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quarta-feira, 3 de dezembro de 2025


 

Há 34 milhões de anos, as iguanas navegaram um quinto da volta ao mundo em jangadas.

Quatro espécies de iguana habitam Fiji — incluindo esta iguana-de-crista ( Brachylophus vitiensis ) — mas acredita-se que todas descendem de iguanas ancestrais que fizeram uma longa jornada através do oceano. (Crédito da imagem: Nicholas Hess)

Há cerca de 34 milhões de anos, as iguanas empreenderam a mais longa viagem transoceânica conhecida de qualquer espécie terrestre, navegando um quinto da volta ao mundo da América do Norte para se estabelecerem em Fiji, sugere um novo estudo.

Os pesquisadores acreditam que as iguanas fizeram a jornada de mais de 8.000 quilômetros (5.000 milhas) em jangadas feitas de vegetação, chegando a Fiji pouco depois da formação das ilhas. "Dá para imaginar algum tipo de ciclone derrubando árvores onde havia um grupo de iguanas e talvez seus ovos, e então elas foram levadas pelas correntes oceânicas e chegaram lá em jangadas", disse o autor principal, Simon Scarpetta , professor assistente de ciências ambientais da Universidade de São Francisco, em um comunicado.

"A ideia de que eles chegaram a Fiji diretamente da América do Norte parece absurda", disse em comunicado o coautor do estudo, Jimmy McGuire , professor de biologia da Universidade da Califórnia, Berkeley. "Mas modelos alternativos que envolvem a colonização a partir de áreas terrestres adjacentes não se encaixam nesse período, já que sabemos que eles chegaram a Fiji nos últimos 34 milhões de anos, aproximadamente."

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Anteriormente, alguns biólogos postularam que os lagartos fijianos — que pertencem ao gênero Brachylophus — descendiam de uma família de iguanas agora extinta que outrora povoava o Pacífico. Outros sugeriram que os lagartos poderiam ter percorrido distâncias mais curtas flutuando da América do Sul, passando pela Antártica ou Austrália, antes de finalmente chegarem ao Pacífico.

Mas essas ideias se baseavam em análises genéticas anteriores que não demonstraram conclusivamente o quão próximas as iguanas de Fiji eram de outros iguanídeos.

quarta-feira, 27 de novembro de 2019

Impacto das Mudanças Climáticas na saúde da população

Em texto, docente da Unesp também analisa propostas feitas ao país por grupo de cientistas

25/11/2019 por: Karina Pavão Patrício
Karina Pavão Patrício é docente do Departamento de Saúde Pública e tem experiência na área de Saúde Coletiva, com ênfase em Saúde Ambiental


As mudanças climáticas são apontadas, desde 2009, como a maior ameaça a saúde pública da humanidade, mas a resposta a ela pode ser a maior oportunidade de saúde global do século 21. Para que o mundo atinja as metas climáticas da Organização das Nações Unidas e proteja a saúde das próximas gerações o cenário energético terá que mudar de forma drástica e rápida, somente com um corte anual de no mínimo 7,4% nas emissões fósseis de CO2 entre 2019 e 2050 limitará o aquecimento global à meta de 1,5 °C, considerada a mais ambiciosa.

Para discutirmos este tema foi realizado, no dia 18 de Novembro, no Instituto de Estudos Avançados (IEA) da USP, o lançamento oficial do relatório Lancet Countdown 2019.  

Este documento apresenta achados e recomendações para o cenário brasileiro, com base no relatório global Lancet Countdown 2019. As recomendações políticas apontadas pelo documento, que analisou dados dos impactos das mudanças climáticas na saúde dos brasileiros, focaram em quatro áreas: vulnerabilidade a doenças transmitidas por mosquitos, carvão, poluição do ar e emissões dos setores da saúde. Além de apresentar dados recentes, foram discutidas as consequências de adiarmos as ações de mitigação e as vantagens de uma resposta adequada.

Os dados
 
O Brasil já ocupa a 7ª posição mundial na emissão de GEE (Gases do Efeito Estufa), tendo um importante papel na mitigação das mudanças climáticas. Dados nacionais brasileiros indicam que os eventos extremos relacionados ao clima contribuem com uma significativa carga de doença entre os brasileiros, sendo mais afetados as crianças e os idosos, impondo uma carga elevada sobre os sistemas da saúde
Longas secas, chuvas excessivas e incêndios não controlados estão agravando os efeitos sobre a saúde. O crescimento contínuo da dengue pode tornar-se incontrolável em breve - a incidência triplicou desde 2014. Lamentavelmente, o desmatamento de florestas, como vimos na acontecer intensamente na Amazônia, está aumentando novamente, assim como o uso de carvão. Não é a hora de retroceder, ao contrário, as políticas publicas devem ser mais rígidas no sentido do Brasil emitir menos GEE.
Segundo o relatório, as crianças são as que mais sofrerão com o aumento de doenças infecciosas, como a dengue, e terão dificuldade de respirar um ar puro. Os estudos relatam extensos danos à saúde causados pelas mudanças climáticas e apontam consequências para toda a vida de crianças nascidas hoje. À medida que as temperaturas se elevam, os bebês são mais vulneráveis aos males da desnutrição e aumento nos preços dos alimentos.
Além disso, as crianças são as que mais sofrerão com o aumento de doenças infecciosas, com um aumento de 11% na capacidade de um tipo de mosquito transmitir dengue no Brasil, como resultado das mudanças climáticas. Exposição a incêndios florestais e o impacto da poluição do ar também são alguns dos pontos citados pelo documento. Durante a adolescência, essas crianças sofrerão com os níveis perigosos de poluição atmosférica ao ar livre, que contribuíram para 24 mil mortes prematuras só em 2016. Os eventos climáticos extremos também se intensificarão na idade adulta de pessoas nascidas hoje; no Brasil, desde 2001, 1,6 milhão de pessoas foram expostas a incêndios florestais.
Para fazer frente a este cenário, o relatório Lancet countdown 2019 faz as seguintes recomendações:

Recomendação 1
 
Melhorar a vigilância e o tratamento da dengue e outras doenças transmitidas por mosquitos. Oferecer acesso universal ao saneamento básico, à água potável, à gestão de resíduos e à educação para controlar a transmissão do vetor. O relatório global Lancet Countdown 2019 monitora a capacidade vetorial (CV) destes mosquitos para transmitir a dengue. No Brasil, a partir da década de 1950, a CV para transmitir a dengue aumentou 5,4% para o Aedes aegypt e 11,2% para o Aedes albopictus, respectivamente. O numero de casos de dengue no Brasil desde 2014 aumentou três vezes mais.

Recomendação 2
 
Suprimir rapidamente a geração de energia oriunda da queima do carvão. O uso de carvão no Brasil triplicou ao longo dos últimos 40 anos. Torna-se essencial investir em energia limpa e tem incentivos do governo para isto, mas no Brasil os investimentos diminuíram, desfavorecendo os que querem utilizar.

Recomendação 3
 
Reafirmar o compromisso nacional para atingir um desmatamento ilegal zero até 2030 e juntamente com restauração do ambiente da floresta e redução substancial da 92 queima de biomassa. O desmatamento na Amazônia está atingido um ponto crítico, em torno de 20 a 25%, após o qual sofrerá uma transição para ecossistemas não-florestais no leste, no sul e no centro da Amazônia. De agosto de 2018 a agosto de 2019, o INPE relatou 17.050 km² de 213 desmatamento na Amazônia – uma área semelhante às Ilhas Fiji.

Recomendação 4
 
Desenvolver uma versão brasileira do Índice de Qualidade do Ar. A poluição do ar é uma importante causa de mortalidade prematura no Brasil, tendo o relatório global Lancet Countdown 2019 indicado que a poluição do ar ambiental (PM2.5) a partir das atividades humanas resultou em quase 24.000 mortes prematuras em todo Brasil em 2016.1 A principal causa destas mortes prematuras é devido a emissões PM2.5 das casas, seguidas pela indústria e pela agricultura
As queimadas e a presença de PM2.5 foram associadas a um aumento na ocorrência do baixo peso ao nascer, diminuição da função respiratória nas crianças, e taxas mais elevadas de hospitalização por doenças respiratórias nas comunidades da Amazônia brasileira

Recomendação 5
 
Implantar uma unidade de desenvolvimento sustentável para o Sistema Único de Saúde (SUS) e o setor privado de saúde e alinhá-la com a implementação dos princípios da Organização Mundial da Saúde (OMS) para uma política de contratos públicos ecológicos para reduzir a poluição do setor da atenção à saúde e reduzir os custos associados. Alinhado a isto, o tema da prestação de atendimento à saúde de maneira sustentável e com baixa emissão deve ser integrado ao currículo da formação e da educação continuada de profissionais de saúde.

O relatório global Lancet Countdown 2019 estima que, em 2016, o Setor de Atenção à Saúde brasileiro produziu aproximadamente 46 milhões de toneladas de CO2, quase o dobro das 25 milhões de toneladas produzidas em 2007.
Neste caminho, o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu criou, em 2013, a Unidade Especial de Saúde Sustentável, a fim de adotar praticas mais sustentáveis, reduzir emissão de GEE e capacitar os profissionais para mudanças de hábitos mais sustentáveis e conscientes no trabalho. Assim como na FMB, temos a Comissão de ética Ambiental que está implantado atualmente um programa de coleta seletiva destinando todo material reciclável, que deverá ser separado corretamente, para a cooperativa de catadores local.

Sobre o Lancet Countdown

Lancet Countdown: Tracking Progress on Health and Climate Change é uma colaboração internacional de pesquisa, dedicada a acompanhar a resposta do mundo às mudanças climáticas e os benefícios para a saúde que emergem dessa transição. O Lancet Countdown reúne 35 instituições acadêmicas líderes e agências da ONU para rastrear indicadores anuais de progresso, capacitando profissionais de saúde e apoiando formuladores de políticas para acelerar as respostas as mudanças climáticas.

O documento assinado pelo Lancet Countdown também teve a co-assinatura da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC) e a Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ).
Os co-autores nacionais são Mathias Bressel, Sandra Hacon, Carlos Nobre, Daniel Knupp, Daniel Soranz, Paulo Saldiva, Laura dos Santos Boeira e Karina Pavão Patrício, com revisão internacional de Nick Watts, Alice McGushin e Jessica Beagley.

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Biodiversidade marinha aumenta em áreas protegidas

01 de junho de 2017


Biodiversidade marinha aumenta em áreas protegidas Pesquisa feita em Fiji indica que quantidade de corais dentro de áreas protegidas é até três vezes maior do que nas porções não protegidas do recife (recifes de coral na área marinha protegida da vila Namada, Fiji / foto: João Paulo Krajewski)

Peter Moon  |  Agência FAPESP – Viti Levu é a maior ilha da República de Fiji, na Oceania. Na costa sudoeste de Viti Levu há uma extensa plataforma de recifes de coral que acompanha o desenho do litoral. Os corais começam a surgir a poucos metros da praia e se estendem até cerca de um quilômetro em direção do oceano.

Nas últimas décadas, em função do aumento do turismo e do crescimento populacional da ilha (hoje com 600 mil habitantes), diversas áreas da costa de coral foram se deteriorando, a partir da pesca de subsistência ou predatória, da coleta de material dos recifes e da destruição direta dos recifes.
Mas há exceções. Ao longo da costa de corais existem áreas marinhas protegidas, dentro das quais são proibidas qualquer forma de pesca ou coleta. O resultado é que a quantidade de corais dentro das áreas protegidas é até três vezes maior do que nas porções não protegidas do recife. Em outras palavras, a existência das áreas protegidas – mesmo que em áreas muito pequenas, como é o caso – é vital para a manutenção da biodiversidade do recife como um todo.

O sucesso da estratégia de conservação só foi possível graças à adesão de comunidades locais. Essas são algumas das conclusões da pesquisa que a bióloga Roberta Martini Bonaldo realizou na costa de corais de Viti Levu.

Bonaldo elegeu os corais de Fiji para seu trabalho de campo em dois programas de pós-doutorado, o primeiro no Departamento de Biologia do Georgia Institute of Technology, nos Estados Unidos, e o segundo no Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (IB-USP), este com Bolsa da FAPESP.

No primeiro pós-doutorado, entre 2010 e 2012, ela foi responsável pelo gerenciamento de uma estação de pesquisa na ilha de Votua em Viti Levu. O objetivo foi estudar a composição da vida marinha no interior das áreas marinhas protegidas da costa de corais da ilha, para poder comparar com a situação do habitat nas porções não protegidas. O resultado de seu trabalho acaba de ser publicado na PLOS ONE.

Além do gerenciamento da estação, Bonaldo desenvolveu estudos comparativos da estrutura de comunidades bentônicas e de peixes e de interações ecológicas (competição coral-alga, herbivoria, formação de cardumes) entre áreas marinhas protegidas e não protegidas em Fiji, para analisar os efeitos da pesca e degradação marinha sobre os sistemas estudados.
“Fiji foi escolhida porque a maioria das áreas protegidas locais, senão todas, é gerida por comunidades que vivem em vilas junto às reservas”, disse a atualmente pesquisadora associada ao Grupo de História Natural de Vertebrados da Universidade Estadual de Campinas, à Agência FAPESP.

As áreas marinhas protegidas de Viti Levu foram criadas entre 2002 e 2003. Quando da sua criação, a cobertura de coral era muito baixa (7% da área protegida) e a cobertura de macroalgas era alta (de 35% a 45% da área protegida).

Nas áreas protegidas, a pesca e o uso de qualquer forma de coleta são proibidos. As restrições são observadas pelas populações locais, que também fiscalizam para se certificarem de que outras pessoas, como turistas, não entrem nas áreas proibidas.
“O fato de a população local ser empenhada em preservar o recife é fundamental na estratégia de conservação dos recifes em Viti Levu”, disse Bonaldo.

A bióloga estudou três áreas protegidas que ficam diante de três pequenas comunidades, as vilas de Votua, Vatu-o-lalai e Namada. Ela se lembra muito bem das impressões que teve durante o primeiro contato com os corais de Viti Levu.

“Só uma pequena parte dos recifes fica dentro dos limites de áreas marinhas protegidas. Quando entrei na água, ainda na área não protegida, fiquei chocada com as más condições do recife. Tinha muito coral morto e o recife estava tomado por algas”, disse a pesquisadora, que tem experiência como mergulhadora, fotógrafa submarina e cinegrafista.

Além da menor quantidade de corais, havia menos peixes dentro das áreas não protegidas. Na ausência de peixes herbívoros, a população de algas explodiu fora de controle. Os recifes estudados são bastante raros, e algumas porções do recife ficam quase descobertas durante a maré baixa.
“As pessoas andam sobre as poças na maré baixa para pegar peixes e polvos e, conforme pisam sobre os corais, podem quebrar as colônias, principalmente as mais delicadas. Já na maré alta, os recifes ficam a uns dois metros de profundidade da água. É quando é possível nadar sobre o recife”, disse.
Prosseguindo em seu mergulho, Bonaldo cruzou uma linha de boias que delimita a área protegida do recife. “Na hora em que cruzei as boias, foi como se tivesse saído do caos para entrar no paraíso. Conforme fomos entrando na área protegida, surgiram peixes cada vez maiores. Fiquei surpresa com a grande diversidade de vida submarina e a densidade de corais dentro de uma área tão pequena, de menos de um quilômetro quadrado”, disse.

Bonaldo realizou um censo dos peixes que vivem nos recifes. Dividiu-os em dois grandes grupos, dos peixes herbívoros e dos não herbívoros. Os peixes herbívoros foram classificados por sua vez em quatro categorias: podadores, pastadores, peixes-papagaios raspadores e peixes-papagaios escavadores.

Os podadores removem macroalgas maduras e os pastores comem a parte superior de comunidades de algas pequenas (com menos de 1 centímetro de comprimento) presas ao recife, deixando as porções da base da alga intactas. Há ainda os peixes-papagaios raspadores, que se alimentam de comunidades de algas pequenas raspando seus “bicos” no recife, e os peixes-papagaio escavadores, que removem toda a alga e porções do substrato consolidado ao se alimentarem.

Os dados coletados por Bonaldo permitiram chegar às seguintes conclusões: a remoção de algas pelos peixes-papagaio é de três a seis vezes maior nas áreas marinhas protegidas do que nas não protegidas. As análises contaram com a ajuda de outro pesquisador brasileiro, Mathias M. Pires, com pós-doutorado apoiado pela FAPESP.

As áreas marinhas protegidas tinham em média até três vezes (de 260% a 280%) mais cobertura de coral do que as não protegidas. Nessas últimas, a quantidade de macroalgas era entre quatro e 20 vezes maior do que nas áreas marinhas protegidas.

Recifes no Brasil

Mesmo sendo as áreas marinhas protegidas de Fiji muito pequenas, Bonaldo pôde verificar o sucesso da estratégia conservacionista para a preservação da diversidade do recife de corais como um todo.
“Uma questão central para a conservação da biodiversidade – não só biodiversidade marinha – é o quão grande uma reserva deve ser para realmente gerar benefícios”, disse Paulo Roberto Guimarães Junior, professor no Departamento de Ecologia do IB-USP e orientador do pós-doutorado de Bonaldo.
“A questão é relevante, pois fatores sociais, econômicos e logísticos impõem limites para o tamanho da reserva. O que Roberta conseguiu demonstrar foi que há evidência para efeitos positivos em reservas marinhas mesmo quando essas são muito pequenas, como é o caso das áreas marinhas protegidas em Fiji”, disse.
“No Brasil há alguns recifes de corais, sobretudo na região de Abrolhos. Porém, mesmo os recifes de corais brasileiros são bem diferentes dos que estudei em Fiji, cuja base são espécies de corais do gênero Acropora, principalmente colônias muito ramificadas e de crescimento rápido, em alguns casos mais de 10 centímetros por ano”, disse Bonaldo.

No Brasil, não há espécies de Acropora. Os principais corais formadores de recife de corais são do gênero Mussismilia. Os Mussismilia têm forma massiva, semelhante a rochas, e geralmente seu crescimento é mais lento que os Acropora, porém são mais resistentes às altas taxas de sedimentação e a maior turbidez da água.

Segundo Bonaldo, a costa brasileira é bem menos biodiversa em espécies recifais do que a região de Fiji, mas ambas compartilham famílias de peixes, como Acanthuridae (do peixe-cirurgião e do peixe-unicórnio), Labridae (do bodião) e Serraidae (das garoupas, chernes e meros), entre outras.
“Penso que há potencial para aplicar experiências similares (às pequenas áreas marinhas protegidas de Fiji) não só em ecossistemas marinhos, mas em qualquer tipo de ecossistema. Por exemplo, seria interessante usar sistemas pareados de microrreservas para estudar se essas microrreservas mantêm processos ecossistêmicos na Mata Atlântica ou na Caatinga”, disse Guimarães, também autor do artigo na PLOS One.

“Acrescento que nosso estudo mostra a importância das áreas protegidas, em terra ou em mar, serem, de fato, bem geridas. No caso de Fiji, a participação dos habitantes locais no cuidado das áreas foi fundamental para que as reservas, mesmo que pequenas, dessem bons resultados”, disse Bonaldo.
O artigo Small Marine Protected Areas in Fiji Provide Refuge for Reef Fish Assemblages, Feeding Groups, and Corals (doi:10.1371/journal.pone.0170638), de Roberta M. Bonaldo , Mathias M. Pires, Paulo Roberto Guimarães Junior, Andrew S. Hoey, Mark E. Hay, pode ser lido em: http://journals.plos.org/plosone/article?id=10.1371/journal.pone.0170638.