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sexta-feira, 1 de agosto de 2025

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Paleontólogos encontram fósseis de peixes de 15 milhões de anos tão bem preservados que suas últimas refeições estão intactas

Rocha avermelhada com fóssil na mão de alguém
Os peixes se alimentavam de larvas de mosquitos fantasmas, insetos e bivalves antes de morrer. Dingo Salgado 2020

Peixes fossilizados encontrados na Austrália estão tão bem preservados que os paleontólogos conseguem ver o que as criaturas comeram em suas últimas refeições há cerca de 15 milhões de anos.

Eles descreveram os peixes — que pertencem a uma espécie recém-identificada chamada Ferruaspis brocksi — em um artigo publicado na segunda-feira no Journal of Vertebrate Paleontology .

F. brocksi era um pequeno peixe que vivia em lagos de água doce no que hoje é o centro de Nova Gales do Sul, estado no sudeste da Austrália. Hoje, o centro de Nova Gales do Sul é composto principalmente por terras agrícolas áridas. Mas, quando o peixe estava vivo, durante o Mioceno, a região era uma floresta tropical temperada e exuberante.

Paleontólogos encontraram vários fósseis intactos de F. brocksi enquanto exploravam um sítio de pesquisa conhecido como McGraths Flat, perto da cidade de Gulgong. Depois de não encontrarem nada em um sítio fóssil próximo, eles foram até McGraths Flat para ver se teriam mais sorte lá — e, como se viu, tiveram.

Assim que a equipe chegou, Jochen Brocks , um geocientista da Universidade Nacional Australiana, decidiu abrir uma rocha. Ele ficou chocado ao encontrar um peixe fossilizado quase perfeito dentro dela, completo com tecido mole e um esqueleto articulado, o que significa que os ossos ainda estavam dispostos como estavam durante a vida do peixe. Mas ele e seus colegas não reconheceram a criatura.

Os pesquisadores continuaram procurando e encontraram algumas dezenas de fósseis adicionais do mesmo tipo de peixe no local. Eles estavam tão bem preservados que os pesquisadores puderam ver que os animais haviam comido larvas de mosquito-fantasma , insetos e bivalves antes de morrer; um deles também tinha um parasita preso à cauda, um mexilhão de água doce juvenil conhecido como glochidium.

"Foi um completo acaso", disse Jochen a Ellen Phiddian e Peter de Kruijff, da Australian Broadcasting Corporation . "Só porque não tínhamos mais nada para fazer, olhamos para aquelas pedras."

Desenho de vários peixinhos prateados
Esta ilustração artística mostra como F. brocksi poderia ter sido em vida. Alex Boersma

Os peixes fossilizados também surpreenderam os paleontólogos, pois estavam sepultados em um mineral conhecido como goethita , que contém muito ferro. Eles não imaginavam que um mineral tão rico em ferro pudesse preservar fósseis tão bem — portanto, a descoberta pode inspirar os paleontólogos a examinar mais de perto as rochas de goethita no futuro.

O mineral também inspirou parte do nome científico da nova espécie, Ferruaspis brocksi . “Ferru” vem da palavra latina para ferro, enquanto “brocksi” é uma referência a Brocks, que descobriu os fósseis.

“Nós tendemos a não pensar que rochas ricas em ferro contêm grandes fósseis, então o fato de que eles as recuperaram abre uma nova área para as pessoas investigarem”, disse Kate Trinajstic , paleontóloga da Curtin University da Austrália que não estava envolvida na pesquisa, à Australian Broadcasting Corporation.

Quando os cientistas trouxeram os peixes fossilizados de volta ao laboratório, eles os colocaram sob um microscópio eletrônico de varredura. A tecnologia revelou os restos de células chamadas melanossomas, que produzem o pigmento melanina. Essas células indicam que o F. brocksi tinha duas listras laterais, um estômago claro e um dorso mais escuro.

Paleontólogos usaram melanossomas fossilizados para deduzir a cor das penas de pássaros. Mas esta é a primeira vez que eles foram usados para reconstruir o padrão de cores de um peixe extinto há muito tempo, de acordo com um comunicado do Museu Australiano.

O F. brocksi pertence à ordem Osmeriformes , um grupo de peixes de água doce com nadadeiras raiadas que inclui o grayling australiano e o eperlano australiano. Mas, até agora, os cientistas nunca haviam descoberto um peixe Osmeriformes fossilizado no país, o que dificultou a determinação de quando essas criaturas chegaram à Austrália e como evoluíram ao longo do tempo.

Agora, a equipe espera que os restos fossilizados de F. brocksi possam lançar alguma luz sobre a história e a linhagem do grupo Osmeriformes. Também podem ajudar a compreender os antigos ecossistemas da Austrália durante o Mioceno, quando o clima do continente estava mudando.

“Na época em que esses peixes morreram e foram preservados, aquele foi um período de transição para a Austrália”, disse o coautor do estudo, Michael Frese , virologista da Universidade de Canberra, na Austrália, à Petra Stock, do Guardian . “Basicamente, é uma lição de história, ou uma lição geológica, sobre o que acontece se o clima mudar fundamentalmente.”

domingo, 25 de novembro de 2018

Conheça 8 importantes minerais minérios

 
Sabe-se que metais não são encontrados na natureza na forma que os utilizamos, sendo eles obtidos, geralmente, a partir da extração e beneficiamento de minerais. O mineral-minério nada mais é que a parte do depósito de minério (material natural do qual pode ser extraído um ou mais minerais, de valor econômico aproveitável) que é economicamente aproveitável. 
É importante ressaltar que os sulfetos formam uma importante classe de minerais que incluem a maioria dos minerais minérios. Entretanto no texto de hoje, contemplamos apenas aqueles pertencentes à classe dos óxidos. Depois de explicarmos o básico sobre as propriedades dos minerais em como identificar minerais, apresentamos alguns dos importantes minerais-minérios dessa classe. 

Mineraisminérios de ferro


Utilizados em uma enorme escala de aplicações, como transportes, construções, máquinas industriais e eletrodomésticos, o ferro é um dos sustentadores da civilização moderna. Os principais minérios de ferro são hematita, magnetita e goethita, comumente encontrados em depósitos encontrados em formações ferríferas bandadas (BIF’s)

1. Hematita


hematita
Hematita
A hematita (Fe2O3) é um mineral do classe dos óxidos, pertencente ao grupo de nome homônimo, apresentando estrutura hexagonal. Principal constituinte do minério de ferro, a hematita possui brilho metálico, coloração vermelha a marrom-avermelhada ou preta. Diferencia-se pelo seu traço vermelho característico.
Cerca de 60% da produção nacional provém de Minas Gerais (quadrilátero ferrífero), sendo a hematita amplamente distribuída em rochas ígneas, sedimentares e metamórficas e forma o minério de ferro mais abundante.

2. Magnetita


magnetite
Magnetita de hábito octaédrico
A magnetita (Fe3O2) também faz parte do classe dos óxidos, enquadrando no grupo do espinélio, apresentando estrutura cristalina isométrica. Apresenta brilho metálico e é caracterizado principalmente por seu forte magnetismo, sua cor preta e por sua dureza (6). Comumente aparece na forma de octaedros.
É um mineral comum encontrado disseminado como um acessório na maioria das rochas ígneas. Com frequência está associado a corpos altamente titaníferos e geralmente associam-se com rochas metamórficas.

3. Goethita


goethita
Goethita apresentando seu hábito botrioide típico.

A Goethita (αFeO(OH) enquadra-se na classe dos hidróxidos, apresentando estrutura cristalina ortorrômbica. Aparecendo comumente sob a forma de um agregado cristalino fibroso, esse mineral pode ocorrer em vários tons de castanho, laranja, amarelo e vermelho, ainda que mantenha traço característico castanhoamarelado. É opaco e tem brilho adamantino.
É um dos minerais mais comuns sendo tipicamente formado sob condições oxidantes como produto de intemperismo de minerais com ferro.

Minerais-minério de alumínio


Embora não seja uma espécie mineral, a bauxita é o principal minério de alumínio (terceiro elemento mais abundante na natureza) sendo constituída por um agregado de minerais óxidos de alumínio, a mistura de diásporo, gibbsita e boehmita.

4. Bauxita

bauxitaÀ esquerda, bauxita, e à direita, alumínio primário (Mineração Rio do Norte).
A bauxita é composta por uma mistura de óxidos hidratados de alumínio em várias proporções, aparecendo comumente como grãos concrecionais arredondados, sendo também maciça, terrosa e semelhante a material argiloso.
A formação da bauxita resulta da decomposição de rochas alcalinas, provocada pela infiltração da água das chuvas nas rochas ao longo de milhões de anos. A coloração avermelhada desse minério é determinada pela presença de óxidos de ferro. Para que seja economicamente aproveitável, a bauxita deve apresentar no mínimo 30% de óxido de alumínio.

Minerais-minério de manganês


Minerais de minério de manganês comuns são a pirolusita, a manganita e a romanechita (também conhecido como psilomelano). As maiores reservas de minério de manganês estão no campo manganífero Kalahari, na África do Sul, possuindo 81% das reservas mundiais conhecidas em terra.

5. Pirolusita


Pirolusita
Pirolusita
A pirolusita (MnO2) enquadra-se na classe dos óxidos, de sistema cristalino tetragonal, e raramente tem cristais bem desenvolvidos. Geralmente aparece fibrorradiado ou colunar. É caracterizada e diferenciada dos outro minerais de manganês pelo seu risco preto e por sua baixa dureza.

6. Manganita


Manganita
Manganita
A manganita (MnO(OH)) enquadra-se na classe dos hidróxidos, com sistema cristalino monoclínico. Apresenta geralmente cristais prismáticos, frequentemente colunares a grosseiramente fibroso. É reconhecido principalmente por sua cor preta e cristais prismáticos. Sua dureza (4) e traço marrom a distinguem da pirolusita.

7. Romanechita


Romanechita
Romanechita
A romanechita também é um hidróxido, do sistema cristalino monoclínico e de hábito botrioidal. Diferencia-se dos outros óxidos de manganês por sua dureza mais elevada e forma botrioide, e da limonita por seu traço preto.

Mineral-minério de Cromo


Olivina peridotito. Composta sobretudo por olivina, o peridotito é a fonte mais importante de minérios de cromo.
Olivina peridotito. Composta sobretudo por olivina, o peridotito é a fonte mais importante de minérios de cromo.
O único mineral minério de minério do cromo é a cromita. Ela ocorre em rochas ultrabásicas como os peridotitos. As duas maiores regiões produtoras de cromita localizam-se na África do Sul e no Zimbábue.

8. Cromita

Cromita - Fonte: https://rochasmineraisgemasfosseis.blogspot.com
Cromita – Fonte: https://rochasmineraisgemasfosseis.blogspot.com
A cromita (FeCr2O4) é um óxido de sistema cristalino isométrico, sendo caracterizada por ser insolúvel, traço castanho a preto, forma octaédrica e magnetismo baixo a ausente.
Também é usada como material refratário, pigmentos em tintas, na fabricação de cromatos, na preparação de sais de cromo, como camada isolante quimicamente neutra entre tijolos de magnesita e de sílica refratária, e na fabricação de tijolos refratários com magnesita (cromo-magnesita), para fornos de aço.