Mostrando postagens com marcador anatomia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador anatomia. Mostrar todas as postagens

sábado, 20 de outubro de 2018

 Para estudos de Paleoantropologia

CABEÇA

A cabeça consiste em crânio, face, escalpo, dentes, encéfalo, nervos cranianos, meninges, órgãos dos sentidos especiais e outras estruturas, como vasos sanguíneos, linfáticos e gordura. Também é o local onde o alimento é ingerido e o ar é inspirado e expirado

Os ossos da cabeça são divididos em: duas partes: o Neurocrânio e o Esqueleto da Face (Viscerocrânio). O neurocrânio fornece o invólucro para o cérebro e as meninges encefálicas, partes proximais dos nervos cranianos e vasos sanguíneos.

O crânio possui um teto semelhante a uma abóbada – a Calvaria – e um assoalho ou Base do Crânio que é composta do esfenoide e partes do occipital e do temporal.
O Esqueleto da Face consiste em ossos que circundam a boca e o nariz e contribuem para as órbitas.
Ossos da Cabeça separados

Neurocrânio
Oito (08) ossos
 Esqueleto da Face
Quatorze (14) ossos
Frontal (01)
Occipital (01)
Esfenoide (01)
Etmoide (01)
Temporal (02)
Parietal (02)Crânio como um Todo

Mandíbula (01)
Vômer (01)
Zigomático (02)
Maxila (02)
Palatino (02)
Nasal (02)
Lacrimal (02)
Concha Nasal Inferior (02)

 PARA ESTUDOS ANTROPOLÓGICOS

OSSOS DA MÃO

A mão se divide em: carpo, metacarpo e falanges.

Ossos do Carpo

São oito ossos distribuídos em duas fileiras: Proximal e Distal.
Ossos do Carpo
 Fileira ProximalEscafoide, Semilunar, Piramidal e Pisiforme
Ossos da Fileira Proximal do Carpo
 Fileira Distal: TrapézioTrapezoide, Capitato e Hamato
Ossos da Fileira Distal do Carpo

Ossos do Metacarpo

É constituído por 5 ossos metacarpianos que são numerados no sentido látero-medial em I, II, III, IV e V e correspondem aos dedos da mão. Considerados ossos longos, apresentam uma epífise proximal que é a base, uma diáfise (corpo) e uma epífise distal que é a cabeça.
Ossos do Metacarpo
Falanges

Ossos dos Dedos da Mão

Apresentam 14 falanges:
Do 2º ao 5º dedos:
 1ª Falange (Proximal)
 2ª Falange (Média)
 3ª Falange (Distal)
Polegar:
 1ª Falange (Proximal)
 2ª Falange (Distal)
MÃO – VISTA ANTERIOR
 Mão - Vista Anterior
Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.
MÃO – VISTA POSTERIOR
 Mão - Vista Posterior
Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.
MÃO – OSSOS DO CARPO
 Mão - Ossos do Carpo
Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Anatomia de Testudines: características notáveis

Por: Marcus Cabral
Visão geral da anatomia óssea de um quelônio
Visão geral da anatomia óssea de um quelônio.
 
Testudines ou Chelonia é o grupo das tartarugas, cágados e jabutis. Esses animais possuem anatomia peculiar, sendo que algumas das características anatômicas se mantiveram praticamente sem mudanças ao longo de 200 milhões de anos.

Neste artigo tratarei de aspectos notáveis da anatomia desses vertebrados.

O casco é formado dorsalmente pela carapaça e ventralmente pelo plastrão, partes que são unidas lateralmente pela ponte. A carapaça é formada pela fusão dos ossos dérmicos com costelas e vértebras prolongadas e o plastrão é constituído anteriormente por clavículas e interclavículas e posteriormente por costelas abdominais. Em ambas as porções, placas queratinizadas de epiderme (escudos dérmicos) recobrem os ossos.

O crânio é, atualmente, considerado anapsida, ou seja, sem fenestras (ou aberturas) temporais, sendo os Testudines os únicos animais viventes a possuírem tal característica. Essas aberturas favoreceriam a inserção muscular na região. Porém estão presentes reentrâncias laterais, que segundo alguns cientistas poderiam ser fenestras superiores e que também permitem a correta inserção dos músculos. Essa hipótese, advinda de estudos morfológicos, e diversos estudos moleculares fazem com que as relações de parentesco dos Testudines com os demais grupos de Amniota permaneçam incertas.

Não possuem dentes, mas tanto a mandíbula quanto a maxila são recobertas por lâmina córnea, formando um “bico” córneo. Algumas espécies possuem palato secundário parcial, que individualiza respiração e alimentação.

No esqueleto pós-crânio axial, temos vértebras soldadas na carapaça e costelas fusionadas. Essas costelas são englobadas pelas cinturas escapular e pélvica, sendo esta característica também exclusiva deste grupo de animais.

Os quelônios são divididos em duas subordens de acordo com a flexão do pescoço. Os Pleurodira executam flexão lateral do pescoço, abrigando a cabeça sob a proteção da carapaça ao contrário dos Cryptodira, que executam flexão sagital do pescoço, protegendo-o dentro do casco.

A ecdise (muda) é mais discreta nos quelônios em comparação a outros répteis, como os Squamata (grupo dos lagartos e serpentes) que a realizam em grandes porções (lagartos) ou inteiramente (serpentes).

Apresentam musculatura pouco desenvolvida em relação aos demais grupos, sendo a musculatura hipoaxial reduzida ou ausente. A musculatura é mais desenvolvida na região do pescoço.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

História da Anatomia Humana

Artigo por Ramon Sampaio - sábado, 26 de abril de 2014
Anatomia Humana em 3D
Anatomia Humana em 3D.
 
A Anatomia Humana é símbolo de um mistério que, durante toda a história, instigou questionamentos daqueles que, incessantemente, ansiavam por descobrir o que se esconde sob o manto o qual chamamos de pele. Embora os primeiros registros de dissecações em seres humanos sejam de Alexandria, realizadas por Herófilo e Erasístrato no século II a.C., muitos consideram seu início já em meados do século V a.C. quando, no sul da Itália, Alcméon de Crotona realizou dissecações em animais, na tentativa de estender suas descobertas à espécie humana.

Por volta do século II, quando, por motivos éticos e religiosos, proibiu-se o uso de cadáveres humanos, predominou a prática da dissecação em animais. O grande expoente deste período foi Galeno, que trabalhou como médico na mais famosa das arenas de gladiadores de Roma – o Coliseu – e realizou inúmeras dissecações em animais, criando teorias e representações que se enquadrassem também ao corpo humano, consideradas inovações à época, porém hoje defasadas.

Durante os três séculos seguintes a Escola de Galeno reinou por toda a Europa, até que, com a queda do Império Romano e a ascensão do Clero cristão ao poder, no século V, tanto suas descobertas quanto quaisquer outros estudos sobre anatomia – em animais ou humanos – foram proibidos, sendo atribuídos a eles características de cunho hediondo. Tal situação culminou com uma estagnação que durou aproximadamente 700 anos, quando em Salerno, na Itália, foi criada a primeira Universidade de Medicina, trazendo à tona os registros de Galeno.

Outro passo, ainda maior, foi dado quando foram novamente legalizadas as práticas de dissecação de cadáveres humanos nas universidades – prática ainda muito rudimentar, a qual, devido à inexistência de quaisquer formas de conservação dos corpos, deveria ser realizada sempre em até 48 horas – marcando o início de uma época de irrefreáveis avanços da Anatomia. Tal progresso se deveu, em grande parte, ao aumento do número de pessoas interessadas na área durante o período Renascentista, sendo muitas delas, artistas que buscavam, na Anatomia, bases para retratarem de maneira mais precisa a figura humana. O mais famoso deles, Leonardo da Vinci, dentre seus diversos trabalhos, ainda é reconhecido por seus diversos esboços e obras baseados na arte da dissecação.

Fonte: PORTAL EDUCAÇÃO -