise das peças pela comunidade científica deverá, segundo ele, ampliar o conhecimento sobre tubarões e raias encontrados no Brasil. “Essa coleção é o maior testemunho da biodiversidade brasileira nesse grupo zoológico”, avalia.
“Essa coleção é o maior testemunho da biodiversidade brasileira nesse grupo zoológico”
Além da ampla coleção de peixes cartilaginosos, o Museu Oceanográfico Univali abriga também 89 mil peças de conchas, 708 lotes de mamíferos marinhos (baleias, golfinhos, focas, lobos e leões-marinhos) e 644 lotes de tartarugas-marinhas.

Marina Sequinel
Ciência Hoje On-line/ PR