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segunda-feira, 12 de junho de 2017

Floresta urbana revela riqueza de aves
Pesquisa da Unesp é publicada em revista internacional
Assessoria de Comunicação e Imprensa
12/06/2017
Serra da Cantareira
 
Vinicius Tonetti, atualmente aluno de doutorado do Departamento de Ecologia do Instituto de Biociências da Unesp de Rio Claro, realizou uma pesquisa inédita que revelou uma riqueza de aves surpreendente na Serra da Cantareira, região metropolitana de São Paulo.
 
Vinicius é biólogo e ornitólogo (isto é, cientista que estuda aves), e frequenta a Serra da Cantareira desde o início de sua graduação. O estudo foi desenvolvido paralelamente ao mestrado de Vinicius (Veja em: http://www.unespciencia.com.br/2017/01/ecologia-82/) e contou com a colaboração de outros cinco pesquisadores de universidades e centros de pesquisa no Brasil e exterior.

O estudo foi aceito para a publicação no periódico científico internacional Zoologia: an international journal for zoology.Foi publicado em junho. Acesse em: https://zoologia.pensoft.net/articles.php?id=13728
A pesquisa visou realizar um levantamento histórico de todas as espécies de aves com ocorrência confirmada na Serra da Cantareira. Para isso foram feitas buscas por exemplares depositados nas coleções científicas mais importantes do Brasil, Estados Unidos e Europa. Essas buscas foram somadas a um extenso levantamento bibliográfico de outros trabalhos científicos já publicados. Além disso, as espécies registradas em campo por Vinicius e colaboradores durante a última década também foram contabilizadas. Os resultados apontam que ao menos 326 espécies de aves ocorrem na região.
A Serra da Cantareira está situada principalmente em partes dos municípios de São Paulo, Guarulhos, Mairiporã e Caieiras e apresenta uma área florestal extensa (cerca de 10.000 hectares). Apesar de estar em uma das regiões mais urbanizadas do planeta, o número de espécies de aves encontrado na Serra da Cantareira é similar ao de locais situados na Serra do Mar, onde se encontra o maior remanescente contínuo de Mata Atlântica, com mais de um milhão de hectares e em bom estado de preservação. A Serra da Cantareira é considerada importante para a conservação das aves da Mata Atlântica de acordo com a BirdLife International, a maior ONG de conservação de aves no mundo, e a pesquisa desenvolvida reforça a importância da região para a conservação da biodiversidade.
Sete espécies registradas na Cantareira, como a araponga (Procnias nudicollis) e o pixoxó (Sporophila frontalis), estão ameaçadas de extinção em nível global e outras, como o macuco (Tinamus solitarius), são bastante raras em muitas regiões da Mata Atlântica devido à caça ilegal. Além disso, aves de rapina de grande porte que se alimentam de mamíferos médios, como o gavião-pega-macaco (Spizaetus tyrannus), podem ser encontradas com certa frequência na Serra da Cantareira, mesmo em áreas de floresta que fazem limite com a cidade de São Paulo. Das 326 espécies, 80 são endêmicas da Mata Atlântica, ou seja, só existem neste bioma.
A Mata Atlântica é uma das florestas tropicais mais devastadas do mundo e apresenta apenas cerca de 12% de sua cobertura de vegetação nativa. Além de ter sido severamente reduzido, os remanescentes florestais de Mata Atlântica estão bastante fragmentados e isolados uns dos outros, o que é extremamente prejudicial à biodiversidade. Grandes blocos de floresta como os presentes na Serra da Cantareira são atualmente raros na Mata Atlântica, e, além da sua importância para a conservação das aves, vale ressaltar a importância dessas florestas para os próprios seres-humanos. O sistema Cantareira abastece cerca de 9 milhões de pessoas, e suas florestas são as principais responsáveis pelo armazenamento e qualidade da água nos reservatórios. Além disso, as florestas da Cantareira contribuem para manter o clima ameno em alguns bairros da zona norte do município de São Paulo e para o bem estar geral da população.
O estudo foi aceito para a publicação no periódico científico internacional Zoologia: an international journal for zoology e estará disponível na íntegra em breve.
Sobre o pesquisador:
Vinicius Tonetti é bacharel em Ciências Biológicas (2012) pela Universidade de São Paulo e mestre (2015) em Ciências Biológicas (Zoologia) pela Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”; Campus de Rio Claro. Trabalhou com conservação na Sociedade para a Conservação das Aves do Brasil (SAVE Brasil; BirdLife International Affiliate) e em projetos de pesquisa ornitológica em diversas regiões do país pela Seção de Aves do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo (MZUSP). Suas áreas de interesse são ecologia e conservação de aves neotropicais. 
Fonte: http://unan.unesp.br/destaques/27579/floresta-urbana-revela-riqueza-de-aves

Projeto auxilia a conservar barbudinho, ave ameaçada de extinção
Pesquisa é publicada em periódico internacional
Assessoria de Comunicação de Imprensa
09/06/2017
Barbudinho (Phylloscartes eximius)
 
Vinicius Tonetti, orientado pelo professor Marco Pizo, do Departamento de Zoologia do Instituto de Biociências da Unesp de Rio Claro, apresentou dissertação de mestrado em que desenvolveu projeto com uma ave rara, endêmica da Mata Atlântica e ameaçada de extinção - o barbudinho (Phylloscartes eximius). Contato do pesquisador: vrtonetti@gmail.com


O trabalho visou levantar informações que pudessem auxiliar a conservação da espécie e foi desenvolvido no Parque Estadual da Cantareira. Situado na Região Metropolitana de São Paulo, o Parque protege a maior floresta urbana tropical no mundo.

Parte do estudo foi recentemente publicada em um periódico científico internacional que publica artigos de ornitologia (estudo das aves) e pode ser lido em http://www.bioone.org/doi/pdf/10.1650/CONDOR-16-89.1 


Uma das principais conclusões dessa parte da pesquisa é que para conservar o barbudinho é necessário proteger as florestas ripárias da Serra da Cantareira, o que tem consequências positivas no abastecimento de água de milhões de pessoas que dependem do sistema Cantareira.

Além disso, o pesquisador sugere algumas mudanças no código florestal vigente que potencialmente aumentariam as suas chances de conservação em longo prazo. Tendo em vista a crise hídrica na Cantareira nos últimos anos, somada às alterações relativamente recentes no código florestal, acredito que esse tema seja atual e bastante relevante. 


Além dessa parte que já está publicada, o mestrado analisa a distribuição da espécie por meio de uma técnica conhecida como "modelagem de nicho".

"No estudo da distribuição, avaliei os efeitos da fragmentação da Mata Atlântica e do aquecimento global na conservação da ave. Os resultados indicam que esses dois efeitos em conjunto (fragmentação + mudanças climáticas) poderão ter consequências drásticas na conservação do barbudinho. Além disso, foi constatado que a rede atual de Unidades de Conservação no Brasil é insuficiente para garantir a proteção da espécie", afirma Tonetti.


Sobre o pesquisador

Vinicius Rodrigues Tonetti
 
Bacharel em Ciências Biológicas (2012) pela Universidade de São Paulo e mestre em Zoologia (2015) pela Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho", Campus de Rio Claro. Trabalhou com conservação na Sociedade para a Conservação das Aves do Brasil (SAVE Brasil, BirdLife International Affiliate) e em projetos de pesquisa ornitológica em diversas regiões do país pela Seção de Aves do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo (MZUSP). Suas áreas de interesse são ecologia e conservação de aves neotropicais. ResearchGate: https://www.researchgate.net/profile/Vinicius_Tonetti E-mail: vrtonetti@gmail.com. Telefone: (11) 9-7170-5992

Sobre o orientador

Marco Aurelio Pizo Ferreira

Possui graduação em Ciências Biológicas (1991), mestrado (1994) e doutorado em Ecologia (1998) pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Entre 1999 e 2000 realizou seu pós-doutorado no Departamento de Botânica da Universidade Estadual Paulista (UNESP) em Rio Claro - SP onde atuou como professor visitante até 2004. Entre 2005 e 2009 foi professor Adjunto II e pesquisador do Programa de Pós-graduação em Biologia (área de Diversidade e Manejo da Vida Silvestre) da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS) em São Leopoldo - RS. Atualmente é Professor Assistente Doutor no Departamento de Zoologia da UNESP em Rio Claro. Tem experiência na área de ecologia, com ênfase em (i) interação animal-planta envolvendo frugivoria, dispersão e predação de sementes e (ii) ecologia e comportamento de aves. Contato: (19) 3526 4294 e pizo@rc.unesp.br
 
Fonte: http://unan.unesp.br/destaques/27576/projeto-auxilia-a-conservar-barbudinho-ave-ameacada-de-extincao