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domingo, 25 de novembro de 2018

Oxigênio Moldou a Terra que Conhecemos

 
Você sabia a atmosfera terrestre passou por diversas mudanças durante os 4,6 bilhões de vida do planeta?? A Terra atravessou períodos de temperaturas extremamente altas, em seu processo de formação, assim como extremamente baixas, na época das maiores glaciações (Huroniana e Snowball Earth). Da mesma forma, atravessou datas de diferentes taxas de íons e gases presentes na atmosfera, como Ferro, Hidrogênio e Oxigênio, que mudaram a composição e a atuação da atmosfera no surgimento da vida e das rochas.

Dois eventos de mudança na composição da atmosfera terrestre, que ficaram conhecidos como Grande Evento de Oxidação (GEO) e Evento Neoproterozoico de Oxigenação (NOE), foram importantes na gênese das formações ferríferas bandadas (BIF’s), como o itabirito por exemplo, que por sua vez são muito importantes para economia mineira e brasileira, tendo em vista que são minérios de ferro abundante em nossa terrinha, nos colocando no patamar de um dos maiores produtores de ferro do mundo. 

Nesses dois eventos ocorreram aumentos significativos na concentração de oxigênio (O2) na atmosfera e dividiram a história da nossa atmosfera em três períodos: atmosfera primária, secundária e terciária.

Grande Evento de Oxidação (GEO)

Por volta de 2,7 bilhões de anos atrás,surgiram na Terra,as primeiras cianobactérias que foram responsáveis pela retirada de CO2 da atmosfera, através da fotossíntese. 

Os estromatólitos são registros fósseis dessas cianobactérias, formados por bios sedimentos acumulados, gerando filmes microbianos e lama, podendo originar estruturas estratificadas. Estruturas as quais têm seu processo de estratificação relacionado a morte, a fossilização e a deposição dessas cianobactérias e os novos indivíduos se aglomeravam em cima da deposição, procurando luz para realizar a fotossíntese e formando torres gradualmente.
Estromatólitos
Quando a atividade vulcânica na Terra diminuiu e as placas continentais tornaram-se mais altas, durante a época em que o nível do mar ficou baixo, os processos intempéricos retiraram o CO2 da atmosfera através de reações com rochas expostas da superfície, tornando o efeito estufa fraco. Fazendo com que a temperatura atmosférica caísse, dando início a um período de glaciação global, conhecido como Glaciação Huroniana ou Primeira Snowboll Earth, que ocorreu há 2,4 a 2,1 bilhões de anos.

A atmosfera secundária surgiu há aproximadamente 2,2 bilhões de anos atrás, quando houve o derretimento da camada de gelo que envolvia a Terra, quando ela passou pela glaciação Huroniana. Essa camada de gelo branco, que antes refletia a luz solar, se desfez devido ao tectonismo, que criou vulcões que mudaram a temperatura terrestre, possibilitando esse derretimento. 

Passando a permitir a irradiação solar nos mares, proporcionando os recursos necessários para um aumento significativo na população das cianobactérias presentes no período, e desta forma possibilitando, através da fotossíntese, o aumento da quantidade de O2 e detrimento da redução de CO2, tornando a atmosfera oxidante. Esse evento foi denominado Grande Evento de Oxigenação (GOE).

Uma evidência das dessa mudança na composição da atmosfera são as formações ferríferas bandadas, datadas nesse período. Nessa época o oceano possuía uma camada superficial oxidante, assim como a nova atmosfera, e uma camada de água profunda que era redutora, devido vulcanismo que atuava no fundo dos oceanos. Durante esse período, o vulcanismo e outros processos eram responsáveis por liberar o Fe​+2 nos oceanos que ao alcançar sua camada oxidativa, reagiu formando Fe​+3 que precipitava ocasionando a deposição sob a forma de óxido de Ferro trivalente (hematita).

Devido às diferentes estações do ano ocorria uma mudança no pH dos oceanos que impedia a precipitação do Fe​+3​, esse fenômenos foi o responsável pela a formação de bandamentos presente nas BIF’s, tendo em vista que quando não ocorria precipitação do ferro, ocorreu deposição de silicatos e carbonatos. Entretanto a formação das BIF’s nesse período foi encerrado pelo impacto meteorítico de Sudbury que atingiu áreas oceânicas, causando tsunamis capazes de misturar essas camadas aquáticas (oxidante e redutora).​

Evento Neoproterozoico de Oxigenação (NOE)

Cerca de 790 a 630 milhões de anos atrás, o planeta passou por outra glaciação a Snowball Earth ou segunda Snowball Earth, provocando um ambiente parecido com o da glaciação Huroniana. Com o fim do período, ocorreu o Evento Neoproterozóico de Oxigenação (NOE). A composição da atmosfera mudou novamente, passando a possuir altas concentrações de N2 e aumento de O2, assim como hoje em dia. Essa mudança foi possibilitada pelo degelo das geleiras, que viabilizou o desenvolvimento de fitoplânctons, cianobactérias e outros seres autótrofos.
Terra – Bola de Neve / Fonte: NASA
As altas concentrações de oxigênio na nova atmosfera possibilitou surgimento de vida pluricelular como conhecido hoje em dia. Durante a Snowball os oceanos voltaram a apresentar um caráter redutor devido a isolação destes com a atmosfera e a atividade vulcânica na crosta oceânica, o que possibilitou novamente, junto com a nova composição mais oxidante da atmosfera, a formação de BIF’s.

Conheça 8 importantes minerais minérios

 
Sabe-se que metais não são encontrados na natureza na forma que os utilizamos, sendo eles obtidos, geralmente, a partir da extração e beneficiamento de minerais. O mineral-minério nada mais é que a parte do depósito de minério (material natural do qual pode ser extraído um ou mais minerais, de valor econômico aproveitável) que é economicamente aproveitável. 
É importante ressaltar que os sulfetos formam uma importante classe de minerais que incluem a maioria dos minerais minérios. Entretanto no texto de hoje, contemplamos apenas aqueles pertencentes à classe dos óxidos. Depois de explicarmos o básico sobre as propriedades dos minerais em como identificar minerais, apresentamos alguns dos importantes minerais-minérios dessa classe. 

Mineraisminérios de ferro


Utilizados em uma enorme escala de aplicações, como transportes, construções, máquinas industriais e eletrodomésticos, o ferro é um dos sustentadores da civilização moderna. Os principais minérios de ferro são hematita, magnetita e goethita, comumente encontrados em depósitos encontrados em formações ferríferas bandadas (BIF’s)

1. Hematita


hematita
Hematita
A hematita (Fe2O3) é um mineral do classe dos óxidos, pertencente ao grupo de nome homônimo, apresentando estrutura hexagonal. Principal constituinte do minério de ferro, a hematita possui brilho metálico, coloração vermelha a marrom-avermelhada ou preta. Diferencia-se pelo seu traço vermelho característico.
Cerca de 60% da produção nacional provém de Minas Gerais (quadrilátero ferrífero), sendo a hematita amplamente distribuída em rochas ígneas, sedimentares e metamórficas e forma o minério de ferro mais abundante.

2. Magnetita


magnetite
Magnetita de hábito octaédrico
A magnetita (Fe3O2) também faz parte do classe dos óxidos, enquadrando no grupo do espinélio, apresentando estrutura cristalina isométrica. Apresenta brilho metálico e é caracterizado principalmente por seu forte magnetismo, sua cor preta e por sua dureza (6). Comumente aparece na forma de octaedros.
É um mineral comum encontrado disseminado como um acessório na maioria das rochas ígneas. Com frequência está associado a corpos altamente titaníferos e geralmente associam-se com rochas metamórficas.

3. Goethita


goethita
Goethita apresentando seu hábito botrioide típico.

A Goethita (αFeO(OH) enquadra-se na classe dos hidróxidos, apresentando estrutura cristalina ortorrômbica. Aparecendo comumente sob a forma de um agregado cristalino fibroso, esse mineral pode ocorrer em vários tons de castanho, laranja, amarelo e vermelho, ainda que mantenha traço característico castanhoamarelado. É opaco e tem brilho adamantino.
É um dos minerais mais comuns sendo tipicamente formado sob condições oxidantes como produto de intemperismo de minerais com ferro.

Minerais-minério de alumínio


Embora não seja uma espécie mineral, a bauxita é o principal minério de alumínio (terceiro elemento mais abundante na natureza) sendo constituída por um agregado de minerais óxidos de alumínio, a mistura de diásporo, gibbsita e boehmita.

4. Bauxita

bauxitaÀ esquerda, bauxita, e à direita, alumínio primário (Mineração Rio do Norte).
A bauxita é composta por uma mistura de óxidos hidratados de alumínio em várias proporções, aparecendo comumente como grãos concrecionais arredondados, sendo também maciça, terrosa e semelhante a material argiloso.
A formação da bauxita resulta da decomposição de rochas alcalinas, provocada pela infiltração da água das chuvas nas rochas ao longo de milhões de anos. A coloração avermelhada desse minério é determinada pela presença de óxidos de ferro. Para que seja economicamente aproveitável, a bauxita deve apresentar no mínimo 30% de óxido de alumínio.

Minerais-minério de manganês


Minerais de minério de manganês comuns são a pirolusita, a manganita e a romanechita (também conhecido como psilomelano). As maiores reservas de minério de manganês estão no campo manganífero Kalahari, na África do Sul, possuindo 81% das reservas mundiais conhecidas em terra.

5. Pirolusita


Pirolusita
Pirolusita
A pirolusita (MnO2) enquadra-se na classe dos óxidos, de sistema cristalino tetragonal, e raramente tem cristais bem desenvolvidos. Geralmente aparece fibrorradiado ou colunar. É caracterizada e diferenciada dos outro minerais de manganês pelo seu risco preto e por sua baixa dureza.

6. Manganita


Manganita
Manganita
A manganita (MnO(OH)) enquadra-se na classe dos hidróxidos, com sistema cristalino monoclínico. Apresenta geralmente cristais prismáticos, frequentemente colunares a grosseiramente fibroso. É reconhecido principalmente por sua cor preta e cristais prismáticos. Sua dureza (4) e traço marrom a distinguem da pirolusita.

7. Romanechita


Romanechita
Romanechita
A romanechita também é um hidróxido, do sistema cristalino monoclínico e de hábito botrioidal. Diferencia-se dos outros óxidos de manganês por sua dureza mais elevada e forma botrioide, e da limonita por seu traço preto.

Mineral-minério de Cromo


Olivina peridotito. Composta sobretudo por olivina, o peridotito é a fonte mais importante de minérios de cromo.
Olivina peridotito. Composta sobretudo por olivina, o peridotito é a fonte mais importante de minérios de cromo.
O único mineral minério de minério do cromo é a cromita. Ela ocorre em rochas ultrabásicas como os peridotitos. As duas maiores regiões produtoras de cromita localizam-se na África do Sul e no Zimbábue.

8. Cromita

Cromita - Fonte: https://rochasmineraisgemasfosseis.blogspot.com
Cromita – Fonte: https://rochasmineraisgemasfosseis.blogspot.com
A cromita (FeCr2O4) é um óxido de sistema cristalino isométrico, sendo caracterizada por ser insolúvel, traço castanho a preto, forma octaédrica e magnetismo baixo a ausente.
Também é usada como material refratário, pigmentos em tintas, na fabricação de cromatos, na preparação de sais de cromo, como camada isolante quimicamente neutra entre tijolos de magnesita e de sílica refratária, e na fabricação de tijolos refratários com magnesita (cromo-magnesita), para fornos de aço.